Mudanças

11 Capítulo 11


Notas iniciais
Desculpem pelo atraso x.x Esse início de ano tá uma loucura, não estou tendo tempo para escrever. Na verdade não tenho o capítulo 12 pronto ainda, então vou dar um tempo da fic. Volto a postar mais pro final do mês, desculpem x.x Mas não vou abandonar a fic, de jeito nenhum.

Os ninjas de Konoha fugiam pela floresta.

— Temos que fazer uma pausa para tratar os feridos. – Exclamou Ino. Lee e Naruto ainda estavam feridos, porém Lee estava pior.

— É melhor encontrarmos abrigo primeiro, eles ainda podem estar atrás de nós... – Disse Kiba apreensivo.

— Parece que a armadilha que montamos os parou. – Disse Neji com seu Byakugan ativo. – Não os vejo por perto.

— Eu também não... – Falou Hinata.

— Certo, então vamos parar um pouco. – Shikamaru disse a todos. – Sakura, Ino, contamos com vocês.

As kunoichis afirmaram e foram cuidar dos ferimentos de todos.

(...)

Kei e Ori já estavam na porta do Templo Amaldiçoado.

— Bom, você já fez isso antes, — Começou Ori. – Então você lidera.

— Pode deixar. – Disse Kei abrindo a porta do local. – No máximo você perde alguma parte do corpo.

Ori a encarou confuso.

— Você vai entender quando começarmos. – Disse ela com um sorriso divertido no rosto.

Kei abriu a porta do local e ela e Ori entraram. Havia um longo e escuro corredor, e ao final havia uma porta de pedra. No início do corredor havia uma alavanca de madeira.

— Essa alavanca – Começou Kei a explicar para Ori. – Abre a porta ao final do corredor. Só temos apenas trinta segundos para passar pelo corredor, que contêm armadilhas, e entrar pela porta antes que ela feche.

— Que tipos de armadilhas? – Perguntou Ori.

— Esse corredor é a entrada, ainda é bem fácil. Tem desde kunais envenenadas até fogo e outros tipos de coisas. O templo todo em si não é tão difícil, basta estar atento e ser rápido.

— Okay. – Ori colocou a mão na alavanca. – Quando você estiver pronta, avise. Eu ativo a porta e alcanço você.

— Seria mais prudente se eu ativasse.

— Eu sou rápido. Vou te alcançar.

— Tenho certeza que vai. Mas tenho um truque na manga.

Ori olhou nos olhos da garota.

— Okay então. – Ele se posicionou para correr.

Kei segurou a alavanca.

— Pronto! – Disse Ori. E a garota puxou a alavanca, a porta começou a se mover.

Ori começou a correr pelo corredor. Devido sua natureza animalesca, era fácil ser rápido e prever as armadilhas. Kei estava logo atrás dele. A grande porta de pedra já estava na metade, o corredor era muito longo. Ori conseguiu passar pela porta e olhou para trás, Kei estava um pouco distante, a porta estava prestes a se fechar. Ori viu a kunoichi fazer uma série de selos com as mãos e transformou-se em fumaça, passando pela porta antes dela se fechar.

Kei materializou-se novamente em si mesma.

— Você pode virar fumaça? – Perguntou Ori retoricamente.

— Sim. Mas só dura cinco segundos. Preciso treinar isso. – Respondeu Kei.

— É uma habilidade bem útil.

— Obrigada. Você é bem rápido mesmo ein?

(...)

Sasuke estava em seu quarto no esconderijo. Queria estar treinando, mas seu nível de chakra ainda estava baixo. Morder Karin ajudaria, mas a garota estava extremamente ferida, e Kabuto, que cuidava de seus ferimentos, pediu a Sasuke para não o fazer.

O Uchiha estava zangado. Sentia-se fraco pela falta de chakra, seus pulsos, tornozelos e pescoço ainda estavam marcados pelas correntes. Ele havia sido derrotado, e só não perdeu seus olhos porque Orochimaru e Mai apareceram. Ele havia sido salvo e detestava isso.

Porém, o que mais o irritava era aquela mulher, Hinamori. Ela o chamou de fraco. Como poderia derrotar Itachi dessa forma? Sua raiva aumentou ao pensar no irmão.

Seus pensamentos foram interrompidos quando alguém bateu na porta.

— O que é?! – Disse o Uchiha alterado.

— Sasuke? Aqui é a Mai. Orochimaru me pediu para lhe entregar algumas pílulas. Elas irão ajudar a repor seu chakra.

Sasuke encarava a porta.

— Entre. – Ele disse, voltando seu olhar para a parede do quarto.

Mai abriu a porta e caminhou até o Uchiha, entregando-lhe três pílulas marrons e um copo d’água.

— Ele disse para tomar todas as três agora.

— Hn. – Respondeu Sasuke, colocando as pílulas na boca e tomando o copo d’água em seguida.

Mai já estava na porta do quarto, pronta para sair.

— Mai. – Chamou Sasuke.

— Sim? – Ela disse, a mão da maçaneta da porta.

— Aquela caixa, requer doujutsu poderoso para abri-la? – Ele perguntou.

— Sim. Bom, foi o que deduzi. Toda a informação que ela tem se encontra na frase escrita na fechadura: ‘’Olhos que sangram são a chave’’. Me lembro de ter lido um livro sobre o sharingan, é um doujutsu bem cruel, tanto para o usuário quanto para a vítima. Aí pensei que ‘’olhos que sangram’’ poderiam se referir a ele, devido a cor.

Sasuke escutou tudo atentamente. Estava um pouco curioso para saber o que tinha na caixa e talvez se a abrisse para Mai o sentimento de que devia algo a ela desapareceria.

— Onde está a caixa? – Ele perguntou levantando -se da cama.

— Está no meu quarto. Vai tentar abri-la?

— Sim.

Mai agradeceu e ela e Sasuke caminharam até seu quarto. Ao entrar, Sasuke notou que o quarto era bem escuro, as fontes de luz estavam apagadas e tampadas. Mai notou o olhar de Sasuke sob o abajur tampado e disse ao rapaz:

— Não gosto de claridade. O escuro me faz pensar melhor.

— Hn.

Mai tirou o pano do abajur e o ligou, apertando um pouco os olhos ao fazê-lo. Ela retirou pegou a caixa que estava em baixo da cama. Sasuke se aproximou e ativou seu sharingan, olhando intensamente para a fechadura da caixa, porém a caixa não abriu. Mai suspirou.

— Será que minha interpretação estava errada? – Ela disse.

(...)

Kei e Ori já estavam a caminho do esconderijo com a chave do templo. Além de roupas sujas e alguns arranhões, os dois estavam bem.

Já era noite, e a lua iluminava a dupla da Akatsuki.

— O que tá havendo entre você e o Uchiha? – Ori cortou o silêncio.

— Nada. Ele sempre está sem expressão, então decidi perturbar ele um pouco.

— Você não gosta dele?

Kei riu com a pergunta.

— Não. Não costumo ter esse tipo de sentimento. Meu coração é sombrio demais pra ligar para esse tipo de coisa.

— Imagino o gosto que deve ter...

Kei parou bruscamente e olhou para Ori com uma sobrancelha arqueada.

— Tá tudo bem com você? Por que está me perguntando essas coisas? – Ela perguntou.

— Estou tentando me distrair. Tenho fome e quero comer sua carne.

— Que sedutor...

Ori sorriu.

— É muito difícil se controlar? – Kei perguntou. Os dois voltaram a caminhar.

— Às vezes. Mas não se preocupe, costumo ter um controle excelente sobre o que sou.

— Que bom, porque seria horrível se você me devorasse.

— Só pra você...

Notas finais
E é isso. Sem previsão exata para o capítulo 12. Mas não vou abandonar a fic.