Mudanças Para Continuar
33 Chapter Thirty Three
Notas iniciais
Viro-me para Cindy e percebo que ela encara o homem, sem nenhuma expressão em seu rosto ou vontade de respondê-lo. Parece que se conhecem, então.
— A maioria das pessoas me chamam de Sr. Crawford — o homem desvia seu olhar de Cindy e o foca em mim.
— Sou Alex Pierre, Sr. Crawford — me aproximo e aperto sua mão, olhando-o da mesma maneira que me observa: fixamente.
— Olhar focado... Eu gosto disso — ele sorri.
— É interessante prestar atenção nas pessoas.
— Para poder matá-las... — Cindy murmura baixo, mas mesmo assim é possível escutá-la.
— Você tem futuro, Alex — ele diz e volta seu olhar para Cindy novamente. — Você falhou tentando ser educada e gentil, Cindy.
— E você está errado se pensa que preciso mudar meu comportamento. Ainda mais, ao falar com o senhor — Cindy finalmente fala algo. Algo não totalmente legal para o Sr. Crwaford, que adquire uma expressão raivosa.
— Precisa se esforçar mais, Srta. Ainda mais, se quiser invadir casas sem ser pega.
— Com todo o respeito, Sr. Crawford, mas nós não invadimos casa alguma. Uma garota nos deixou entrar — falo firmemente.
— E, se nossa presença incomoda, já estávamos de saída — Cindy me puxa pelo braço como se quisesse impedir algum ato meu.
Como se eu fosse agressivo ao ponto de matar o cara.
— Alguém os deixou entrar?! E o que querem? — Sr. Crawford aumenta o tom de voz. — Aquele dia na praça, quando influenciou meu filho e acabou com meu trabalho, não foi suficiente?! Qual é seu próximo passo, Cindy? Dominar minha casa junto com Noah e as criaturas desprezíveis?!
Ele deve assistir à vários filmes de ação, aparentemente, penso.
— Ah, eu não estou incluído no próximo passo? Por que não, Cindy? Não querem ajuda ao dominar a casa? — digo e viro-me para Cindy, que me olha e sorri, determinada. Parece que estou fazendo-a se sentir melhor.
Sentir-se aquela Cindy que conheci.
— Podemos dominar essa casa juntos, Alex. O que você acha? — ela continua sorrindo de forma decidida e perigosa. Adorei essa Cindy mais ainda.
— O que estamos esperando? Vamos lá! — começamos a andar pela sala seguidos pelo olhar incrédulo do Sr. Crawford.
— Agora somos nós quem mandamos nesta casa! — nós subimos no sofá e ‘’olhamos o horizonte’’ de forma triunfante.
— SAIAM, SEUS VÂNDALOS! — Sr. Crawford vem em nossa direção e puxa Cindy pelo braço, fazendo-a descer do sofá forçadamente. Puxo o outro braço de Cindy, impedindo que ele a puxe mais. — SEGURANÇAS! SEGURANÇAS!
Têm seguranças na casa e nós entramos assim, normalmente?!
— Ei, não encoste nela! — Cindy se solta dele e segura meu braço, deixando-me puxá-la para trás de mim e ir para cima do Crawford, que vacila alguns passos para trás. — Você estava certa, Cindy. É bom observar para depois matá-los.
Quatro seguranças adentram o local e nos seguram. Deixo que me levem para fora, ao contrário de Cindy, que se debate e quase deixa estéril um dos seguranças com um chute.
— Você tinha futuro, Alex. Bom, você poderia ter, se não acompanhasse essa garota — Sr. Crawford diz, enquanto sorrio debochadamente e somos segurados pelos seguranças. — AGORA, FORA DA MINHA CASA! E NÃO OUSEM VOLTAR!
Somos jogados – literalmente – pelos seguranças para fora da casa. Vamos andando em direção à caminhonete.
— Você está sorrindo? Está se divertindo com isso, Alex?! — Cindy percebe meu sorriso e me encara, incrédula. — Acabamos de ser expulsos. A polícia poderia ter chegado aqui e nos prendido, se ele fizesse uma ligação.
Olho para ela e continuo sorrindo.
— Ah, eu esqueci. Você sabe como é isso — entramos no carro, mas não dou partida.
— Está dizendo que sou um ladrão? — meu sorriso se desfaz.
— E não é...?
— Sim. Agora me passe todo o seu dinheiro ou eu te mato com a arma que carrego no meu bolso — sorrio sarcasticamente, mas logo fico sério, encarando Cindy. Ela arregala os olhos, aparentemente pega de surpresa.
— AH, MEU DEUS, VOCÊ ANDA ARMADO?!
‘’Sim, é uma pistola calibre 45, quer ver?’’
— É ÓBVIO QUE NÃO, CINDY! — ela parece se acalmar um pouco. — O que você acha que eu sou?! Um vagabundo criminoso?
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