Mudanças

6 Capítulo 6


Notas iniciais
Mais um capítulo. Esse não está muito criativo, desculpem. Fim de ano é uma loucura na escola. Queria a opinião de vocês sobre os personagens originais, para eu decidir sobre o destino deles. Boa leitura.

Ori era um monstro, sempre foi considerado um desde aquele dia. Quando tinha doze anos descobriu o que podia fazer, o que precisava fazer. Aquilo era um instinto, uma necessidade. Antes daquele dia ele era normal.

Foi durante o inverno. Ele vivia na mansão da família junto a irmã, o pai e a mãe. Todos o amavam na época, não o temiam. Até o dia em que alguém do passado de seu pai invadiu a mansão em busca pelo pagamento de uma dívida. O homem apontava uma espada para o pescoço de sua irmã. Sua mãe estava aos prantos implorando pela vida da filha e seu pai já havia sido morto.

Na primeira chance que teve, Ori atacou. O homem surpreso soltou a garotinha. Foi quando Ori sentiu-se estranho, começou a mudar. Sentiu muito frio, o suficiente para tremer, suas veias começaram a escurecer de modo que era possível vê-las. No minuto seguinte ele atacou novamente o invasor, e como se tivesse feito aquilo milhares de vezes, arrancou-lhe o coração e comeu-o. Ouviu do fundo do cômodo sua mãe dizendo:

— Não... meu filho não...

Após a ‘’refeição’’ sentiu-se fraco e adormeceu. Quando acordou estava em uma cela de prisão, sua mãe do outro lado das barras aos prantos. Foi quando ela lhe explicou que vinha de um clã que era amaldiçoado, e que as vezes os membros viravam monstros. Era extremamente raro, e ela pensou que já que era a última do clã, talvez aquilo tudo não viesse a acontecer.

Ori via o medo e repugnância no olhar de sua mãe.

Ele passou dez anos preso naquela cela por ser o que era. Quando tinha vinte e dois anos conseguiu fugir. Não encontrou sua irmã ou sua mãe, não quis procura-las. Apenas livrou-se do guarda e fugiu.

Fazia muito tempo que não relembrava o passado. Mas vendo aqueles ninjas de Konoha tentando tão desesperadamente fugir lembrou-lhe quando ele mesmo o fez.

Suspirou por ter divagado tanto. Deveria voltar para o esconderijo da organização, ou os outros akatsukis iriam achar suspeito sua saída repentina. Ele não planejava traí-los ou nada assim. Há muito tempo procurava um objetivo, e quando Hidan e Kakuzu encontraram-no e fizeram a proposta ele resistiu um pouco, mas acabou por aceitar, só tinha de fazer algo antes de partirem.

(...)

Já haviam se passado três dias. Itachi sentia-se melhor. O Uchiha estava na cozinha do esconderijo, fazendo chá. Foi o tempo de Kisame e Kei chegarem, Deidara e Hidan também estavam na cozinha.

— Nossa, vocês dois estão péssimos. – Disse Hidan. Era verdade, ambos Kei e Kisame estavam com suas capas aos farrapos e com cortes pelo corpo.

— E a dica do dia é: nunca entre em um templo com nome de Amaldiçoado. – Disse Kei, ela e Kisame puseram-se a sentar nas cadeiras da mesa.

— Já reportaram ao Pain? – Perguntou Deidara.

— Nos encontramos com ele lá fora. A chave tem a localização do próximo templo. – Respondeu Kisame.

Kei olhava para Itachi.

— Se sentindo melhor? – Perguntou ao Uchiha.

— Sim. Estou fazendo chá, quer?

— Você vem com ele? – Ela falou.

— Essa garota não tem limites. – Disse Deidara. Kei riu.

— Quero sim Itachi. – Respondeu Kei.

Itachi encheu um copo para ela e para ele, sentou-se à mesa também. Kei tomou um gole do chá.

— Nossa! Isso tá muito doce! – Disse ela.

— Sério? – Itachi bebeu. – Me parece normal.

— Itachi gosta de coisas doces. – Explicou Kisame. – Quando estamos em missão ele vive comendo dango.

— Gosta de coisas doces né? – Disse Kei.

— Ele deve te odiar Kei. – Disse Kisame.

— Me morde cara de tubarão!

— Isso é um convite?

— Não, uma ofensa. Vai se ferrar.

— Vai você.

— É sempre assim nas missões Itachi? – Perguntou Deidara.

— É. – respondeu o Uchiha, apreciando seu chá.

(...)

Shikamaru e os outros haviam encontrado o esconderijo perfeito, um antigo local onde Orochimaru conduzia seus experimentos, que já havia sido abandonado há muito tempo. Apesar da atmosfera sombria e cheiro peculiar do local, era bem conveniente. Haviam quartos o suficiente, um local de treinamento e o laboratório continha equipamentos que poderiam servir para fins médicos. Claro que Sakura tratou de limpá-los mais que devidamente.

A kunoichi explorava o local, Neji dormia no quarto mais próximo do laboratório, Sakura não permitiu que ele descansasse na maca do local, não suportava nem olhar para ela sem pensar nas atrocidades que Orochimaru fez ali, fez em todo o local.

— Certo, vamos limpar isso... – ela se preparava mentalmente.

Naruto, Kiba e Shikamaru estavam na sala de treinamento assistindo Tenten e Ino treinarem.

— Esse lugar me dá arrepios. – Disse Kiba.

—Sim, é um saco, mas até que é bem conveniente para nós. – Respondeu Shikamaru.

Naruto estava extremamente quieto. Parecia aflito e Shikamaru logo notou.

— É difícil para você e para Sakura. – Disse Shikamaru. Naruto olhou para ele surpreso.

Kiba não disse nada, também havia notado o modo como Naruto e Sakura estavam quando adentraram o local. Naruto não disse nada a Shikamaru, apenas desviou o olhar e continuou quieto.

(...)

Kabuto havia dito a Orochimaru que alguns ninjas de Konoha, incluindo Naruto e Sakura, estavam usando um antigo esconderijo como abrigo. Orochimaru já havia recolhido tudo que precisava daquele local, mas achou bom saber a localização do grupo. Ele contou a Sasuke e notou algo peculiar no olhar do Uchiha, que disse não se importar. Mas a cobra sabia que aquilo causava um efeito em seu pupilo, o modo como seus ex-companheiros de time haviam fugido de Konoha.

Estava no laboratório junto a Mai, que tentava aprender tudo sobre as experiências dele. Ele achava interessante ela se importar, e o modo como olhava e escutava a tudo, com intensa curiosidade. Na mente de Mai nada daquilo era extremo, ruim ou errado, para ela só eram outros meios de descobrir as coisas. Nas semanas que havia estado no esconderijo passou a admirar o trabalho de Orochimaru, o modo como ele queria descobrir tudo.

Ele disse a ela que poderia ensina-la algumas coisas. A garota pareceu feliz e não pensou duas vezes antes de aceitar.

(...)

No dia seguinte os integrantes da akatsuki haviam recebido uma informação: a localização do grupo que fugiu de Konoha. Ori seguiu o cheiro deles e achou onde se escondiam. Os novatos estavam sentados à mesa da cozinha.

— Agora que você farejou eles, pode acha-los facilmente né? – Disse Kei a Ori, ela se impressionava muito pelas peculiaridades dele.

Ele acenou positivamente com a cabeça. Dentre os novatos como ela, Ori era de quem a kunoichi mais gostava, ela cruzava os dedos para que quando Pain designasse as duplas Ori fosse seu parceiro, pois não suportaria a ideia de ter que cumprir missões ao lado de Yuriko.

A garota cega e que podia usar qualquer elemento era muito na dela. Seu nome era Chiia.

Kei não era a única anti-Yuriko, Deidara também não suportava a garota. Yuriko era boazinha e ingênua demais para a Akatsuki, achava que poderia salvar os nukenins da escuridão que mergulhavam.

Ela estava errada.

Notas finais
E é isso. Próximo capítulo no sábado que vem.