Mudança de Passarela

3 Alguém salva as minhas férias que teve até surpresa no amor.


Notas iniciais
Não faz o menor sentido você ir a uma casa e ver apenas por uma janela dela, por exemplo se vier a minha casa, da janela do meu quarto você apenas o muro cinza da casa da minha tia, mas esta não é a unica coisa a se ver em todo o contexto do meu quarto, ou em todos os contextos da minha casa. O mesmo vale para uma pessoa, não adia mirar nela apenas por um angulo ou janela, vire-a do avesso, traduza-a em seu convívio, faça dela praticamente um livro para ser lido e ainda assim cada pessoa vai interpretar sua história de uma forma.

Narrativa — Colin.

Embora eu tenha dado de cara com Pietro durante todos os três dias eu havia me divertido muito e o início das férias estava fantástico, Victor e eu tínhamos nos divertido para caramba, já que tivemos 1 dia e meio livre para isso, aproveitamos bastante para conhecer os pontos onde houveram gravações de Harry Potter, essa de todas, estava no topo da minha lista de viagens, era a viagem número 1 — Londres.

Depois que voltei para casa recebi a maravilhosa noticia de que minha família e eu íamos todos para Florianópolis – SC em uma viagem de férias, eu só esperava que isso não quisesse dizer que eu passaria as férias inteiras lá e com eles, tinha planos de ir para São Paulo com Victor, para passarmos uma semana indo a todas as possíveis baladas da Rua Augusta na Avenida Paulista.

Minha irmã como sempre estava muito empolgada, eu estava na cama e podia ouvir toda a algazarra dela na sala e não demorou muito para ela entrar no meu quarto como sempre fazia quando estava feliz, ou como ela dizia, apenas empolgada, pulou em minha cama me dando bom dia e beijando meu rosto com um abraço cheio de afeto e carinho e muita, muita empolgação para aquela hora da manhã.

— Bom dia maninho. — disse ela toda sorridente.

— Bom dia. – respondo todo embargado de sono, pois era exatamente assim que eu estava.

— Vamos levanta logo temos muito o que fazer... – diz ela animada de mais para quem esta acordada tão cedo em uma sexta feira de ferias. – como uma viagem linda até Floripa.

— Você está toda animadinha né? – digo. – até parece que nunca viu o mar.

— Não é isso, é que praia sempre me deixa feliz, sempre mesmo. – diz ela. – Você sabe disso.

— É eu também sei que ir a praia no inverno é idiotice. – retruco.

— Você é impossível. – disse ela bagunçando o meu cabelo. – sabe que nossa viagem vai para bem mais que a praia, seria idiotice ficar só em floripa estando tão perto do Rio Grande do Sul, estou louca para visitar Gramado novamente.

— Na verdade eu não sei, nunca entendo as viagens que o seu pai inventa para a gente fazer. – digo a ela.

— Mas você sempre se diverte né? – questiona ela. – E ele é seu pai também.

— Claro, eu faço minha própria diversão. – respondo. – Se depender do seu pai nós ficamos a viagem toda dentro do hotel.

Ela ri, mas no fundo sabe que é verdade.

Ela sai do meu quarto e eu segui direto para o banho, afinal necessito de um banho bem quente se eu vou ter que enfrentar uma viagem longa o bastante para me enlouquece dentro de um carro com o meu pai, por Mickey, alguém me socorre, por favor.

Depois do banho peguei minha mala e fui para a sala, não tomaríamos café em casa, já havíamos decidido isso, tomaríamos na estrada porque era melhor segundo meu pai, mas na verdade era só o jeito idiota dele de dizer que gostava de gastar dinheiro com coisa desnecessária.

— Pegou tudo filho? – perguntou minha mãe referente a minha mala.

— Sim mãe. – respondo.

— Não tá levando aquelas roupas de viado na mala não né? – questionou meu pai. Ótimo lá vem.

— Bom, as roupas são minhas então teoricamente você está me chamando de viado. – rebato para cima dele. – Logo cuidado Sr.° Rafael você pode ser confundido com um também, já que esta andando comigo.

— Sem brigas pelo amor de Deus. – interveio a minha mãe. – Não tenho mais crianças nesta casa, então parem de agir assim como crianças idiotas.

— Não fale assim comigo mulher. – disse meu pai do jeito mais agressivo possível, o que só serviu para me irritar ainda mais.

— O poderoso Ex. Coronel – Fiz questão de dar ênfase no EX. – não consegue ouvir uma critica sobre o modo como age, por Thor vamos parar de ser criança, obrigado. – digo a ele. – quer saber senhor Rafael, vamos logo para essa viagem estupida.

Meu pai estava soltando fogo pelas ventas, era notório isso, mas eu não estava nem ai. Ele simplesmente virou a cara, pegou sua mala e foi em direção a garagem.

Ótimo agora eu teria que ficar no carro por horas com uma pessoa explodindo de raiva e depois disso teria que ficar dias e mais dias com essa pessoa.

Bom o caminho até Floripa não foi dos piores, eu dormi o caminho todo, eu merecia isso, dormir, estava de férias depois de ter tirado a cima de 8,5 em todas as provas, todas sem exceções, isso tendo desfilado e fotografado como louco no final do semestre ao mesmo tempo em que estudava para ter um bom desempenho escolar no Colégio Aclamado coisa que não era nem um pouco fácil afinal ele seguia modelo inglês de ensino, o que queria dizer que além de nos separar em áreas de humanas, biológicas e exatas eles exigiam da gente mais conhecimento, postura e maturidade que um adolescente de 15 aos 17 anos e capaz de exercer, ou ao menos que ele quer exercer. Mas eu não reclamava afinal, esse tipo de exigência era fundamental para a profissão que eu queria seguir, digo, ser médico cirurgião exigia tudo isso, mas como dizia a psicóloga da "AR": Você precisa viver a fase da vida em que se encontra, se é criança seja criança, se é adolescente seja um, e quando chegar a hora de ser adulto, seja também. Mas nada avulso, nada por acaso, sempre que fizer algo, faça porquê quer.

E era exatamente assim que eu tentava viver.

Uma coisa de cada vez, quando podia ser imaturo, eu era, quando tinha que ser maduro, eu era e assim por diante, qualquer situação que aparecia eu a vivia e quando não gostava dela eu dormia o que foi o caso desta viagem.

Dormi o caminho todo porque meu pai era um idiota. A minha irmã é uma sortuda por não tem problemas com ele, não diretamente pelo menos, ela ignora as asneiras que ele diz e segue plena, porém uma vez eu li uma frase que dizia: A plenitude enaltece a burrice, ou seja, discuta e debata, e aprenda algo com aquilo. P.S não é que minha irmã seja burra.

No caso do meu pai, estava aprendendo cada vez mais que ele era um idiota, inconsequente, preconceituoso e ignorante. Ótimos adjetivos para se ter em relação a seu próprio pai. Parabéns Colin. Mas era assim que eu me sentia, eu simplesmente não tinha nenhum afeto por ele.

Acordei quando começamos a cruzar a ponte de Florianópolis, acordei na melhor parte, mas não disse nada, fiquei em total silêncio para não ter que falar com ninguém, só admirando a vista pela janela do carro, embora o frio estivesse muito presente, ainda havia resquícios de um ilustre por do Sol, sobre todo aquele mar abaixo da ponte que iluminava a ponte a deixando praticamente dourada, incrível com toda a certeza do universo.

Se você nunca veio a Floripa tenha em mente que a primeira impressão que você tem ao chegar é que ela é uma cidade rica. Onde só gente rica mora.

Ela possui altos prédios maravilhosos a beira da praia, altos Carros de luxo, dunas, pessoas bonitas, porém se você adentrar um pouco mais na cidade você vê que não e bem assim a cidade tem seu povo rico e seu povo mais pobre é realmente pobre.

Acontece que nós dificilmente vamos para o outro lado, o lado pobre, porque meu pai, o Santo Coronel insiste em dizer que no lado pobre não tem nada de bonito para se ver o que é uma inverdade, mas a gente tenta não discutir muito mais além do que já discute, vir para Floripa meio que virou tradição na minha família, mas sinceramente quando se tratava de lugares praianos eu preferia ir para a casa do tio Robe, lá em Ubatuba na praia de Itamambuca uma porque estar com ele era sempre divertido, dois porque meu pai dificilmente ia porque ele não gostava muito do tio Robe que é irmão da minha mãe, e terceiro que a casa dele era incrível e ficava em um lugar ainda mais incrível.

Chegamos ao hotel e cada um de nós ficaria em um quarto, graças ao santo Mickey, paz e PRIVACIDADE, mesmo sabendo que minha mãe ligaria a todo instante para saber como estávamos porque era assim que ela era.

Embora fosse inverno, não estava tão frio em Floripa, mas eu sabia que isso ia mudar afinal eu sabia ver a previsão do tempo e tinha feito isso antes de vir e antes mesmo de fazer a minha mala, e faria isso todos os dias, embora eu odiasse isso, eu fazia.

Entrei no quarto destinado a mim, era um quarto bem amplo e espaçoso, e a vista dava de frente para o mar o que era perfeito, eu podia ficar ali horas só olhando para ele.

Logo uma mensagem no meu celular fez minha atenção recair sobre ele.

Grupo: Viagem em família.

Mensagem mãe: Almoço em 40 min.

Então era assim que seria este ano, na base da mensagem? Ótimo eu gosto muito disso.

Tomei meu banho e puis uma roupa bem suave, nada fresco do tipo verão, mas nada pesado do tipo inverso, bermuda jeans, camiseta e deixei separado um tênis para usar quando fosse sair.

Mas, mesmo no frio a cidade de Floripa ainda era linda, não tinha todo o aproveitamento de praias, dunas e etc., mas ainda assim dava para se aproveitar de um jeito ou de outro e com um pouco de tudo também, bastava você querer e falar com as pessoas certas.

Consegui ainda deitar um pouco antes de ir para o bendito almoço, sinceramente esperava que o clima estivesse um pouco melhor, mas tendo desafiado o ilustre coronel eu achava difícil que tivesse 1/3 se quer melhor.

Mamãe mandou mensagem avisando que ia estar nos esperando na entrada do hotel.

Mamãe é e sempre foi uma Designer de Interiores e de Jardim, dedicou sua vida a estudar sobre isso e hoje é simplesmente uma das melhores da área, tem uma empresa em sociedade com a Tia Márcia que também trabalha com isso, e tem um nome renomado na área também, elas se conhecem desde que eram muito pequenas e desde então sempre foram sócias.

No almoço correu tudo bem, conversei um pouco com Sofia que estava com muita vontade de ir às dunas e eu também estava afinal na última vez em que estivemos aqui nós não tivemos a oportunidade de ir devido a uma forte chuva de verão que não parou e isso fez com que as férias ficassem bem paradas.

Mamãe também puxou um pouco de assunto fazendo parecer que éramos uma família unida e feliz, pois até fez meu pai falar algumas coisas e sorrir.

Com o passar dos dias as coisas foram ficando mais maleáveis, papai ia esquecendo a briga, mamãe ia sorrindo mais e eu me divertia o máximo possível sem meus pais, mas estava sempre levando Sofia comigo, não era justo deixar ela com os passeios chatos dos nossos pais, eu já conhecia vários lugares de lá que pudéssemos ir para nos divertir: baladas, passeios naturais, trilhas, enquanto que nossos pais iam apenas a praias, lojas, restaurantes, ou seja, tínhamos claramente visões bem diferentes referente a diversão.

Mas tudo certo pelo menos eles não ficam empatando a gente de sair e deixam a gente bem livre.

— Aí meu irmão, muito obrigada por esses passeios, você esta salvando as minhas férias. – cochichou Sofia a mim na hora do café da manhã.

— Relaxa, nós ainda nem começamos. – respondi. – Vamos ver a pedra furada hoje em Urubuci, soube que fizeram uma trilha para poder chegar até ela, vamos lá tirar umas fotos. Depois vamos a Praia Lagoinha do Leste uma das melhores daqui.

— Como você conhece tanto isso aqui? — perguntou ela.

— Cada vez que viemos para cá eu converso com diversos dos funcionários dos hotéis e hóspedes também para ver se eles têm locais para indicar, depois dou uma pesquisada rápida e pronto determino onde e quando vou. – respondi. – e também converso um pouco com o agente de turismo lá da "AR", Marcos, ele é quem cuida das viagens ele é formado em turismo, hotelaria e comércio exterior, conhece bem os pontos turísticos de todos os lugares.

— Você é um gênio. – disse ela sorrindo.

— Na verdade eu só conheço o papai e a mamãe. – retruco. – a ideia de diversão deles e bem simplória para mim e muito diferente do que eu gosto. Então eu sempre vou atrás de coisas mais divertidas para serem feitas.

Dias e mais dias se passaram e tudo que eu queria era voltar para a minha casa e poder ir para São Paulo com Victor, porém meu pai tinha uma ideia diferente, nós fomos para Gramado/RS, ótimo de verdade, o lugar é lindo, maravilhoso, mas com um nada de coisas para fazer, só os parques e etc., coisas que eu já não aguentava mais fazer, as fábricas de chocolate eram as melhores coisas, assim como fondues e os cafés coloniais, como eu amo comida, a última coisa que comemos no último dia de férias foi o tão famoso churrasco gaúcho, e daí em diante seguimos para casa.

A viagem demorou bastante, bem mais que para Floripa, passamos a noite e o dia na estrada para chegar a nossa casa só no outro dia a noite.

Eu estava praticamente nos últimos dias de férias e isso para mim estava se tornando uma bosta.

No dia seguinte logo pela manhã, minha campainha tocou logo cedo e isso não podia ser boa coisa afinal quem bateria na porta de alguém aquela hora da manhã se não fosse problema.

Só havia eu em casa pelo jeito porque ninguém atendeu a porta e a campainha continuou tocando, droga, nem mesmo Cida estava em casa, mas que merda!

Levantei e fui atender a porta apenas de shorts.

Tomei um susto quando vi uma garota ruiva que eu conhecia muito bem e a muito tempo, ela estava parada na minha porta com um sorriso de orelha a orelha maravilhoso.

— E ai gatinho, tudo bem? – perguntou ela.

— Laura? – pergunto. – O que você faz aqui? Você estava em Nova York.

— É muito bom ver você por também viu... – retrucou ela. – Nova York estava um tédio então voltei para cá.

— Se Nova York estava um tédio, o que você acha que Jacareí é? – questionei ela.

— Você não vai me convidar para entrar não? – disse ela.

Abri caminho para ela passar e então nos sentamos na sala.

Ela me contou que Nova York estava sugando muito do tempo dela e que isso era algo terrível para uma adolescente de 17 anos, que queria muito mais que apenas estudar.

Ela voltou já matriculada no Colégio Dourado, o que queria dizer que estávamos em lados opostos da cidade.

Afinal de contas lá era bem assim e era por isso que eu não encontrava com o irmão dela, Pietro de jeito nenhum, porque nós morávamos em extremos da cidade e nas festas de família eu nunca ia, pois sempre estava ocupado.

Laura foi adotada pelos pais do Pietro quando os pais dela estavam dirigindo e sofreram um acidente de carro, o irmão da Tia Marcia morreu e então adotaram a Laura ainda bebe.

Nós ficávamos sempre que nos víamos, e era bem legal, até que ela foi para Nova York e eu nunca mais nem se quer falei com ela, mas ali estava ela de volta, linda e sorridente como sempre foi.

Conversamos por bastante tempo até que ficamos, ficamos no sofá, chegamos até a transar o que para mim era ótimo, não tinha jeito melhor de terminar as ferias.

— Nós sempre fizemos isso... – começou ela. – sempre ficamos desta forma, mas nunca levamos isso a frente, era sempre ficar sem compromisso ao mesmo tempo em que você ficava com todas as outras meninas, mas se vamos levar isso em frente, vamos levar isso da forma certa desta vez.

— O que você esta querendo dizer com isso? – perguntei ficando um pouco apreensivo.

— Vamos namorar. – disse ela seria.

Mas ela só podia estar louca, como ela volta para o Brasil depois de tempos e me faz uma coisa dessas, o que ela estava esperando.

— Eu sei que eu sumi por um longo tempo, e que provavelmente você esta me achando uma louca, mas eu sempre gostei de você, desde que éramos pequenos, sempre gostei muito de você, eu te amo.

Ai meu santo Mickey ela falou, ela realmente falou, alguém me ajuda.

— Eu estou cansada de ser só mais uma para você Colin.

— Você nunca foi só mais uma você sempre foi especial para mim.

— Especial? – questionou ela. – isso é o que todo garoto que já quis me levara para cama disse, mas engraçado como deixei de ser no momento em que eles gozaram, quero que você me prove o quanto sou especial.

E foi assim que eu tive uma imensa surpresa, desde que eu abri a porta e a vi até essa intimação a namoro eu estava suando frio já, mas parando bem para pensar eu gostava dela também, talvez não chegasse a amar, mas isso podia vir a acontecer, além do mais o sexo e tudo o mais com ela era sempre legal então porque não...

— Ok. – respondi. – Vamos namorar.