Mudanças

9 Pensamentos conturbados


Notas iniciais
Esse ficou bem menor, mas espero que curtam!!! ^.^

O que eu faço agora? Me sinto vazia, oca. Sei que amo ele, quero ele mais do que tudo. Mas não posso me enganar mais. Quero, tenho de ser egoísta. Tenho de pensar em mim também. Sei que independente do que aconteça a partir de agora vou sofrer, mas ao menos quero sofrer com minha cabeça erguida, sabendo que fiz de tudo para me proteger. O que mais acaba comigo é mentir para o Kiba. Ele foi tão bom para mim, me deu tanta força. Queria amá-lo, como amo o Neji. Como o coração pode ser tão burro a esse ponto? Queria poder arrancar ele do meu peito. Qualquer coisa que faça essa dor sumir. Há muito tempo que vivo a base de tranqüilizantes para dormir, que choro boa parte da noite. Quem vê até pensa ser frescura minha, até mesmo eu achei, mas não consigo, meu corpo e mente não me obedecem. Estou tão perdida, tão sozinha. Pelo menos parei de sonhar com o dia que ele se daria conta de que me ama. Já não sei se ele sabe o que é amar. É tão engraçado por que me sinto tão dependente dele enquanto ele nem mesmo pensa em mim. Sinto tanta raiva, mas não é dele, ninguém é obrigado a amar alguém, mas de mim, por não conseguir esquecer-lo, amar quem me ama.

Essa reunião na casa do Sasuke de agora foi tão nojenta, repugnante. Me senti como um objeto, e eu não quero isso para mim. Talvez eu prefira mesmo a morte. Morrer não parece tão ruim assim.

Mas nem quando se trata disso eu consigo ser egoísta. Só luto pela minha vida por que sei que meus pais vão sofrer caso eu morra. Na verdade eu queria achar que ele também ficaria triste com minha morte.

O que farei daqui para frente? Terei de mentir para os meus pais e isso não me agrada. Pelo menos as meninas sabem. Terei algum apoio. As meninas já foram para casa e só eu continuo aqui, andando sem rumo. Não sei como vou encarar os meus pais. Mas andar pelo frio também não vai me ajudar. Melhor ir para casa.

Corri o mais rápido que pude para casa. Mau via o caminho a minha volta. Era como se as coisas fossem diferentes de quando ela havia feito o mesmo caminho para ir a sala da hokage. As arvores não pareciam mais as mesmas, a terra parecia diferente.

É estranho como quando seus maiores sonhos se realizam tudo parece diferente. É como se o mundo começasse a girar ao contrario. Mesmo que seus sonhos não se realizem da forma como você espera. Nem dá para acreditar que mesmo eu sabendo que esse casamento é forçado meu coração se alegra. Burra, estúpida é isso que eu sou. Mas pelo menos sei que vou superar isso. É a prova é que quando o Kiba está ao meu lado tudo parece calmo, meu mundo está anestesiado. Mas quando nos afastamos tudo volta. Ele é como um remédio, mas eu não gosto de “tomá-lo”, me sinto suja pensando nele dessa forma. A floresta começou a rarear e logo a frente já se podia ver o distrito Mitsashi. Era um lugar extremamente bonito, o clã Mitsashi era conhecido por seu amor pela natureza e por isso mesmo todo o lugar era rodeado por arvores e belos jardins no interior. Na verdade as terras do clã foram escolhidas na floresta ao norte da vila justamente por serem muito férteis, acreditava-se que ali tudo nascia. O que não era mentira, afinal, nunca havia visto tantas espécies diferentes juntas.

Os muros eram claros, assim como todas as casas, não havia guardas, afinal existia um jutso que impedia qualquer um que não seja Mitsashi de entrar nas dependências do clã depois de escurecer. E durante o dia um guarda verificava cada entrada e saída de uma sala especifica no prédio dos conselheiros do clã.

Não havia perigo em transitar dentro do complexo, especialmente do lado em que está minha família, os herdeiros do clã. Não havia a necessidade de entrar pelo portão, de onde estava mesmo eu pulei. Pousei suavemente no chão e de lá já pulei para a janela do meu quarto, que sempre ficava aberta quando eu não estava.

Estava escuro lá dentro, e meus pais não me esperaram. Assim era melhor. Precisava de algum tempo para me preparar, para digerir a informação.

Não tinha fome, apesar de não comer desde cedo, mas também pudera, foram muitas confusões hoje.

Caminhei lentamente até o banheiro, precisava de um banho quente e um calmante. E foi o que eu fiz, tomei uma ducha bem quente, coloquei meu pijama e peguei um comprimido na gaveta do criado-mudo. Evitei pensar, apenas me deixei levar pela inconsciência, não senti mais nada a não ser a cama macia em baixo do meu corpo. Mas mesmo assim não pude evitar desejar que fosse o corpo dele ali, e que fossem os braços dele me esquentando. Fechei meus olhos e tudo que eu vi foi a escuridão, até o momento em que eu já não sabia definir o que era real ou não.

Acordei tarde, mas a tempo do meu fatídico encontro com o Kiba. Por um momento, quando despertei, acreditei que tudo aquilo fosse um sonho, ou melhor, um pesadelo. Mas como tudo na minha vida só da em merda, eu estava errada. E ferrada.

Me vesti com uma lerdeza admirável. Nem era preguiça dessa vez, mas sim medo do que estava por vir, fazer aquilo com o Kiba era tão errado. Não pense Tenten, apenas faça. Repeti isso para mim mesma umas quinhentas mil vezes, como um mantra. Não que tivesse dando resultado.

Sai do quarto, após me vestir com um vestidinho azul claro de mangas compridas e um pouco acima dos joelhos, com passos curtos e leves caminhei até a cozinha. Ninguém, ótimo. Não posso encarar ninguém agora.

Mas como tudo que é bom dura pouco. Minha mãe estava sentada na sala tricotando.

—Bom dia pequena. –Não sei para quem o dia está bom, mas certamente não para mim.

—Bom dia mãezinha. – dei um sorriso simples, era tudo que eu conseguia no momento.

Sai de casa o mais rápido possível, antes que minha mãe comece a me encher a paciência.

Depois de estar fora do distrito que parei para respirar, não podia chegar muito afobada. Eu tinha de interpretar, e muito bem. Apesar de que boa parte não seria mentira, principalmente o fato de eu amar o Neji.

Sei que vou estar mentindo mais não consigo reprimir meu coração, evitar que ele fique feliz com esse casamento.

E por mais que eu queira não me enganar tenho esperanças quanto a isso.

Andei distraída por vários minutos e, sem nem perceber, já estava de frente para o campo de treinamento do time oito, era chegada a hora. Estava ansiosa demais, mas o verdadeiro motivo não era aquela conversa com o Kiba e sim meu encontro com o Neji mais tarde. Só de pensar que vou sentir a textura daqueles lábios eu já sinto minhas pernas tremerem. Estou sendo muito boba, mais assim que se ficam quando se está apaixonado não?

Já podia sentir o chakra dele lá dentro, ele já me esperava. Só agora fui me dar conta que não ensaiei nada para falar, nem sei direito o que falar.

Respirei fundo umas quinze vezes e entrei, com passos lentos e distraídos. Quem visse acharia que eu era sonâmbula. Na verdade até poderia ser verdade uma vez que minha cabeça estava vazia, diferente do esperado eu não pensava no que falar, na hora saia qualquer coisa, mas qualquer coisa verdadeira. Eu espero.

Já posso vê-lo, ele sempre foi bonito assim? Ou será que hoje ele está mais?

Ele me ouviu e se virou para mim, senti meu coração gelar e minha respiração parar. Finalmente e infelizmente chegou à hora.

Ele sorriu, deus por que ele é tão doce e perfeito? Queria tanto amá-lo!

Não sorri em resposta, seria um tanto contraditório se o fizesse, mas não importa, realmente, um sorriso, afinal vou machucá-lo daqui a pouco de qualquer forma. Caminhei, com os olhos colados no chão, até o seu lado, me sentei no chão e abracei meus joelhos. Precisava tanto de um abraço, mas não ousaria pedir isso a ele. Não naquele momento, mesmo tendo certeza que ele me daria.

—Você demorou. –sua voz era tão suave e doce que chegava a ser estranho com aquela expressão selvagem dele. Queria poder fazer como das outras vezes em que estive aqui.

—Me desculpe. Não consegui dormir muito bem essa noite. –Melhor não protelar, vou direto ao assunto. Se eu tenho de fazer então que seja logo.

—Problemas? –Ele sempre se preocupando comigo e eu prestes a magoá-lo. O que mais me irrita comigo mesma não é magoar ele, mais uma prova do meu egoísmo, mas sim um lado meu se alegrar com essa historia distorcida com o Neji.

—Não, é só que é estranho algumas coisas. –Ele me olhava e eu fitava o chão, desesperada por uma solução indolor, estou sendo egoísta fazendo isso. Eu deveria morrer, era o certo. E meus pais iriam entender se eu morresse com honra, a honra do clã, mas eu sei no fundo do meu coração eu sei que se eles souberem dessa maluquice não vão me perdoar.

Mas se eu morrer por honra não estarei sendo egoísta também? Sendo fria e covarde? Não posso desistir, e não vou. Quero lutar por mim dessa vez, acho que isso é influencia do Naruto, mas tenho fé de que tudo irá se resolver bem.

Voltei meus olhos para o céu, ele era claro, quase como os olhos dele. Mas na verdade nada seria tão claro como aqueles olhos e nem tão enigmáticos.

Deixei um sorriso se abrir no meu rosto, aqueles olhos eram minha salvação e minha perdição. Não sei, exatamente, como foi, mas eu sou totalmente dependente dele.

—Quer me contar? –ele também virou o rosto em direção ao céu. Eu continuava na mesma posição, com os braços envolvendo minhas pernas, já ele estava totalmente largado no chão, como de costume. Ele pegou minha mão esquerda e ficou ali a acariciando. Aquilo era muito relaxante e agradável, como tudo nele.

—Acho que não tenho muitas opções nesse caso. –Queria ficar mais um pouco ali, na companhia dele. Ser direta seria ainda pior, e eu também precisava de um ombro amigo para chorar.

—Ten, não me deixe curioso, por favor. – ele parecia alheio a tudo, era como se aquilo fosse mais uma conversa entre nos dois. Fiquei em silencio por alguns instantes, as lagrimas já se acumulavam e lutavam contra minha força de vontade para escorrer pelo meu rosto.

—Você se lembra de como nos começamos a ficar? –precisava de mais tempo.

—Claro! Você estava perfeita aquele dia. Era a festa de comemoração do fim da guerra com a vitoria da aliança shinobi. Estávamos bêbados e na manhã seguinte acordamos na minha cama. Lembro da sua cara de espanto, apanhei que nem um condenado. Dois dias depois eu fui te procurar para pedir desculpas e te achei bem aqui e então você chorava, eu te consolei e acabamos nos encontrando aqui sempre desde então. –pela visão dele era tudo muito mais cômico e simples, mas não menos intenso. Foi perfeito enquanto durou, essa é a realidade.

—Ouvir isso de você é diferente do que quando eu penso nisso. –confessei agora as lagrimas já corriam soltas pela minha face ele notou. Sabia que ele me encarava, podia sentir seus olhos sobre mim.

—Você nunca me contou por que chorava naquele momento e por que chora agora, acho que também não saberei, não é?—Continuei em silencio, se ele soubesse talvez desejasse não saber. –Segredo de garotas? –Voltei meus olhos para ele e sorri, não havia mais o que adiar, esse era o momento.

—Sabe, eu fiquei muito aliviada quando soube que não tinha acontecido nada aquela noite, mas não por ser com você, mais sim por não me lembrar...

—Eu sei, a primeira vez tem de ser especial. Por isso nos nunca...

—Kiba, naquele dia eu nem sei o motivo de estar chorando, mas hoje é por que... você sabe quais são meus sentimentos. Por mais que eu queira não consigo amar você.

—Está tudo bem Ten, não estou exigindo nada de você.

—Desculpe Kiba, mas não da mais para continuarmos com isso. –os soluços eram fortes e agora não era só minha que ele segurava, seus braços me prendiam me reconfortando. Ele também chorava.

Passamos muito tempo daquela forma, apenas meus soluços eram escutados enquanto suas lagrimas molhavam meus cabelos. Já era hora de acabar com aquilo.

Me afastei de seu abraço e levantei, não ia agüentar olhar para ele novamente, precisava ir embora agora, antes que eu me traísse, que me jogasse no chão e falasse toda a verdade para ele.

—Me desculpa Kiba, juro que não queria fazer isso. Está tudo tão confuso hoje. –caminhei por uns minutos lenta e calmamente, mas com os passos vacilantes pelas lagrimas. –Se isso for te fazer algum bem eu amo outra pessoa e ela também me ama. Quero ficar com ele agora. E eu sei que logo você encontrara alguém que te mereça de verdade e que te fará feliz como eu nunca fui capaz.

Sai correndo sem nem ver o caminho, as lagrimas me cegavam. Só sei que algum tempo depois estava em casa, não entrei pela porta, contornei e pulei direto para minha janela e de lá para outro banho. Precisava me acalmar antes da próxima parte do plano. Fiquei vários minutos ali dentro, vendo a água escorrer pelo meu corpo delicadamente pude sentir o chakra do Neji se aproximando e sai do banho. Me vesti com vestidinho solto e fui para o meu posto. Me sentei no parapeito da janela e passei a observar o horizonte. Fiquei totalmente distraída, tanto que não vi ele se aproximando, quando me dei conta ele estava ao meu lado. Quase cai da janela, mas ela, como sempre, foi mais rápido e me segurou. Estávamos muito próximos, tanto que nossos lábios chegaram a se encostar, e eu posso dizer com toda a certeza de que aquela é a melhor sensação que já senti na minha vida. O encarei por um momento e desviei o olhar para o outro lado. Senti sua respiração quente bater contra meu rosto e ele murmurar, com os lábios rentes ao meu.

—Estive te procurando. –Começou a encenação. Era hora do show, de mau gosto é claro.

—Pra que? –respondi lacônica, distante dele não em corpo, mas em pensamento. O que me veio a mente foi o provável rosto do Kiba vendo essa cena.

—Desculpe Ten. Mas eu precisava te falar o que eu sentia. Te amo mais do que tudo. –Kami- Sama como ele poderia parecer tão sincero dessa forma? Deveria ser crime conseguir mentir de forma tão convincente. –Eu sabia que não era correspondido, mas para seguir em frente eu precisava te falar.

—O que te faz pensar isso? – Não ousava encará-lo, temia perder meu controle e chorar na hora indevida. Senti seus braços se moverem pela minha cintura, aonde estavam enroscado, ele me prendeu suavemente com um braço e com o outro virou meu rosto, suavemente, para me olhar nos olhos.

—Não se preocupe Ten. Só não agüentava guardar isso para mim, ter de te tratar de forma rude para camuflar meus sentimentos. Vamos ser amigos agora Ten, vamos esquecer essa minha loucura. Tudo vai dar certo. –ele parecia tão certo do que falava que por um momento me permiti acreditar naquilo, mas depois a realidade bateu a minha porta. Aquilo era mentira. Uma encenação.

—Você não me respondeu. O que te faz pensar assim? –Queria aquela resposta. Precisava ver se ele conhecia seus defeitos, que eu tolamente desprezei. Ele me olhou confuso e deve ter pensado em uma boa desculpa, mas isso deverá ferir o imenso ego do senhor Hyuuga.

—Como alguém tão doce e especial como você pode gostar de um ser frio, idiota que passou a vida toda te tratando mal por achar que tinha um destino traçado? – Nossa ele falou tudo, e pareceu nem ligar para seu ego, talvez ele estivesse fora do planeta e não tivesse percebido. Mas no fim ele deu um sorriso triste, ele era lindo e sorrindo então era perfeito, mesmo se o sorriso for triste. Fiquei pensando por alguns minutos e nesse meio tempo vi seus olhos se desviaram para meus lábios. Será que ele sentia a mesma vontade louca de sentir o gosto da boca do outro? Pelo que parece sim.

—Será que você não entende que não pode escolher meus sentimentos por mim, Neji? –Seus olhos voltaram aos meus e me encarou tão intensamente que cheguei a estremecer. –Você não sabe o que eu sinto.

Ele me encarou totalmente perdido, por que ele encenava tão bem se o Kiba não podia ver sua expressão? Aquilo era para me torturar, só pode.

—O que você está querendo dizer com isso Ten? –Sua respiração se alterou, ficou mais ofegante e seus olhos mais inquietos, passeavam por todo meu rosto.

—Te amo Neji, como nunca amei ninguém. Se você me perguntar o que eu vi em você, eu não sei, só sei que quero ficar perto de você para sempre, sentir seu cheiro, preciso de você. –Deixei meu coração falar mais alto, senti lagrimas presas em meus olhos, mas apesar de tudo abri meu coração e me deixei levar. Ele não pareceu pensar muito e me beijou. Seus lábios eram viciantes, podia passar o resto da minha vida nos braços dele. Era tudo o que eu queria para o resto da minha vida. Senti sua língua quente acariciando a minha e fiz o mesmo. Nunca senti nada parecido com aquilo antes tão calmo e anestesiante. Até que o ar nos faltou e tivemos de nos separar, fiquei com os olhos fechados por alguns instantes, tinha medo de abrir e tudo ser apenas mais um sonho maluco. Sorri ao pensar naquela sensação de novo. Abri meus olhos e vi seu sorriso para mim. Fiquei o olhando por muito tempo, queria que aquilo se eternizasse na minha mente.

Mas nos sempre acordamos dos sonhos, e o que vem depois é a realidade dura e insensível, e a realidade veio na forma do barulho do Kiba se afastando. Me senti fria, esqueci totalmente dele. Tão fria como os olhos dele em vários momentos, não agora que o gelo parecia mais brilhante, como se fogo e gelo pudessem coexistir, ali naquela olhar.

—Nos vemos amanhã. É bom você vir falar comigo e depois com meus pais. –Sim fui dura, mas é para minha própria proteção. Senti em meus lábios algo quente, ele me deu um selinho. Algo tão fofo e tão inesperado.

Ele se afastou, parecia leve e feliz. De certo estou louca, eu não poderia gerar algo assim nele. Voltei para dentro do meu quarto e me joguei na cama. Não chorei, não havia mais lagrimas. Apenas fiquei ali, deitada. Mesmo sem querer aquelas memórias recentes tomaram minha mente. E algo me dizia que isso se repetiria diversas vezes.

Notas finais
E ai, acharam bom??
Por favor me mandem sua opinião, é muito importante para me inspirar...
E fica em aberto: o proximo Gaara ou Naruto?
Vocês escolhem...
É isso ai, até a proxima e

Kissu Kissu
^_^