Mr. and Mrs. Malfoy
5 Capítulo 5 - I very well kiss, Granger
Notas iniciais
Hermione detestava repórteres.
Desde o quarto ano quando Rita Skeeter publicou no Profeta Diário sobre um suposto relacionamento entre ela e Harry, a morena tentava ficar cada vez mais longe dos noticiários. Mas claro que ajudar a salva o mundo bruxo não facilitava em nada o seu serviço. Depois da grande guerra aonde ia tinha alguém para tentar bisbilhotar sobre sua vida, claro que depois de um tempo melhorou mas eles sempre continuavam ali.
Quando seu termino com Ron fora a publico algumas revistas de fofocas fizeram a festa tentando especular o motivo do rompimento do século, segundo os jornais. Essa situação só fizera Hermione aumentar seu desgosto por tais publicações. Claro que quando fizera o acordo com Draco era obvio teria que participar de reuniões como essa, mas saber disso não melhorava em nada a situação.
A coletiva de imprensa iria acontecer em uma das sedes da empresa Malfoy, onde Draco trabalhava. Assim que o casal aparatou foram direto para a sala do loiro enquanto esperavam os repórteres terminarem de chegar e se instalar no térreo.
– Devem descer em dez minutos. – a secretaria de Draco falou e saiu da sala deixando-os sozinhos.
Hermione estava parada perto da janela olhando para fora tentando controlar seus ânimos. Ela nunca fora alguém que gostava de atenção então passar por isso sempre seria desconfortável.
– Não se preocupe. – Malfoy falou vendo o nervosismo da esposa. – Só temos que responder algumas perguntas, se quiser eu falo e logo voltamos para casa.
Ela sorriu agradecendo e ficou encarando-o. Tinha algo nesse Draco que estava a sua frente que ela não poderia explicar. Não era o mesmo que conhecera na escola, por mais que ainda fosse arrogante e muitas vezes pomposo não tinha mais aquele preconceito de antes. Cada vez mais o loiro estava se abrindo e tendo conversas com ela mostrando-a que ele é muita mais do que imagina.
Draco estava um pouco incomodado com o olhar penetrante que Hermione lhe mandava. Tentava fingir que não reparava mas não conseguia com isso tinha que controlar sua língua afiada para não falar nada que iria se arrepender.
– Então é aqui que você passa todo o tempo do seu dia? – Hermione pergunta tentando puxar uma conversa.
Ela olha para toda a sala que estava repleta de livros – o que a surpreendeu. Era uma sala espaçosa e com varias prateleiras com livros e uma mesa no centro perto da janela onde estava.
– Que mesa bagunçada.
Malfoy revirou os olhos.
– Eu não tenho uma obsessão por limpeza como alguns. – ele respondeu.
– Eu não tenho obsessão por limpeza. – resmungou.
– Se eu não me engano você pegou alguns elfos e fez a geral no meu escritório esses dias. – ele reclamou. – E não me lembro de ter pedido.
Hermione se lembrava. Há poucos dias atrás ela chegara em casa e fora procurar o marido no escritório e viu a bagunça que estava. Sentiu que era seu dever fazer alguma coisa então pediu para Wonka e alguns elfos ajudá-la. Quando Draco chegou e encontrou tudo diferente brigou com ela e claro que os dois começaram uma longa discussão.
– Talvez eu tenha uma obsessão por limpeza. – a morena admitiu. – Mas qual é o problema de eu querer tudo organizado?
Draco revirou os olhos.
– Acho que já esta na hora de irmos. – ele falou.
Hermione assentiu.
E com isso o casal Malfoy saiu da sala de Draco e foi até o elevador onde a secretaria do loiro esperava. Assim que entraram Juliana – a assistente- cumprimentou os dois.
– Eles vão fazer perguntas sobre o casamento de vocês mas tente manter no assunto da fusão. – a garota alertara.
Hermione se sentia grata pela assistente. Sabia que deveria ser difícil trabalhar tão próximo de Malfoy e como deveria levar algumas respostas afiadas mas desde que Hermione vira uma entrevista dele há dois anos atrás esta secretaria estava com ele.
– Bom sorte. – Juliana sussurrou para Hermione que agradeceu com um aceno.
A porta do elevador se abriu e Draco pegou a mão da esposa indo para fora. Logo os fleches começaram e Hermione pensara como nem em um milhão de anos imaginaria que estaria nessa posição. Logo os fotógrafos pararam e voltaram para suas cadeiras dando espaço para os recém casados irem até a bancada onde ficariam.
– Primeiramente quero agradecer a todos que estão aqui. – Draco falou no microfone. – E abro agora nossa sessão de perguntas. Quem quer começar?
Varias mãos se levantaram e um dos empregados de Draco levou o microfone para um deles. Um frio passou pelo estomago de Hermione pelo nervosismo mas ela continuava sorrindo.
– Como esta sendo a vida de casados?
Draco olhou rapidamente para sua esposa antes de responder.
– Esta indo bem. – e se surpreendeu por ver que era realmente verdade. Já que por mais que tivessem brigas andavam se suportando bem nos últimos tempos.
– Só isso? – o entrevistador perguntou.
– Não vou dar detalhes da minha vida. – Draco falou firme.- Outra pergunta.
O microfone fora passado para... Rita Skeeter. Hermione mordeu o lábio pensando que deveria ter vetado a entrada daquela maluca.
– Quero que a senhorita Gra...Opa, desculpe, a nova senhora Malfoy responda.
Draco olha para Hermione que assente e tenta transmitir confiança pegando o microfone.
– Como Harry Potter reagiu sobre o seu casamento?
– Bem. – mentiu. – Harry sempre aceitou minhas decisões. Estava na minha casa até agora pouco.
Hermione tomava cuidado para não dizer nada que tivesse duplo sentido já conhecia aquela mulher e sabia como perversa poderia ser em alguns dos seus artigos.
– E Ronald? – Rita continuou. – Soube que esta viajando já contou para ele? Ele vai aceitar que você o deixou para ficar com seu grande inimigo?
Draco viu que Hermione hesitou.
– Não estamos aqui para responder perguntas da nossa vida pessoal. – Malfoy falou tentando mudar de assunto. – Se não tiver nenhuma pergunta sobre a empresa pode por favor ficar quieta e deixar-nos continuar...?
Hermione coloca a mão no braço do marido pedindo para que ele pare de falar.
– Deixa, eu realmente quero responder a senhora Skeeter. – Hermione fala. – Sobre Rony... Ele é o meu passado, Draco é o meu futuro então não precisam ficar comparando os dois como eu sei que fazem. Se ele sabe ou não o problema é meu e não de domínio publico. Obrigada.
Malfoy deu um sorriso de canto pela resposta. Todos os repórteres estavam estáticos esperando apenas sua oportunidade para falar. Hermione ia puxar sua mão do braço do marido mas Draco não deixou e ficou segurando-a.
– Agora podem por favor fazer perguntas sobre as empresas? – Malfoy pediu.
Um repórter levantou a mão pedindo para falar.
– Como que fica a empresa depois dessa fusão?
Draco arrumou o microfone em sua frente.
– Espero que saibam sobre a história da Company’s Malfoy, se não, não fizeram seu dever de casa. – Hermione ficava admirada de ver Malfoy ficar com um ar tão poderoso – Era originalmente uma empresa da família Malfoy e Black. Com o tempo cada setor foi se dividindo para cada família e com a minha ficou a de remédios.
Todos ouviam atentamente.
– Os Black ficaram com a parte alimentícia, vestes bruxas e quadribol...
– E uma parte dela esta com a sua esposa. – um repórter interrompeu.
Malfoy assentiu.
– Sim, a parte alimentícia agora é da minha esposa por causa do testamente de Sirius Black deixou. – Draco respondeu. – Então estamos unindo novamente o que já fora um dia uma empresa só.
Hermione lembrara que depois da guerra houve uma reunião a pedido do ministro que os informou que iriam abrir o testamento de Sirius Black. Na época ela estava confusa com isso mas foi e descobriu que o padrinho do seu melhor amigo deixara uma parte da empresa para cada um do trio de outro. Harry ficou com a parte de quadribol, Ron com as vestes e Hermione...Alimentícia.
– Claro a parte de Potter e Weasley ainda continuaram separadas de todo o aglomerado que é a Malfoy’s Company. – um dos sócios que estava ali informou.
Hermione olhou para Draco que estava olhando para longe. O que ela mais queria fazer era voltar para casa e com isso tentava se acalmar dizendo que não faltava muito para tudo ali acabar.
– Alguma pergunta mais? – Draco perguntou. – Você?
– Quando estão planejando saírem de lua de mel?
Draco bufou.
– Que não seja da minha vida privada. – falou.
Ninguém levantou a mão.
– Então essa coletiva esta encerrada aqui. – Draco falou se levantando.
Enquanto Hermione se levantava também viu Rita Skeeter levantar a mão.
– Um beijo do casal por favor.
Hermione já se sentia desconfortável então quando Draco se virou e olhou-a nos olhos ela queria dizer que não poderia fazer isso. Mas estava dentro do acordo se beijarem em publico então apenas assentiu.
Viu o loiro se aproximar e logo seus lábios se encontraram. Draco colocou a mão em sua cintura e no fundo ela agradeceu se não teria caído.Tinha algo diferente nesse beijo... Um fogo maior. Talvez fosse por ambos não estarem ficando com ninguém devido ao contrato entre eles.
Draco comandava o beijo de um jeito muito possessivo meio que dizendo-a que ela não poderia ir para nenhum lugar que fosse fora ao alcance de seus braços. E enquanto o beijava Hermione não queria ir de qualquer jeito. Por um segundo ambos esqueceram quem eram e onde estavam só aproveitaram aquela sensação boa que o beijo traria.
– Pelo jeito essa noite na mansão Malfoy vai ser quente. – alguém falou acabando com o encanto dos dois.
Se separaram e Hermione ficara vermelha de vergonha ao notar o pequeno show gratuito que estavam dando. Deu um passo para trás colocando o corpo do marido a sua frente. Ela não sabia o que fora aquele beijo e nem se ele sentira o mesmo que ela por isso Hermione não conseguia olhá-lo nos olhos.
Malfoy nem se despediu de ninguém apenas pegou o braço de Hermione meio nervoso e puxou-a para o elevador assim iam para a sua sala em silencio. Ao pararem no andar dele logo Juliana apareceu com um sorriso no rosto.
– A entrevista fora um sucesso. – falou. – Querem algo? Um café? Chá?
Hermione negou com a cabeça.
– Só quero ir para casa.
Malfoy ficou em silencio e abriu a porta de sua sala para Hermione entrar. Se despediram da secretaria e logo estavam dentro da sala. Era o único lugar dentro da empresa que Malfoy tinha licença para aparatar então estendeu a mão para Hermione que aceitou hesitante e logo aparataram para a mansão.
Quanto notou já estavam em frente a porta. Draco pegou a chave e destrancou dando espaço para que Hermione entrasse primeiro, ato que ela estranhou já que ele sempre entrava primeiro mas mesmo assim foi.
– Vou para o meu quarto. – a morena falou e não esperou uma resposta subindo as escadas.
***
A noite de Hermione fora um pouco conturbada.
Tudo que ela mais queria era fechar os olhos e ter um sono agradável mas assim que tudo ficava escuro as imagens de seu beijo com Malfoy vinha para sua cabeça. Suas mãos suavam e Hermione tinha que admitir para si mesma que ele beijava junto e com a imaginação fértil ela pensava em como tudo aquilo teria terminado se estivessem a sós. Mas logo se repreendia com seus pensamentos.Ele era o Malfoy. Um Malfoy que beijava bem, mas continuava sendo o Malfoy. Então ela tinha que parar de ter pensamentos assim.
***
Draco tomava suco de abobora se perguntando quando Hermione desceria para o café, já estava quase no horário que ela deveria estar indo para o hospital.
– Wonka já avisou a sua senhora do café? – Malfoy perguntou para o elfo.
Ela assente.
– A senhora disse que logo estaria descendo.
O loiro se remexeu na cadeira mas continuou comendo seu café. Pegou o profeta diário para ver se tinha algo relacionado a entrevista da noite passada.
– Bom dia. – Hermione falou assim que chegou e se sentou ao seu lado.
Draco apenas mexeu a cabeça.
Os dois ficaram em silencio durante todo o café da manhã. As vezes um olhava para o outro mas nenhum queria ser o primeiro a falar até que finalmente Hermione aceitara que não poderiam continuar do jeito que estavam.
– Sobre ontem... – começou mas não conseguiu terminar.
– O beijo? – Draco fora direto e Hermione assentiu. – O que foi? Não é como se nunca tivesse me beijado, Granger. Não me diga que esta apaixonada agora?
Sua boca abre automaticamente e estreita os olhos.
– Por favor né Malfoy. – respondeu. – Não é nem como se você beijasse bem, pelo menos.
Hermione se levantou com tudo sabendo que essa conversa não daria em lugar nenhum. Draco levanta ao mesmo tempo meio ofendido pela declaração da esposa.
– Eu não beijo bem? – repetiu. – Granger não pode mentir sobre isso, muitas mulheres já disseram que eu fui o melhor cara que elas já beijaram.
A morena riu.
– Elas não devem ter beijados muitos caras na vida então, Malfoy.
Ele semicerrou os olhos irritado. Ninguém dizia para Draco Malfoy que ele beijava mal. Foi se aproximando de Hermione que dava um passo para trás tentando se afastar até que chegou na parede e Draco fechou todos suas saídas.
Sem ter tempo de dizer nada Hermione fora surpreendida com os lábios do seu marido nos seus. Mas esse beijo era bem diferente dos outros que os dois deram, não tinha ninguém olhando ou tirando foto então Draco a prendeu contra a parede e automaticamente Hermione entrelaçou suas pernas na cintura do loiro.
Eles aprofundaram o beijo ao ponto de esquecerem tudo que tinham que fazer naquele momento. Nem notaram dois elfos entrarem na sala e verem seus mestres daquele jeito deram meia volta e saíram.
Quando precisaram de ar se afastaram e Draco a colocou novamente no chão. Hermione olhou para o Sonserino ficando vermelha de vergonha e raiva ao mesmo tempo já que não conseguira provar o ponto que estava falando.
– Tem certeza que não beijo bem, Granger? – ele zombou. – Aposto que minutos antes você concordaria que eu beijo muito bem.
Ele sorriu ao ver o choque no rosto da esposa e virou-se já que estava atrasado para chegar em sua empresa, hoje teria muitas coisas para resolver.
– Malfoy! – Hermione gritou enquanto ele saia.
– Até mais tarde querida. – Draco gritou e logo aparatou.
***
Draco Malfoy estava em sua sala assinando os contratos que Juliana vinha e o entregava. Hoje era um dia cheio demais para seus pensamentos estarem em outro lugar. Mas mesmo tentando se controlar o loiro não conseguia. Sempre voltara para o café da manhã e no gosto dos lábios de sua esposa.
Ele ainda ria da cara perplexa dela depois do beijo.
Seus pensamentos foram interrompidos com um barulho vindo do lado de fora da sua sala. Ele levantou a cabeça e olhou para a porta enquanto ouvia a voz de Juliana falando do outro lado. Draco estranhou já que sua secretaria nunca falava alto.
Logo sua porta fora aberta brutalmente e para o desprazer de Draco, Erick Cruz entrava ali.
– Desculpa senhor. – Juliana pediu entrando logo em seguida. – Tentei fazê-lo esperar mas o senhor Cruz não quis me ouvir.
Malfoy assentiu enquanto encarava Erick.
– Tudo bem, Juliana, pode sair. – Draco falou enquanto Erick sentava na cadeira em frente a sua mesa. – O que quer aqui, Erick?
O moreno abriu um sorriso.
– Só vim ver como esta a minha empresa. – respondeu. – Soube que teve uma queda na produção enquanto esteve viajando.
– Você quer dizer na minha empresa. – Malfoy falou. – E a pequena parte que você conseguiu tirar do tolo que era meu pai.
– Ele precisava de dinheiro e eu de uma parte da Malfoy’s Company. – Erick respondeu mais serio que antes. – Não foi roubo apenas uma troca de favores.
Malfoy estava tentando controlar a sua raiva mas só ter aquele homem na sua frente já era demais.
– Diga como quiser. – Draco falou. – Só pode me deixar sozinho? Tenho muito o que resolver pra minha empresa.
Erick colocou um sorriso zombeteiro no rosto.
– Eu vi uma reportagem da entrevista que você e sua esposa tiveram ontem. – o moreno ignorou o pedido do loiro. – Aquele beijo, ual, devem ter deixado muitos entrevistadores com inveja. Mas eu até que te entendo, se tivesse uma mulher como a Hermione eu a beijaria assim sempre.
O sangue de Draco fervia.
– Olha como fala da minha esposa, Cruz.
Erick riu.
– Qual é, Malfoy? Acha mesmo que eu não sei? – Draco voltou a analisar os papeis em sua mesa para não ter que ficar olhando para o rosto daquele homem, mas quando ele terminou a frase Malfoy levantou o rosto meio surpreso. – Esse casamento é só fachada.
– Que acusação é essa, Erick? – tentou soar ofendido. – Por que eu me casaria por fachada?
– Pra conseguir a parte dela da empresa. Malfoy acha mesmo que eu sei que se não precisasse nunca casaria com uma sangue ruim? – Erick respondeu. – Já por que ela casou com você eu não faço idéia, mas existe louco para tudo.
Draco estava furioso e tentava a todo custo não demonstrar. Como em tão pouco tempo a pessoa que ele mais detestava havia descoberto sobre o contrato?
– Pode sair da minha sala? – Draco pediu. – Cruz, não apareça mais na minha frente fazendo acusações falsas e sem nexo. E nunca, eu disse nunca mais chame minha esposa de sangue ruim.
Malfoy levantou de sua cadeira e andou até a porta abrindo-a com toda elegância fazendo sinal para que Erick saísse. Juliana que estava sentada distraidamente em sua mesa viu seu chefe abrindo a porta já viu em alerta.
– Esses Malfoy’s sempre tiveram o temperamento muito forte.
E dando um sorriso vitorioso Erick saiu da sala.
***
Hermione passara um dia tranqüilo no hospital então seu humor estava até que muito calmo. Tentava esquecer o beijo que Malfoy havia dado mas estava com problemas em fazer isso. Se odiava por dentro em ter caído em seu jogo tão facilmente, mas ela tinha que admitir que aquele loiro oxigenado beijava muito bem.
Voltou para casa já esperando Draco na sala rindo dela mas não o encontrou. Estranhou isso porem apenas foi para seu quarto tomar um banho para relaxar e quando desceu novamente para o jantar e não viu Malfoy virou-se para Wonka e perguntou:
– Aonde esta seu mestre?
– No escritório, senhora. – respondeu. – Mas chegou em casa com muito mau humor.
Ótimo. Hermione pensou. Bem hoje que eu tenho que falar sobre o jantar na casa do Harry amanhã.
Hermione agradeceu e pediu para que servissem seu jantar. Comer sozinha a deixou um pouco deprimida. Logo que terminou ficou em um debate interno se deveria ir ou não falar com seu marido mas no fim resolveu que iria. Tomou toda sua coragem sabendo que ele seria muito idiota e foi até a porta do seu escritório e bateu.
Como não ouviu resposta abriu a porta e viu Draco sentado em sua mesa olhando para o nada.
– Malfoy? – ele não se mexeu. – Malfoy?
Draco piscou duas vezes e viu Hermione parada em sua porta.
– Que foi,Granger?
Ela suspirou.
– Não era melhor você ir jantar?
– Não estou com fome. – respondeu grossamente.
Hermione andou até perto dele e sentou na cadeira em frente a sua mesa e com esse ato, ela que estava de vestido subiu um pouco mostrando suas pernas.
Draco estava muito preocupado com a conversa que tivera com Erick por isso havia se trancado em seu escritório e quando a Granger entrou e se sentou suas pernas acabaram distraindo sua mente. Logo Malfoy passou seus olhos pelo corpo toda da morena sem que ela percebesse e notou como ela era gostosa.
Sua mente começou a viajar e voltou para aquele beijo que tiveram mais cedo. Mas suas criatividade aflorou e Draco começou a imaginar o que teria acontecido se tivessem continuado o que começaram mais cedo.
– Draco, eu tenho uma coisa para falar. – Hermione falou alheia aos pensamentos do marido. Malfoy assentiu sem prestar realmente atenção no que a morena falava. – Harry nos chamou para jantar na sua casa amanhã... E eu aceitei.
O Sonserino não prestou atenção em nenhuma palavra que a esposa falava. Tentava forçar sua mente a voltar para o presente e sair de um futuro que nunca aconteceria mas não estava conseguindo.
Hermione olhava-o esperando uma resposta.
– Então...? – insistiu. – Você vai?
Draco assentiu mesmo não sabendo do que ela estava falando. Só sabia que para sua mente parar de ter idéias ridículas ela precisava sair de seu escritório.
– Sim, Sim, Granger. – respondeu. – Agora pode por favor me deixar sozinho?
Hermione assentiu sorrindo. Havia conseguido o que queria então levantou fazendo o que o marido tinha pedido e foi em direção a porta. Pelo jeito Malfoy não esta com tanto mal humor como Wonka disse, Hermione pensou.
– Obrigada Malfoy. – falou e saiu da sala.
Assim que sua esposa saiu Draco levantou a cabeça e ficou se perguntando com o que havia concordado.
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