Notas iniciais
Não esta lá mil maravilhas, demorou mais que mais de um século para sair e sim a temporada da serie tomou um rumo legal, mas vida de autora de fic e vendedora de livros é isso... nada previsível e totalmente complicada - Ta ai um pedacinho das minhas ideias, curtam com moderação

Elena

Eu havia bebido todas, ficado tonta, dançado na mesa, hipnotizado um barman que não era meu irmão para me dar uma garrafa de whisky e depois dessa eu ainda havia entornado outra de vodka que tinha no quarto quando cheguei, vampiros não tem ressaca. Eu estava bem, e estava ligada. Deitada na cama eu podia ouvir tudo, como no primeiro dia que acordei no processo de transição, onde até o mínimo alfinete batendo no chão era razão de me virar e procurar onde. Eu ouvia tudo. Eu sentia tudo. E ao mesmo tempo não sentia nada.

Não era como quando desliguei a humanidade, ficar sem humanidade era ficar alerta para tudo, e desligado para qualquer preocupação, era querer e poder ao mesmo tempo. Isso era diferente, eu sentia tudo, sentia a dor leve da sede que logo saciaria no porão, sentia o cheiro da bebida em minhas roupas, o ar frio que entrava pela fresta de menos de um dedo que entrava pela janela, sentia que meu irmão se preocupava comigo, sentia que Caroline, Stefan, Ric, Matt e até mesmo Enzo e Tyler se sentiam responsáveis por mim, sentia uma imensa falta de poder rir e chorar com minha irmã de coração Bonnie, e acima disso junto com todos que tinham partido além dela estava ele, o que tinha alcançado o patamar de me tirar a dor e me guiar para fora dela, e eu sentia falta dele tão profundamente como de todos os outros, meus pais, tia Jenna... Tantos.

Me sentei afastando as cobertas e recolhendo as roupas do chão as arrumando num canto para ter o que fazer, havia visto todos ontem e o plano era voltar, ele não ia me querer assim, ele ia me querer em pé. Mas ele não estava aqui, então o plano era descobrir como ir até ele, ou traze-lo de volta, sabe lá para onde ele tinha ido.

Enzo

Abri os olhos e senti o cheiro doce e levemente apimentado da Bennet antes mesmo de me virar na direção dela, os cabelos negros cobriam metade do seu rosto e sua mão estava apoiada sobre o travesseiro, a respiração a tornava adorável e seu corpo esguio coberto apenas pelo lençol me fazia lembrar que a noite anterior ela havia provado mais que bem o quanto bruxas são incríveis, e o quanto Bennets podem ser ainda melhor.

–Pensei que fosse levantar e fugir de fininho – ouvi sua voz e procurei os indícios de que ela estava acordada – não se preocupe – disse ela abrindo os olhos – apenas sei bem como fingir sono pesado, dormiu bem? – Um sorriso travesso cresceu em seus lábios cheios e não me contive em sorrir igual.

–Sabe que dormi como a muito não dormia? – a pergunta retorica foi respondida com um sorriso largo dela que ao em vez de se aproximar de mim fez o contrário, se levantando e jogando o lençol sobre mim, andando nua até o banheiro e me dando a visão completa do que tive por uma noite.

– Sabe Enzo –disse ela de la de dentro entrando na agua – também tive uma noite relaxante – ela riu mais um pouco e não pude deixar de imaginar o que se passaria pela mente dela, ali comum vampiro e agindo como se não estivesse exposta a perigo nenhum.

Seu banho não levou muito tempo e o meu menos tempo ainda, tentei adivinhar suas intenções mas falhei, até que ela me surpreendeu estendendo a mão antes de vestir as luvas – morde – sua ordem me assustou – vamos, não uso verbena e você sabe disso, ao menos não no sangue, pode provar, sei que você quer – suas palavras entraram em minha mente e quando dei por mim estava como um cachorro que obedece sua dona, sorvendo de seu pulso um liquido doce e poderoso, e que tão logo começou senti parar quando ela me afastou, murmurando um feitiço e vestindo as luvas.

–O que foi isso? – ela me olhou como quem não entende e sorriu – como me obrigou a isso? – seu sorriso só crescia e agora quando o medo crescia algo diferente veio e o engoliu, como se uma sensação viesse de fora para dentro e me dominasse, varrendo as perguntas e apenas deixando sua voz doce no lugar.

–Você e eu tivemos uma ótima noite, e é tudo que dirá aos seus amigos, os detalhes são só nossos, e seus medos só meus – apesar de querer protestar algo inundou minha mente, e suas palavras eram tudo ali, então concordei em silencio e antes mesmo de dar por mim que estava sozinho, eu sabia que o que ela disse seria exatamente o que eu faria.

Caroline

Se tem algo que estava errado ali: Pode apostar que era tudo.

Voltei a correr enquanto colocava meus pensamentos no lugar, já era a 25 volta no quarteirão e esse habito de correr em velocidade humana para clarear os pensamentos, somado aos exercícios com Stefan não ajudavam. Essa manha sai de casa antes de todos acordarem e larguei uma Elena bêbada em um quarto, um Stefan preocupado no outro, Ric perdido com tudo e nem querendo imaginar onde aquele Enzo havia se metido.

O ar pesado só indicava o que eu já sabia, tinha algo vindo por ai. Acelerei um pouco, não o suficiente para chamar a atenção e cheguei na varanda da casa ouvindo os sons, Stefan na cozinha fazia um café da manhã, ele insistia nisso. Ric corrigia algo, ou escrevia e então veio o som que menos esperei, Elena estava acordada. E estava limpando o quarto...

– O que ta acontecendo – entrei na velocidade vampírica e um Stefan nada surpreso e todo sorridente jogou uma omelete no ar sorrindo.

–Estou cozinhando, você já correu, Ric está trabalhando e Elena – ele franziu o cenho e entendeu o que perguntei – acho... que ela está limpando o quarto.

–Ontem ela mal levantou da cama, hoje ela está de pé limpando o quarto – ele notou meus olhos arregalados e sorriu – tem algo ai!

Sai dali e fui até o quarto, da entrada ouvia ela cantarolar e la dentro ela vestia shorts e camiseta, cabelo no alto e arrumava como se fosse uma adolescente humana o quarto na maior lentidão, e ao mesmo tempo com cuidado para cada peça. Fiquei observando ela pegar uma foto do Damon com ela numa festa e pregar num mural ao lado da cama e tudo que pensei foi que não havia visto tudo, e eu estava certa, porque a foto era só mais uma em milhares que já tomavam conta.

– Hey Car – ela se virou sorrindo – você está malhando? – ela se referia as minhas roupas e tudo que eu via era os corações, as fotos... Como ela fez isso tudo em menos de 2 horas? – Caroline Forbes, o que há de errado?

–Porque tudo isso? – ela olhou o mural inocentemente e sorriu como uma criança

– Simples, porque vou trazer ele de volta. – seus olhos tinham um brilho maníaco e algo ali me assustava, porque principalmente ela, sabia que não tinha mais volta.

Notas finais
gostou? fala aiii - to escrevendo mais ja =]
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.