Mrs. Incredible (Leiam o aviso)

3 It's the perfect world when you go all the way.


Notas iniciais
Caso alguém não saiba, host mother é tipo a sua mãe no intercâmbio, a dona da casa em que você vai ficar naquele período, basicamente. Aceito reviews, tá? Essa é a minha primeira fic.

Acordei assustada com minha host mother berrando:

– MARIANNEEEEEEEEEEEEEEE! — Dei um pulo na cama e desci as escadas da casa aos tropeços para ver o que afinal ela queria. Ela geralmente nunca me chamava, então achei que fosse algo muito grave tipo questão de vida ou morte.

Cheguei na sala ofegante, com o cabelo completamente bagunçado e usando meu pijama que naquela hora estava a coisa mais amarrotada do mundo.

Fiquei feliz e triste ao mesmo tempo ao ver que a minha host mom estava simplesmente atirada no sofá, achei que fosse algo super urgente ou importante e que ela estivesse morrendo, mas não...

– Bom dia? — Falei em tom de interrogação.

– Bom dia. — Ela sorriu e começou. — Então, Marianne...

– Já disse que prefiro ser chamada de Mary, Dona Ashley. — Eu a interrompi.

– E eu já disse que você não precisa me chamar de dona, Mary. — Ela disse.

– Tudo bem então, desde que você me chame de Mary! — Nós duas rimos.

– Então tá, dona Mary, vou direto ao ponto... — Ela começou.

- O quê foi? — Perguntei preocupada.

– Você tem ficado muito em casa, tem uma cidade maravilhosa lá fora, você precisa se divertir! Por que você não sai?

Eu estava envergonhada para responder que ninguém nunca me convidava pra sair.

Notando o meu silêncio, ela continuou sem minha resposta.

– Olha, hoje eu quero que você saia, vá fazer qualquer coisa, menina.

– Mas eu não...

– Você sim! Vá se vestir e você vai sair nem que seja pra ir na esquina almoçar sozinha, mas você vai.

Ela sabia ser bem... é... chata quando queria. Não quis insistir, simplesmente me virei e subi as escadas batendo o pé.

Ouvi ela resmungar, mas segui em frente até o meu quarto. Fiz a minha higiene pessoal, arrumei meu cabelo e me vesti. Coloquei uma calça jeans rasgada de lavagem clara, uma blusa larguinha listrada e calcei meus chinelos. Resolvi sair sem nenhuma maquiagem, peguei minha bolsa e sai de casa. Eu não sabia o que fazer ou pra onde ir. Andei algumas quadras até ver na esquina uma Starbucks. Eu já estava há um mês em Londres e eu não tinha nem ido na Starbucks, o que era completamente inaceitável. Ri comigo mesma. Eu realmente precisava de amigos, não conhecia ninguém lá, se eu passasse vergonha ninguém ia notar, não é mesmo? Resolvi que iria na Starbucks e que falaria com uma pessoa aleatória qualquer lá.

Comecei a andar determinada, mas ao passar pela porta minhas pernas começaram a tremer e o meu coração começou a bater de uma maneira forte demais. Eu ficava nervosa por qualquer coisa, já era normal. Apenas esperei alguns minutos na fila e pedi o café mais simples possível pra não ter a possibilidade de eu não gostar. Eu estava tão nervosa por algum motivo que nem fiquei "emocionada" de estar em uma Starbucks pela primeira vez.

Me sentei em uma mesa sozinha e fiquei imersa em meus pensamentos. Pensava naqueles cinco meninos, vocês-devem-saber-quem, e simplesmente imaginei que eles estavam ali comigo. Sorri comigo mesma. Mexendo na minha bolsa, encontrei uma caneta qualquer e, como de costume, quando eu não tinha nada para fazer, escrevi "1D" no pulso.

Permaneci daquele jeito até um barulho atrás de mim, coloquei a caneta de volta na bolsa me virando para a esquerda e vi uma bebê passando correndo. Espera, aquela não era a bebê...

– LUX! — Gritou uma mulher loira tão loira que o cabelo dela parecia ser cinza. Ela era LINDA, estava vestido um jeans azul e uma regata que caiam muito bem nela. Até que minha cabeça funcionou, era a Lou Teasdale.

A LOU TEASDALE, A LOU TEASDALE passou do meu lado correndo atrás da Baby Lux. Fiquei assustada ao ver ela ali, ela era estilista e amiga dos meninos, eu precisava falar com ela. Lou estava com uma bolsa enorme nos braços e carregava um pacotinho daqueles com vários cafés. Ela não conseguia alcançar a bebê.

Por instinto, larguei meu café na mesa e corri atrás da bebê.

– LUX! — eu gritei.

Lux olhou para trás e veio correndo na minha direção com os bracinhos abertos. Eu me abaixei e ela se jogou nos meus braços. Peguei ela no colo e me levantei.

– Muito, muito obrigada! — A mulher loira de cabelos quase brancos que eu conhecia muito bem se dirigia a mim.

Eu apenas sorri para ela, estava meio assustada.

– N-Não tem de quê. — Falei gaguejando ainda com Lux no colo. Nossa, vergonhoso. Ela riu.

– Meu nome é Lou! — Ela se apresentou. "Sim, eu já sei", pensei.

– Ahn... Eu sou Marianne, mas você pode me chamar de Mary.

– Prazer, Mary! — Ela riu. — Quer se sentar comigo e com a Lux?

– Claro!

Nos dirigimos a uma das mesas no canto, deixei a Lux em uma cadeira e eu e Lou nos sentamos.

– Então... você não é daqui, é? Percebi o sotaque! — Ela perguntou.

– Ah, não sou mesmo. Eu sou brasileira, estou fazendo intercâmbio por um ano.

– Que legal! Sempre quis conhecer alguém do Brasil!

– Awn, isso é doce da sua parte.

– Awn. — Ela simplesmente disse.

– Então... pra quê tantos cafés? — Perguntei apontando pro pacote que ela tinha deixado em cima da mesa.

– São pra alguns amigos meus. — Ela respondeu.

Eu não fazia ideia se deveria contar que eu era directioner ou não, de repente comecei a suar frio e infelizmente a Lou percebeu que tinha alguma coisa errada.

– Tá tudo bem? — Ela olhou bem para os meus olhos. — Você não parece confortável.

– É que... sei lá, as coisas não estão muito fáceis pra mim. — Eu desabafei.

– Problemas com o intercâmbio? — Ela perguntou.

– Não, esse nem é o meu maior problema. — Respirei fundo. — É que... Olha, eu vim pra cá com milhões de expectativas e até agora ninguém quis ser meu amigo e já faz um mês que eu estou aqui. Ninguém liga, ninguém mesmo. Eu só tô aqui hoje porque a minha host mother praticamente me obrigou a sair um pouco de casa. — Desabafei.

Eu não acreditava que tinha falado tudo aquilo pra Lou, ela também não iria querer saber e eu não poderia julgá-la por isso.

– Olha, Mary, eu conversei com você por menos de dez minutos e já notei que você é uma pessoa maravilhosa, você só precisa deixar as pessoas saberem disso.

– Você acha? — Perguntei, olhando para ela.

– Tenho certeza disso, vem comigo. — Disse ela se levantando.

– Como assim? — Perguntei confusa.

– Apenas vem comigo. — Ela repetiu pegando Lux no colo e colocando sua bolsa no ombro.

– E os cafés, Lou? — Percebi que ela tinha os deixado em cima da mesa e que com a Lux no colo, ela não conseguiria mais pegá-los.

– Ah, sim, tinha esquecido. Pega pra mim? — Ela pediu.

– Claro! — Concordei.

- Agora vem comigo. — Ela pediu de novo.

Fui atrás dela sem questionar, afinal eu não tinha nada a perder, tinha?

Notas finais
Me contem o que vocês acharam no Twitter ou mandem reviews! ♥ @demistylinson