Mudando de Vida
16 Capítulo 16 – Ele.
Notas iniciais
Os dois sentaram-se a uma mesa da sorveteria para conversar enquanto saboreavam suas casquinhas. Molly já estava no final quando Gerard recebeu à dele e encheu de cobertura de chocolate.
- foi embora mais cedo do colégio? Não te vi no final da aula.
- achei melhor...Você sabe...Está sendo difícil encarar a verdade.
- logo esquecerão tudo isso.
- acho que não será tão fácil, mas...Estou confiante de que me deixarão em paz.
- qualquer dia outro toma seu lugar na fofoca.
- é. – os dois riram. Colégio era uma coisa bastante engraçada, sempre tinha uma nova fofoca que fazia todos pararem de viver para dar atenção àquele novo vexame.
- Gerard... – Molly procurava a palavra certa.
- diga. – ele parou de chupar seu sorvete para dar atenção a ela.
- obrigada. Não sei nem como agradecer. Se não fosse você acho que eu teria feito coisa pior na festa. – ele sorriu docemente e voltou à atenção ao sorvete. Molly virou o rosto pra rua observando-a e escondendo o rosto de vergonha.
- foi um prazer. – Molly virou o rosto pra ele e sorriu. – vamos?
- mas nem terminou seu sorvete ainda.
- um segundo... – e fez sinal pra ela esperar e enfiou toda a casquinha na boca inflando suas bochechas.
- nossa! – espantou-se Molly rindo. Ele fez novamente sinal para que ela esperasse e parecia lutar com a casquinha em sua boca tentando engoli-la. Quando terminou colocou a língua pra fora amostrando a boca vazia. Molly bateu palmas achando a maior graça.
- gostou?
- que porcaria.
- é...Mas você não consegue. – fez cara de superioridade.
- nem quero.
Levantaram-se e foram caminhando até a casa dele. Não demoraram muito para chegar. A casa dele ficava algumas ruas depois da sorveteria. Molly e Gerard ficavam revezando o skate durante a caminhada, o que lhes renderam bastantes risadas. A maior surpresa veio quando chegaram em frente à casa do Gerard. Ele não morava num casarão como Alex ou Sarah a tal da festa, a casa dele era bem simples, porém bonita. Ela adentrou a casa meio tímida por insistência dele. Mikey estava na sala assistindo TV junto com Donna, mãe deles.
- Alex, essa é a minha mãe e esse é o meu irmão que você já conhece. – Molly surpreendeu-se por descobrir que Mikey era irmão dele. — Mãe essa é a Alex. Lembra que te falei dela?
- sim. – a mulher levantou indo abraçá-la. – Gerard vive falando de você. Parece mais legal ainda pessoalmente.
- obrigada. – Molly corou. Um elogio da mãe dele. Isso era bom, não era? Ainda mais um elogio como aquele. Mikey ensaiou um tchauzinho para ela que devolveu o aceno.
- nós vamos pro meu quarto pegar meu skate. – disse ele para a mãe. – vem Alex.
- com licença. – disse Molly timidamente seguindo Gerard. Subiram para o quarto dele. O quarto dele era bem bagunçado, para falar a verdade. Tinha alguns desenhos espalhados pelo mural que havia na parede, a cama estava cheia de roupa.
- foi mal. – disse ele desculpando-se pela bagunça. Juntou as roupas nas mãos e jogou no armário. – estão limpas. – justificou ele e Molly balançou a mão indicando que tudo bem. – mas senta aí. Vou pegar meu skate, está no quarto da minha mãe. Ela gosta de esconder ele por que tem medo que eu morra atropelado em cima de um. – disse ele fazendo cara de desaprovação pela atitude da mãe.
- OK. – respondeu Molly sentando-se na cama.
Enquanto ele ia buscar o skate ela deu uma olhava em volta do quarto. Olhou os desenhos no mural e um deles era ela, ou melhor, era a Alex. Bem que ela desejou que fosse ela, mas não era já que a menina dormia no desenho e deve ter sido uma das noites em que os dois dormiram juntos. Molly recusou-se a continuar olhando o desenho da Alex e olhava pras unhas no qual o esmalte preto começava a descascar.
- voltei. Agora podemos ir.
- ótimo. Vamos competir quem chega primeiro na praça.
- “o que estou dizendo? Por acaso você sabe chegar na praça, anta?” – pensou ela depois da burrada que disse.
- legal. Adoro competições.
- eu também.
— bom, já conheceu minha casa, minha mãe, meu quarto...Então vamos. – Molly sorriu do jeito que ele falava e os dois desceram até o primeiro andar. Já na rua subiram em seu skate e apostaram a tal corrida até a praça.
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