Mudando os Rumos

17 Capítulo 17


Notas iniciais
Olá! Desculpem pela demora! Tive uns problemas de saúde e fiquei sem ânimo pra escrever. O capítulo não ficou lá grande coisa, mas eu não queria deixar a história desatualizada por tanto tempo! Espero que gostem!

Capítulo 17

Acordei cedo para arrumar minhas coisas.
Finalmente as férias de meio de ano tão queridas e esperadas haviam chegado!
Eu iria para casa ficar com meus pais e amigos.

Tinha combinado de esperar o DC passar aqui, ele viria com o irmão de carro que nos levaria para o Limoeiro.

Não estava levando muito peso, peguei apenas o essencial. Roupas, sapatos e produtos de higiene.
Coube tudo em uma mochila. Caso faltasse algo, ainda tinham ficado algumas coisas na minha casa que eu não tinha trazido quando vim morar aqui na pensão.

Assim que terminei de arrumar minhas coisas ouvi meu celular tocando, eles já estavam me esperando.

— Oi Nimbus! Oi DC! – os cumprimentei enquanto colocava minhas coisas no porta malas.
— Pegou tudo? Não está esquecendo nada? – Nimbus perguntou.
— Sim, tá tudo aqui. – respondi.
— Então vamos logo! – disse DC enquanto abria a porta do carro para que eu entrasse.

DC estava super empolgado e eu também.
Não via a hora de chegar em casa. Estava morrendo de saudade da comida da minha mãe, minha boca até salivava enquanto eu imaginava as coisas deliciosas que ela fazia! Comida de mãe é a melhor!

Enquanto Nimbus ia na frente dirigindo, eu e DC íamos no banco de trás. Não conseguíamos ficar longe um do outro e quando estávamos juntos era como fogo e gasolina.

Ele me dava beijos de tirar o fôlego; enquanto suas mãos aproveitavam para tocar meu corpo todo.
Quando ele me beijava assim, eu até esquecia onde estava. Perdia o rumo, a noção...

— Hey, isso aqui não é motel! – disse Nimbus em tom de sarcasmo.
— Cala a boca maninho! – DC respondeu com um sorriso. — Você tá assim só porque a Maria Mello não tá aqui com você.

Já fazia um tempo que o Nimbus e a Maria estavam ficando juntos. Ela era caidinha por ele.
E convenhamos, qual garota não era? Nimbus era um rapaz bonito, inteligente, simpático...
Fiquei com pena da Ramona, porque eu sabia que ela gostava do Nimbus, mas ela era tão tímida que não tinha coragem de expressar seus sentimentos por ele.
E a Maria Mello era tão bonita... Era uma concorrência desleal. Tadinha da Ramona.
Não que a Ramona fosse feia, pelo contrário, mas ela era muito “menininha” perto da Maria Mello.

Em pouco tempo chegamos. Nimbus sempre ia um pouco acima da velocidade permitida.
Eles me deixaram em casa e seguiram caminho.
Mais tarde eu veria o DC novamente, tínhamos combinado de ir ao cinema ou qualquer outra coisa.

Assim que pus os pés em casa, já senti um cheiro maravilhoso vindo da cozinha. Pude sentir meu estômago roncando.
Minha mãe veio da cozinha toda feliz me abraçar. Estava morrendo de saudades dela. Logo em seguida veio meu paizinho lindo!

Depois de almoçar, eu ajudava minha mãe na cozinha com a louça enquanto conversávamos.
Ela estava bem curiosa à respeito do que eu andava fazendo ultimamente, já que eu estava morando longe dela.
Durante a conversa ela tentou me perguntar coisas mais íntimas, sobre meu relacionamento principalmente, mas tratei de mudar o assunto, aquilo me deixava constrangida.

Quando eu namorava o Quim, ela não tentava me perguntar aquelas coisas. Achei estranho ela fazer isso agora. Será que ela tinha ficado sabendo de algo? Alguém teria feito fofoca?
Era melhor não ficar pensando nisso, devia ser apenas curiosidade de mãe.
Afinal eu já tinha 18 anos, e ela sabia que eu não era mais uma criança inocente, eu já sabia das coisas; mesmo que nunca as tivesse feito ou visto pessoalmente.


Mais tarde, subi para o meu quarto para arrumar minhas coisas. Aproveitei e tomei um banho para relaxar.
Assim que saí do banheiro, meu celular começou a tocar, era a Mônica.

— Magá, arruma seu pijama que hoje vai ser a noite das meninas!
— Eba, festa do pijama!
— Sim, vai ser aqui em casa!
— Quem vai?
— Bom além de nós duas, convidei a Denise e a Cascuda.


Ah não... De novo a Cascuda...

— E elas confirmaram que vão? – perguntei na esperança de que alguém tivesse desistido.
— Até agora sim.
— Então, mas eu tinha combinado de ir no cinema com o DC... – disse tentando dar uma desculpa pra não ir.
— Ah, nem vem Magali! Você e o Do Contra vivem juntos! Até eu abri mão do Cebola hoje, você pode muito bem fazer o mesmo. Pode ligar pra ele e dizer que você vai dormir aqui!

A Mônica sabia ser bem teimosa e autoritária quando queria. E depois daquela intimação eu não poderia negar. Além do mais, era perigoso contrariar aquela dentucinha.

— Tá certo. Eu falo com ele.
— Acho bom mesmo!
— Que horas vai começar?
— Lá pelas nove horas! Vê se não chega atrasada e trás chocolate!
— Sim senhora! – disse encerrando a ligação.

Eu queria muito ficar com a Mônica, conversar, mas eu não queria nem um pouco ficar perto da Cascuda.
Depois daquele incidente, ela nunca mais foi a mesma comigo, sempre desconfiando de mim, sempre me alfinetando toda vez que eu ficava perto do Cascão.
E eu soube pelas más línguas (leia-se Denise), que ela andava falando mal de mim; dizia que eu não era confiável, que se eu tinha trocado o Quim pelo DC, eu poderia facilmente fazer o mesmo com o namorado de alguma amiga.

O que aconteceu entre mim e o DC não foi algo de caso pensado, foi natural. Eu me apaixonei por ele, assim como ele também se apaixonou por mim. Eu não arquitetei nenhum plano maligno com intenção de magoar o Quim. Simplesmente aconteceu.

Eu não era o tipo de garota que saia dando em cima do namorado alheio, nunca fiz isso e não seria agora que iria fazê-lo.
Resolvi ligar para o DC para avisá-lo da festa do pijama e afastar aqueles pensamentos.
Eu sabia que aquela noite seria longa e complicada e que eu teria que ter muita paciência.

Como eu já imaginava, o DC ficou decepcionado. Ele queria muito me ver. Então para agradar ambos (ele e a Mônica), eu ira ficar na casa dele até a hora de ir pra casa da Mônica.
Era por volta de seis e meia da noite, eu poderia ficar um tempinho com ele e depois enfrentar aquela noite do pijama que já estava se transformando em um filme de terror.

Assim que terminei de me arrumar, fui para a casa do DC.
Toquei a campainha e ele logo abriu a porta. Ali mesmo ele me tascou um beijo longo e molhado.

— DC, seus pais! – disse enquanto tomava fôlego.
— Relaxa, eles não tão aqui. Foram jantar fora. Meu irmão também não está. A casa é nossa! – ele disse sorrindo maliciosamente.

Aquilo ia ser no mínimo perigoso...

— Mesmo assim, é melhor não abusarmos não é mesmo? Não quero que seus pais tenham uma impressão ruim de mim.
— Relaxa Magá, eles te adoram. Vem cá! – ele disse enquanto me arrastava escada à cima para o quarto dele.

Assim que entrei no quarto, ele me jogou na cama e praticamente pulou em cima de mim.
Ele me beijava com voracidade. Era como se tivéssemos ficado meses sem nos vermos.
Eu tinha que ficar controlando a situação o tempo todo senão quando eu menos esperasse eu já estaria sem roupa fazendo sabe-se lá o quê.

A hora pareceu voar, quando me dei conta, meu celular já estava tocando me avisando que eu deveria ir par a casa da Mônica.

Foi difícil me livrar do DC, ele estava tão... excitado.
Confesso que senti até um pouco de medo.
Me despedi dele, prometendo que no dia seguinte passaríamos o dia todo juntos.

Subi a rua e logo menos já estava na porta da Mônica. Assim que ela abriu, pude ver a Cascuda e a Denise comendo pipoca no sofá só de pijama.

— Tá atrasada!
— Desculpa... Eu tinha passado no DC, foi meio difícil conseguir sair de lá. – disse enquanto entrava.

Cumprimentei as meninas e fui para o quarto da Mônica vestir meu pijama.
Assim que voltei pra sala, fui fuzilada pelos olhares da Cassandra.
Aquela noite iria ser mais complicada do que eu imaginava...

Notas finais
Espero que tenham gostado! Até a próxima! ;)
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.