Notas iniciais
Fanfic de natal, gente. E meu primeiro Shoujo-ai, espero que gostem e desculpem, não está perfeito e eu fiz a parte final com fome. Provavelmente foi reescrever mais pra frente. Mas mesmo assim, espero que gostem~~

O copo de chop foi batido com força no balcão do bar após a jovem adulta bebê-lo em alguns goles rápidos. Está estressada, frustrada, chateada e, mesmo estando acostumada com o álcool, pode ser notado que está levemente alterada, principalmente por sua sinceridade expressiva nos dramas. Parece que está ao ponto de chorar por suas lágrimas presas nos olhos, mas provavelmente, nada passa de efeito da bebida no organismo.

Do seu lado, está sua namorada com o sorriso mais encantador em plena cara de paisagem que pode ser identificado bem por aqueles que a conhecem. Em quase todas as vésperas de natal, Yashiro está a reclamar sobre as falhas nas missões por escolher as mais difíceis em épocas de feriados importantes e já nem se importa tanto.

— Ah, por que não conseguimos de novo? — reclamou Yashiro, se esparramando no balcão com sua bebida na metade, ao lado da cabeça.

— Calma, calma — Aoi passou a mão nos cabelos albinos, repetindo a atitude diversas vezes — Na próxima conseguiremos. Tenho certeza — mentiu tentando agradá-la e fazê-la parar logo de reclamar. Não que fosse um incomodo para a mesma, porém está começando a desenvolver um leve sadismo de vê-la sofrer tanto pelo mesmo erro e, em certos momentos, está a se divertir com a situação.

— Você fala isso, mas eu sempre falho e também sempre estou precisando de dinheiro. Eu já cansei de estar no limite todo fim de mês — reclamou mais uma vez, dramatizando menos ao encarar o restante da bebida que está sendo balançada. A cabeça levanta, dando outros goles para acabar com o restante e ir para o seu próximo copo, até que um pacote é empurrado para ela. Todo embrulhado como uma pequena caixa retangular.

— Bom, eu sei que isso não é muito, mas espero que goste.

Eu disse que não precisava de presentes. Reclamou mentalmente, mas o aceitou e logo abriu encontrando um livro junto com um amuleto de proteção que tanto queria. Vinha babando por ambos, principalmente o amuleto que está fora de seu orçamento.

O brilho no olhar foi desfeito junto com o sorriso, se tornando em mais um momento dramático. Está tão feliz e tão chateada. Não comprou nada para sua amada desde que saiu da casa de seus pais e mesmo assim, em todos os anos, sem falta, Aoi a entrega maravilhosos presentes.

— O que foi? Não gostou? — Aoi perguntou em preocupação, tinha quase certeza de que eram esses que Yashiro estava desejando ter.

— Não é isso! — os braços da roxeada foram agarrados, sendo surpreendida a cada segundo — Eu não tenho nada pra te dar — um suspiro foi soltado. Aoi ficou assustada, acreditando que seu presente foi o pior do que o dos anos anteriores, mas no final, só está chateada por não poder retribuir, certo?

— Não tem problema. Eu estou te dando isso porque quero — admitiu, apesar de esconder o fato de que está dando pela data comemorativa. Gosta de vê-la sorrindo a cada presente, assim como vê-la sofrer por não ter entregado nenhum, faz parte de seu divertimento. As lágrimas de Yashiro somem, dando início a um olhar sério.

— Mentirosa. Você sempre diz isso nos feriados, mas sempre me dá neles.

O seu corpo, a albina ajeitou na cadeira, finalizando o seu copo de chop o batendo levemente no balcão enquanto limpa os seus lábios molhados pela bebida. Se sente uma péssima namorada, principalmente por não preparar nada em troca. Apenas arrasta Aoi para os cantos que quer e quando quer como uma criança descontrolada que precisa de adultos para prestar atenção ou será perdida no meio da multidão. Sem contar que está a trabalhar apenas porque se desandar, pode entrar em dívidas. Ainda não o realizou graças a sua amada que está sempre pegando no seu pé quando gasta compulsivamente e de forma desnecessária. Aoi, por sua criação, sempre foi organizada em praticamente tudo, principalmente finanças.

Um lado seu quer jogar a culpa toda em Aoi já que poderia ajudá-la a entrar em ordem, mas reconhece que ela não tem culpa de nada por sua irresponsabilidade.

— Eu vou mudar — a albina deixou o copo de lado para encarar as enormes garrafas de vidro a sua frente, em um olhar distante e pensativo — Eu vou guardar mais dinheiro e parar de gastar tanto.

O silêncio estranhou e, de canto de olho, visualizou sua amada que está com o copo perto de seus lábios a encarando, paralisada. Nada em seu rosto expressa, deixando-a mais ansiosa do que o natural.

— O que foi?

— Você disse algo parecido ano passo, se lembra?

Yashiro tentou se recordar. Gastou o restante de energia que está a sobrar para se lembrar exatamente desse momento, tendo logo em seguida, seu rosto a queimar. Não só disse isso no natal, como em outros dias.

— Dessa vez, estou falando sério! — argumentou, só que foi levemente concordada ironicamente pela jovem ao seu lado.

— Você sempre inventa uma desculpa para gastar, tipo hoje.

O sorriso brilhante de Aoi a fez levar uma facada imaginária em seu peito. É muito óbvio que está se divertindo com o sofrimento da mesma. Só um idiota não perceberia.

— Mas, que tal começarmos hoje? — os goles finais Aoi deu para finalizar o restante do chop — Em casa, deixei a comida pronta e comprei um bolo de morango. O que acha?

O charme foi jogado, quase como uma cartada para Yashiro provar que suas palavras são verdadeiras dessa vez e que vai se dedicar a realizar sua antiga meta. No fundo, é uma chantagem? Provavelmente, mas Yashiro não perdeu a oportunidade. Pagaram a conta e se dirigiram ao apartamento de Aoi que não fica tão distante do local.

As ruas brilham com as decorações. Apesar de não ser uma data comemorativa no país onde estão, ainda é comemorado por casais, tornando um local enfeitado com representações natalinas para aqueles que não desejam passar a data sem recordações.

Subindo as escadas no final do beco coberto pela neve, Aoi destranca a porta e a abre, tirando as roupas extremamente quentes de inverno e pendurando-as no cabideiro de madeira na entrada fazendo a albina corar levemente. Sempre notou que sua amada é muito madura, não somente em atitudes ou posturas, mas em aparência também. Algumas vezes sente a dor no peito pela dúvida, já que, ela é uma criança se for compará-las. Isso não a incomoda? Provavelmente se fosse um problema, já teria a contado.

— Vai ficar aí até quando? Vai deixar a casa fria — comentou a roxeada, confusa e desejando entender o comportamento estranho de Nene, mas a resposta foram o sapato sendo tirado e o casaco colocado no cabideiro.

Aoi não entendeu nada e não queria forçá-la a dizer. Deixou-a seguir seu rumo indo direto para o sofá enquanto tira a refeição da geladeira e esquenta no microondas. Alguns olhares lançou, quase sem entender o que está a acontecer encontrando a visão de uma mulher triste e distante mesmo que um sorriso ainda está esboçado.

Para a mesa foi levando a comida com a ajuda de uma bandeja e os colocou tentando parecer o mais natural possível.

— Eu fiz um pouco de frango, salada natal tropical e um pouco de arroz — um sorriso foi aberto para encará-la e como esperado, conseguiu a ganhar pelo estomago. Os olhos brilham ao encarar a refeição e Aoi a serviu em um prato. Queria muito vê-la degustando sua comida.

A cada mordida, Nene expressa o quão gostou da refeição. Independente se é uma parte da salada, o frango ou o arroz.

— Não vai comer? — perguntou a albina antes de comer mais uma garfada da manga.

— Já vou. É legal te ver comendo.

Rapidamente a garota come com certo constrangimento. É estranho comer sozinha e ainda não deixou de se sentir uma criança ao lado de uma adulta que está a cuidar dela. Será que está exagerando?

— Quer um pouco de água? — Aoi ofereceu-lhe, para tirar o efeito do álcool no organismo, aproveitando que irá pegar um pouco para ela também.

— Não precisa. Depois eu pego. Não é bom beber durante as refeições — tentou Nene para se sentir igualada a ela, mas se tornou uma falha quando a ouviu abrir a geladeira e encará-la.

— Bom, depois temos o bolo de natal e se você quiser, ainda tenho uns pedaços do bolo ópera que sobrou do sábado.

Bolos são o ponto fraco da albina e Aoi sabe disso, fazendo a postura da mesma cair rapidamente com pequenos brilho infantil em seus olhos.

— Posso mesmo?

— Que pergunta — um riso a roxeada soltou — Claro que pode.

Yashiro comemorou e voltou a sua refeição, buscando terminar o mais rápido que puder sem se engasgar no período. Não demorou muito para Aoi a acompanhar enquanto conversam sobre os natais de infância que tiveram com a família em extrema nostalgia. Em suas falas, pareciam até que tinham vivenciados-os ontem.

— Foi realmente divertido! — a albina completa sua frase, terminando o assunto naquele momento.

— Bom, quer o bolo já ou esperamos um pouco?

— Vamos comer! Você corta e eu lavo a louça.

Sem ouvir as palavras da outra, Yashiro organiza todos os pratos que estão na mesa de centro com empolgação. Quando se trata de doces, ela é a primeira a se voluntariar para comê-los e nunca fez questão de esconder.

Ela é realmente fofa. Pensou Aoi ao admirá-la tirando os pratos e os levando para a pia. Logo se levantou para fazer a sua parte do serviço.

— Prefere começar pelo ópera ou pelo de morango? — ofereceu já tendo colocado em seu prato o ópera.

— Eu quero experimentar o de morango!

Com a louça limpa, Yashiro se aproxima para observá-la cortando o seu pedaço que é mais bonito do que imagina. O bolo de natal cheio de chantilly e morango, com uma plaquinha de chocolate branco escrito "Merry Christmas" e um boneco de um papai noel de marzipan sendo cortado ao meio e tirado uma fatia triangular, podendo ser visto a massa de pão de ló e o creme de chantilly com pedaços de morangos trazendo água na boca da garota. Apesar de que não consegue esquecer o sabor amargo do café com chocolate vindo do ópera.

— Aqui.

O prato foi entregue para a mulher e rapidamente, o garfo pegou, entregando a sua amada Aoi. Para o sofá voltaram em meio a degustação.

— Você quer experimentar? — Yashiro perguntou com o garfo próximo a boca de Aoi que comeu para não desagradá-la, mas foi surpreendida com o sabor levemente adocicado e azedo.

— É realmente bom! — impressionada ficou já que normalmente esses bolos são muito doces para o seu paladar.

— Não é? Não é?

Um sorriso soltou para a sua amada, fazendo o mesmo. A troca de sabores se misturam tendo o do melhor de cada um deles, assim como a compaixão por ambas está ficando mais forte a cada instante. Yashiro a observa, focando principalmente em seus olhos, perdendo seu interesse no bolo. Aoi é extremamente gentil e sempre está a cuidar da mesma, sem contar sua beleza que transborda em elegância.

— Eu te amo, Aoi.

Os lábios atacou em um ato gentil, deixando o prato na mesa de centro e fazendo o mesmo com o dela. Como poderia ter conquistado uma mulher tão incrível e dedicada quanto Aoi? Nem mesmo Yashiro sabe. Só consegue agradecer mais e mais por esses lábios poder degustar em suas trocas de afeto. Por poder realmente amá-la e ser retribuída a cada instante.

No fundo, suas palavras simbolizam mais um "Obrigada por estar na minha vida e por continuar".

O corpo de Aoi foi caindo lentamente sendo acompanhada. Os cabelos de Yashiro foram ajeitados atrás da orelha junto com os olhares apaixonantes ao se afastarem.

— Também te amo, Nene.

Os braços da roxeada envolvem o pescoço de sua amada, dando início novamente a troca de seus sentimentos. Talvez Nene não perceba, mas para Aoi, seu desejo maior é de passar os seus dias com ela, independente de como seja. Não quer jantares chiques tendo que alugar com 6 meses de antecedência, nem mesmo passar em uma pousada de férias conhecendo lugares incríveis. Um natal comum que muitos chamariam de entediante é o que deseja.

Mais um natal para comemorar e aproveitar o seu relacionamento completo de amor.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!