Mudanças No Clima

29 Ondas Marítimas


Notas iniciais
Desculpem pela demora do capítulo, estava em semana de provas e os estudos tomaram muito o meu tempo. Espero que entendam. Bem, sem enrolações e apenas desfrutem desse capítulo com várias mudanças.

– Os responsáveis por Natsu Dragneel. – Falou um homem vestido com um avental branco, usando um par de óculos.

– Aqui. – Se pronunciou Igneel, levantando-se da cadeira. – Como está meu filho doutor? – Perguntou aflito.

– Bem... – Iniciou o médico. – Sou o médico Jura e estou responsável pelo tratamento de seu filho. – Se apresentou. — O senhor Natsu não corre risco de vida. – Falou acalmando o maior.

– Ainda bem. – Suspirou Erza.

– Os medicamentos que ele ingeriu incorretamente, causaram várias reações em seu corpo como: tontura, enjôo, dores e também o rompimento de algumas veias nasais. – Explicou o médico. – Ele está inconsciente no momento, enquanto seu organismo está recebendo soro para poder limpar as substâncias.

– Podemos ir vê-lo? – Perguntou Gray.

– Sim. – Respondeu ajeitando os óculos. – Sigam-me.

Igneel começou a caminhar juntamente ao médico. Gray iria fazer o mesmo, porém Erza entrou em seu caminho.

– Depois vou ter uma séria conversa com você! – Disse a ruiva.

– Ok. – Gray desviou seu olhar para o lado.

Os três acompanham o médico pelos corredores e logo adentram a sala onde Natsu estava sendo mantido.

– Ele deverá ficar internado aqui por mais três dias e depois receberá alta.

Enquanto o médico falava, Igneel se aproximou do leito e pegou levemente a mão de Natsu. Não resistiu. As lágrimas desceram de seu rosto caindo no chão.

– Porque Natsu? –Indagava a si mesmo. – Como chegou a isso?

– Fique calmo tio. – Erza tentava consolar o maior.

Gray se manteve quieto apenas observando seu amado Natsu naquele estado. Erza estranhava aquilo.

Gray Pov’s

Se Natsu não tivesse presenciado aquela cena, talvez ele não estivesse aqui. E o que eu vou falar quando ele acordar? Graças a Juvia, nosso relacionamento corre risco. Não! Vou explicar tudo e falar que não quero o fim do nosso namoro.

– Vocês conhecem alguém cujo nome seja Gray? – Indagou o médico Jura.

– S-Sou eu. Porque pergunta? – Fiquei curioso.

– Durante os exames, Natsu chamava por esse nome.

Então ele estava pensando em mim? Surgiu um aperto em meu coração. Eu definitivamente amo esse garoto!

Gray Pov’s Off

Enquanto o doutor Jura indagava Igneel sobre as possíveis causas para Natsu fazer aquilo. Gray alisava a mão do garoto com seus dedos. Erza se envolveu na conversa dos maiores falando algumas coisas que passavam em sua mente. Sem ninguém perceber Gray retirou o anel que guardava em seu bolso e delicadamente colocou no dedo do garoto.

Após essa ação, Natsu se movimentou na cama. Todos o observaram no exato momento. O garoto continuou com as movimentações e logo seus olhos se abriram. Natsu parecia analisar o ambiente que estava e quando percebeu que Gray estava ali, apenas fez uma coisa. Sorriu.

Aquele sorriso alegrou a todos naquele quarto.

– Natsu. – Gray retribuiu o sorriso, apertando a mão do garoto com a sua.

– Porque estou aqui? – Perguntou o rasado.

– Não se lembra? – Gray se assustou.

– Não. O que aconteceu? – Olhava a todos intrigados.

– Bem. – Gray foi interrompido.

– Na queda ele bateu a cabeça com força no chão. A região atingida do cérebro fica responsável pela memória, por isso ele não pode se lembrar de alguns acontecimentos ou até pessoas.

– Sério? – Erza ficou surpresa.

– Sim, mas ao longo do tempo essas memórias perdidas vão retornar.

– Ainda bem. – A ruiva se aliviou.

– Meu filho! Que bom que está vivo. – Caminhou Igneel em direção ao garoto de braços abertos, querendo lhe dar um abraço.

– Quem é você? – Perguntou Natsu.

– O quê? – Igneel ficou confuso.

– Eu perguntei quem é você, seu velho! – Esbravejou Natsu.

– Ele não se lembra de mim! – Voltou a chorar.

– Gray quem é ele? – Cochichou ao moreno.

– Aquele é o seu pai, Igneel.

– Sério? Bem, senhor Igneel, me desculpe por não me lembrar do senhor.

– Tudo bem, mas me chame de pai. – Continuou chorando.

– E dela. – Apontou Gray para Erza. – Você se lembra?

– Claro. Erza Scarlet. Minha prima. – Sorriu para a ruiva.

– Pelo jeito eu sou o único esquecido. – Disse Igneel deprimido.

Todos riram. Nem parecia que estavam em prantos minutos atrás.

– Agora o senhor Natsu precisa de repouso, por isso peço que vocês se retirem. – Falou o médico Jura.

– Tudo bem. – Responderam juntos.

– Espere um pouco Gray. – Natsu o segurou pela manga de sua camisa, impedindo o garoto terminar de se levantar.

Natsu estava com seu olhar voltado para o lado. Seu rosto estava vermelho e seu coração batia acelerado.

– O que foi? – Perguntou o moreno.

– Quero te falar uma coisa, então abaixe para mim te dizer.

Gray se aproximou de Natsu curioso sobre o assunto que o rosado queria lhe falar e foi surpreendido com um beijo do garoto. As bocas se moviam em total sincronia, matando a saudade que um sentia pelo outro. Suas línguas se entrelaçavam entre si durante aquele beijo. Os corpos desejavam se aproximar, um queria tocar o outro, queriam consumir todo aquele desejo que tinham, porém distanciaram-se ao verem o médico observar tudo aquilo.

– Me desculpe. – Falou Natsu corado.

– Não precisa se desculpar. – Respondeu o médico.

Gray ainda estava perplexo com aquilo, todas suas dúvidas, haviam desaparecido com aquele simples beijo. Percebeu que seu coração continuava acelerado, mesmo após o beijo.

– Doutor eu posso passar o dia com meu filho? – Perguntou Igneel.

– Pode, mas apenas o senhor.

– Ótimo. Eu vou conseguir fazer que Natsu se lembrar de mim. – Disse confiante.

– Não tenho muita certeza, talvez leve meses para ele se lembrar de você.

– Mas eu não vou desistir. – Sorriu esperançoso.

– Agora os outros dois, peço que por gentileza se retirem. – Falou fazendo Gray e Erza saírem do quarto.

Um silêncio reinou no quarto. Igneel sentou-se em uma cadeira próxima a cama do garoto.

– Não precisa ter medo de mim Natsu. Sou apenas seu pai, não irei lhe fazer mal. — Tentou acalmar o garoto.

– Tudo bem. Eu sei que o senhor não vai fazer nada. – Sorriu. Igneel ficou feliz com aquilo. – Porque se tentar, eu vou apertar esse botão e a segurança do hospital virá correndo para cá. – Falou mostrando um controle em suas mãos, fazendo o maior ficar frustrado com aquilo.

– Percebo que ainda não confia em mim. – Disse fitando o chão. – Só queria saber o porquê de você estar aqui.

– Nem eu mesmo sei. Só vejo um borrão em minha mente. Porque eu fiz isso? – Indagava a si mesmo.

– Não pense muito nisso meu filho, apenas descanse. Com o tempo você saberá o que aconteceu.

Natsu apenas ouviu aquelas últimas palavras de seu pai e adormeceu.

Gray Pov’s

Queria ficar mais tempo com Natsu, abraça-lo com toda minha força. Tê-lo somente para mim. Quase não segurei quando aconteceu aquele beijo, se tivesse demorado por mais alguns segundos, eu teria o atacado na presença de todos e nem me importaria.

– Gray? – Erza me fitava.

– Oi? – Respondi retirando-me daqueles pensamentos.

– Vamos lá fora. Quero ter aquela conversa com você. – Falou séria. Senti meu corpo arrepiar de medo com aquilo.

– Tu-Tudo bem.

Saímos do hospital, atravessamos a rua e caminhamos até uma praça à frente. Ao chegarmos no local, nos sentamos em um banco e observávamos as crianças brincando enquanto corriam sobre a grama verde.

– Tenho algo para te perguntar. – Iniciou Erza quebrando o silêncio

– Claro, pode perguntar. – Falei um pouco nervoso devido aquele clima tenso.

– O que aconteceu na festa da Lucy? – Senti meu corpo tremer com a pergunta. – Me diga toda a verdade.

– Bem...

– Não me enrole!

– Na verdade Erza, nem eu mesmo sei o que aconteceu. Só lembro-me de ter chegado à casa de Lucy e comecei a perguntar para algumas pessoas se Natsu já havia chegado. – As imagens fluíam pela minha mente, enquanto narrava o acontecido. — Depois fiquei o aguardando na cozinha, quando Lucy me ofereceu uma bebida. – Dei uma pausa e olhei para Erza. Ela estava focada na história.

– Vamos, continue.

– Após beber, me senti um pouco sonolento e acabei dormindo sobre a mesa. Quando acordei Natsu me olhava com desprezo. Eu não entendia o porquê daquilo. – Percebi uma lágrima correr por meu rosto. – Logo vi que Juvia estava deitada comigo em uma cama, Natsu disse que havia acabado tudo entre nós e saiu correndo do local. – Terminei a narração.

– Agora entendo o motivo para as ações de Natsu. Pelo que você me contou, parece que aquelas duas armaram para que Natsu te encontrasse na cama com outra garota. Entretanto elas não vão ter esse gostinho de vitória. Eu, Erza Scarlet não vou deixar isso assim. – Disse Erza se levantando com o punho sobre seu peito.

As pessoas olhavam para Erza curiosas para saber o que estava acontecendo. Estava um pouco constrangido com aquilo.

– Então Erza, o que você pretende fazer? – Percebi que o número de pessoas havia aumentado.

– Contar para Natsu tudo que aconteceu é óbvio.

– Não, você não pode. – Falei segurando-a pelos ombros.

– Por quê?

– Esqueceu que Natsu terminou comigo? Ele perdeu a memória sobre isso. Você conhece o Natsu. Ele não vai acreditar tão facilmente. Se você disser o que aconteceu, talvez ele nunca mais olhe na minha cara. Entendeu? – Expliquei a situação.

– Sim, mas você pretende deixar tudo isso em segredo? – Perguntou.

– Por enquanto sim. – Confirmei.

– Mas se as memórias dele voltarem?

– Isso também me assombra, por favor, não diga nada ouviu? Nada! – Sacudi Erza pelos ombros.

– O-Ok. Eu não vou dizer nada. Já aquelas duas terem armado para vocês é outra coisa. Eu mesma vou cuidar delas. – Falou emitindo sua aura devastadora. Senti pena de Juvia e Lucy.

– Certo. Agora que conversamos, vou para casa explicar para Ultear o que aconteceu. Ela deve estar preocupada até agora.

– Hei moça. – Um homem se aproximou de nós. Era um senhor de altura baixa, cabelos de cor roxa e um bigode de mesma cor.

– Pois não? – Respondeu Erza.

– Sou Rabian. Você gostaria de trabalhar em uma peça de teatro minha? Muito obrigado.

– E-Eu? Tem certeza? Eu sei que tenho certo talento, mas uma peça? – Questionou Erza

– Sim. Obrigado.

– Você não entende esse negócio de agradecer, não é?

– Ok, eu aceito sua oferta.

– Muito obrigado mesmo. – Agradeceu novamente o homem.

– Eu também posso participar? – Perguntei curioso.

– Você é apenas um amador.

– Amador? Acho que vou indo mesmo.

– Gray. Fique tranquilo, tudo vai voltar como era antes. – Disse Erza confiante.

–Ok. – Falei acenando para ela.

Quero assistir a essa peça de teatro de Erza, vou rir muito. Voltei ao local onde havia jogado minha bicicleta. Pelo jeito ninguém a quis roubar. Posicionei-me sobre ela e pedalei até chegar a minha casa.

– Estou de volta. – Falei adentrando minha casa.

– Bem vindo meu filho. – Disse Ur.

– Irmão! – Percebi Ultear correndo em minha direção e espremendo-me em um abraço. – Como está meu Natsu? Digo seu Natsu.

– Ele está bem. Agora me solte antes que eu precise ir para um hospital. – Falei soltando-me daquele abraço. – O médico disse que ele não corre risco de vida. Depois eu explico os detalhes, vou para o meu quarto. Se ligarem a respeito do Natsu me chame. – Disse subindo as escadas.

Entrei em meu quarto e joguei-me na cama. Levei minha mão sob o travesseiro e retirei o tesouro que estará escondido ali. A camisa de Natsu. Abracei-a sentindo seu cheiro que ainda estava impregnado no tecido.

– Natsu, eu te amo tanto. – Apertava a peça de roupa contra meu corpo.

Enquanto fazia aquilo, sem perceber acabei adormecendo.

Estava em um local escuro, e ao longe vi alguém que era familiar só pelos cabelos rosa. Corri até Natsu, mas parecia que ele ficava cada vez mais distante de mim.

– Não me procure mais! – Dizia Natsu correndo de mim.

Como assim? Espere Natsu. Natsu! Natsu!

– Gray! – Gritou minha mãe. Despertando-me daquele sonho, ou melhor, pesadelo.

– O que aconteceu meu filho? Está suando muito. Deve ter tido um pesadelo horrível.

– Sim mãe. – Falei sentando-me na cama. – Que horas são? – Perguntei esfregando meus olhos com as mãos.

– São 21hr30mn. Você dormiu o dia todo, nunca vi tanto sono assim. – Riu.

– Mas o que a senhora quer?

– O senhor Igneel ligou perguntando, se você poderia passar a noite com Natsu no hospital. Então vim aqui saber sua resposta.

– Claro que eu vou! Diz para ele que só vou tomar um banho e já estou indo. – Falei me levantando da cama, indo em direção ao banheiro.

– Certo.

Tomei meu banho, coloquei uma roupa bonita: uma calça jeans preta, uma camiseta amarela com estampa chamativa e um tênnis branco. Arrumei meu cabelo, deixando-o como de costume. Estou indo ver ele, então tenho que ser o mais lindo possível.

Ao sair de casa, Gajeel estava me esperando dentro do carro, aquilo me surpreendeu. Não trocamos palavras durante o trajeto. Quando chegamos no hospital, apenas me despedi e entrei no local. Igneel me aguardava na sala de espera.

– Desculpe por ter que fazê-lo passar a noite com Natsu.

– Não precisa pedir desculpas. Eu já ia me oferecer mesmo.

– Ok, pode ir para o quarto dele. Tenho ir para casa e terminar um trabalho que deixei atrasado. Tchau.

– Tchau. – Acenei para o maior.

Caminhei até o quarto de Natsu. Estava nervoso. E se ele tivesse recuperado as memórias, o que eu faria? Quando abri a porta percebi que a me ver, o sorriso surgiu em seu rosto. Aquilo me aliviou.

– Que bom que veio Gray. Ande, sente-se aqui. – Falou batendo na cadeira ao lado da sua cama.

– Pelo jeito você está mais animado. – Me sentei na cadeira.

– Sim. E você estava aonde? Para estar tão arrumado, deve ter saído de uma festa não é? – Senti um pouco de ciúmes sair daquelas palavras.

– Estava em casa. Arrumei-me assim para encontrar uma pessoa. – Provoquei-o.

– Sério? Posso saber que pessoa é essa? – Perguntou olhando para o lado.

– Você. – Apontei para seu rosto que ficou corado com aquilo.

– Ata. – Respondeu sem jeito.

Ri daquele lado de Natsu. Era muito fofo ver ele com ciúmes.

– Pode me informar que horas são? – Perguntou.

– São 21hr 55mn. – Respondi olhando no visor do celular. – Por quê? – Fiquei curioso.

– Ótimo. As enfermeiras me disseram que às 22 horas, as portas são trancadas automaticamente por um sistema de segurança.

– Ah, e o que tem? – Ainda não havia entendido.

– Significa que daqui a 5 minutos, ninguém vai poder entrar nesse quarto, nem sair. Entende?

– Não.

– Mas você ta lerdo viu! – Falou se levantando cama. – Só teremos nós dois aqui à noite inteira. – Sentou-se em meu colo. – Entende? – Sussurrou próximo ao meu ouvido.

– Tarado. – Retruquei atacando seus lábios.

Continua.

Notas finais
Natsu safadinho. O que acharam do capítulo? Comentem. Até a próxima.