Notas iniciais
Alguma coisa se apossou de mim nesse capitulo, de forma que eu simplesmente publiquei esse capitulo depois de ter reescrevido ele duas vezes (ou mais) e por não saber como continuar. Viva ao bloqueio de criatividade... ¬¬

Existem 3 tipos de lágrimas do meu ponto de vista, as que são derramadas por tristeza, as por raiva e as por felicidade.

Qualquer outro tipo de lagrima de encontra ao mesmo tempo em uma dessas 3 categorias, ou as 3 ao mesmo tempo.As que eu mais derramei foram as do primeiro tipo. Por alguma rasão eu não me lembro de ter derramado nenhuma das duas outras, porém tudo o que eu sei é que apenas a pessoa que está chorando sabe que tipo de lágrimas elas são. Na teoria as de

tristeza são salgadas, enquanto as felizes são doces, mas eu não acreditaria muito nisso.Mas tudo o que importa é que eu nunca de fato gastei lágrimas com pessoas, eu apenas choro por dor; e apenas dor fisica. A verdade é que eu sinto pena das pessoas que gastam lágrimas com outras, esse é um sentimento tão puramente... burro. É como

você dar o dinheiro por uma bala que sabe que nunca vai receber, ou melhor, é como você pagar por uma bala que o próprio

vendedor roubou de você. Esse tipo de situação não acontece com dinheiro ou com vendedores, até porque o vendedor seria

despedido e preso, mas ninguém pode prender alguém por ter machucado alguém psicologicamente, muito menos alguém pode deixar

de ser humano.Eu sinto pena de pessoas que fazem isso. E praticamente todas as pessoas que eu conheço fazem isso. A única que não fazia

isso não se encaixa muito bem na descrição pessoa, porém os medicos dizem firmamente que ele é um, por tanto eu concordarei

com eles. Nos últimos dias eu andava pensando com mais frequencia nos metodos de ataque que ele usava. Eu percebi uma

pequena lista de coisas:-Ele nunca realmente atacava em pontos vitais-Ele parecia nunca comer durante o horário do lancheEu achava aquilo estranho. O maximo que ele fazia era colocar a faca dele encontando em pontos vitais, mas ele nunca, em

momento algum deixou um ponto vital meu sangrando. Eu sentia que a resposta daquilo era algo que ele falava com certa

frequencia: "eu não iria acabar com o jogo tão facil" As nossas batalhas eram para ele, nada além de um jogo, ele agia como

se não pudesse morrer no meio do seu "jogo" nem matar alguém. A verdade é que eu poderia o obrigar a parar de alguma forma,

creio eu, porém a verdade é que eu também gostava daquilo, eu gostava do fato de que, na frenteb dele, eu poderia

simplesmente mostrar o meu lado que quer ver o sangue das outras pessoas escorrendo. A parte de ele não comer pode parecer um

detalhe ridiculo, porém é bom fazer suas estrategias se baseando nos minimos detalhes de seus inimigos. Caso ele não comesse

isso iria querer dizer que quando ele me enfrentava ele não usava sua força inteira, por estar começando a sentir fome, isso

iria querer dizer que ele era ridiculamente forte.Mas tudo aquilo era ignorado quando ele efetivamente aparecia na minha frente, tudo o eu sentia era que, se ele não me

matasse naquela vez eu o mataria. Eu gosto de pensar que um dia eu posso matar ele, mas a verdade é que eu não seria boa o

suficiente para isso. Se eu tivesse a oportunidade eu apenas o torturaria, e quando ele estivesse nos últimos momentos eu o

mandaria para algum hospital, e se ele morrese mesmo assim quando o enterro dele acabasse eu apenas ficaria mais uns cinco

minutos encarando a cova dele e reclamando de como ele era fraco esperando que ele voltasse e me fizesse calar a boca por um

segundo; eu sentiria falta de ter alguém fazendo o meu sangue escorrer sem ser a minha vontade e de fazer o sangue de alguém

escorrer igualmente. Eu sentiria falta de ter alguém com quem eu poderia simplesmente apontar uma faca e dizer "ei, eu te

odeio, agora chega de papo e vamos tentar nos matar". Eu sentiria falta dele.Eu não me sentia mal por isso, nem sentia que isso era um ponto fraco, afinal ele também seria assim. Talvez ele queimasse o

hospital justificando que eles eram inuteis, talvez eu fizesse isso. Nenhum de nós dois iriamos chorar pela morte do outro,

talvez iriamos rir assim que soubessemos e depois sentissemos falta.É tudo um jogo, porém nós nos deixamos levar pelo calor do jogo, se não fizesemos isso não teria graça. Nós dois teriamos

estrategias perfeitas, nenhum dos dois sairia ferido; nós somos parecidos demais para fazer uma armadilha que o outro não

teria inclinassão para cair, assim como nós não saberiamos na hora que era um armadilha porque já tinha pensado nisso. Dessa

forma eu posso dizer com certeza metade das coisas que ele iria fazer, mas a verdade é que talvez nenhum de nós dois fizesse

nada do que eu digo, talvez nós apenas ligassemos mais para o que nós iriamos pensar depois disso sobre nós mesmos e o nosso

orgulho e esquecessemos do que no fundo nós queremos fazer. Talvez um dia o calor do jogo passe e nós dois nos abandonemos

por ser muito chato jogar, de forma que não teriamos mais ligação. Nenhuma dessas ideias me deixava triste.

Notas finais
Meu computador é bugado, então tá com mais erro que o normal (eu acho) e a porra do bagulho tá sem paragrafo aonde deveria estar e tá onde não deveria. Eu tô com sono e sem saco pra ajeitar, espero que vocês consigam conviver com isso.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.