Moulin Rouge

1 Moulin Rouge - ONE


Notas iniciais
Bom, está é apenas uma ONE SHOT! O título foi inspirado na música MOULIN ROUGE do cantor japonês KAMIJO. O foco é Lupus e Lin. A parte em aspas na história é um sonho que a Lin teve, e as em itálico no final são trechos da música. Para que quiser ouvir a música: http://www.youtube.com/watch?v=Aii0595JD6E Boa Leitura! PS: edit, pra arrumar uns bugs marotos

Moulin Rouge

Quinta-feira. Dia 30 de outubro

Era uma noite silenciosa em Paris, quinta-feira, véspera de dias das bruxas, uma jovem mulher de cabelos brancos andava apressadamente pelas ruas escuras. Ela não está fugindo e nem sequer assustada, apenas estava com pressa de chegar em casa para poder ajudar as crianças com as fantasias de halloween.

Sem olhar a sua frente à mulher tropeça em uma parte avantajada da calçada, e na tentativa de não cair ela derruba um homem que passava pelo mesmo local.

– Peço desculpas senhor, estava distraída, deixe-me ajuda-lo – Comentou a moça ajudando o rapaz a se levantar.

– Não se culpe, foi minha culpa, eu não via por onde andava... – Disse o homem sorrindo

A jovem abaixou-se e pegou a cartola do rapaz que havia caído em seguida entregando ao homem, pedindo desculpas mais uma vez e indo embora, mas foi impedida por uma pergunta do rapaz:

– Desculpe a pergunta, mas não está tarde para uma jovem garota estar andando sozinha?

– Está sim, mas eu não tenho medo, eu estou voltando para o orfanato, amanhã é dia das bruxas e eu vou ajudar as crianças com as fantasias.

– Admirável, deixei-me ao menos acompanha-la, essas ruas andam perigosas de mais.

A mulher aceitou, e junto ao homem foram caminhando até o seu destino, caminharam cerca de vinte minutos e no trajeto todo foram conversando, assuntos diversos, nada em particular. A cada passo que davam a jovem prestava atenção em cada detalhe do homem, alto, pele clara, cabelos loiros, o belo sorriso e olhos vermelhos escarlate que pareciam devorar sua alma a cada segundo.

– Chegamos senhorita, foi um prazer acompanha-la – Proferiu o homem – Posso ao menos saber o seu nome?

– Lin, é um prazer, e o seu?

– Lupus, meu nome é Lupus Wild, estou a seu dispor senhorita Lin, e o prazer é todo meu – Com essas palavras o jovem Lupus se curvou em reverencia.

Eles então se despediram, Lin adentrou no orfanato e Lupus se perdeu na noite, a jovem ficou pensando como o rapaz foi muito educado para um completo desconhecido, mas tratou de afastar seus pensamentos e ir direito para o quarto, já que amanhã o dia seria longo.

“O quarto estava quente, uma música animada tocava ao fundo, vinha do andar de baixo. Lin estava totalmente entorpecida, estava nua em uma cama enorme e havia Lupus, o homem estava sobre si, beijando cada centímetro de seu corpo. A jovem arfava, seu corpo suado entrou em contato com o de Lupus, e desta vez o rapaz a tomou para si, entrou aos poucos, lhe arrancando gemidos altos e arrastados. Ele estava louco por ela, a queria por completo, aquele corpo, os lábios e o pescoço.

Ele queria sangue, ansiava por um gole, e principalmente por morder aquele pescoço, se ele pudesse tomava todo o sangue dela ali mesmo, mas não fez, apenas começou a estocar lentamente enquanto a beijava de maneira serena e apaixonada. Ele colocou seus lábios próximos ao ouvido da mulher, e com uma voz rouca e sensual proferiu:

– It’s show time!

Ele então começou a estocar com mais força, o mesmo nunca havia feito amor, apenas sexo sem compromisso com qualquer garota. Lupus ia mais forte a cada pedido de Lin, os corpos em sincronia, beijos sendo espalhados por todo o pescoço da jovem, e quando estava chegando no clímax o homem revelou suas lindas presas e com um movimento só ele a mordeu. O sangue fluía sobre seus lábios e dispensava sua sede, Lin gemia e arranhava as costas do vampiro a cada gole, e ela queria mais...”

Lin acordou assustada, seu corpo suado e tremendo, ela não entendeu o porque tivera esse sonho, pensou que estava louca por sonhar que estava na cama com um desconhecido, e ele ainda sendo um vampiro. Não negaria que havia gostado, então ela acabou rindo dela mesma “Vampiros não existem”, disse a jovem e por fim voltou a dormir tranquilamente. Do lado de fora do orfanato havia uma sombra instalada perto da janela da bela mulher, apenas a observando enquanto dormia. O mesmo estava doido para poder tomar aquele pescoço para si, e aquele sangue, segurou-se ao máximo para não o fazer naquele instante, e então ele partiu noite adentro.

–Quebra de tempo, 19:30, sexta-feira, HALLOWEEN-

Já estava na hora, as crianças corriam livremente pelas ruas de Paris pedindo doces, suas fantasias variavam de monstros à personagens famosos. E lá estava Lin tomando conta de um pequeno grupo formado por dez crianças, todas sorridentes e bem comportadas, mas e a jovem moça? Ela trajava um lindo vestido branco, estava muito parecida com uma princesa (Fora obrigada a usar, se não ela teria travessuras em troca).

Eles caminhavam tranquilamente, suas sacolas já lotadas de doces, e ainda sim queriam mais! Lin decidiu que a ultima parada seria uma residência com o nome de “CASA DOS HORRORES”. Para a sua surpresa ela encontrou Lupus na entrada do local, o mesmo usava uma vestimenta social, camisa branca, calças pretas, seus sapatos pretos estavam muito bem engraxados já que estavam quase brilhando, e por fim o mesmo trajava um, sobretudo negro, uma bengala e a mesma cartola da noite anterior. Ao avistar a mulher ele sorriu.

– Ora, ora... Se não a senhorita Lin acompanhada de lindas crianças. – Lupus sorriu, fazendo uma reverencia – Vão entrar na casa dos horrores?

– Olá Lupus – Sorri – Essa é a minha turminha, digam “Oi” para o Lupus... E sim, vamos sim, virá conosco?

Após o coro de crianças cumprimentarem o rapaz eles seguiram para dentro da casa, os pequenos na frente e o casal atrás, conversando sobre coisas aleatórias. Lin descobriu que o homem tinha quase vinte e cinco anos e que a casa tema em que estavam era de seu irmão mais novo, mas a melhor parte foi saber que o rapaz era solteiro. Para o rapaz as descobertas foram bastante uteis, solteira e vinte e três anos, queria apenas isso, então pensou em um plano, iria assusta-la.

Ele deixou que todos fossem para uma sala escura, então seu irmão, com o nome de Lass apareceu para falar sobre o que tinha acontecido naquela casa (N/A: Sabe, aquelas histórias pra dar medo nas crianças? Então, não sei fazer), o local em questão tinha presenciado um chacina, corpos mutilados, sangue por toda parte... Lin estava apavorada, a moça recuou alguns passos e acabou esbarrando em algo

– Sabe, o assassino nunca foi pego, e a lenda diz que ele volta em todo halloween para fazer mais vitimas... – Lass terminou, rindo de uma maneira macabra.

“Receio que a senhora não sairá mais daqui, você será minha”

Lin gritou, estava apavorada, tinha um homem a agarrando e dizendo que ia mata-la. Seu susto logo foi em vão, pois percebeu a risada de todos, e principalmente de Lupus, atrás de si.

– Seu sem graça, eu fiquei com medo! – Disse a mulher em voz alta

– Hahahaha! Foi apenas uma brincadeira, é halloween! – Disse o homem divertido

Lin ficou brava com ele, estava pronta para começar um sermão, mas foi impedida pelo rapaz que a segurou firmemente pelos braços e olhou no fundo de seus olhos verdes, ele parecia estar hipnotizado por eles.

– Vamos seguir a frente meus pequenos, o tio Lass acompanha vocês, porque parece que aqueles dois vão se resolver. Alguém quer doce? – Comentou Lass em alegria, e as crianças também, eles então se retiraram do local e Lass levaria a turminha para casa logo em seguida.

Os jovens se olhavam, verdes claros contra vermelhos escarlates, Lin não entendeu bem como foi que a situação ficou tão tensa, ela estava nervosa, e ele parecia calmo. Era mentira, ele estava tão nervoso quanto ela. A jovem via o desejo nos olhos de Lupus, mas ficou acanhada e se afastou, o rapaz vendo a reação dela ficou imóvel, pensou que estava forçando-a a isso, ele estava prestes a solta-la quando a mesma colocou as mãos em seu rosto, acariciando. Lin subiu uma de suas mãos até a cartola do rapaz, retirando-a para que a mesma fosse colocada sobre a sua cabeça, dando espaço para que a mão livre fosse até os cabelos loiros do rapaz.

Lupus sorriu divertido com a ação da mulher e prosseguiu, fechando seus olhos e entreabrindo os lábios e unindo os seus com os da jovem. O beijo começou lento, apenas alguns movimentos, mas logo foi ficando cada vez mais envolvente, as mãos de Lupus escorregaram para a cintura da jovem, apertando, trazendo Lin para mais perto. Sua línguas estavam em perfeita sincronia, tudo estava na verdade, aquele abraço, o beijo e a vontade crescendo dentro de ambos, por fim eles se separam em busca de ar, ele sorri e ela retribui.

O casal se retirou do local de mãos dadas, ele a convidou para um baile que teria em Moulin Rouge à meia-noite, e ela aceitou, mesmo que relutante. Eles se dirigiram para o local, e como Lupus havia dito estava acontecendo um baile a fantasia no local, tudo decorado, casais sorrindo, pessoas dançando e bebendo sem se importar com o amanhã.

Lin adorou o clima e logo foi puxada pelo rapaz para enfim dançarem, eles dançavam alegremente e Lin quase perdeu a cartola do homem algumas vezes, mas conseguiu segura-la todas às vezes. No meio da madrugada um som em especial começou a tocar e o casal dançou, como se fosse a ultima musica da noite.

Uma festa secreta em Paris hoje à noite

Se você quer enlouquecer, vamos á Moulin Rouge!

Esbanjando sentimento em uma voz palpitante

Eu quero ter você em Moulin Rouge

A esta altura o casal não dançava mais, se contentaram com um beijo longo e demorado no meio da pista, a música ao fundo se entrelaçando com suas vontades, o calor dos corpos unidos e a sede de sangue de Lupus... Ele estava ao ponto de tomar o sangue dela, o mesmo tentava se controlar ao máximo, mas quando se deu conta seus lábios já estavam no pescoço da mulher, e suas presas prontas para perfurarem a pele macia.

– Eu sei que está com sede, eu posso dar todo o meu sangue, se você der o seu.

Lupus recuou assustado, estava incrédulo, como ela sabia? Ele não havia contado!

Sua duvida foi esclarecida ao ver as belas presas de Lin... Ela também era uma vampira, isso explica porque ela não estava com medo da noite e nem com pavor de estar rodeada de vampiros. O baile da meia-noite de halloween em Moulin Rouge era exclusivo apenas para vampiros e suas presas.

Nossos segredos se revelam todas as noites

Eu quero ouvir um grito verdadeiro em breve

Bom, nem preciso dizer que isso foi o bastante para que eles fossem até o primeiro andar atrás de uma cama para que se satisfizessem. A cada degrau uma peça de roupa se perdia, um gemido era ouvido e quando chegaram à cama eles já se encontravam quase nus.

Mais um beijo sangrento...

– Você será minha.

Uma mordida...

– Para o sempre serei sua, e você meu.

Outra mordida...

– É hora do show!

Uma festa em Paris hoje à noite

Eu quero ficar excitado em Moulin Rouge!

Notas finais
Então? MOULIN ROUGE: É um cabaré construído em Paris, na França. Atualmente o local ainda mantem alguns espetáculos e é parada obrigatória para turistas. Então, bora passar lá? UAHSUAHSUAHSUAHS'
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!