Mudanças

7 Pondo em prática I


Notas iniciais
Bom gente ai está o capitulo, na verdade demorei para postar mais do que pensei, então foi mal ai...
Ultimamente minha vida está muito corrida, uma verdadeira loucura.
Enfim é isso, minhas sinceras desculpas e espero que gostem...

Não posso acreditar que Tsunade-Sama tenha feito isso comigo. Ela mais do que ninguém sabia como eu me sentia, quanta dor eu estava sentindo e escondendo. Droga! Eu amo aquele idiota, frio e arrogante. Não consigo esquecer ele, por mais que eu tente. Quando ele voltou pedi a Tsunade-Sama que me enviasse em alguma missão, qualquer coisa, contando com que eu fique longe dele, mas ela não fez, e eu até entendia o lado dela, eu precisava ajudar a vila a se reerguer, era minha função como ninja. Mas me casar com ele?! Eu entendia que era para o bem da vila, mas por que eu?! Não vou suportar isso. Sai da casa dele sem prestar atenção em nada. Aquele perfume impregnado em cada canto estava me deixando totalmente maluca. Não podia desabar em lagrimas no meio da sala dele. Não daria o gostinho dele me ver chorando. Como se ele fosse se importar. Provavelmente ele nem ligaria, quanto mais assumiria que a culpa do meu estado era dele. Estava disposta a fugir da vila para ficar longe dele, mas pensei melhor e resolvi ficar. Fugir não irá fazer de mim alguém mais forte. Só vou continuar sendo infeliz pelo resto da minha vida. Tenho de esquecer ele, mas ainda não sei como. É temporário. Logo Naruto assumiria o posto de Hokage e todos já iriam confiar mais nele, então eu podia me separar dele. E talvez ir em alguma missão bem longa. Só por um tempo, eu tenho de ser forte, principalmente por ele. Eu vou conseguir. Mas no momento eu só quero chorar, preciso deixar que essa dor saia de mim, e farei isso me debulhando em lagrimas. Meus passos eram lentos e vacilantes, eu tremia, mas não sabia se de frio ou medo, meus soluços só não eram altos por minha pura força de vontade. Mas eles existiam, e eram fortes e intensos. Podia sentir os olhos deles postos em mim, através da porta que não me dei ao trabalho de fechar. Eu queria ir para longe. Já havia lutado tanto, tinha esperança de ter um pouco de paz e felicidade agora, mas estava enganada. Eu ficaria contente se Sasuke fosse feliz, se ele amasse alguém de verdade. O amo o suficiente para querê-lo feliz. Trazê-lo para a vila foi uma grande vitoria, agora eu pretendia me afastar para não irritá-lo. Que ele tivesse a paz e silencio que tanto gostava. Cheguei ao meu apartamento totalmente transtornada, queria berrar para que todos ouvissem, queria a morte. A minha, a desse sentimento insano, tanto fazia, eu já não me considerava viva havia muito. Não me dei ao trabalho de trocar de roupa, me joguei na cama e chorei. Era tudo que eu queria fazer no momento, tudo que eu conseguia.

Já era tarde quando peguei no sono, enroscada aos meus cobertores da minha cama. Ainda bem que eu só iria para o hospital á tarde. Precisava descansar muito, para repor as energias. Amanhã será um dia longo, eu preciso estar preparada para encenar. Droga! Como meu corpo pode estar ansiando por amanhã?! Por que meus lábios formigavam só de pensar na textura dos dele?! Por que meu corpo arde em chamas só de pensar no dele?! Que ódio! Sai da minha cabeça Sasuke-Teme!

Acordei com os raios do sol batendo no meu rosto, abri meus olhos e vi que finalmente minhas lagrimas haviam secado. Não havia mais nenhuma para derramar. Não queria me levantar, mas eu tinha minhas obrigações, olhei para o relógio no criado-mudo 11h30min, já era hora de me levantar. Não dormi muito, mas como hoje não era meu plantão, então seria mais sossegado. Não teria tantos casos, só alguns ninjas que chegavam feridos de missões, o que atualmente eram bem poucos.

Tomei um banho rápido e fiz minha higiene matinal e me vesti a mesma roupa de sempre, não tinha motivos para me produzir, por mais que uma arte de mim dissesse ao contrario. Eu ainda tinha de escolher uma roupa pro encontro. Saco.

Meu apartamento, apesar de pequeno, era muito confortável, não queria ter de me mudar para outro lugar, especialmente aquela casa enorme que deve dar um trabalhão para arrumar, simplesmente por que ninguém vai até lá, então não tem como contratar ninguém para a limpeza, o que significa que vai sobrar tudo para mim. Pelo menos, parece que o Sasuke é organizado. Fui até a pequena cozinha e tomei um copo de leite, eu não sentia fome, mas sabia que tinha de comer, então mesmo sem vontade comi um pedaço de mamão. Lavei a pouca louça e vi a hora: 12h30minh, exatamente no horário. Eu entrava 13h00minh, por isso posso andar calmamente pela vila até o hospital. Todos que passavam me cumprimentavam, eu sorria para todos, afinal eles não são culpadas pelo meu humor. Existiam, até, alguns mais atrevidos que paravam para me dar um beijo no rosto, por mais que eu dissesse estar com pressa. E hoje não foi diferente. No fim eu até gosto, é bom saber que as pessoas gostam e confiam em você, fico feliz em ter ajudado ou salvo a vida de muitos deles. Eram nesses momentos que eu entendia o que o Sasuke estava passando e o que o Naruto passou. É muito ruim ser ignorado ou humilhado, mais hoje o Naruto é o herói da vila e em breve todos vão voltar a confiar no Sasuke. Tudo iria acabar bem. Acho que alguns anos de sofrimento, para mim, é um preço justo.

Cheguei ao hospital exatamente 13h00minh. Aprendi a ser extremamente pontual, agora é uma mania da qual não consigo me livrar. Minha primeira paciente era uma ninja grávida, consulta de rotina, mas só estava marcada para daqui á 20 minutos. Então dava tempo de botar alguns prontuários em ordem.

Hoje o tempo está contraditório. Sinto como se ele estivesse passando rápido de mais, já tinha atendido meus seis pacientes com hora marcada, já perdi as contas de quantas vezes fui ao refeitório só para beber água. Por outro lado é como se ele não passasse, cada conversa com os pacientes e colegas de hospital pareciam durar séculos, mas quando via o relógio os ponteiros mal tinham se mexido, se passasse mais de cinco minutos era muito. Agora passava um pouco das 15h30minh e eu estava empolgada e nervosa na mesma medida. Tudo por que o Sasuke vai vir aqui para me convidar para um encontro fictício que resultará em um casamento forçado. Que ótimo!

Ouvi passos pelo corredor e meu coração disparou. Respira, expira, respira, expira. Isso controle a respiração, diminua os batimentos cardíacos e se concentre. Leves batidas na porta do meu consultório chamou minha atenção, e por um momento minha vontade era sair correndo dali, fugir para qualquer canto do mundo. Me obriguei a respirar fundo e manter a voz calma.

—Sim?—Perguntei, pondo meus olhos na direção da porta.

—O Uchiha-san deseja vê-la. Está aguardando a senhorita no saguão.

—Por que não o trouxe até aqui?—Sabia que tinha de ser em publico, mas achei que ele viria até aqui, combinaríamos o que falar e depois o acompanharia até lá fora e ele faria o convite.

—Gomen, mas... é...q-que e-eu n-não achei p-prude-dente trazê-lo a-aqui.

—Mas por quê?—Vi que ela estava um pouco tensa, e logo percebi qual motivo. Ela não confiava nele, ela tinha medo dele. Tudo bem que ele fugiu da vila e se aliou ao Orochimaru e a Akatsuki, mas nada que fosse tão amedrontador assim. Tá, talvez fosse um pouco inquietante. Bom ela não o conhecia, acho que não posso culpá-la por não confiar nele ainda. Ponderei por um momento e resolvi não dar uma bronca, mas seria bom chamar a atenção dela, para que não se repetisse.

—Muito bem, eu vou lá. –Me levantei e fui em direção á porta calmamente, o som surdo dos meus sapatos de salto batendo contra o piso ecoava pela sala e o corredor—Mais que isso não se repita. Sasuke é meu antigo colega de time. Ele ajudou o Naruto na guerra, ele também é um herói. Além disso, ele já pagou suas dividas com a vila. Não há motivo para ter medo dele. –Percebi que minhas palavras pouco adiantaram.

—S-sim s-senhora.

Caminhei devagar, tentando controlar meu nervosismo. Tarefa que não estava sendo fácil. Meu coração parecia ter vida própria, do jeito que estava acelerado ele podia pular do meu peito e ir de encontro ao Sasuke. Já estava de frente ao elevador, mas minha vontade era sair correndo, pular a janela e sumir da vila. Mas como essa não era uma opção válida, respirei fundo e entrei. Os andares pareciam passar rápido demais. O elevador não parou uma misera vez. Deve ser complô contra mim. O universo resolveu me nocautear. Chegamos ao térreo, eu, a recepcionista que havia ido me chamar e os grilinhos cantando. Assim que as portas se abriram eu pude vê-lo, impecável como sempre. Nem mesmo um fio de cabelo fora do lugar. E a expressão fria e indiferente de sempre, aquele maldito conceito de orgulho Uchiha. Ele ficaria tão bonito se sorrisse de verdade e não aquele curvar de lábios, praticamente imperceptível. Mas deixando isso pra lá, eu ainda não sei o que vamos conversar, e se eu não sei duvido muito que ele saiba.

Fui andando na velocidade que me pareceu a mais adequada, mas talvez eu esteja indo rápido demais, acho que seria bom se eu medisse minhas passadas. Por que se eu fosse rápido demais ele, e todo mundo que está no saguão olhando, iriam achar que eu estou desesperada ou sei lá, talvez que eu quisesse grudada nele. E se eu fosse devagar demais daria a impressão de medo. Que eu não estava sentindo. Eu só estou um pouquinho desesperada. Tá respira e relaxa Sakura. Um, dois, três...

Certo ficar contando não ajuda e contar menos ainda, então só me resta:..., cara eu não sei o que me resta! Encenar. Isso, a Ino disse isso ontem: É como uma peça de teatro e eu como atriz tinha de fazer com que meu publico, todos no saguão no caso, acreditarem na minha história. Coloquei um sorriso simples e inocente no rosto. Era só um curvar de lábios expondo parte dos meus dentes, nada muito empolgado, mas na medida certa. Eu teria de encenar muito bem para compensar a cara de bunda do Sasuke. Ele estava parado bem no meio do saguão, parei ao seu lado e El dirigiu seu olhar para mim. Não pude evitar ter um arrepio, era impressionante como um simples olhar dele me afetava de forma tão intensa.

Dei um “olá” baixa e vi, extasiada ele sorrir. Sorrir de verdade. Deu até para ver os dentes perfeitos que ele tem. Tive que me segurar ao máximo para não ficar de boca aberta, babando. E se o ver sorrindo me deixou chocada, a ação seguinte dele me fez questionar se eu não estava sonhando. Ele muito elegantemente me abraçou, passou os braços ao redor da minha cintura e me apertou contra seu corpo. Eu vou morrer! Ou melhor, eu morri e estou no paraíso. Fiquei completamente imóvel, aquilo era tão inesperado.

—Sakura, me abrace—Ele falou com os lábios rentes ao meu ouvido, sabia que era para ninguém ver, mas não pude conter um arrepio de prazer. Também não pude impedir meu coração de ficar feliz. Foco. Tenha foco Sakura. Ele estava improvisando.

A cena estava bem estranha. Ele me envolvendo com os braços, a cabeça em meu ombro e eu, lá, parada. Num estalo voltei ao controle, todo mundo já estava percebendo que tinha algo errado. Coloquei meus braços em seu pescoço e deixei meu rosto mergulhar contra o peito super definido dele. Aquele perfume dele era perfeito. Eu podia ficar o dia inteiro sentindo que não enjoaria. Inconscientemente apertei mais o “abraço”. Precisava dele. Não tinha como negar isso para mim mesma. Ele era uma necessidade para mim assim como o oxigênio. É tudo tão contraditório, por que eu preciso esquecê-lo. Não posso passar o resto da minha vida amando ele, mesmo sabendo que não tem como, ele sempre fará parte de mim. Nunca conseguirei por outra pessoa no lugar dele. Mas se ele estiver feliz, para mim, vai estar tudo bem. Nessas horas eu queria ser como a Ino. Ela diz que não sente nada por ele e é verdade, não sei se ela o esqueceu ou nunca gostou de verdade, como ela mesma diz, mas agora ela está bem. Sem esse amor doentio e sádico, que eu possuo. Como eu odeio isso, como eu me odeio. Respirei fundo pela enésima vez no dia e me preparei, mentalmente, para encenar.

—Já estava com saudade, Sasuke... Kun—Nunca foi preciso tanta força de vontade para usar o “Kun” depois do nome dele. Tinha prometido a mim mesma. Tinha prometido a mim mesma que não iria chamá-lo assim novamente, mas se não o fizesse todos iriam achar estranho.

Bem no meio do saguão nós dois ficamos nos encarando, após termos partido o abraço, ele com o rosto iluminado por um belo sorriso. Kami, como ele pode ficar ainda mais bonito?!

Vi, pelo canto dos olhos que boa parte das pessoas estavam paradas nos observando e prestando atenção em nossa conversa. Não sabia nem como, mais meu rosto ardeu ainda mais, devo estar muito corada. Que vergonha. Dei um sorriso tímido para ele, manter a farsa era crucial. Agora cabia a ele dar continuidade a conversa.

—É eu também, e por isso mesmo vim te fazer uma visitinha rápida. Mas não quero atrapalhar seu trabalho. –Nunca tinha o visto falar tanto em uma única frase, ainda por cima com um sorriso nos lábios. Ele tinha talento para ator. Por que se eu não o conhecesse diria que estava sendo sincero, mas aquele Sasuke que eu conheci, não falaria coisas como essas nem sob ameaça de morte.

—Não atrapalha não. Você nunca atrapalha—Devolvi com o tom de voz gentil.

—Mesmo assim. Isso é um hospital, você deve ter muito trabalho. –Ele parecia tão prestativo.

—Na verdade hoje ta até bem calmo aqui. –Sorri para ele.

—Que bom. Então a senhorita tem tempo para tomar um café comigo. –Nossa que convite galante.

—Que tal um suco? –Odeio café durante a tarde.

—Como preferir. –Que cavalheiro.

—E aqui na cantina do hospital. –Aqui era o lugar perfeito para as pessoas verem, alem do que eu estou em trabalho, não posso sair daqui antes das 18h00minh, quando terminava o meu turno.

—Mas é claro. Não posso te tirar do seu trabalho bem no meio do seu expediente. Então, vamos? –Que graça, ele estendeu para mim, eu não tive como não corar e sorrir como uma boba apaixonada, eu, obviamente, enlacei meu braço no dele e saímos em direção a cantina. Com todo mundo olhando nós dois de braços dados e sorrindo um para o outro. Que cena melosa. Se alguém não acreditar nisso é muito idiota, por que até eu estou começando a acreditar.

Chegamos bem rápido, era uma cantina bem simples, toda em branco com detalhes em bege claro, com algumas mesinhas com cadeiras ao redor dispostas pelo espaço e um amplo balcão. Era um local simples e aconchegante, onde pessoas poderiam esperar por parentes e amigos ou sua consulta.

Nos sentamos em uma mesa central, todos tinham de nos ver, não que eu pudesse passar despercebida com esse cabelo rosa. Uma atendente veio até nós, anotou nosso pedido, não sem antes lançar um olhar desconfiado ao Sasuke, que a ignorou. Ele devia estar farto daquela desconfiança, pois quando ela se afastou pude ouvir um suspiro baixo escapar de seus lábios e seus olhos negros perderam um pouco do brilho. Não me contive, era muito ruim vê-lo assim, levei minha mão até a dele e a deixei ali, sobre a mesa. Ao ver meu ele esboçou, novamente, aquele belo sorriso. Ele, inesperadamente, entrelaçou nossos dedos e ficamos assim, de mãos dadas e sorrindo. Meu Kami meu rosto está em chamas e meu corpo está todo arrepiado. Céus, como eu vou viver assim, por anos?! Sem ele ao menos me tocar de verdade, eu já estou tremula. Isso não vai prestar.

A moça veio com nossos pedidos e encarou nossas mãos unidas, me lançou um olhar reprovador, e sem demora deixou na mesa meu suco de melancia e o dele de laranja. Nem sequer dispensou outro olhar para nós. Algo me diz, e eu não sei o que é, que eu também vou ser considerada uma traidora por algum tempo. Não me importo, afinal, isso só prova que esse sentimento em relação ao Sasuke é absolutamente idiota e estúpido.

—Então Sakura, fiquei sabendo que Tsunade-Sama irá te promover á diretora responsável pelo hospital.

Ele puxou o assunto muito calmamente, enquanto levava o copo de suco aos lábios, nunca senti tanta vontade de ser um copo na minha vida. Mas seria bom se tivéssemos ao menos um dialogo decente, para dar mais credibilidade ao convite.

—É. Ela disse que, provavelmente, eu sou a mais indicada para isso. Mas só daqui alguns anos. –Fiz questão de enfatizar o “provavelmente”, era apenas uma probabilidade. Mas eu não queria pensar nisso, Tsunade-Sama e Shizune-Sempai ainda tinham muito que me ensinar. Eu não conseguiria, nem se quisesse assumir a responsabilidade pelo hospital agora, meus sentimentos iriam atrapalhar meu desempenho, e isso eu não podia e nem queria imaginar. —Talvez, quando chegar à hora, já exista alguém mais capacitado do que eu, algum prodígio, talvez. –Falei num tom modesto, até por que, para mim aquela realmente era uma possibilidade, e muito grande.

—Não seja modesta, Sah—Do que ele me chamou?! Acho que meu coração vai sair pela boca—Sei que você é considerada a melhor medica nin de Konoha, e ouso á dizer que do mundo todo.

—Que exagero, Sasuke-Kun—Corei mais do que julgava ser possível. –Tsunade-Sama sim, ela é a melhor.

—E você é aluna dela. Já ouviu que a tendência é sempre o aluno superar o professor?

—É verdade. Mais ainda falta um bom tempo. Mas eu soube que você logo, logo será nomeado capitão ANBU. –Era bom saber que não faltava assunto entre a gente, pelo menos por enquanto, e também era bom ver que os olhos dele não se desviavam dos meus, nem mesmo quando ele levava o copo de suco á boca, como também seus olhos não expressavam aquela apatia de sempre, ele parecia verdadeiramente interessado no assunto. Quem visse poderia dizer que estava rolando um clima, coisa em que até eu estava acreditando. Fato que só aumentaria meu sofrimento depois. Era estranho vê-lo participativo na conversa, perguntando e dando respostas completas.

—Idéia do dobe. Ele acha que seria o melhor, mas eu não acho. Mas você sabe como ele é, põe uma coisa na cabeça e não tem quem tire. –Ele falou calmo para logo após beber um longo gole do suco, ele tinha uma elegância tão particular, eu me sentia uma desengonçada perto dele.

—Eu acho que ele tem razão. Você é um ninja excepcional. E o líder da ANBU tem de ser de confiança do Hokage, e não existe ninguém que ele confie mais do que em você. –Falei com sinceridade, ele merecia.

—Bom, talvez. Mas acho que já te atrapalhei demais.

—Não tem problema. Está bem calmo aqui.

—De qualquer forma eu vim mesmo fazer outra coisa. –Ele tinha aquela expressão enigmática.

—Ah, é? E o que seria?—Perguntei, fingindo duvida, para mim era obvio o que aconteceria a seguir, por isso em um ato que me pareceu curioso tomei o ultimo gole do meu suco de melancia.

—É... é eu q-queria...—Ele soltou um suspiro pesado pela boca. Pêra aí, Sasuke gaguejando, impossível! Ele respirou fundo e despejou—É que eu queria te convidar para jantar comigo, hoje a noite. –Nossa mesmo ele parecendo estar bem nervoso o convite saiu bem galante. Ele falou firme e até mesmo um sorriso de canto brincou em seus lábios. Até tremi. –Então Sakura? Me daria essa honra? –Eu devia estar muito ridícula, quase podia sentir a baba escorrendo pelo canto da minha boca. Ele sorriu. Estou, realmente, desconfiada que tem baba escorrendo. Por que essa é a minha sensação no momento. Respira Sakura, respira! Bem mais fácil falar do que fazer acho que eu to hiperventilando. Nossa que mico eu desmaiar agora. A vida é mesmo uma merda, não, não a vida e sim o ser humano. Tá, talvez não fosse o ser humano mais sim ela que fosse uma merda.Ela era capaz de abrir uma cratera no chão do tamanho do hospital só com um soco, foi á uma guerra e nem chegou a tremer ou temer a morte, mas com um simples convite, que ela sabia ser fingido, ela quase infarto. É uma merda mesmo.

—É claro. Eu adoraria. –Botei meu melhor sorriso, ele não ia me deixar desconcertada.

Ficamos mais uns minutos conversando, basicamente lembrando as idiotices do Naruto e rindo, e por incrível que pareça ele riu, soltou verdadeiras gargalhadas. Até que uma voz monótona chamou meu nome, é o dever chama.

Notas finais
Deixa eu explicar algo: minha historia vai acontecer dessa forma, não gosto de misturar dois personagens em um capitulo, gosto de cada um narrar o seu, por isso o tempo vai ser relativo. Por exemplo o proximo vai ser narrado pelo Neji e ele vai continuar de onde ele parou, ou seja, ele vai falar tudo que acontecer depois que ele saiu da casa do Sasuke, vocês terão de considerar que o que ele tá falando acontece ao mesmo tempo que o Sasuke chora e a Sakura tambem. Entenderam??
Acho que eu fui bem confusa na explicação, né?? Mas qualquer duvida é so perguntar.
É isso ai, sugestões e criticas são sempre bem vindas e até a proxima!
Kissu kissu