Mudanças Para Continuar

31 Chapter Thirty One


Notas iniciais
Olá, queridos leitores! ♥ ^^ Então, estamos no final de ano, a época em que nossa agenda fica lotada. É necessário dizer/digitar mais alguma coisa ou vocês entenderam? Os capítulos podem demorar a sair pelo fato acima, então desculpem-me mesmo. Espero que gostem ♥ Obrigada por lerem ♥

— Não foi nada, Cindy. Você está bem, certo? — ignora meu comentário final. Era ele que pensava em mim?

— Estou bem sim. Agora, com licença; preciso ir. Desculpe por ter esbarrado em você, Alex Pierre. Adeus! — saio andando, mas ele segura meu braço, fazendo-me parar.

— Pode me chamar somente de Alex — ele sorri. — Você está com pressa? Por quê?

Ele ainda tem a capacidade de perguntar isso?!, penso. Olho para sua mão em meu braço e depois para ele.

Oh... Espera.... Essa cena já aconteceu antes. Você está sempre com pressa, Cindy?

Você gosta de manter atos tradicionais, não é? — olho novamente para meu braço sendo segurado por sua mão. Ele não o solta. Está fingindo que não compreendeu as indiretas e não percebeu que estou me incomodando com sua mão me prendendo irritantemente.

Gosto de manter as tradições. Um clichê é divertido, às vezes — ele pisca para mim. Eu mereço. Parece que ele não vai mesmo soltar meu braço se eu não pedir. Continua sendo o maldito Alex Pierre!

— Poderia, por favor, soltar meu braço, Alex Pierre? — sorrio, cínica.

— Alex Pierre...? — ele faz ‘’bico’’. Reviro os olhos.

Alex.

— Sim, Cindy...?

É sério, amigo? É SÉRIO?!

— Solte o meu braço — olho-o séria.

— Tipo... agora?

AGORA — meus olhos devem estar visivelmente cheios de ódio.

— Claro — ele me solta e sorri. — Agora, diga-me onde vai e o porquê de tanta pressa.

Eu devo ter feito muitas coisas ruins na infância. Só pode, penso, enquanto encaro-o. Já vi tudo: se não lhe contar, ele não vai parar de me irritar.

Eu suspiro e começo a falar.

— Preciso entregar uma coisa para Noah e voltar logo, entendeu? Sim, que bom. Agora: tchau! — ele novamente me impede de sair, segurando meu braço. — AH, CARA! CONSEGUE PARAR COM ISSO?!

— Eu não resisto. Adoro ver você irritada — percebendo as mensagens de ódio, raiva, irritação – e da bomba prestes a explodir lhe dando um tapa – em meus olhos e expressão, Alex solta meu braço com calma e um de seus sorrisos maravilhosos estampado em seu rosto. — Mas eu posso me segurar... Desta vez.

— Eu juro que... — sou interrompida por ele, mas, desta vez, não segura meu braço. Um milagre aconteceu.

— Sem brincadeiras: quer carona? — parece que alguém quer começar uma conversa séria. Não acredito.

— Você tem carro? — ele assente. — Então, você está fazendo uma proposta que consiste ficar dentro do seu carro com você no volante até a casa de Noah?

— Basicamente — sorri.

— Claro, meus pais sempre disseram para aceitar carona de estranhos — sorrio, irônica. Ele continua sorrindo. — Se você não entendeu: isso é um não.

Saio andando e, por outro milagre de Deus, não sinto nenhum braço me puxando novamente. Atravesso a praça tranquilamente – olhando para trás em alguns momentos para ver se Alex não me segue –, mas com certa (grande) pressa e paro em um ponto de ônibus ali perto.

Agora é só lembrar onde Noah mora. Vamos lá, Cindy. Você consegue. Pense, penso. Fico horas assim, pensando. Procuro informações até no fundo de meu subconsciente, mas encontro absolutamente nada. Só consigo lembrar de uma casa enorme. Claro, porque, com isso, posso sair perguntando por aí: ‘’Oi, você sabe onde fica uma casa enorme onde um homem arrogante e rico mora?’’

— Você não sabe onde ele mora, não é? — uma figura loira dentro de uma caminhonete cinza buzina e grita para mim do outro lado da rua na maior cara de pau. Alex, com toda certeza.

— Estava me vigiando?! — grito no mesmo nível, fazendo minha voz ecoar até o carro.

BRIGA DE CASAL EM CASA E NÃO NA RUA! — uma senhora grita da janela de uma casa. Nem Alex, nem eu, respondemos, pois ela fecha a janela bruscamente. Eu não acredito. Como ela pôde imaginar que somos um casal?!

— Vai negar que não sabe? — ele sai do carro e vem até mim. Não estamos mais gritando.

— Vai negar que estava me vigiando? — o encaro.

— Sim — ele sorri. Isso é psicótico.

— Então, sim. Também negarei.

— Adorei seu estilo. A proposta da carona ainda está de pé — ele nunca desiste.

— E eu já disse que minha resposta é não.

— Você tomou essa decisão considerando que está com pressa, como sempre?

O.k, ele me pegou.

— De que adianta me oferecer carona se não sabe o caminho? Porque, aparentemente, confia na hipótese que indica que eu não sei o caminho.

Receba isso na mesma moeda, Alex.

— Quem disse que eu não sei? — ele arqueia as sobrancelhas.

Notas finais
Numa situação de pressa, você aceitaria a ajuda de uma pessoa que não gosta? Cindy aceitaria? Veremos! :D :3 Muitos beijos, obrigada e desculpa novamente e até o próximo! ♥ :* :* :* :3 :D ^^ *u* :')