Mr.Right
24 Por Favor!
Turno: Loke
Casa, 12h30min
Quando cheguei aqui em Magnólia, prometi que nada faria eu me mudar novamente. Bem,pelo menos algumas caixas eu não desempacotei...
*DINGDONG*
Ouço a campainha tocar e rapidamente atendo:
– Michelle?- Me surpreendo.
– Loke-san…- Tinha um semblante triste no rosto.- Posso entrar?
– Claro.- Abri passagem e fechei a porta.
Deveria ter imaginado...Realmente esqueci de Michelle, ela é tia da Lucy e já deve estar sabendo sobre nós. Vi ela se sentar, e ofereci um copo de água. Ela aceitou, rodando os olhos pelo meu apartamento, que a este momento já estava quase tudo empacotado novamente. Entreguei o copo pra ela, e a mesma o colocou acima da mesa.
– Loke-san...Estou sabendo sobre você e a Lucy-chan.- Ela cruzou as pernas, e juntou as mãos sobre os joelhos.
– Olha, de qualquer maneira, hoje eu já não tenho mais nada com ela. Como você vê, vou sair de Magnólia.- Desembuchei.
– Mas Loke...- Ela apertou os lábios, pensando.- É exatamente isso que eu não quero. Nunca vi Lucy-chan tão feliz como nesses meses. Ela chega em casa dizendo como foi o dia, e estuda suas matérias com muito fervor, só pra te agradar. Por isso eu te peço...- Ela ajoelha, e pega nas minhas mãos, me olhando profundamente nos olhos.- Não a deixe, não perca as esperanças...por favor!- Eu estava estático, sem reação alguma.
Turno: Erza Scarlet
Estava sozinha no quarto de Lucy, de braços cruzados e as pernas também, balançando o pé de vez em quando. Havia arrumado as minhas coisas no acampamento, e logo corri para cá. Lucy estava na cama acordada, com algumas lágrimas finas correndo pelo seu rosto. Fiquei preocupada, obviamente. Mas, ela não abre a boca. Não quer dizer o que aconteceu. Por isso, estou inquieta.
– Erza!- Natsu chegou afobado na porta. Logo levanto.- O Loke vai embora de Magnólia.
– Sabia.- Aperto os lábios, pegando no pulso de Natsu e correndo para fora do hospital.
Turno: Loke
– Me desculpe, Michelle...Mas eu não posso. Já me aceitaram em uma escola como professor substituto, lá na minha cidade. Além do que...não quero mais fazer a Lucy sofrer.- Soltei de sua mão, me levantando.- Agora por favor, se retire.
– Tudo bem. Tudo bem...- Ela afirmou com a cabeça, limpando as lágrimas e saindo com um sorriso no rosto, que dava para perceber ser falso.
Após fechar a porta, encosto na mesma, respirando pesadamente por alguns segundos. Decidido ao que queria, termino de arrumar as minhas coisas. Iria sair ás 17h.
[...]
Fui guardando minhas coisas no carro, tendo uma leve nostalgia. Eu e Áries empacotando as caixas, e as empilhando no porta malas e nos bancos de trás. Eu queria tanto ficar nesta cidade, mas, é impossível.
Fecho o porta malas, encostando no carro, e cruzando os braços com as mangas arregaçadas. Fito o prédio de fora, tendo algumas recordações. É, valeu a pena. Cada segundo.
Entro no veículo, colocando e cinto e pisando no acelerador. Tirei do maço, um cigarro, o levando á boca e acendendo-o. Abaixei o vidro do carro, vendo aquelas pequenas casinhas de antes. Magnólia era realmente mais verde e bonito que Beker. Um exemplo de cidade, com certeza. Fiquei distraído no momento que vi a placa: “Você está saindo de Magnólia”, mas algo me fez pisar no freio com todas as forças. Segurei fortemente no volante, vendo tudo aquilo emocionado.
– Não pode ser...- Meus olhos pretendiam sair das órbitas. Estava sem palavras.
Todos os amigos, incluindo Makarov, Mavis e o resto dos professores, estavam parados na avenida, com uma grande faixa acima deles: “NÃO VÁ EMBORA LOKE”. Erza tinha uma posição superior, e estava no meio de todos, com um sorriso no rosto e um mega-fone na mão. Ela deu alguns passos e disse no megafone:
– Depois de Natsu ter me dito que você iria sair de Magnólia, não pude fazer outra coisa a não ser isso. A faixa está mau feita, nós estamos esgotados, mas temos esperança de que com nossa determinação, você continue na cidade. Pela Lucy, Loke. Por favor, não vá embora.- Abaixou o megafone, e eu respirei fundo. Sai do carro e fiquei uns segundos em silêncio, porém, soltei com toda a alegria:
– Eu não vou a lugar nenhum.
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