Mudanças
17 Se tem de feito, então que seja feito
Notas iniciais
O proximo, provavelmente, vai demorar, mas as coisas estão melhorando, ou piorando dependendo do ponto de vista.
Antes de eu deixar vocês lerem em paz tenho de dar mais alguns recadinhos, bem pequenos:1° Algumas pessoas me perguntaram o motivo do ódio do irmão da Ten contra todos os Hyuugas, bom isso é uma coisa que eu vou desenvolver durante a fic, por isso não fiquem muito chocadas com a reação dele; 2° Me pediram, tambem, que colocasse quem estava narrando se eu não coloquei antes foi por que eu não achei que tivesse necessidade, então me desculpem e qualquer coisa é só falar que eu resolvo; e 3° Minha idéia inicial era que as meninas não fossem mais virgens, nenhuma delas, mas eu tenho um amigo muito chato que me encheu para mudar isso. Ele acha que isso vai acabar com o romantismo da historia, eu não concordo, mas acho muito importante a opnião de vocês, por isso quero que me falem o que consideram melhor. Mas não se esqueçam de colocar o por que. É isso ai, boa leitura...
Pov’s Tenten
Certo, alguém me bata e me faça voltar à realidade, por favor! Como eu fui, não só aceitar, mais concordar que esse era o melhor jeito?! Nesse exato momento eu estou na porta de entrada da casa do Neji, a que ele herdou dos pais dele. Pelo menos não é no meio do clã Hyuuga. Céus, como é que eu vou encarar meu irmão?! E meus pais?! Não sei se tenho tanto sangue frio assim.
Nem sei se vou conseguir encarar ele. Não dá para entender como minha vida deu essa reviravolta toda. Está difícil, muito difícil. Ele está me encarando com aqueles olhos claros e brilhantes, com aquele olhar intenso. Ele parecia desbravar minha alma com aqueles olhos. Como eu odeio esses olhos.
Minha vontade é dar a volta e voltar para casa. Poder deitar no colo da minha mãe e chorar até não ter mais forças. Tudo era tão mais fácil na minha infância. Queria poder voltar para aquela época e me esconder por lá. Mais eu não posso, não tenho mais idade nem cabeça para fugir dos meus problemas.
Sou uma mulher adulta e como tal devo enfrentar meus problemas sozinha.
Ficar pensando assim, também, não vai resolver nada. Só me resta esse caminho então vou segui-lo de cabeça erguida. É isso ai Tenten, você vai conseguir. Ou pelo menos se ferrar bonito tentando.
—Venha, Ten. Eu não venho aqui com muita freqüência, mas acho que está tudo em ordem. –Por incrível que pareça ele estava muito corado. Provavelmente mais do que eu mesma. Acho que nunca vi ele nesse estado. Mas tudo bem, o que vamos fazer agora é bem constrangedor mesmo.
—Certo. Ninguém vem aqui, não é?
—Era a casa na qual meu pai morava. É bem simples, mas é por que ele passava a maior parte do tempo na casa do meu tio. Enfim, é melhor entrarmos logo. Já é bem tarde, acho melhor... é você entendeu.
—Tudo bem. –Passei as mãos de forma nervosa pelas minhas pernas. A cada segundo que passa essa idéia parece ainda mais insana. Então, o melhor é que eu pare de pensar e fazer o que tem de ser feito.
Dei cerca de quatro passos e passei para dentro. Foi esquisito ao extremo ficar tão próxima a ele, senti meu braço roçar no seu peito. Minha respiração se alterou em questão de milésimos de segundos. Como eu vou conseguir passar essa noite sem agarrar ele? Espero que ele seja heterossexual para que ele não se assuste quando (porque que eu vou agarrar ele é quase certo) eu pular no pescoço dele e me aproveitar daquele corpo escultural. Aquela pele branquinha, minha vontade é de morder cada centímetro e deixar toda marcada. Aqueles lábios carnudos e suculentos eu queria poder morder e sugar tudo dele.
Foco, Tenten! Se concentra e controla. Mas, fala sério, qual o problema desses garotos?! Devia ser crime ser tão gostoso desse jeito! Que direito eles tem de nos deixar nesse estado?! Mas eu acabo de ter uma idéia fantástica! Claro! Como é que eu, ou outra garota qualquer que já tenha visto esse deus grego que é o Neji sem camisa. Antes eu tenho dois comentários a fazer: Um, cara, ele não precisa nem tirar a calça que eu já fico totalmente acesa e segundo: babem por que eu já o vi só de cueca.
Notaram que eu errei na concordância? Tudo culpa desse cretino! Desse cretino idiota e lindamente gostoso. Enfim, voltando a minha idéia... Qual era mesmo?
Há sim! Vou dominar o mundo e acabar com essa raça maldita que são os homens!
Quem eu quero enganar? A vida não vai ter a menor graça. Eu posso falar o que quiser, mas não dá para viver sem os homens.
Isso é fato, minha amiga.
Se alguém tiver alguma outra idéia genial para me ajudar com meus problemas, e de toda a liga-feminina-em-prol-da-nessecidade-fisica-emocional-feminino, entre em contato.
Me senti em um daqueles comercias baratos, só faltou o numero de telefone. Mas não precisa, é só aparecer aqui na vila e berrar meu nome, OK?
Foco. Mantenha a porcaria do foco, Tenten!
Mas um aparte, é só esse eu prometo, gostaram do nome que eu acabei de inventar? E sou mesmo um gênio, não é?
Meu Kami!
Puta-que-pariu!
Nossa-mano-véio!
E todas as outras expressões de choque que existir. Eu estou, simplesmente, conversando comigo mesma.
E isso é culpa de quem? Hyuuga Neji. Esse cara me fez ficar totalmente maluca.
E nesse exato momento esse ser delicioso está parado, perto demais, de mim com o rosto corado e uma expressão que mescla excitação e receio ao mesmo tempo.
—É... o que fazemos agora? –Hyuuga Neji esperando para receber uma ordem minha? Alguém tem uma câmera ai? Fatos históricos como esse, que dificilmente se repetirão, tem de ser guardado para a posteridade! E isso é fato.
—Bom, eu não sei ao certo. Mas... Perae tive uma idéia! Uma vez a Ino nos obrigou a assistir a um filme tosco ao extremo. Era meloso e chato, mas tem uma cena que é exatamente o que precisamos. Primeiro: eu estou morrendo de fome, então vamos fazer algo bem leve, arrumamos a mesa com flores, velas e uma louça bem decorada. Como se você tivesse preparado tudo, entendeu?
—Entendi—Seu olhar se iluminou um pouco, era sempre assim quando seus pensamentos entravam em ordem. –Então comemos e depois vamos dormir juntos, é isso?
Ele corou adoravelmente nas bochechas delicadas e deu um mini sorriso de canto. Eu já comentei como ele fica perfeito sorrindo dessa forma?
Apesar de que ele fica lindo de qualquer jeito! Meio clichê, não? Tá totalmente clichê (¬¬). Mas quando se está apaixonado o mundo vira um enorme clichê.
Voltando!
—Isso. Tem alguma comida por aqui? –pergunta mais besta essa minha! Se ninguém mora aqui como é que vai ter comida. Agora foi minha vez de corar. –Foi mal, nem me toquei que não mora ninguém aqui.
—Morar mesmo não mora, mas a casa está bem abastecida, passo muito tempo aqui, sabe? Meu tio não gosta, ele quer me ter por perto.
—Mas é sempre bom ter sua privacidade não é? –Sorri carinhosa para ele e o vi assentir de leve. –Sei como é. Agora vamos para a cozinha.
Ele nem chegou a responder, mas também não precisava o sorriso com o qual ele me presenteou já era o suficiente. Aquele sorriso, tão aberto e atípico, dele até me fez esquecer o que eu estava prestes a fazer.
Pov’s Neji
Lá,lá,lá,lá,lá... ouvi dizer que cantar era uma ótima terapia, mas eu vou logo avisando que não funciona. Pelo menos não quando você está com a maldita da garota mais perfeita do mundo que há muito tempo tira o maldito do seu sono e te faz acordar todo duro pelo menos umas duas vezes por noite!
Essa vida é uma merda mesmo!
Nenhuma garota jamais me deixou nesse estado lastimável e agora eu vou dormir sem roupa agarrado nela. Eu, definitivamente, atirei um CD do Amado Batista na cruz.
Ou talvez eu tenha bancado a laranja irritante para Kami-Sama. Mas independente do meu crime, por mais cruel e malévolo que tenha sido, meu castigo é intolerável.
O que eu faço da minha vida?
Mas agora só me resta aproveitar. E nem adianta me chamar de cafajeste. Não vou fazer nada que ela não queira, mas quando ela estiver dormindo eu posso olhar, não é? É tipo uma dos meus maiores sonhos.
Tá ligado aquele gatinho do Sherek? Então, imagina meus olhos brilhando do mesmo jeito!
E aqui estamos na casa dos meus pais, mais precisamente na cozinha. E eu nunca achei que cozinhar fosse tão gostoso assim. Era mais fácil assim, ser eu mesmo. Ainda não dava para eu simplesmente olhar para ela e dizer: “Eu te amo”. Mas já mostrava que eu não era uma pedra de gelo como a maioria pensava.
Já fazia uma hora que estávamos ali e eu nunca me diverti daquela forma antes. A tensão que nos acompanhou desde a casa do Sasuke foi embora. A mesa já estava pronta, lindamente pronta eu devo falar. Era impossível alguém não acreditar que tivemos a melhor e mais romântica noite de nossas vidas.
Nos sentamos, um de frente para o outro, e comemos a salada e massa em um silencio cúmplice e gostoso. O vinho não era dos melhores, era só uma coisa que eu tinha por aqui, mas era o suficiente para nos deixar mais relaxados. O jantar se seguiu de uma conversa simples e despojada onde eu sorri mais do que em toda a minha vida. Eram lembranças da época do time Gai, da infância (que foi a parte onde eu me empolguei e passei a contar minhas trapalhadas, como a vez em que eu cai de cara no chão com dez anos. Eu ‘tava distraído, pô!). Ela caiu na gargalhada e eu fiquei a admirando descaradamente. Não sei como ou quem tomou a iniciativa para irmos para a cama. Me levantei e estendi a mãe para ela que prontamente aceitou. Nosso olhar não se desviou nem por um momento. Me aproximei dela aos poucos, mais ela não me afastou e nem pareceu se incomodar. Parecia querer a mesma aproximação que eu.
A envolvi seu corpo pequeno, mas com curvas perfeitas, com meus braços e a abracei.
—Obrigada, Neji.
—Pelo que? –deixei minha respiração, já um pouco alterada, bater contra seu pescoço, um leve arrepio percorreu seu corpo que tremeu ligeiramente.
—Por se sacrificar desse modo por mim. –Sua voz estava mais para um sussurro, mas eu adorei esse tom, especialmente, por que seu corpo correspondia ao meu prontamente.
—Não seja boba, Ten. Eu faria e faço qualquer coisa por você. Eu estou aqui para quando você precisar. Eu estou aqui para você Ten. Nunca se esqueça disso.
Por mais que eu quisesse tomá-la em meus braços e amá-la com todas as minhas forças eu sei que não é o certo. Meu amor por ela é muito maior do que meus instintos. Ficamos abraçados por mais algum tempo, que mais uma vez não sei precisar quanto foi.
—Será que eu posso tomar um banho, Neji? Estou mesmo precisando. –Sua voz já tinha retornado a serenidade habitual. Foi uma quebra de clima e tanto, mas é melhor assim.
—Claro. O banheiro é a segunda porta a direita. Tem toalha na gaveta, pode pegar. –Ela se afastou lentamente, sem me olhar nos olhos. Fiquei ali, parado olhando ela seguir em direção ao banheiro.
Essa noite será muito longa.
Pov’s Sasuke
Estou muito gato! Como sempre, é claro. Oito da noite e estou pronto para ir buscar a Sakura para a gente ir tomar sorvete, mas eu num tô muito afim de tomar sorvete a essa hora da noite. Talvez eu deva levar ela para alguma lanchonete, sei lá.
O bom é que amanhã é sábado, então... não tem nada demais!
Como se ninjas tivessem dia de folga! Mas pensando bem... não vai fazer a menor diferença dois, eu estou, forçosamente, afastado das missões por causa dessa idéia de asno do conselho de me obrigar a casar com a Sakura. E eu fico puto elevado ao quadrado em pensar em como ela está se sentindo.
Que coisa, né?
Em pensar que algum tempo atrás eu seria capaz de matá-la, ou talvez não. Por mais que aqueles tempos tenham sido escuros e vazios eu não estava totalmente entregue á escuridão, tanto é que agora estou aqui, de volta à vila e disposto a morrer. Mas não por ela, mas sim pelas pessoas, pelos meus amigos.
Sai de casa saltando de telhado em telhado e evitei encarar aquele cenário desolador. Dessa vez optei pelas minhas roupas ninjas habituais, alguns já me olham torto então é melhor não dar chance para novos boatos. Ou aumentar os que já existem.
Logo estava fora dos terrenos do clã e o centro da vila se assomava a minha frente, o prédio da Sakura era logo mais a frente então acelerei o passo. Não posso deixar ela esperando, afinal.
Quando faltava pouco para o prédio dela eu desci para o chão (para o céu é que não foi né, anta?!) detalhe: nunca deixar o Dobe saber que EU me CHINGUEI. Ainda não sei como fui capaz de fazer essa atrocidade comigo mesmo!
Dessa vez ela já estava me esperando e quando me viu um sorriso enorme se abriu em seu rosto. Como ela consegue fazer meu coração se agitar desse jeito?!
Parei a sua frente, muito perto e me inclinei lentamente, não cheguei a beijá-la, apenas ofereci meus lábios que ela prontamente aceitou. Esse foi um beijo maravilhoso, especialmente por que foi ela que ME beijou. Deixei ela comandar e isso pareceu agradá-la, e muito.
Sei que o beijo era só para mostrar aos outros a veracidade do nosso relacionamento, mas não parecia só isso, pelo menos para mim. Logo nos separamos, por culpa do maldito oxigênio que teimou em fazer falta.
—Olá, minha flor. – dei meu melhor sorriso, que pode não parecer mais é muito bom, tá?!
—Oi, meu amor. –Ela retribuiu enquanto minhas mãos passeavam pelo seu rosto com delicadeza. Minhas mãos desceram pelos seus braços até alcançar as suas, entrelacei meus dedos com os dela e começamos a caminhar.
—Como foi o seu dia?
—Uma loucura – ela soltou um suspiro cansado e só então reparei nas leves olheiras abaixo dos olhos claros. –Sinceramente essa vida de medica-nin é dureza.
—Mas você gosta disso, não é? –Ela sorriu alto com uma expressão leve e risonha.
—Eu amo aquilo tudo, não saberia viver sem aquele hospital. –Ri junto com ela e a partir daí seguimos pela vila com uma conversa calma e banal.
Todos paravam para nos olhar, povo mais indiscreto uai!
Paramos na praça por que ela simplesmente exigiu que parássemos para comer pipoca, nos sentamos por ali mesmo e lá ficamos. Era uma noite realmente agradável.
—Já que estamos de “férias” poderíamos combinar um dia para irmos à praia, o que acha Sah?—Ela me olhou surpresa por um momento antes de deixar um sorriso largo aparecer, aquilo aqueceu meu coração de uma forma incrível. –Todos juntos, para variar um pouco.
—Vai ser ótimo! Tenho certeza de que todos vão adorar. Vou falar com as meninas amanhã mesmo! Agora vamos embora? Estou cansada e já está esfriando.
—É verdade, já passou da nossa hora. Vamos eu vou te levar.
Nos levantamos e caminhamos de mãos dadas novamente, o que dava uma sensação muito boa. Acho que já falei isso antes, né? Mas quando estou com ela tudo o que importa é a sensação que eu estou sentido e todo o resto perde a importância. Especialmente coisas supérfluas como: sanidade, lógica e poder de raciocínio. Fico parecido com a porta que é o Naruto, mas a diferença é que eu só fico assim perto dela e ele é assim o tempo todo. Como se diz “É osso!”. Caraça, eu não acredito que fale isso mesmo, ou melhor que eu pensei nisso.
—Não quer subir um pouco, Sasuke-Kun?—Sua voz suave me despertou do turbilhão de pensamentos no qual eu me encontrava.
—Vou adorar. –Um sorriso característico apareceu nos meus lábios. Como eu queria que aquele convite fosse de verdade. Que ela me quisesse ali com ela, que me desejasse da mesma forma que eu a desejo.
Meu desejo é tão intenso, tipo macaco por banana, sabe?
Exemplo ridículo, né? Isso é tudo culpa da minha convivência com o Dobe!
Tenso.
Subimos para o apartamento dela, no terceiro andar. Paramos em frente à porta enquanto ela procurava pela chave na pequena bolsa que ela trazia consigo. Duas jounins saíram do apartamento em frente e ficaram nos encarando por alguns instantes. Ignorei totalmente e continuamos conversando animados, entramos assim que ela abriu a porta, ainda ignorando as duas patetas que ficaram ali, de boca aberta.
Aproveitei a platéia e assim que botei o pé para dentro da sala clara e aconchegante agarrei sua cintura com ambos os braços e a beijei. Pude ver, ou melhor, ouvir os arquejos de surpresa. Ela correspondeu prontamente, entrelaçando seus braços em meu pescoço e agarrando os fios de cabelo negro da minha nuca.
Demos alguns passos atrapalhados e com o pé chutei a porta com a intenção de fechá-la. E lamento por ter feito isso. Minutos depois de a porta ter sido fechada ela se afastou com o rosto rubro e uma expressão estranha. Não consigo definir o que se passa pela cabeça dela.
Talvez, se eu não tivesse fechado a porta nos ainda estaríamos nos beijando, afinal as duas ninjas ainda estavam petrificadas lá fora, dava para ouvir a respiração pesada delas.
—Me desculpe Sakura. E-eu...
—Não se preocupe Sasuke. –Cadê a porra do “–kun”? Como ela pode mudar tão rapidamente. De uma garota doce que retribuiu meu beijo de forma intensa, para essa garota dura e que nem me olha nos olhos.—Você só fez o que era necessário, fazer todos acreditarem nessa historia é crucial! Sinta-se a vontade que eu vou pegar alguns cobertores lá dentro.
Sua voz soou baixa e tensa e mesmo que eu tenha o sharingan, considerado os olhos mais poderosos do mundo, parece que eu não estou conseguindo enxergar alguma coisa que está bem na frente dos meus olhos. Seja lá o que for está me desesperando não saber.
A cada segundo que passa eu me odeio mais e mais por não saber o que está escondido por trás daquelas jóias que são seus olhos.
Eu não escolhi esse caminho, mas devo confessar que fiquei alegre com a mínima possibilidade de ter um tempo com ela, de mostrar que eu correspondia seus sentimentos e torcer para que ela ainda tivesse os mesmos sentimentos insanos por mim. Será que era esperar demais?
Pov’s Tenten
A água quente escorria devagar pelas minhas costas, de olhos fechados e com a cabeça encostada ao azulejo de cor escura eu estava tentando, desesperadamente, entender o que havia acontecido agora pouco. A água quente relaxava meus músculos tensos e deixava uma nevoa pairando pelo ar, mas em minha mente continuava o turbilhão indecifrável. De onde saiu esse Neji sorridente e carinhoso? Quem ele pensa que é para bagunçar minha cabeça dessa forma? O que ele quer afinal?
Será que é alguma aposta?!?
Não! Simplesmente não posso acreditar que Neji seja estúpido a esse ponto. Ele pode ser muita coisa e ter muitos defeitos, mas ele não brincaria com ninguém dessa forma.
Nem os outros meninos.
Talvez com outras garotas até poderia ser, eles podiam apostar quem levava quem para a cama primeiro, mas com a gente?!
Crescemos, praticamente, juntos. Lutamos e quase morremos um pelo outro! Impossível!
Somos o mais perto de família que podem os encontrar em um campo de batalha.
Mas se eles não apostaram o que poderia ser? E aquelas palavras?
“Estou aqui para você, Ten.”
Por mais que eu tente negar ou esconder (não sei exatamente o que eu estou fazendo) essa frase me trouxe uma alegria indizível, incrível e que eu nunca achei que pudesse existir.
É tudo culpa dele! Que eu não desista de viver, que eu ainda sorria embora às lagrimas acumuladas queimem os meus olhos, que minha vontade por ele tenha vencido minha razão. Mais uma vez.
Tudo em mim corresponde a ele, deseja ele de uma forma insana, mas acima disso eu pertenço única e exclusivamente a ele. Há muito tempo que eu não possuo nada, pois tudo que um dia eu já possui agora é dele.
A água quente continuava a escorrer, indiferente a minha dor, lavando o meu corpo por fora, mas incapaz de fazer algo a respeito da parte de dentro.
Escutei o barulho de algo caindo e ele praguejando baixinho, e então me obriguei a sair da minha mente perdida e sai do banho.
Me sequei com uma lentidão exagerada, esperando que alguma luz me aparecesse como que por passe de mágica. Mas era impossível evitar aquilo.
Vesti um dos roupões, felpudo e branco, que encontrei em uma das gavetas, soltei meus cabelos e sai. Voltei para o quarto e o encontrei sentado na cama, só de cueca boxer vermelha e com os cabelos soltos caindo por sobre seus ombros largos. Ele apoiava os braços na coxa e o rosto nas mãos, as sobrancelhas franzidas, como se estivesse preparando mentalmente para o que estava por vir.
Meu rosto enrubesceu imediatamente e eu desviei meu olhar para a pequena mesa de centro onde os restos do nosso jantar romântico estavam. Ele se levantou da cama e veio até mim, não tive coragem de encará-lo, como ele fazia comigo.
—Tomei banho no banheiro lá de fora. –Ele começou a puxar assunto com a voz branda, enquanto seus dedos subiam pelo meu braço lentamente, os acarinhando de leve.
—Desculpe se demorei.
—Não tem problema, mas... O que fazemos agora? –Como se ele não soubesse, já estava praticamente despido. Forcei um sorriso brincalhão e fiquei satisfeita dele não ter saído com tanta dificuldade.
—Oras o senhor Hyuuga Neji esperando por ordens de Mitsashi Tenten? Essa é novidade. –ele retribuiu o sorriso, o que era uma grande novidade, e respondeu com o tom brincalhão.
—Mas é sempre a senhorita quem manda em mim! Não é você que vive dizendo que manda?
—Isso é verdade! Mas agora acho bom irmos dormir, amanhã será um dia muito cheio. Estou mesmo precisando de uma noite inteira de sono, coisa que eu não tenho faz tempo.
—Por quê?
—Não tenho conseguido dormir muito bem. Tenho medo de perder o controle durante a noite.
—Não precisa mais ter medo. Eu vou estar do seu lado para cuidar de você. Vai poder dormir todas as noites agora. –Ele puxou meu rosto de leve me obrigando a encará-lo nos olhos. Dei um sorriso mínimo para ele. Vamos começar coragem Tenten.
—Você tem camisinha por aqui? –Isso foi bem constrangedor, mas necessário. Nossa atuação tinha de ser perfeita.
Ele ficou meio rosado de novo, mas pigarreando Ele acenou que sim e se afastou lentamente até uma das mesinhas de canto. O ambiente estava perfeito, quem visse teria certeza que fora um jantar romântico seguido de uma noite inesquecível.
—Deve ter uma aqui em algum lugar. –Ele continuou a procurar pelas gavetas concentrado sem nem notar o que eu estava fazendo. O que era muito bom. Aproveitei a distração dele para retirar meu roupão emprestado e me enrolar num dos lençóis que estavam espalhados pela cama. Eu ia ter de dormir sem roupa, mas não quero que ele me veja nua. Joguei o roupão para debaixo da cama e me sentei, esperando. Ele continuava a busca, que parecia estar fadada ao fracasso, o que é estranho por que eu achava que ele deveria ter um grande numero de camisinhas estocadas em pontos estratégicos da casa, como: banheiro, cozinha, quarto, sala, lavanderia, varanda e qualquer outro cômodo que possa existir em uma casa. O tempo estava começando a virar e a noite prometia ser gelada.
—Achei! –Ele virou e veio até mim. –O que eu devo fazer agora? –Eu me pergunto por que ele não toma uma iniciativa de verdade e fica jogando tudo pra cima de mim. Porra, ele é que é o homem daqui! Se pedir a camisinha já foi constrangedor imagina falar isso?
Mas se ele acha que vou agir como a Hinata de antigamente ele está redondamente enganado, nem mesmo como a bocó que eu era antigamente que só dele falar comigo eu me desmanchava em sorrisos!
—Rasga o saquinho e deixa jogado em algum lugar perto da cama, mas rasga com a boca, pra dar a impressão de que você estava com pressa para abri-lo. –Eu ainda tive de explicar! É claro que ele entendeu, tenho certeza que queria que eu falasse tudo isso! Mas tudo bem, mesmo que meu rosto esteja mais vermelho do que o cabelo do Gaara ou do vestido horroroso que a Sakura usou outro dia! (nada contra o vestido, mas ficou horrível nela! Que ela não me escute falar isso.) Eu tenho de continuar a falar? É. Acho que sim, a cara dele de Otaku em show de sertanejo universitário dizia tudo. Apesar de eu ter certeza que aquela expressão era fingida! Se um dia ele desistir de ser ninja nem adianta tentar a carreira de ator, ele não tem muito talento. Mas quem sabe modelo de revista pornô gay?! Qual é? Eu sou bicha vingativa mesmo. Já comentei que Deus odeia Cross Fox? E que provavelmente eu cantei aquela maldita musica para ele por pelo menos uns três milênios? Não? Serio mesmo?
Estou comentando agora!
—Molha para dar a impressão de que usou e joga...
—No lixo?
—Não sei, ele precisa ver, tem que estar bem na cara, apesar de eu ter certeza de que ele não vai ter coragem de por a mão...
—Certo. Então acho que é melhor deixar no chão também. –Concordei com um aceno de cabeça e fiquei observando ele rasgar o saquinho de modo meio estabanado e o jogar no chão de qualquer jeito, ele foi até o banheiro (tentei evitar olhar pra aquela bunda, merda não existe adjetivo possível para descrever aquela visão dos céus!) ele voltou instantes depois com um saquinho meio cheio de água. Jogou no chão de qualquer jeito. Ele ficou me encarando por alguns instantes até puxar a colcha da cama e se arrumar para deitar, me acomodei do lado dele e encarei o teto com minhas mãos segurando meu lençol emprestado com mais força que o necessário. Sinceramente não sei como tive coragem de falar e fazer tudo isso, mas o que importa agora é que eu posso ver seus olhos, tão lindos e claros, como de um anjo.
O meu anjo!
Só meu!
Eu poderia arder no fogo do inferno pela eternidade só por causa do meu egoísmo. Mas não me importa nada quando ele está por perto, ninguém tem a menor importância, como é possível amar alguém dessa forma insana?
Ele deitado ao meu lado se esforçou um pouco para conseguir tirar sua boxer, ele a jogou em qualquer direção pelo quarto, ele se virou para mim.
—Venha Ten. – Ele estendeu os braços para mim e sem esperar resposta ele começou a me puxar para perto dele. Só parou quando nossos corpos estavam colados e minha cabeça apoiada em seu peito. Nossas pernas se enroscaram por debaixo dos cobertores e seus braços se fecharam em torno da minha cintura, um aperto forte e totalmente possessivo. Suspirei de satisfação e me aconcheguei o maximo possível a aquele corpo perfeitamente quente grudado ao meu, apenas um lençol fino impedia um total encontro de nossos corpos. Meu corpo ameaçava ferver com todo aquele calor que passava de um corpo para outro.
—Como acha que seu pai vai reagir?
—Mal, muito mal. Eu nunca quis decepcioná-lo! Mas o pior mesmo vai ser meu irmão. Nunca entendi o que ele tem contra os Hyuugas, na verdade ele tinha um colega de equipe que era Hyuuga, mas de um tempo pra cá ele não suporta sequer ver um pela rua. Tenho medo da reação dele.
—Você não vai decepcionar ele Tenten! Você sabe que ele sofreria muito mais com sua morte e com o tempo eles vão acabar te perdoando.
—Espero que esteja certo Neji. Eu não seria capaz de viver sem eles. Eles são tudo o que eu tenho.
—Não é verdade, Ten. Você tem a mim também. –Voltamos a ficar em silencio, um silencio gostoso e acolhedor. Adormeci sendo ninada em seus braços fortes e tendo meus cabelos acariciados por suas mãos.
Mãos macias e carinhosas passeavam pelas laterais do meu corpo e lábios famintos pelo meu rosto. Sem duvidas a melhor forma de ser acordada. Senti suas pernas se moverem e ele ficar com o corpo em cima do meu, apoiado com os braços ao lado da minha cabeça. Estremeci quando senti meus seios tocarem em seu peito forte, o lençol devia ter escorregado durante a noite. Céus de onde veio tanto calor?!
—Vamos, abra os olhos Ten. Eu sei que você está acordado. –Nesse momento um misto um misto de vergonha, desejo e medo se apossou de mim. Sua voz saiu rouca, mas ainda sim serena e feliz, como de alguém que teve uma das melhores e mais excitantes noites de sua vida.
—São cinco. Estão postados ao redor da casa e seu irmão já está nos vendo. –Ele nem chegou a falar, era apenas seus lábios se movendo pela pele do meu pescoço me permitindo captar a informação. Impossível que meu irmão ou qualquer outro pudesse ver. –Quero ver seus olhos meu amor. Quero vê-los como vi ontem: repletos de desejo e amor. –Dessa vez ele falou alto e rouco com a boca próxima a minha e o corpo pesando em cima do meu.
Como ele espera que eu pense de forma coerente?!
—N-neji... –Minha voz falhou para morrer logo depois, mas me forcei a continuar. –N-não fale desse jeito!
—Está com vergonha? –Ouvi admiração e algo mais em sua voz.
—E-eu s-só... –O que eu poderia falar?!
“Claro, estamos pelados, com você em cima de mim em uma cama bem confortável e aconchegante!”
De novo.
Você está perdendo o foco de novo Tenten!
Focaliza!
Mantenha a porra do foco!
—Eu te amo tanto. –Abri meus olhos com a surpresa daquela fala. Como é?! Retiro o que disse! O talento para ator dele está se revelando nesse exato momento. Como alguém consegue fazer uma declaração de amor com os olhos brilhando dessa forma?! Qualquer mulher, e até mesmo homem, se desmancharia. –Amo esse seu jeito de menininha, com você gaguejando e toda coradinha. Amo aquele seu jeito mandão, brava e corajosa! Você é perfeita Tenten! E é minha. Só minha. Assim como eu sou seu!
—É só meu. –Algumas lagrimas se acumularam nos cantos dos meus olhos, mas não permiti que elas caíssem. –Te amo Neji. –Minhas mãos foram até seu rosto e lá fiquei acariciando aquela pele sedosa e macia. Eu daria minha alma para que aquilo tudo fosse de verdade e não mais uma farsa.
—Eu não te machuquei ontem, não é? –Sua voz soava verdadeiramente preocupada, como se algo de fato tivesse acontecido nesse quarto. Sua expressão fez meu coração dar um salto.
—Não. –Um sorriso involuntário, mas que para ele seria parte da encenação, surgiu no meu rosto. Aquilo era muito fofo!!! –Sem duvidas que essa noite foi a melhor da minha vida!
Seus lábios se achegaram aos meus e um beijo intenso teve inicio. Um beijo daqueles que deixa os lábios formigando depois.
—Você é tão gostosa Ten, quero te possuir aqui e agora, de novo e de novo. –Ele fez um som excitado com a garganta, como um animal. Aquilo acendeu um fogo em mim de um jeito que nunca tinha acontecido antes, mas você tem de se conter Tenten. Se controla mulher!
Isso é tudo encenação. Ele nem deve ter tesão em você de verdade. Mesmo que esse brilho nos olhos dele tente me obrigar a acreditar.
Então senti uma coisa rija se esfregar em uma das minhas coxas, arregalei meus olhos o maximo possível e minha respiração já descompassada travou totalmente. Ele estava excitado?
—T-temos de nos levantar a-agora. Já passei a noite t-toda fora, meus pais devem estar preocupados!
—Não. Você não vai sair daqui, nunca mai8s vai ficar longe de mim. Eu quero ficar grudado em você para sempre! Eu te amo tanto Tenten.
—Eu também bebe, mas agora eu tenho de ir para casa.
—Pelo menos você vai tomar banho comigo antes de ir, né? –Ele fez uma carinha de gatinho que caiu da mudança: impossível dizer não. Mesmo que eu estivesse com tanta vergonha que era capaz do meu rosto pegar fogo.
Ele saiu de cima de mim e da cama, ficando de pé, completamente nu, e sorridente me estendeu a mão. Me enrolei melhor no lençol e levantei, no mesmo instante ele me abraçou com carinho e tomou meus lábios para si, retribui imediatamente passando meus braços por seu pescoço e enrolando meus dedos nos longos fios castanhos.
Uma kunai voou em direção as costas dele que rapidamente se jogou sobre mm na cama e ficou em alerta. Ele ativou o Byakugan e olhou tudo à sua volta.
—A casa está cercada! Mas são todos ninjas de Konoha. Quem é você e por que está aqui? Por que nos atacou? –Ele perguntou já exaltado.
—Mitsashi Takeshi! Agora saia de perto da minha irmã!
—Mitsashi...?—Ele ficou me encarando enquanto a cor sumia totalmente do meu rosto.
—T-takeshi?! O-o q-que esta f-fazendo a-aqui? –Empurrei Neji e me levantei da cama, me virando imediatamente para a porta onde encontrei meu irmão com uma expressão que misturava surpresa e ódio, ele tremia ligeiramente e tinha uma kunai apontada para nos. Não esperava que ele reagisse dessa forma. Seus olhos estavam meio arregalados, meio descontrolados. Nunca tinha visto ele dessa forma.
—O que VOCE está fazendo aqui?! Ainda mais nesses trajes. Dessa forma! Eu não posso acreditar! Minha irmã! Como uma puta desse Hyuuga! Uma vadia. Uma vadia que está dando para esse puto do Hyuuga! –Ouvir ele falar aquilo para mim... ouvir a voz que por muitas vezes me colocou para dormir contando historias de amor que sempre tinham um final feliz me xingar dessa forma...! Não! Não dá para acreditar! Esse cara que está me encarando com tanto ódio não pode ser o meu irmão mais velho. Não pode! Não posso, não consigo acreditar!
—Cale-se! Não ouse falar com ela dessa forma! –Neji passou os braços pela minha cintura me mantendo de pé, pois minhas pernas não pareciam ser capazes de me sustentar. Minha voz estava presa na garganta e as lagrimas corriam soltas pelo meu rosto. O que estava acontecendo? –Calma meu amor! Respira, Ten. Você sabe disso, não é? Sabe que eu te amo. –Suas palavras saíram apressadas demais, mas meu irmão ouviu e ficou ainda mais irado. Ele atirou a kunai em nossa direção e já sacou outra. Com um movimento rápido, que eu mal pude acompanhar, Neji parou a kunai com a palma da mão rodeada de chakra. Ele queria me matar?
—Você está louco?! Poderia ter machucado ela!
—Essa vadia burra merece morrer! O que você pensou Tenten?! Como pode desonrar nosso clã dessa forma?! Nossa família!
—E-eu... e-eu...
—Por que está fazendo isso com ela?! Não vê que a esta assustando?! –Ele respirou fundo e só então voltou a falar. –É melhor você sair e depois de se acalmar vocês conversam.
—Não me de ordens Hyuuga! Eu só saio daqui com essa vadia! Vou levá-la para os conselheiros do clã e eles decidirão o que fazer com ela! –A discussão dos dois parecia uma tortura para mim. Machucava muito. Tanto quanto as palavras dele sobre mim.
—Par Takeshi. E-eu a-amo o-o N-Neji-kun.
—Cale-se Tenten! Eu não quer ouvir mais nenhuma palavra dessa sua boca imunda! –Ele caminhou até a gente e agarrou meu braço com força e saiu me arrastando. Neji logo se recuperou do susto e agarrou minha cintura, impedindo que ele desse mais do que cinco ou seis passos em direção à porta.me senti uma corda em um cabo de guerra. O que deu no Takeshi?! Ele está me machucando!
—Solte-a. Tire as mãos dela. –Neji gritou enquanto estapeava a mão dele e me afastava. O lençol que cobria o meu corpo estava prestes a se soltar, mas com o pouco de minha mente que restava, que estava tentando trabalhar o melhor possível, para prende-lo com os meus braços. Os fechei na altura do peito, o que poderia ser considerado, também, como uma atitude de auto-preservação, como para proteger meu coração daquela dor absurda que Takeshi me causava. Mas isso era só uma idéia boba, nada podia proteger meu coração das palavras cuspidas pelo meu irmão.
Pov’s Neji
O pavor e a incredulidade transpareciam no belo rosto moreno, agora úmido pelas insistentes lagrimas. Qual o problema do irmão dela?! Pegar ela na cama comigo não é motivo para um escândalo como esse!!!
Coloquei seu corpo meio tremulo atrás do meu em uma forma de tentar protegê-la melhor, e só agora fui notar que eu estou completamente nu na frente do meu futuro cunhadinho e, ainda por cima, todo duro. É isso ai! Meu brinquedinho estava engatilhado e muito bem engatilhado! Eu não brochei nem com essa confusão toda! Eu sou muito foda!
Eh... a cara dele num ‘tá boa!
Ele ‘tá encarando o júnior. Mamãe! Ele quer arrancar o Júnior fora!
Sinceramente se ele arregalar mais os olhos eles vão cair! Me apressei e puxei um dos lençóis da cama e enrolei na minha cintura. Ele pareceu tentar se acalmar, respirando fundo.
—Nos dê licença, sim? Ela precisa se acalmar um pouco, na verdade todos nos precisamos.
—Vista-se imediatamente garota! Vou esperar lá fora. –Ele pousou seus olhos em mim e o que pude ver foi magoa e nojo, era isso que seus olhos expressavam naquele instante.
Ninguém respondeu. Não havia o que responder. Ele saiu pisando duro e batendo em tudo que estava em seu caminho. Quebrou pelo menos uns cinco vasos que foram da minha mãe. Esperei até que ele saísse de dentro de casa para me virar para ela, que tinha o olhar vidrado em algum ponto qualquer.
—Calma Tenten! Eu estou aqui. Pra você!
—Kami... Sama! O que aconteceu aqui?!
Não agüentei ver ela tão triste, a abracei e beijei com todo o amor que eu possuía. E qual não foi minha surpresa ao ver ela retribuindo com a mesma ânsia?!
Special Pov’ s Saori (Horas antes)
Como assim? Eu não consigo acreditar que ela tenha me deixado, ou melhor, me trocado por aquele cabeça de abacaxi! Olha pra mim! Eu sou bonito, forte, gostoso, um jounin respeitado, de família nobre e ainda sou da mesma vila que ela!!! E ele não, alem dele ser estranho, preguiçoso e ter cabeça de abacaxi é de outra vila. De Konoha! São dois dias e uma noite de viagem!
Temari deve estar louca! Trocar um homem como eu por ele?! Todas as mulheres babam por mim e ela nada. Não esta nem ai! Essa mulher não pensa.
O que fazer? Por que desistir está fora de cogitação. Vou me casar com ela.vou me casar com a irmã do Kazekage e substituí-lo no cargo. Vou ficar ótimo de 6° Kazekage.
Um sorriso malicioso cresceu em meus lábios desmanchando minha expressão preocupada.
Eu já encontrei a solução! Eu sou um gênio mesmo! Acelerei um pouco o passo até alcançar Kankurou que estava na dianteira do grupo. Fiz minha melhor expressão desinteressada, mas com um inconfundível brilho de melancolia nos olhos. Eu sou muito bom nesse tipo de coisa, não é a toa que os conselheiros da vila me adoram e prometeram me ajudar a conseguir o cargo do Gaara.
—Kankurou-Sama! –Chamei com minha voz baixa, não seria interessante para meus planos que todos me ouvissem falar. Me aproximei quando ele virou o rosto um pouco para o lado e me encarou com os olhos castanhos que expressavam contrariedade. Sua expressão também estava assim, mas ao mesmo tempo uma estranha aura de felicidade o rodeava. Deve ser por causa do casamento do Gaara.
—Algum problema Saori?
—Não, nenhum. Só acho que o senhor gostaria de conversar um pouco. Casamento é coisa séria! Já casai dois irmãos e foi muito triste. E você então? Vai casar os dois de uma vez! –Estávamos correndo lada à lado,vi seu olhar chocado virar para mim, sem se importar com o caminho. Sorri internamente. Estava dando certo. Ele ainda não sabia dessa historia maluca de casamento da Temari com o cabeça de abacaxi de Konoha. Era minha chance.
—Do que esta falando?! –Seu tom foi baixo e perigoso. Sua raiva era palpável. Agora era só direcioná-la para o lugar certo. Ou melhor, para a pessoa certa.
—Ainda mais Temari-Sama que vai ter de se mudar para Konoha! Sei que vai sentir muita falta dela! Nós, ninjas, consideramos nossos laços muito mais do que os outros. –Tomei o cuidado de falar o nome dela com todo o respeito.
—Temari... ? Do que está falando, exatamente, Saori?
Ele quase berrou dessa vez, agora parando de saltar me encarando sério. Ele estava prestes a explodir.
—C-como assim? O senhor n-não s-sabe da T-temari-Sama e aquele ninja de Konoha?! –Imitei um tom surpreso e um gaguejado falso, de quem falou demais.
—Que ninja de Konoha?! Responda, Saori! Quem é?!
—Eu n-não sei o n-nome dele. Eu achei que o senhor soubesse Kankurou-Sama! –Arregalei os olhos e tremi inteiro.
—Eu perguntei quem é?! Diga quem! Agora!
—É a-aquele N-nara. Acho que é esse o n-nome! Um de cabelo preso em um rabo de cavalo alto... p-parece um a-abacaxi.
—Shikamaru! Ele e a Temari?! –Ele me pegou pelo pescoço e sacudiu. –Quem te falou?! Quem?!
—N-ninguém! Eu v-vi eles juntos ontem à noite n-na f-frente da p-pousada! E-estavam aos beijos! Pensei que s-soubesse! Eles mesmos disseram q-que estavam n-noivos!
Ele me largou no chão e virou em direção a Konoha.
—Vamos voltar! Agora bando de idiotas incompetentes! Eu vou matar aquele idiota inútil! –E rugindo sem nada dizer ele voltou a correr, agora voltando para Konoha.
Todos seguiram, um pouco atrás dele, temendo sua ira. Segui ainda mais atrás que os outros, é bom que ele não desconte sua raiva em ninguém que não seja o Nara
Notas finais
Kissu Kissu ^.^
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