Mudando os Rumos

16 Capítulo 16


Notas iniciais
Desculpem pela demora. Espero que gostem desse capítulo.

Capítulo 16

Já haviam se passado algumas semanas depois daquele término de namoro desastroso com o Quim.

Eu ainda me sentia culpada pelo rumo que as coisas tinham tomado. Nunca na minha vida eu havia imaginado que nós terminaríamos nossa relação e menos ainda que fosse da maneira como foi.

Porém eu estava seguindo o conselho do DC e ficava tentando não pensar nisso, como ele mesmo me disse, já tinha acontecido e não havia mais nada que eu pudesse fazer.

Mas eu ainda não tinha abandonado a ideia de deixar as coisas se acalmarem e falar novamente com o Quim. Queria que ficássemos bem, afinal antes de ser meu namorado ele também era meu amigo e me doía muito saber que eu o havia magoado. Mas eu sabia que ainda não era o momento de tentar uma reaproximação.
Eu sabia que precisava “dar tempo ao tempo”.

Minha relação com o DC estava mais do que perfeita!
Ele era carinhoso, compreensivo, inteligente... E cá entre nós, ele era um gato!
E apesar da sua lógica meio maluquinha, ela era um charme digamos, e o deixava fofo!

Ele não tinha me pedido em namoro oficialmente, mas eu conhecendo bem a sua personalidade única sabia que ele não era do tipo que curtia rótulos. Ele dizia que rótulos eram clichês. E eu sabia bem o quanto ele detestava clichês.



Desde que começamos a ficar juntos não tínhamos nos desgrudado mais. Íamos juntos para a universidade, sempre que podia eu ia nos ensaios da banda dele. Fazíamos quase tudo juntos.

E claro, a turma toda já estava sabendo da nossa relação, pois a Denise tinha feito as “honras” de espalhar pro Limoeiro inteiro.
Eu não queria que ela tivesse espalhado o assunto, mas conhecendo bem a Denise eu sabia que era algo impossível, ela jamais guardava segredos.
Denise era uma fofoqueira nata.

Meus pais ficaram surpresos pelo fim do meu namoro com o Quim, creio que até ficaram um pouco decepcionados, mas aceitaram que agora eu e o DC estávamos juntos.
Por outro lado, quem ficou feliz foi o pai do Quim. O velho me detestava e ficou aliviado ao saber que a “morta de fome” aqui não estava mais com o seu filhinho.

Eu não tinha sabido mais notícias dele, o pouco que soube foi pela Denise (óbvio). Ela disse que ele andava de mau humor e que mal falava com a turma. O máximo que ele fazia era jogar futebol com os meninos um ou outro fim de semana.
Fora isso, ele passava o tempo todo na padaria, se é que fosse possível porque ele praticamente não saía de lá.

Sempre que eu ia ao Limoeiro visitar meus pais evitava passar perto da padaria, eu não queria vê-lo e também não queria que ele me visse junto com o DC.

Dia desses a Mônica teve a grande ideia de combinar uma saída de casais. Ela queria que nós fizéssemos alguma coisa juntos para relembrar os velhos tempos.
Além de nós, ela também tinha convidado o Cascão e a Cascuda.

Eu achei péssima a ideia, não queria sair com a Cascuda, mas não disse nada. A Mônica estava tão animada com aquele passeio que eu não quis ser a estraga prazeres.

Decidimos ir a um restaurante e depois ao cinema.
Foi um clima meio tenso entre nós. O Cebola ainda tinha certa implicância um com o Do Contra por ele e a Mônica terem sido namorados.
Ele não dizia nada, mas pelo seu olhar eu sabia que a presença do DC ainda o incomodava.
E a Cascuda ainda andava meio arisca pro meu lado, por causa do que tinha rolado entre mim e o Cascão quando na época terminamos os nossos namoros e ficamos bem próximos.
Mas todo mundo sabe que nada aconteceu entre nós, nem um beijo sequer.

Volta e meia ela me dava algumas alfinetadas, mas eu ignorava. Eu sabia o quanto ela era barraqueira e a última coisa que eu queria era confusão.
Aquelas últimas semanas tinham sido confusas e estressantes o suficiente. A única coisa que me salvou de ter um troço foi a companhia do DC.

Ficou um clima bem tenso quando estávamos no restaurante. Eu percebia que o Cebola mal falava com o DC e eu evitava falar com o Cascão.
Era tão chato isso porque a Mônica era minha melhor amiga, Cascão era meu amigo também e eu claramente queria que nós todos nos déssemos bem.

Mas eu sabia o quanto o Cebola era cabeça dura para algumas coisas. Eu sabia que tinha sido um golpe muito grande pra ele quando a Mônica namorou o DC, mas poxa, já havia passado tanto tempo, por que ficar guardando mágoa? Afinal ele e a Mônica estavam juntos, não é mesmo?

Eu sabia que a minha relação com a Cascuda jamais seria a mesma, ela de uma certa maneira ainda me via como uma rival, sendo que nunca fomos.
Meu sentimento pelo Cascão era de amizade pura, o considerava como um irmão, e isso ficou cristalino quando nos aproximamos naquela época.

Cascuda era extremamente ciumenta e possessiva. Eu não sei como o Cascão suportava aquilo tudo.
Eu não conseguia deixar de me lembrar do meu relacionamento com o Quim, quando ele tinha as crises de ciúmes dele depois que ele descobriu que eu admirava o professor Rubens na época do colégio.

Por sorte esse clima tenso não rolou entre a Mônica e o DC, aparentemente eles estavam bem. Até faziam piadas um com o outro.
Mas apesar de tudo foi bom nós sairmos juntos, eu sentia saudade disso.

Morando em outra cidade e com as atribulações da universidade faziam com que eu me mantivesse afastada dos meus amigos e eu sentia muita falta da presença deles.
Apesar de ter amigos na universidade, não era a mesma coisa, afinal eu cresci com aquelas pessoas e elas eram muito importantes na minha vida!

As provas da universidade estavam chegando ao fim. Em breve eu iria ter férias e já havia combinado de passá-las em casa com meus pais. O DC iria junto, ele também queria ficar com os pais e o irmão.

Ia ser bom poder descansar, ficar com meus amigos e com meu namorado “não oficial”.

Notas finais
Desculpem por ser um capítulo inteiro narrado, mas ele foi necessário para esclarecer algumas coisas e finalizar um ciclo da história. Até! ;*