Mudanças
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Já eram duas horas da tarde, o gabinete da Hokage encontrava-se em uma tremenda bagunça. Shizune, que tentava arrumar a bagunça, fazia exatamente o contrário visto que estava extremamente aflita. Mais cedo naquele mesmo dia Tsunade havia sido chamada pelo Lorde Feudal, os Conselheiros e Danzou. As semanas passadas haviam sido bem conturbadas na aldeia e em todo o mundo ninja, notícias e boatos sobre as organizações inimigas que se encontravam em expansão e ‘’movimentos suspeitos’’ ficaram cada vez mais frequentes e cada vez mais missões Rank-S surgiam. Shizune não pôde acompanhar Tsunade até onde ela estava, e há meia hora atrás a kunoichi tinha recebido ordens para limpar a sala da Hokage e deixa-la ‘’o mais organizado possível’’. Tsunade não havia retornado ainda.
Alguém bate à porta. Era um Anbu-Ne.
— Já terminou por aqui?
— S-sim. – respondeu Shizune meio desconcertante.
— Ótimo. Acompanhe-me por favor.
Shizune seguiu o Anbu. Qualquer que seja o assunto e a decisão naquela reunião, coisa boa é que não era.
(...)
Itachi estava preocupado. Se seu irmão havia tentado matar Orochimaru e falhado, por que ainda estava em Otogakure? E se aquela cobra tivesse possuído o corpo de Sasuke? Não, impossível. A informação que a Akatsuki havia recebido era confiável, Orochimaru ainda estava vivo e planejando algo, além disso não tinha conseguido outro corpo e seus braços continuavam selados. Mesmo assim, o que Sasuke estava fazendo?
- Você parece preocupado Itachi-san. – Disse Kisame.
- Sim. Recrutar várias pessoas para a organização tão rapidamente não me parece certo. – Mentiu o Uchiha, aquele não era o motivo de sua aparente preocupação.
- Sim. – Respondeu Kisame.
- Estamos levantando suspeitas demais. As vilas já estão se mobilizando contra nós. – Aquilo era verdade.
- Parece que Nayuki deixou Pain-sama realmente desesperado, sem falar no Orochimaru, o que será que aquela cobra está planejando? – Continuou Kisame.
Nayuki foi uma ninja que recentemente havia se encontrado com Pain, nenhum dos Akatsukis sabia ao certo quem era ela ou de onde surgiu, mas Pain ficou nervoso. Ele ordenou a expansão da organização no dia seguinte.
Cada dupla foi designada para recrutar um novo membro, Konan entregou-lhes informações como localização, nome e dados de combate para caso precisassem enfrentar o escolhido. Se a dupla conseguisse recrutar ficariam responsáveis pela adaptação do novo membro a organização. O alvo de Itachi e Kisame era uma ninja que segundo informações possuía a lendária espada Masamune selada em seu corpo, e podia invoca-la durante a batalha para usá-la. Foi o único dado de batalha que Konan havia lhes fornecido.
- Vilarejo Natsume. — Kisame leu a placa na entrada do local. Era um vilarejo comum com pequenas casas de madeira. Aparentemente o alvo da dupla era uma moradora.
- Vamos perguntar por ela.
- Mas será que vão nos responder algo Itachi-san?
- Talvez vamos precisar lutar. Fique atento Kisame.
- Sim, sim. – Disse o nukenin. Parecia querer mesmo lutar.
A dupla seguiu caminho pelo local. Os moradores estavam assustados e ninguém dava informação alguma. Os nukenins haviam entrado em uma loja de dangos, Kisame sentou-se na mesa e Itachi foi fazer o pedido e perguntar a dona do local sobre quem estavam procurando. A velha olhou o nukenin de cima a baixo e fez sinal de não com a cabeça.
- Talvez precisemos forçar um pouco as coisas Itachi-san. – Disse Kisame quando o Uchiha voltou a sentar-se.
- Sim.
Demorou alguns minutos até a garçonete trazer o pedido. Era uma garota de cabelos loiros presos num rabo de cavalo.
- Aqui está.
- Obrigado. – Agradeceu Itachi. A garota ainda continuou olhando a dupla.
- Talvez eu possa ajudar. – Ela disse. – Sei onde está quem você procura.
- Onde? – Perguntou.
- Posso levar vocês até lá. Mas com uma condição.
Kisame começou a rir.
- Você sabe quem somos garotinha? Quer mesmo se envolver conosco? – Disse Kisame.
- Sim! Não tenho medo!
- O que você quer? – Perguntou Itachi.
- Eu digo no caminho. Eaí? Aceita?
Kisame abriu um largo sorriso.
- Mostre o caminho. – Disse.
(...)
Já era noite. Kabuto andava pelos corredores do esconderijo em direção ao laboratório. Karin e Suigetsu faziam barulho discutindo nos corredores, Juugo estava sabe-se lá onde e Sasuke havia começado um rígido treinamento desde que falhou em matar Orochimaru. Este último estava no laboratório junto com Mai, uma garota de cabelos castanhos que Orochimaru trouxe para o covil no dia anterior. Nenhum dos membros da organização, com exceção de Kabuto, a conhecia. O encontro com a garota foi breve, Orochimaru chegou e disse ‘’Essa é Mai. ’’ E foi isso. O interesse de Orochimaru nela devia-se pelo fato de que a garota possuía um processo de cura assustador, que poderia talvez ajudar no retardamento do selo nos braços da cobra.
Desde que havia chegado Kabuto não havia conversado com ela e Orochimaru levou-a direto para o laboratório. Quando chegou a garota não disse uma palavra, era uma menina de provavelmente dezessete anos, pensou Kabuto, e não estava nenhum pouco assustada com nada daquilo. Manteve-se calada e inexpressiva todo o caminho até o laboratório na noite anterior. Enquanto Kabuto e Orochimaru conversavam, ela caminhou atrás dos dois e ao chegar no laboratório nada a incomodou, nem os frascos com órgãos, tecidos e cobaias, ou os bisturis, injeções e o cadáver sob a maca no qual Orochimaru já tinha perdido o interesse. Quando Kabuto disse boa noite e fechou a porta ela apenas sorriu.
E agora o ninja estava indo ao laboratório, perguntava-se se a garota estava morta e Orochimaru já havia descoberto o que queria. Não que Kabuto ligasse, ela só parecia interessante. Chegou finalmente a entrada do laboratório e abriu as portas.
- Boa noite Orochimaru-sama. Fiz a missão que me pediu e aqui está o livro que procurava. – Disse Kabuto. Ele havia passado o dia todo em um esconderijo antigo procurando um livro que Orochimaru pediu.
Orochimaru estava de pé analisando uma amostra de sangue e pediu que Kabuto entrasse. Mai estava sentada na maca lendo um livro de anatomia, ela parecia entretida. Ela tinha algumas manchas secas de sangue onde deveriam existir cortes, mas já haviam se curado.
- Boa noite Mai. – Kabuto disse. A garota levantou o olhar para ele.
- Boa noite. – disse.
- Kabuto, leve Mai para conhecer os outros. – Disse Orochimaru, parecia extremamente entretido com a pesquisa que fazia.
- Ok. – Disse Kabuto. A garota desceu da maca e o seguiu para fora do laboratório.
- Vou te mostrar onde será seu quarto, enquanto você toma um banho irei reunir todos na sala de reuniões.
- Certo.
Ele levou a garota até um quarto desocupado do covil, entregou-lhe o uniforme da organização e deixou-a.
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