Mudança de Planos
1 Epílogo - Motivos.
Notas iniciais
O planeta Geoguns, onde milhares de criaturas das mais diversas formas habitam em harmonia, onde todas as pessoas sorriam por motivos banais ou pelo simples fato de tudo parecer tão certo, simples e calmo.
Mal sabiam que o pior estava por vir.
Como parece que todas as coisas boas duram pouco, logo ouve uma grande batalha entre todos os povos, fazendo com que uma grande força maior interrompesse a batalha e impedisse que um mal maior caísse sobre eles.
Assim, sete reinos foram criados, separados por uma alta muralha de pedra, criada por eles mesmos, no qual serviria para afasta-los o máximo o possível. Só havia um portão para permitir a saída e entrada em cada reino.
O reino Medieval, conhecido por suas fortes construções, palácios de pedras, exércitos fortíssimos e também reis e rainhas.
O reino mágico, onde não haviam reis nem rainhas, porque todas as criaturas mágicas, sejam elas grandes ou pequenas, respeitavam umas às outras.
O reino Futurístico, onde a tecnologia avançada em décadas domina. Carros voadores, casas flutuantes, portais de tele transporte.
Reino Egípicio, onde as grandes dunas de areia predominam. As grandes pirâmides só não eram maiores que o grande mistério que cercava esse povo, tais com maldições para quem ousasse mexer na tumba do faraó;
Reino Obscuro, no quais criaturas do tipo mais inusitado aparecem o tempo todo, o lugar onde é noite o tempo todo. As criaturas mais maldosas e mais inusitadas espreitam pelos becos da cidadela.
Reino Subaquático, onde o mar é tudo que você pode ver a quilômetros de distância. Onde o povo pacífico vive por pesca e plantações, onde corajosos exploradores desejam descobrir o que espreita no fundo do oceano.
E por fim, mas não menos importante, o Reino Floral, onde o cheiro doce e até um pouco exótico das plantas está em todo lugar. Os grandes arranha-céus são substituídos por árvores frondosas e onde a medicina com base nas plantas é melhor do que qualquer outro lugar.
Dentre outros, o reino medieval foi conhecido por seguir as mesmas leis de milhares de anos atrás. Porém, reza uma lenda que uma princesa de cabelos castanhos, olhos azuis como o céu límpido e pele branca como porcelana quebrou uma das maiores leis do reino medieval.
Na noite de lua cheia no qual estava marcada para ser seu casamento com o príncipe do reino vizinho, ela fugiu, acompanhada de seu irmão menor, o príncipe, e seu fiel guarda real.
E é aí que nossa história se inicia.
–XXX-
–Kyouhei! Hyuu! O que vocês fizeram com a Kira?! — esbravejou a garota que corria pelos corredores do palácio com um raposa marrom de dois rabos.
Seus olhos eram azuis claros, sua pele branca como porcelana e cabelos castanhos longos estavam presos em um coque mal feito e uma tiara — de ouro com pedra rosas — repousava em sua cabeça. Seu vestido rosa — cheio de laços e babados e com mangas bufantes — ia ate o chão, o que a atrapalhava de correr mais rápido.
E pelo visto seu humor não estava nada bom. Nem o dela nem o da pequena raposa de dois rabos.
–Kyouhei e Hyuu! Venham cá agora!
Um pouco mais a frente, dois garotos se escondiam atrás de uma parede. Um deles tinha o cabelo numa coloração exótica de azul escuro e o outro, assim como a garota, tinha madeixas castanhas em abundancia. Eles se entreolharam. Se Rosa os pegasse estariam ferrados.
Foi ai que eles ouviram um barulho semelhante a um pequeno choro vindo do corredor. Logo um peso semelhante a um elefante atingiu a consciência de ambos. Os dois se entreolharam novamente e assentiram um para o outro.
Kyouhei olhou para o corredor acompanhado de Hyuu e viram a garota abraçada as pernas, sentada no chão. Saíram de seu suposto ''esconderijo'' e foram até ela em passos silenciosos tendo a consciência de que pudessem morrer caso ela estivesse de TPM.
Ele se olharam como se fosse uma guerra de olhares e por fim, Hyuu suspirou. Sempre sobrava para ele.
–R-Rosa...? 'Tá tudo bem?
–Melhor agora. -ela respondeu e pegou os dois pelo colarinho da blusa enquanto chacoalhava-os no ar. — Como você dois tiveram coragem de enrolar os pelos da Kira?!! Sabem como é difícil deixa-los lisos depois do banho?!! Sabem?!!
–M-Mas Rosa! Não fomos nós!! — Kyouhei se defendeu.
–Claro que foram!! — ela reclamou, continuando a chacoalha-los.
Atrás dela, Kira, a raposa, olhava para os dois com um sorriso maldoso e uma escova de cabelo.
–Senhorita Rosa e Senhor Kyouhei, vossa majestade pede para que vão até a sala real. — um dos empregados anunciou e Rosa os largou, bufando, e os dois recolheram o máximo possível de ar.
–Resolvemos isso mais tarde. — ela os olhou mortalmente e os dois engoliram em seco.
Eles seguiram em silencio ate pararem de frente para uma porta com mais detalhes em ouro e prata do que as outras. Hyuu abriu a porta para eles e os dois entraram, acompanhados do mais velho.
–Kyouhei, Rosa que bom que vieram rápido. Tenho algo importante a tratar com você, Rosa. Kyouhei, Hyuu, esperem lá fora. — falou um homem de cabelos grisalhos e rosto sério. Olhos azuis e roupas verdes.
Os dois rapazes saíram, deixando somente pai e filha dentro de tal cômodo totalmente detalhado.
–Rosa. Você está fazendo dezoito anos nessa semana, e logo terá que assumir o trono. — Rosa engoliu em seco. Odiava– com todas as suas forças — aquele assunto. — Por isso me dei a permissão de arranjar um noivo para você.
O que...?
–O-O que você disse? — ela gaguejou, pensando ter ouvido errado.
–Você vai se casar no mês que vem com o herdeiro do trono da cidade vizinha. Pronto, simples assim.
–Simples assim...? Simples assim?!! Como assim?!! Eu não vou casar com bodega nenhuma! — ela esbravejou nervosa, recebendo um olhar frio de seu pai.
–Respeito Rosa Faitsu! Eu sou o rei e você não tem direito de elevar o tom comigo!
–Não 'tô nem ai se você é o rei ou o bobo da corte! Você. Não. Manda. Em. Mim! — falou com os nervos a flor da pele.
–Rosa Faitsu! Olhe como fala comigo! Você tinha que se portar como uma princesa, não como uma camponesa imunda! Olhe seu cabelo! Suas roupas desarrumadas e amassadas! — o rei esbravejou, também nervoso.
–Eu não pedi para ser princesa muito menos para ser sua filha! Olha aqui o que eu faço com o titulo de princesa! — ela gritou, jogando a coroa por uma das janelas do cômodo.
–Rosa Faitsu. Sabe quão difícil foi achar as pedras para fazer essa coroa?!
–Não estou nem aí! Eu não vou me casar! — ela gritou por fim, saindo do como batendo a porta, ouvindo seu nome ser chamado. Estava tão nervosa que nem percebeu o susto que os dois rapazes — que estavam ouvindo a conversa toda — levaram e foi para seu quarto.
Os dois garotos se entreolharam.
–A Rosa... Vai se casar...?
Passaram se dias e a garota não havia saído de seu quarto, muito menos aceitado comer algo que os empregados levavam. E foi aí que os dois decidiram entrar em ação.
-Rosa... Rosa, abre a porta por favor. Sou eu, Kyouhei e o Hyuu.
-Me deixem em paz.
-Anda logo Rosa, ou a gente vai usar o plano B.
A garota que estava jogada na cama olhando para o teto não ousou mexer um músculo, duvidando que talvez pudesse haver um plano B.
Seus cabelos estavam soltos, haviam olheiras em seus olhos, e usava algumas roupas quaisquer que nem sabia que existiam — assim como a maioria das roupas de seu imenso closet.
Foi ai que um barulho na varanda foi ouvido e ela direcionou seus olhos para a lá.
-C-Como vocês subiram aqui?!! — ela esbravejou assustada. Na varanda, Kyouhei e Hyuu olhavam triunfantes para ela.
-Falei que iriamos usar o plano B. — Kyouhei comentou. — Para isso que servem cordas.
-Trouxemos seu almoço. — Hyuu comentou, entregando um prato de comida ela — que não tinha ideia de como a comida chegara intacta.
-Nós ficamos sabendo que o papai vai forçar você a se casar com o principezinho-sei-lá-das-quantas.
-É...
-Você não parece nem um pouco animada com a ideia.
-Você ficaria? Eu queria escolher com quem me casar. E com certeza não seria tão cedo.
-O que vamos fazer...?
-Sei lá, se tivesse um jeito de fugir disso... — Hyuu opinou. Foi ai que uma lâmpada — surgida sabe se lá de onde — apareceu na cabeça de Kyouhei.
-Já sei! Vamos fugir!
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