Mudando o Destino... Ou talvez Não...
4 Capitulo 4
Notas iniciais
Ela fechou a porta na minha cara! Tudo bem que, ela não faz ideia de quem eu sou, sempre que à via por perto, sai do lugar onde eu estava, não queria encarar aqueles olhos heterocromáticos, verde-água e azul, e explicar tudo, e depois velos tomados de acusação. Foram eles que me chamaram a atenção da outra, a que era idêntica a ela.
Sentei-me novamente no degrau e esperei que a chuva, ao menos diminuísse um pouco, mas se passou um hora, e a chuva só aumentou, estava ficando cada vez mais frio, então resolvi perguntar se eu poderia esperar a chuva acabar, lá dentro, antes ela não permitiu, mas o que eu fiz , não foi exatamente pedir.
Toquei a campainha, e após alguns segundos, a porta foi destrancada e aberta:
—Você ainda esta aqui?—ela perguntou, mas eu sei, que ela sabia que eu não tinha ido embora— O que você quer?
—Por favor, deixe-me esperar a chuva passar ai dentro, está realmente frio aqui fora!
Ela deu um longo suspiro e por fim disse:
—Tudo bem, entre.— disse enquanto dava espaço para eu passar— Mas eu acho que essa tempestade não vai acabar hoje.
Eu entrei, logo na frente do hall de entrada, tinha as escadas que levavam ao segundo andar, a direita ficava a sala, e a esquerda a cozinha, ela foi para a sala e eu a segui, sentando ao seu lado no sofá. Ela estava usando um moletom azul com estampa de rosas e um short jeans escuro, e com os longos cabelos castanho-avermelhados soltos. Não conseguia parar de pensar em como ela havia mudado, e continuava igual ao mesmo tempo.
—Então... Qual é o seu nome?— me perguntou ela, tirando-me de um devaneio.
—Matheus.
—Lucia.
E depois veio aquele silêncio constrangedor, nem um dos dois sabia o que falar, ela por não me conhecer, e eu por ter medo de contar.
—Então... Você já achou a sua chave?— “Não tinha como fazer uma mais idiota não?” parece que ela ficou nervosa— Não precisa responder se não quiser.
—Sim... — respondeu ela, após um logo suspiro— E você?
— Também— então olhei nos olhos dela, parecem meio tristes, eu deveria ter contado seria mais fácil...— ela está bem aqui na minha frente.— “Ai meus deuses! O que foi que eu acabei de fazer mesmo?”
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