Mudanças

6 Lágrimas


Notas iniciais
Ai está gente...
Vô me esconder para não levar bronca*
Mas antes de qualquer coisa me deixem explicar, enfim tentei fazer maior e com o Sasuke e devo alertar: sou péssima escrevendo SasuSaku, acho esse casal tão sem...
De qualquer forma me pediram e eu fiz!
Espero que gostem!!!

Eu realmente estou ferrado! E, ainda mais essa, estou confuso. Não consigo mais entender o que está se passando na minha cabeça e no meu coração. Quando soube que teria de me casar senti meu coração doer, perdi o ar por um momento, voltei meu olhar para ela sem nem perceber. Sabia que se eu voltasse teria de pagar por meus atos e estava disposto a fazer qualquer coisa, enfrentar qualquer missão se eu pudesse ver aqueles olhos novamente, se eu pudesse ver aquele sorriso de novo. Estava apaixonado por ela, e não sei o que fazer. Nunca me senti tão perdido, eu odiava isso, não saber onde estava pisando, entregar sua vida nas mãos de outra pessoa. Uma parte de mim deseja esquece – lá, matar esse sentimento antes que me faça sofrer, mais o outro, bem mais forte e insistente, gritava por ela, tentava convencer a outra parte que não haveria dor nem traição, que eu podia me entregar voltar a ser como antes, alegre e feliz. E agora eu estou sentado no chão da minha sala e acabei de ver uma cena, no mínimo estranha. Era totalmente errado, na minha opinião, ver pessoas decidindo seu futuro como se fosse um filme ou peça de teatro. Eu havia ficado imensamente feliz ao saber que me casaria com ela, mas não queria que fosse assim. No começo ela discutiu e berrou á plenos pulmões que não aceitaria, e aquilo me feriu profundamente, mais não deixei transparecer, eu ainda tinha meu orgulho Uchiha. Mas eu tinha de concordar com ela, os conselheiros passaram dos limites totalmente, querer que nós tenhamos filhos, não posso conviver com isso, passar o resto de minha vida com a mulher que eu amo e saber que ela só está ali, ao meu lado, por obrigação. Não quero isso pra ela.

Enquanto eu voltava para a vila pensei que talvez ela ainda me amasse, como ela disse quando eu fui embora. Mas ela não me dirigiu a palavra durante todo o caminho, não liguei muito, afinal estávamos em batalha e ela, como ninja medica, devia ter gastado muito chakra, estar exausta e triste com as baixas. E acima de tudo isso devia estar preocupada com o estado do dobe, que havia se ferido muito na batalha contra Madara. Mas até hoje ela mal fala comigo, não que eu tenha buscado muitas conversas com ela. De qualquer forma vou me esforçar para conquistá-la, pois já tomei minha decisão. Vou me entregar a esse sentimento e se houver tristeza no fim desse caminho, á minha espera, poderei, sempre, contar com meus amigos. O Dobe me mostrou isso.

—Certo—Respondi com a maior naturalidade que pude que foi bem pouca por que aquela situação era bem inusitada, mas se Ino acreditava que só isso bastaria, então está ótimo.

—Vá até o hospital amanhã á tarde e me procure.

Ela nem mesmo se deu ao trabalho de me olhar ao falar, apenas se levantou e caminhou em direção a porta. Sem esperar ela puxou a porta de correr e saiu, sozinha ela começou a andar sozinha pela noite escura e fria.

Permanecemos uns instantes em silencio, encarando a porta aberta, por onde ela havia saído. Ela parecia estar chorando, pois hora ou outra levava as mãos ao rosto e eu podia ver seus ombros se movendo, um movimento claro de soluços. Seus passos eram lentos e vacilantes e ela parecia tremer, talvez sentisse frio, á quem eu estava querendo enganar?!Aquilo era seu pranto, causado por mim. Ela parecia fazer força para não cair, e aquilo era minha culpa, nunca me senti tão culpado. Odiava vê-la sofrer, ainda mais por minha causa.

Ino suspirou, ainda muito perto do Gaara, ela parecia sofrer com a dor da amiga.

—Amanhã ela estará melhor. –Hinata disse com sua voz doce e se levantou pronta para ir embora

—É, acho que ela ainda não viu as coisas como o restante de nós—Temari também se preparava para ir.

—Por que as coisas não são iguais para você duas, Temari! Ela terá de se casar de verdade, ter filhos e não um contrato como você e Ino.

—Na verdade você está sendo dramático Shika, não é como se esses casamentos fossem durar pelo resto de nossas vidas.

—E não vão?—Eu tive de perguntar, afinal Tenten falou como se já soubesse exatamente como conseguir a separação e que a data para tal já estivesse marcada.

—Lógico que não!—Quem respondeu foi Hinata que também já estava de pé—No meu caso, por exemplo, assim que eu assumir o controle do clã, eu e o Naruto nos divorciamos. –Era estranho vê-la chamar o Naruto sem o “kun”, assim como ver a Sakura falando o meu dessa mesma forma fria e indiferente. –Esse casamento é necessário por que meu pai, buscando mais poder e influencia sobre a vila, ameaçou desfazer as alianças do clã com Konoha, mas estando eu no comando do clã essa possibilidade não existirá, então, já não será necessário nos mantermos casados. –Ela pensou em todos os detalhes. Espiei o dobe pelo conto dos olhos, ele parecia triste e pensativo. Eu já havia notado que ele estava um pouco estranho ultimamente. Naruto começou a ficar longos períodos em silencio, aparentemente pensando, até eu me sentia incomodado com seu silencio e me via obrigado a puxar assunto. Teve até mesmo a vez em que fomos em uma missão e nem mesmo o nome do jutso ele disse, apenas fez os símbolos e acabou com vinte jounins, já sabia que ele era muito forte mas mesmo assim o loiro gostava de uma luta corpo-a-corpo.

Ele devia estar apaixonado e confuso, assim como eu, e analisando todas as expressões que ele fez hoje eu diria que é pela Hinata. Também ele estava deixando isso bem evidente: quando ela sorria ele quase babava.

—Você pensou em tudo mesmo, né Hinata-Sama?

—Não precisa me chamar assim Neji-niisan, e é claro que pensei esse é um principio ninja Neji, use a cabeça para pensar e não só para usar uma bandana ou cabelos compridos.

Nossa essa doeu até em mim!

—Exatamente. Pelo visto nenhum de vocês pensou em alguma solução plausível para contornar essa situação. —Ela sorria debochada para nós. Essas meninas estão fogo.

Mas pensando bem, tinha de doer em mim também, por que se eu bem entendi aquela indireta, bem direta, também foi para mim.

—E você pensou, Tenten?—O Hyuuga não pareceu gostar do que ouviu da prima e a Tenten, elas nos chamaram de burros na cara de pau.

—Mas é claro! Primeiro: Não sei por quanto tempo vou conseguir manter minha sanidade, esse poder é muito forte e a cada dia que passa ele parece crescer mais e mais. Então, pode ser que á qualquer momento meu querido maridinho tenha de me matar.—Nossa como ela estava mudada, seu tom de voz parecia até mesmo o meu, carregado de sarcasmo.—E segundo: assim que a Hina assumir o clã ela pode me liberar, assim pode ser posto em mim um selo de contenção, e caso eu perca o controle vocês poderão me conter antes que eu faça uma bagunça daquelas na vila. Simples assim. –Ficamos todos boquiabertos, elas já não eram as mesmas garotinhas, eram mulheres formadas, fortes e inteligentes. Vi que o Hyuuga não ficou muito feliz com essa solução, talvez ele não quisesse se separar dela antes mesmo do casamento. Bom, eu fiquei feliz, não pela tristeza deles é claro, mas sim por que a Sakura não tem as mesmas opções que elas. É uma ordem da vila, nem mesmo Tsunade-Sama pode contrariar, ela terá de obedecer. Terá de ficar ao meu lado.

—E a Sakura pode pedir o divorcio quando o Naruto assumir o posto de Hokage, por que, provavelmente, os anciões já terão mudado. E o Sasuke recuperado a confiança de todos não só na vila como também em outros países e aldeias, especialmente por ser amigo intimo do Hokage e do Kazekage. –Eu não tinha pensado dessa forma, mas agora vi que elas estavam certas. Meu casamento já tinha data de validade. Então só me restava aproveitar o tempo que eu tinha ao lado dela. Droga, até parece que elas sabiam o que eu estava pensando e só falaram pra me irritar. Não, não tinha como eu ter deixado meus sentimentos transparecer, aquele sorrisinho presunçoso, que estava estampado em seu rosto, devia ter outro significado.

—Bom, nós já vamos indo, já né meninos. – As três já estavam na porta, menos Ino que continuava beeiem perto do Gaara. Eles tinham os olhos fixos um no outro. Aquela troca de olhares era estranha. Eu entendia que a mão dele teimasse em permanecer presa a cintura fina dela, afinal ela era gostosa pra caramba! Também entendia que hora ou outra seus olhos fossem atraídos para aqueles lábios chamativos e provavelmente, muito saborosos. Eles pareciam alheios a tudo, era como se não estivéssemos ali. Os outros devem ter notado o mesmo que eu, por que os olhavam sem entender, as meninas pararam na porta e também olharam. Suas expressões eram calmas e vazias, diferente de mim, Neji, Shika e Naruto que não estávamos entendendo aquele olhar e deixávamos isso bem claro. Já Gaara e Ino pareciam bobos, como se estivessem vendo a coisa mais linda e perfeita do mundo, dentro dos olhos um do outro. Putz! Agora eu acho que entendi. Mas não podia ser, eles mal se conheciam, nunca haviam, sequer, os visto trocar uma palavra antes de hoje então não poderiam estar apaixonados. Não. Não tinha como isso ser possível. Se bem que eu fiquei longe da Sakura por anos e ainda sim a amava loucamente. Também nunca dei espaço para ela se aproximar, gostava mais de observá-la de longe. Mas meu sentimento é algo que foi construindo com o tempo, cada hora que eu passava ao lado dela passaram a ser as mais esperadas do meu dia, cada implicância dela com o Naruto, era minha alegria. Talvez seja assim mesmo, quando se encontra a pessoa certa não importa se você a conhece bem ou mal a viu, você não consegue mais esquecê-la.

—Você não vem, Ino? –Temari sempre pareceu e foi a mais impaciente e por isso não se conteve em esperar os dois se tocarem da cena, no mínimo estranho deles.

—Ah! Claro, claro, já estou indo. Já né. –Ela ficou visivelmente encabulada, o rosto muito vermelho, o que era difícil de acontecer com ela. Até o Gaara estava corado, as bochechas levemente rosadas. Elas partiram juntas conversando e rindo sobre algum assunto que não deu para identificar o que era. Parecia que só Ino não achou o assunto engraçado, pois mesmo um pouco longe pudemos ouvir o berro que ela deu de que “não tinha graça”. Ficamos alguns minutos nos encarando em silencio, já que era sempre o dobe quem puxava assunto e agora ele parecia bem longe, acho que poderíamos estourar uma bomba e ele nem notaria.

Eu até queria puxar assunto, mas era algo um pouco difícil para mim. Gaara e Neji deviam estar sentindo o mesmo que eu, pois olhavam ao redor como se estivessem procurando algo muito interessante. Shikamaru parecia não se importar com o silencio, mais sim com o comportamento estranho e quieto do Naruto.

—E ai, o que vocês acham dessa historia toda? –Graças a Kami-Sama alguém resolveu falar alguma coisa, mesmo que fosse um assunto idiota, especialmente vindo do Shikamaru considerado o gênio da vila.

—Isso vai ser bem estranho.

—Essa parte é bem obvio, né, Neji?!—Shika respondeu depois de um bocejo—Mas eu quero saber se vocês acham que vão conseguir dormir com elas do lado por um bom tempo e como vocês vão lidar com essa situação depois da separação. E ainda se vocês já pensaram em como vão passar anos sem pegar ninguém.

—Como assim?—É parece que eu estou enganado e o cérebro dele é mil vezes mais rápido do que eu pensava, ainda não cheguei onde ele está.

—Muito simples Sasuke, se você, por exemplo, trair a Sakura com qualquer uma só para aliviar a tensão de dormir com a Haruno do lado e não poder tocá-la você será assassinado. Por mais que esse casamento não seja de verdade nenhuma delas vai aceitar uma traição.

—Não cheguei nessa parte ainda—Fui sincero, estava abrindo meu coração aos poucos, não escondendo tudo de todos. E com eles eu já não era tão frio e fechado, eles eram meus amigos de verdade, confiava minha vida nas mãos daqueles idiotas.

—Eu também não tinha pensado nisso ainda, estava mais preocupado com os apelidos toscos. Mas muito obrigado por me dar mais esse preocupação—Gaara foi extremamente sarcástico, com um sorriso sádico adornando os lábios, seja qual for seus pensamentos eu não queria estar nele e tinha dó de quem estivesse.

—Eu preciso de uma boa dose de sakê!—Neji tinha uma expressão dramática, ele iria sofrer muito, por que o corpo da Tenten, o humor dela e ainda o fato de que segundo as meninas ela gosta de usar roupas bem curtas

—Eu também preciso. —Pelo menos o Shika ia ter um bom motivo para não agarrar a Temari, o Gaara, se ele triscasse um só dedo nela estava morto.

Mas e no meu caso em que os conselheiros de Konoha vão ficar em cima, querendo saber como anda nossa vida privada e a chegada de possíveis herdeiros?! To muito ferrado!Também preciso de sakê.

Me levantei e fui até a cozinha pegar, os meninos já tinham se sentado novamente, pareciam estarrecidos com aquela parte da realidade. E eu podia jurar que tinha visto um volume suspeito nas calças do Gaara, não que eu prestasse atenção, mas ele parecia incomodado ao sentar também. Será que ele tinha ficado animadinho? Bom isso não é da minha conta de qualquer forma.

Voltei, trazendo duas garrafas, se era para beber então que enchesse logo a cara, e cinco copos. Cada um pegou um e as garrafas foram passando de mão em mão, cada um se servindo, eles já eram de casa não tinham mais cerimônias, não que algum dia eles tenham tido. Sempre que podíamos nos reuníamos para beber e conversar sobre banalidades, na maior parte das vezes era aqui em casa, já que o apartamento do dobe era minúsculo e não podia fazer muito barulho por lá, não que fossemos escandalosos mas quando alguém bebia demais, normalmente o Naruto, era impossível controlar todas as nossas ações; o preguiçoso do Shika praticamente morava com os pais, meio que a mãe dele não quis deixar ele sair de casa, e ele só disse “que problemático”, e então o clã Nara mandou construir uma casinha, ênfase no “inha”, por isso lá era fora de cogitação; o Neji foi quase a mesma coisa, o tio dele não permitiu que ele fosse morar fora dos limites do clã, então ele mora na antiga casa do pai dele, bem do lado do tio dele, e o que é pior é morar cercado de pessoas que possuem o Byakugam; bom Gaara mal ficava na vila e quando ficava era hospedado em alguma hospedaria, enfim só sobrava a mim, o único verdadeiramente independente.

Neji foi o primeiro a se servir, encheu o copo até a borda e virou de vez, depois tornou a enchê-lo e passou a garrafa para o dobe, este pegou, sem muito entusiasmo e pôs um pouco no copo, nem chegava a metade, bebericou por um instante e passou a garrafa para o Shika, este o olhou por um momento e depois me olhou, na face a pergunta:” o que ele tem?”, apenas dei de ombros, depois falaria com eles sobre o Naruto. Depois de encher seu copo Shika depositou a garrafa no centro do circulo, uma vez que eu já estava servido, fruto da segunda garrafa, e esta está na mão do Gaara que não soltou ela; ele entornava em copo e tornava a enchê-lo logo em seguida. E assim ficamos por horas conversando sobre banalidades, pensar no problema agora não iria resolver nada então era melhor espairecer. Até Naruto se animou um pouco.

Quando dei por mim já estava praticamente amanhecendo e a quinta garrafa de sakê estava pela metade. Já estávamos bem tontos, bêbados mesmo. Em dado momento Gaara resolveu ir embora, e com eles foram todos juntos. Apesar de estarem bêbados eles foram firmes e não caírem, apesar do Gaara estar trocando as pernas. Mas não posso garantir que algum deles caíram depois que saíram do meu campo de visão. De qualquer forma era melhor eu ir dormir. Olhei para o relógio na parede: Quatro da manhã, que ótimo. Estou bêbado e sozinho de novo, e não havia nada que eu odiasse mais do que isso. Aquela casa era enorme e vazia. Era difícil alguém vir aqui ou até mesmo passar perto do distrito. Eles diziam ter medo de fantasmas que muitos diziam rondar as propriedades, mas eu sabia que isso era impossível, minha família está bem agora, eles estão me esperando em algum lugar, me dando forças para reerguer o clã e acima disso ter a vida feliz que eu teria se eles estivessem aqui, cuidando de mim, eu sei, eu acredito nisso.

Já outros pareciam ter medo de mim, mas eu não ligava, tinha meus amigos e eles confiavam em mim, e isso já bastava. E diferente do que eu pensei quando voltei para a vila, não é só o Naruto. Neji, Shika, Gaara eram os principais, mais haviam Chouji, Kiba, Shino, Sai, Kankurou e muitos outros. Todos que presenciaram a derradeira batalha. Sempre me dando força, apoio e acima disso me fazendo rir e abrir meu coração.

—Já está na hora de dormir, Sasuke—Disse a mim mesmo e me levantei trôpego e beim cambaleante, fui para o quarto, amanhã eu arruma a bagunça na sala. Agora só quero fechar meus olhos e apagar, não pensar em nada. Esbocei um pequeno sorriso ao pensar o que Itachi diria se me visse naquele estado, provavelmente iria resmungar, ele sempre foi mais certinho, bem mais do que eu. Cheguei ao quarto e cai deitado no fuuton*, sem me dar ao trabalho de fechar a porta de correr ou trocar de roupa. Do jeito que estava cansaço, tanto física quanto mentalmente, poderia dormir de qualquer forma, até com a roupa ninja que havia posto as pressas para atender o chamado urgente da Hokage. Quando eu poderia imaginar que essa noite terminaria dessa forma? Eu de casamento praticamente marcado com a Sakura e essa dor no peito, por saber que ela sofrerá ao meu lado, mas que isso não me importa desde que eu a tenha. Meu amor era egoísta.

Não conseguia mais ouvir meus pensamentos, um lado estava imensamente feliz e o outro queria poder arrancar meu coração egoísta do peito. Eu a queria acima de qualquer coisa, acima de qualquer um. Eu sou deplorável.

Mesmo com todo aquele cansaço eu não conseguia dormir, muitos pensamentos ficavam quicando na minha cabeça, me trazendo mais dor. Não importava mesmo, meu sono não era tranqüilo acordava aos berros algumas vezes e outras era como se algo me impedisse de acordar, de abrir os olhos, sabia que era um sonho mais não acordava, rolava por toda cama e só depois, quando já estava extremamente cansado e suado eu despertava. Tinham alguns que eram interessantes com a Sakura na cama, e eu acordava com uma ereção gotejante, pedindo por alivio. Seria difícil quando ela viesse morar aqui, não tem como eu controlar nos sonhos! Soltei um suspiro, estava muito confuso.

—Me ajude Okaa-san, eu preciso tanto de você agora.—Falei em voz alta e permitir que algumas lagrimas rolassem pela minha face, e outras logo seguiram o mesmo caminho quando comecei a desfiar um véu de lembranças dolorosas: O rosto de minha mãe, o olhar severo, mais amoroso, do meu pai, as noites em que sentia medo e ia pra cama do meu irmão, ele sempre me protegendo e ajudando. Os outros do distrito Uchiha, aqueles anos de solidão e treinamentos. Os últimos rostos que vi foi Naruto, meu melhor amigo, meu irmão, Kakashi-Sensei um verdadeiro pai para mim e Sakura com aquele sorriso calmo e meigo. Pela primeira vez em muito tempo parecia que minha noite seria tranqüila. Era o que eu esperava.

Notas finais
Espero que tenham gosta por que precisou de muito esforço para fazê-lo, foi algo tremendamente difícil para mim.
Mas tenho uma noticia que acho vocês vão gostar o próximo capitulo já está pronto!! E fãs de SasuSaku o proximo ainda está focado neles, pela perspectiva da Sakura, eu achei bem legal e não vou demorar a postar.
No maximo até Sexta.
Enfim, é só isso
Kissu Kissu e até a proxima...