Mudanças Para Continuar

28 Chapter Twenty Eight


Notas iniciais
Olá, queridos leitores! :D ^^ Me desculpem, sério. Minha memória não é muito boa e eu tinha esquecido de postar (sim, isso aconteceu), mas, para compensar, tentei deixar o capítulo grandinho. Obrigada por lerem ♥ Espero que gostem ♥

Ele finalmente me larga, quando percebe que estou andando. Nos aproximando do carro, posso ver seus ‘’amigos’’: algumas pessoas em cima da carroceria e uma garota dentro da caminhonete. Acho que já devia esperar isso dele.

— Noah, estes são alguns amigos meus: Maureen — ele aponta para uma garota morena, na carroceria da caminhonete, que acena com um olhar de patricinha. —, Elliot — aponta agora para um cara, aparentemente ‘’nerd’’, que sorri amigavelmente. Ele é amigo de Alex?! —, Wendy — mostra-me uma garota que aparentemente tem a mesma idade de Cindy e sorri de forma fofa. —, Christopher — indica o garoto com cara de ‘’eu sou perfeito’’. Esse parece ser mesmo amigo de Alex. Não me surpreendo. —, e por último, mas não menos importante, Cloe — Alex sorri, indicando com o dedo a garota que está dentro da caminhonete. Ela acena.

Eu sorrio para todos e Alex manda-me sentar dentro da caminhonete, como ele. Eu o faço, hesitante. Ele pisa no acelerador e arranca com o carro. Maureen, Wendy, Christopher e Cloe comemoram a partida super estilosa do amigo com gritos. Elliot acompanha-os num tom baixo, meio tímido. Eu não faço nada. Estou muito ocupado pensando em não morrer esta noite para ter tempo pra isso.

Vamos andando pelas ruas, iluminadas apenas pelos postes, com um Alex dirigindo em alta velocidade. Cloe aumenta o volume do som e sinto que a caminhonete balança mais ainda. Os amigos de Alex que estão na carroceria da caminhonete pulam, dançam e gritam.

Maravilha! Agora somos um bando de adolescentes bêbados/festeiros andando em alta velocidade à noite pelas ruas de Paris e com uma música não identificada tocando altamente. Estamos praticamente fazendo uma balada em cima da caminhonete, penso.

— Mas, então, Noah... Onde você mora? — Alex grita/pergunta. Passo as informações para o mesmo, gritando também. Ele assente e segue o caminho que indiquei.

Depois de quase morrer em algumas freadas, voltas bruscas, atravessando sinais vermelhos e causando o caos no trânsito, finalmente chegamos à casa do meu pai/minha casa. Alex encosta no acostamento, Cloe baixa o som do rádio, Maureen, Wendy, Christopher e Elliot param de gritar, pular e dançar e todos observam a casa.

— Uau! É aqui que você mora? — Pergunta Wendy, impressionada.

— É enorme! — Diz Cloe.

— Bela casa, Noah — Elliot novamente sorri amigavelmente.

— Quantas pessoas cabem aí? — Pergunta Maureen.

— Dá para dar uma grande festa — Christopher sorri de forma convencida.

— Já pensou em dar uma festa aqui? Seria demais, cara! — Alex pensa de um jeito parecido com Christopher, aparentemente. Nada surpreendente.

— Meu pai me mataria, com certeza — murmuro para mim mesmo, mas Alex escuta.

— É por isso que moramos sozinhos, certo, Elliot? — Elliot ri. — Ah! Falando nisso, procuramos alguém que queria alugar o 3° quarto de nosso apartamento e ajudar com as despesas. Se lhe interessar, já sabe... — Alex pisca.

— Se achar alguém interessado, falo com você. Então.... vou indo. Obrigado pela carona, Alex. Boa festa pra vocês.

— Tem certeza que não quer ir conosco? — Pergunta Maureen, com a mesma cara de patricinha.

— Vou deixar para outra hora, mas valeu — respondo.

— Vai perder uma festa daquelas — Christopher avisa e ri. Saio da caminhonete.

— Olhem lá o que vocês forem fazer. Juízo — digo, me sentindo um pai responsável pelas suas crianças inocentes.

— Não garantimos nada — Cloe sorri maliciosamente e se ‘’apoia’’ no pescoço de Alex, que apenas sorri.

Bom, talvez não tão inocentes assim.

— Até mais, Noah — Alex pisa fundo, Cloe novamente aumenta o volume do rádio, Elliot acena para mim, Christopher e Wendy comemoram a arrancada dos amigos, Maureen pisca para mim e eles vão embora em ‘’alto estilo’’.

Isso foi estranho, penso.

Verifico as horas em meu celular e percebo que são 19:05. MEU DEUS! 19:05!

Tento abrir o portão, mas lembro que o tranquei hoje cedo. Passo a mão em todos meus bolsos à procura das chaves, mas não encontro nada. Como vou entrar?

Recordo de algumas coisas: quando era pequeno, pulei o muro de minha casa algumas vezes e lembro de ter ouvido uma conversa entre meu pai e uma empregada onde ela dizia que iria deixar uma chave no vaso de flor ao lado da porta dos fundos para não se esquecer dela.

Começo a circular a casa para ver se encontro o lugar certo. Vejo uma parte do cercado onde há um tipo de pedra no chão que pode servir de banco.

Se fiz isso quando era pequeno, posso fazer agora, penso.

Uso a pedra para tentar escalar o muro e tenho uma missão bem-sucedida. Quando estou exatamente em cima dele, me desequilibro um pouco, mas logo recupero o equilíbrio. Ufa.

Procuro um lugar bom para pular, e encontro um arbusto logo abaixo de mim que parece ser fofinho com aquelas folhinhas verdes. Pulo no arbusto – tentando ficar de pé, para não correr o risco de fraturar algumas costelas – e ouço o som de galhos quebrando (o que é muito melhor do que ossos). Torci meu tornozelo com o salto, mas vou sobreviver. Me aproximo da porta dos fundos e procuro as chaves da empregada no vaso de flor. Encontro-as e abro a porta. Entro em casa, tranco a porta por dentro e jogo as chaves no vaso por uma janelinha ao lado da porta. Não vou correr o risco de ser pego.

Ando sorrateiramente pela casa em direção ao meu quarto, mas meu tornozelo dificulta a ação.

— Noah, chame Eleonor para mim — no meio do caminho, ouço a voz de meu pai. Ele está trabalhando em seu notebook quando fala. Congelo na hora. — O que está esperando? Chame-a.

Ele parece não notar que cheguei agora..., penso. SENHOR DEUS, EU TE AMO!

— NOAH! Estou falando com você! — Ele aumenta o tom de voz.

— ...D-desculpe, pai. Estava distraído. Vou chamá-la — vou até a cozinha e encontro Eleonor (pessoa que nego chamar de empregada por ser simplesmente demais) me olhando de uma forma repreendedora.

— Elê, meu pai está te chamando — digo, meio hesitante.

— Ele não perguntou por que só chegou agora? — Arregalo os olhos, fecho a porta da cozinha rapidamente e vou até ela novamente.

— C-como? — Ela continua me olhando de maneira repreendedora.

— Ah, Noah! Não se faça de desentendido! Acha que eu não vi quando você chegou?

Elê é como uma mãe para mim. Às vezes, me dá medo – como agora. Eu suspiro.

— Ok. É impossível esconder algo de você! Ele parece não ter percebido nada... Por favor, não conta nada para ele! — Suplico à Eleonor.

— Primeiramente: eu sei, amor. E adoro ser assim. Segundamente: ele realmente não percebeu nada. Terceiramente: eu já poderia ter te dedurado, mas ajudei você dizendo que estava no seu quarto estudando e que deveria ter pegado no sono quando Sr. Crawford perguntou. E, por último: eu nunca te faria mal, querido. Você sabe que sou sua amiga, mas também sabe que precisa chegar antes de seu pai. Eu posso te ajudar normalmente, mas e as outras empregadas? Muitas delas não são de confiança — Uau. Ela arrasou com esse discurso — como sempre. Mas tem razão – como sempre de novo.

— BENDITA SEJA ELEONOR! — Levanto as mãos para o céu/teto. — Já falei que te amo, Elê?

— Bendita mesmo. Você tem sorte de ter alguém como eu, Noah — ela brinca e eu a abraço com força. — Mas, enfim, tome mais cuidado. Não quero que arranje briga com seu pai. De novo.

— Prometo tomar mais cuidado. Obrigado por me ajudar. De novo — solto-a e beijo a ponta do meus dedos, como juramento. Ela me lança uma cara estranha, porém conhecida, desconfiando que vou me ‘’comportar’’.

EU MANDEI VOCÊ CHAMAR A ELEONOR, NOAH! QUANTAS VEZES PRECISO DIZER?! É TÃO DIFÍCIL CHAMÁ-LA? — Grita meu pai, lá do ‘’escritório’’.

— Agora é melhor eu ir, querido. Coma alguma coisa logo. Não pode passar fome nessa casa cheia de alimentos! — Eleonor sai da cozinha e vai até meu pai.

Tenho muita sorte mesmo, penso.

Pego uma maçã na geladeira e vou para meu quarto rapidamente.

Notas finais
Mais uma vez: mil desculpas. Muitos beijos e até o próximo! ♥