Mudanças
12 Tudo parece se encaminhar
Notas iniciais
Foi mal, muito mal mesmo pelo atraso, mas meus professores fizeram um verdadeiro complo contra mim, mal tive tempo de dormir esses ultimos dias.
Espero que curtam a leitura.
Certo, eu me ferrei bonito agora. Qual é casar com um Deus grego daqueles que mais parece uma pedra de gelo?! E o pior mentir pros meus pais, odeio isso. Posso até me imaginar naquele lugar quente, eu sou uma florista, simplesmente não posso e nem vou conseguir viver lá. Nem fui e já estou louca para voltar, de qualquer forma é aqui o meu lar, não consigo me ver em Suna.
O caminho do distrito Uchiha até minha casa, no centro do clã Yamanaka, foi bem curto, pelo menos eu acho, não me lembro de nada pelo caminho todo, mas cheguei em casa. Não estava triste, era algo meio vazio, eu conseguia entender a dor da Sah, da Hina, da Ten e da Tema, que podem falar o que quiser mais são totalmente apaixonadas por aqueles bobões cabeçudos, bonitos, mas cabeçudos. Mas eu não. Sei lá, é muito estranho. Gosto do Gaara, ele parece o tipo de garoto legal e sensível, talvez o melhor dos cinco, e sinto que talvez eu me apaixone por ele, e isso eu não quero. Se uma paixonite infantil como aquela que eu tive pelo Sasuke me fez sofrer tanto, eu sinceramente não quero conhecer essa dor.
Eu vejo as meninas camuflarem suas dores o tempo todo, e ‘tá ai uma coisa que eu não quero para mim. Até mesmo Temari, a quem julguei como a mais forte já derramou lagrimas por culpa do idiota do Shika. Sem contar que viver em outra vila é surreal.
Quando eu decidi virar konuiche foi por que meus pais não tiveram um herdeiro, sou filha única, mas sou como minha mãe gosto de cuidar das flores. Mas de certa forma me adeqüei à guerra de uma forma impressionante, aquele medo e nojo que eu esperava sentir não aconteceram, é claro que não gosto é indiferente para mim. Como esperado tudo estava silencioso e escuro no clã, melhor assim. Mas é claro que meu pai estava acordado. Pude sentir ondas vindas de sua mente assim que entrei. Ele estava preocupado, não é para menos, não é todo dia que um ANBU vem interromper nosso jantar em família para informar que a Hokage exige uma audiência comigo imediatamente. Fui direto para a janela dos fundos pertencente ao meu quarto. Não estava afim de conversar agora e papai respeitou minha vontade, não tentou investigar minha mente. Ele nunca faz isso, mas sempre ameaça. Acho que é por que eu sou mais próxima dele do que da minha mãe. Pulei direto para a cama, arranquei minhas sandálias e puxei as cobertas, minha intenção era muito clara: dormir e esperar pelo que virá amanhã. Mas meu pai não pensava dessa forma, logo ele entrava no meu quarto, silencioso mais perceptível, ele não estava invadindo, só não fazia barulho para não acordar minha mãe. Ele sentou na beirada da cama e esperou que eu criasse coragem para abrir os olhos. Ele sabia que eu não estava dormindo, mas não disse nada por vários minutos, até eu abrir os olhos.
—Por que não me conta o que Tsunade-Sama falou de tão perturbador.
—Não entendo.
—Você está confusa. Pude sentir isso com você a muitos metros daqui. Ino, você sabe que pode contar comigo sempre. Não importa nada, estou sempre com você. –Odeio mentir para ele, sei que ele vai notar, mas se eu não falar nada vai ser pior. Ele nunca tentou de fato penetrar meus pensamentos mais ele não vai hesitar se achar que o problema é grave, e se tem Tsunade-Sama no meio, para ele, vai ser o tipo grave. Sem contar que eu posso adiantar um pouco as coisas.
—Pai, são coisas muito complicadas e confusas.
—Deu para notar pelo estado que sua mente se encontra. Está perdida minha filha.
—Sim, não sei mais o que fazer. –A essa altura gordas lagrimas escorriam pelas minhas bochechas.
—Me diga o que é tão grave a ponto de te deixar assim, o que Tsunade-Sama queria. –Eu o abracei, fechei meus braços em torno do pescoço dele e deixei tudo que eu segurei dentro de mim sair na forma de lagrimas. Ele esperou, em parte surpreso, eu não chorava desde criança, e talvez por eu estar mesmo desamparada. –Eu juro Ino, que seja lá o que for que aqueles conselheiros estúpidos te mandaram fazer eles vão se arrepender.
—Não é isso papai, tem haver com os conselheiros sim, mas não é nada tão grave. Mas me diga, se você amasse uma pessoa e ela te amasse de volta, que vocês ficassem perfeitos juntos, o senhor seria capaz de largar tudo e ir morar em outra vila por essa pessoa? –Soltei seu pescoço e olhei diretamente em seus olhos azuis, tão parecidos com os meus. Ele pareceu muito surpreso e ao mesmo tempo em que ele compreendia minhas palavras uma certa tristeza pareceu brilhar naquela imensidão azul.
—Quem é Ino? E o que a Hokage queria? –Sua voz era muito gentil, parecia decidido a entender toda a historia e acima disso ele não queria me dar um conselho egoísta. Podia sentir que sua vontade era me pedir para ficar, mas ele acreditava não ser certo falar aquilo para mim.
—Venho me encontrando com ele escondida faz algum tempo. –Me apressei em explicar quando ele me deu um olhar de gelar os ossos. –Não estava fazendo nada errado, nem escondendo do senhor, é só que é complicado demais.
—O que é tão complicado em um namoro, Ino? –Sua voz me censurava, mas não tinha raiva, só decepção. Ótimo eu estava decepcionando a pessoa que mais acreditou em mim, que me deu forças o tempo todo. –Quero que me fale tudo, por que só assim posso tentar te ajudar.
—Os conselheiros descobriram, por isso nós fomos chamados na sala da Hokage, meu n-namorado é o Gaara, papai. Nos estamos juntos faz algum tempo. Estou tão perdida.
—Que Gaara você diz? –Detalhe meu pai não reconheceria o Gaara pelo nome, afinal ele é o adorado Kazekage. Sua voz era mais calma agora. Dei um sorriso fraco e revelei.
—O Kazekage de Suna, papai. –Seus olhos se arregalaram tanto que fiquei com medo deles saltarem das orbitas. Não sei o que tem demais em eu estar “namorando” o Kazekage, o herói e modelo não só de Suna, mas de todo o mundo ninja. Eu sou muito bonita.
—Você está namorando com o Kazekage de Suna? –Ele não me deu tempo para responder, falando logo em seguida. –Sim! Isso explica todos os problemas com os conselheiros e sua duvida em ir atrás de um amor. Meu Kami, Ino. Quando você pretendia me contar uma coisa seria dessas? –Me encolhi mais na camas soltei um pequeno suspiro.
—Desculpe-me papai, será que podemos terminar essa conversa amanhã? Estou cansada e gostaria de dormir agora. –Não olhei em seus olhos, mas sei que ele ainda estava bravo por eu ter escondido algo dele.
—Tudo bem, mas antes me responda só uma coisa.
—O que? –Continuei encarando a parede e ele pareceu não se importar com isso.
—O que os conselheiros acharam disso? Qual foi a reação deles e dos de Suna? –Sua voz soava imensamente preocupada, o que era esperado.
—Suspeitaram das intenções do Gaara, mas ele se defendeu e defendeu nossa relação. Chegou a ameaçar eles caso nos separassem. Então foi horrível, tive de tirar Gaara de lá praticamente arrastado. Não sei o que fazer daqui para a frente.
—Me conte melhor o que aconteceu, Ino. –Não podia negar um pedido dele, muito menos com ele usando aquele tom zeloso. Ele estava preocupado comigo.
—Nós dois fomos chamados lá, esfregaram na nossa cara que fomos imprudentes nesse nosso relacionamento e ordenaram que nós afastássemos um do outro. Gaara não gostou, disse que não irá se afastar e chegou a ameaçar deflagrar uma nova guerra. Isso os amedrontou, saímos de lá, mas não conversamos, eu preciso pensar. Não posso e nem vou tomar uma decisão impensada.
—Você está certa Ino, mas quero que saiba que vai poder contar comigo, independente da decisão que tomar. Mas você tem de ter certeza quanto ao que sente por esse garoto. Você o ama? –Temia que aquela pergunta fosse feita, mas voltei a encará-lo e sorrindo respondi.
—Mais do que eu posso suportar.
—Sei que vai decidir pelo melhor. Agora durma, amanhã veremos o que fazer. Boa noite, minha flor.
—Boa noite, papai. –Me virei na cama e ouvi um baque surdo indicando que meu pai fechara a porta, estava sozinha no quarto, de novo. Impressionantemente minha mente se esvaziou e eu, de bom grado, adormeci profundamente. Era disso que eu precisava agora.
Os raios solares invadiram meu quarto pela janela que dormirá aberta, mas aquilo não importava, nem mesmo o fato de virar um objeto nas mãos do conselho parecia tão importante. Era um novo dia, e eu tinha uma missão, uma missão importante que vai proteger muitas vidas. É nisso que eu vou acreditar daqui para a frente. Olhei o relógio no criado mudo, bem na hora de começar a agir. Sentei em lótus na cama e concentrei boa parte do meu chakra, fazer um jutso daquele a distancia seria bem difícil. Era melhor confundir o Kiba agora, sua mente deve estar um pouco mais lenta, não que ela seja rápida em algum momento. Fiz os habituais selos com a mão e depois de muito me concentrar, consegui. Tudo pronto para o Neji e a Tenten. Agora está na hora de resolver meu problema, o que seria chatissimo.
Me levantei, tomei uma ducha rápida, me vesti e sai pela janela mesmo, não poderia ter aquela conversa com meu pai agora. Na volta eu me entendia com ele. Segui correndo pela floresta, pouco tempo depois cheguei até a maior arvore, onde nos encontrávamos quase todo dia. Ele já estava lá, o rosto vazio e transparente de sempre. Me aproximei até parar pendurada em uma arvore próxima. Ele sorriu, mas era aquele genérico de sempre, não falso. Ele apenas não sabia, ainda, como ser totalmente sincero.
—Olá, Ino. Você parece um pouco triste. Aconteceu algo?
—Sim, tenho algo para te falar. É um pouco estranho, mas não quero que pense que eu te usei. Isso nunca. Você foi maravilhoso e eu te adoro. O problema, e nem é um problema, é que eu me apaixonei por outra pessoa. Um amor de verdade, sabe? –Seu sorriso agora tinha sumido, dando espaço para a cara indiferente dele, mas não parecia ter raiva em nenhuma parte dele, o que era muito bom.
—E quem é? –Sua voz foi como de costume, ele na parecia sentir nada com o fato de eu estar o trocando por outro.
—O Gaara. –Eu o olhava nos olhos, e sorri. Ele entendeu como eu esperava que ele fizesse.
—Se você o ama só posso desejar felicidades. E agradecer por tudo. Você me ajudou muito, tenho certeza que será muito feliz por que merece. –Ele levantou veio até mim e me abraçou. –Espero sentir o mesmo que você um dia.
—Você irá, tenho certeza. –E sorrindo vi ele se afastar rapidamente, hora de voltar para casa e enfrentar meu pai. Me virei e segui pelo mesmo caminho.
Logo vi minha janela e pulei direto para lá, meu pai já estava lá.
—O que você foi fazer? –Direto como de costume.
—Só dar uma volta, esfriar um pouco a cabeça.
—Sei. E já tomou sua decisão?
—Ainda não, acho que preciso falar com ele antes, mas ele ficou tão possesso que acho melhor esperar mais um pouco.
—Tudo bem, eu ainda não falei nada para sua mãe. Acho que temos de conversar sobre isso todos juntos. Inclusive ele.
—Certo, amanhã peço para ele vir aqui em casa. –Ele acenou um sim com a cabeça e saiu. Agora era só esperar.
Meu resto de tarde foi normal, meu pai saiu para o centro de inteligência, minha mãe para a floricultura da família e eu fiquei em casa. A maior parte do tempo dormindo, afinal depois de arrumar tudo que precisava não restava muito o que fazer. Já era de tarde quando meus pais voltaram e eu já podia sentir que o momento estava próximo. Logo a carta chegaria. E realmente não tardou, pequenas batidinhas se fizeram ouvir na porta da frente e logo minha mãe me chamava da escada. Desci com passos calculados e pude ver um grupo de genins na soleira da porta me esperando. Um deles trazia um pergaminho nas mãos e um sorrisinho bobo no rosto. Eu estava certa: eles leram a carta. Era esperado afinal eles ainda eram genins, muito inexperientes. Peguei rapidamente e agradeci. Mas minha mãe, é claro, se intrometeu.
—E quem foi que mandou? –Tremi nessa hora: minha mãe é mais do que escandalosa.
—O Kazekage-Sama. Ele nos pediu para entregar em mãos á Ino-Sempai.
—Muito bem, obrigada. Vocês já podem ir.
—Não vai mandar a resposta? –Que atrevido! Dei um sorriso de canto e fechei a porta na cara deles. Evitei olhar minha mãe, que parecia processar a informação, subi direto para meu quarto e fechei a porta.
Diferente do que eu esperava a letra dele era muito bonita e elegante. Li rapidamente e logo percebi que Temari se saiu muito bem. Era perfeita.
“Ino preciso te ver. Ainda essa noite. Por favor, não me peça para esperar mais.
Sinto como se cada segundo fosse anos, realmente não entendo o porquê disso tudo.
Você não vê o que está me pedindo, ou melhor, exigindo de mim? O que quer que eu faça nunca será o suficiente. Será que terei de abrir mão de tudo o que eu sou e conquistei, por que se for esse o preço para estar ao seu lado eu estou disposto a pagar. Só preciso de uma palavra sua Ino, uma única e abandono tudo. Antes eu não podia, Suna seria presa fácil sem seu governante, mas agora tudo está em paz e sei que Kankurou pode cuidar de tudo para mim.
Vemo-nos hoje, ás nove, na beira do lago. Se não vier já saberei sua resposta e partirei amanhã mesmo para Suna.
Gaara”
Olhei o relógio: 07h00minhoras. Muito bem, agora era só esperar. Fique enrolando na cama por mais uma hora, até que me levantei e fui tomar meu banho e me aprontar para o encontro. Eu sabia que minha mãe estava quicando de curiosidade atrás da porta, por isso mesmo deixei a carta aberta sobre a cama e fazendo bastante ruído entrei no banheiro. Eu mal fechará a porta e minha mãe já estava dentro do quarto, usei um jutso e percebi que meu pai também estava ali, muito curioso também. Sorri com a expressão deles, principalmente a do meu pai. Sei que ele nunca esperou ouvir aquelas palavras vindas do Kazekage. Desfiz o jutso e tomei meu banho bem demorado. Minha roupa já estava escolhida, logo me vesti no banheiro mesmo e fui direto para a janela. Está na hora do meu “encontro” com o Kazekage.
A noite estava muito bonita estrelada, uma brisa suave e adocicada, uma noite boa para inventar uma mentira enorme e enganar todo o país com um casamento fictício. Irônico, não?!
Atravessei a floresta á uma velocidade constante, sem me preocupar de fato com a hora. Afinal mulher atrasar é charme.
Minutos depois eu já podia sentir o chakra dele; apressei o passo e com um pulo pousei ao seu lado, olhando, assim como ele, diretamente para o lago.
Ficamos assim por alguns minutos, em um silencio agradável, poderia ficar daquele jeito por muito tempo, com o perfume forte e amadeirado dele transformando meus pensamentos em meros borrões, travando meus músculos e me deixando tonta.
—Eu te pedi uma resposta Ino. –Sua voz chegou a mim como um bote salva-vidas, me tirando do topor. Céus, como eu posso estar ansiando por ouvir mais dessa voz perfeita?! Devo estar ficando louca. Minha respiração se descompassou, lutei para encontrá-la e responder.
—O que quer de mim Gaara? Você não vê que isso me fere também?
—Então essa será nossa sina? Vivermos longe e feridos? Não quero isso.
—Sei que não, mas não posso permitir que sacrifique tudo por mim, o povo de Suna precisa de você lá, mais do que meu egoísmo precisa de você aqui.
—Você não está pensando em mim Ino. Sabe o que ficou passando na minha cabeça durante toda a guerra?—Vários chakras se aglomeraram ao redor da pequena clareira, povo mais curioso esse. Senti seus olhos postos em mim pela primeira vez e sem nem pensar me virei para encará-lo. Seus olhos eram tão claros quantos os meus, mas mais profundos e em um tom esverdeado estonteante. Ele se vestia como de costume, com aquela roupa de todo dia e toda ocasião dele. E quando sua voz voltou a se pronunciar pude sentir cada nervo do meu corpo entrar em colapso. –Que Madara poderia ganhar, poderia fazer o que quisesse contando com que você ficasse bem, que eu pudesse ficar com você. Será que estou sendo egoísta?
—Sim, você está sim. Você não vê que isso pode gerar um desentendimento, pessoas podem morrer se você não voltar. –Cara essa dele agora foi de matar. Será que Temari combinou com ele o que era para falar? Eu espero que não, seria uma decepção muito grande para mim. Não sei por que, mas vai ser.
—Você está certa, é muito egoísmo meu. Mas é assim que eu sou e você sabe disso. Diga que não me ama que não me quer por perto que eu vou embora e nunca mais nos veremos.
—Por que quer ouvir isso? Já não basta tudo que eu falei?
—Faça de uma vez Ino. Despedace meu coração, só assim poderei seguir em frente e não mais amar ninguém. –Não sabia exatamente o que falar, mas as palavras simplesmente apareciam na minha boca. Era tudo sincero, eu realmente sentia tudo que falava. Nunca acreditei em amor a primeira vista, mas já não encontro outra classificação para esses sentimentos confusos e irreais.
—Você vai embora para Suna e me levará com você! Já entendi que não posso mais viver longe de você Gaara, nem mesmo se eu quisesse. –Sua expressão de falsa surpresa logo sumiu e seus braços me rodearam e num abraço firme nos ficamos por alguns segundos. Senti ele se afastar alguns centímetros e meu corpo tremeu em expectativa, o momento em que iria experimentar aqueles lábios estava muito próximo. Já podia sentir sua respiração forte bater contra o meu rosto.
—Vou te fazer muito feliz, minha vida é sua Ino. Vivo para te fazer feliz.
—Eu confio em você, tudo vai dar certo. –Sinceramente era tudo que esperava: que tudo desse certo, ou o melhor possível, dali para frente.
—Não quero que tenha de escolher entre mim e sua família, seus amigos. Se quiser posso pedir permissão da Hokage para me mudar para cá.
—Não Gaara, eu vou para Suna. Você tem responsabilidades lá e aqui existem muitos folhas para protegerem a vila, e eu posso visitá-los de vez em quando. Tudo se resolverá, nosso amor irá superar tudo.
—Sei que vai meu anjo. Vou lutar por nos.
Meus lábios logo foram tomados pelos dele, um beijo calmo, gostoso e cálido, o beijo dele superou todas as expectativas. Nossos lábios juntos me despertavam sensações indescritíveis. Senti ele se afastar por alguns milímetros, em busca de ar, e no mesmo instante notei os vários chakras sendo ocultados ao redor da clareira. Estava claro que muitos ali ainda eram genins, uma vez que não sabiam se ocultar muito bem. Me senti incomodada, é claro, mas logo os lábios dele voltaram a esmagar os meus, e sua língua a acariciar a minha, nesse momento esqueci de tudo. Só o que importa são aqueles lábios macios nos meus aquela língua e aquele gosto único, tudo só para mim. Não sei dizer de quem foi a iniciativa, mas logo senti a relva úmida em minhas costas e o corpo forte dele sobre mim. Sei menos ainda precisar o tempo que ficamos ali, apenas nos beijando e sentindo o corpo do outro, com caricias inocentes e meigas. Nem me lembrava mais de nada, seja da vila ou do casamento forçado, só queria sentir mais e mais daquele toque perfeito.
Em alguns momentos pude sentir ele se remexer, um tanto incomodado com nossa platéia que parecia aumentar a cada instante. Até que, acho eu, ele se cansou e se afastou se levantado e me ajudando a levantar.
—Vamos Ino, vou te deixar em casa. –O fitei surpresa por um momento, mas logo me recompus, seja pelo disfarce ou por carinho, era muito bom receber esse tipo de tratamento dele. Acho que estou me apaixonando, e isso pode trazer conseqüências trágicas. Sorri docemente e concordei. Mas ainda tinha uma pergunta a ser feita.
—Gaara, como vai ser daqui para frente? Você tem que ir embora amanhã, né? –Não que eu não soubesse a resposta, mas o povo bisbilhoteiro deveria saber.
—Não meu amor, vou mandar Kankurou e a comitiva para Suna amanhã e eu fico.
—Não tem problema? –Velho, eu dando uma de preocupada é o fim da picada mesmo. Mas ele me chamando de meu amor pode me fazer falar qualquer coisa.
—Não, posso ficar um tempo aqui ainda. Mas não posso demorar muito.
—Tudo bem, eu só preciso de um tempo para conversar com meu otou-san.
—Amanhã mesmo compro as alianças e faço o pedido oficial.
—Que pedido? –Olha eu dando uma de loira burra de novo! Não gosta de fazer esse papel ridículo, mas é para um bem maior.
—Ora Ino você não espera ir como minha amiga não é? Vamos nos casar, até por que você não pode sair de casa sem estar casada.
—Você esta me pedindo em casamento?
—Eu preciso? Achei que você já tivesse dito que quer ficar comigo.
—E disse, mas casamento é outra coisa Gaara! Tem que ser romântico e inesquecível.
—Se é o que você quer. –Gente, meu coração parou. Ele simplesmente se ajoelhou aos meus pés, um sorriso tímido brincando no canto de seus lábios, já o meu era enorme, nada discreto. –Yamanaka Ino aceita se casar comigo? – não havia o que responder, assim que ele se ergueu eu o abracei forte, sorrindo mais abertamente do que antes.
—Mas é claro que sim Kazekage-Sama.
Assim que nos encaramos nos olhos sorrimos abertamente, o sorriso inacreditavelmente tão grande quanto os do Naruto. Ele segurou minhas mãos e fomos embora juntos. Logo minha preocupação foi às roupas e à moda de Suna. Isso é crucial. Ele me levou até o portão de casa, esperou eu entrar e se foi.
Meus pais estavam em casa, mas pareciam tentar conter a curiosidade, era melhor assim, eu preciso dormir um pouco antes de enfrentar o desconhecido.
Notas finais
A´te a proxima e por Kami-Sama deixem Reviews para essa pequena autorazinha que sofre com o abandono de vocês...
Kissu Kissuuu
Fale com o autor