Motivos para eu odiar Jack Frost

3 Passeio pela praia de mãos dadas


Notas iniciais
Oi meus amores. Queria agradecer a todos que estão acompanhando a fanfic. Serio, de coração, vocês são a razão... Eca! Isso ficou muito moloso. kkk... Mas obrigada mesmo. Boa leitura!

***
Depois do que aconteceu ontem fui dormi com muito mau humor. E prometi a mim mesma nunca mais tocar neste assunto.
Resumindo:
Deu o maior trabalho reorganizar toda aquela bagunça que Jack e eu (Mais ele do que eu) fizemos. Até fazer Arendelle parar de nevar foi mais fácil.
***
Acordei com fracas batidas a porta. Luz ou fada madrinha mandou um “carrinho” falante trazer meu café da manhã. Impressionante como ainda me assusto com essas mobílias falantes. Deve ser porque ainda não sou acostumada a conviver com magia desse tipo.
A minha não é bem magia, já que possuo o dom de congelar as coisas e tudo em relação ao gelo, mas materializar algo? Nada. Ler pensamentos? Nem sonhando. Levitar? Nem em um milhão de anos.
Jack tem sorte, odeio admitir, mas pelo menos ele pode voar e controlar à brisa. Já eu? O máximo que conseguir fazer foi um boneco falante, congela o coração da minha própria irmã. Ah é, não vamos esquecer de que, quase congelei todos em Arendelle. Tudo isso foi...
Bastante útil à minha reputação, que segundo Jack fez questão de “cuspir” tudo ontem, não é nada bom para algumas crianças ou... Como foi mesmo que ele disse? Ah, os críticos.
O café parecia delicioso, mas o embrulho no estomago voltou então tomei apenas o suco.
Vesti um vestido de pano mole florido, também o único que achei digno de ser usado.
— Ah, que bom que desceu querida — Luz ou fada madrinha, não sei como chama-la, veio a passos apressados até mim e sorrindo de orelha a orelha continuou:
— Hoje começa o teste oficialmente — Então junto de outras duas garotas e o restante da mobília (incluindo as pessoas já falecidas dos quadros) deram um “u-hu” e começaram a comemorar.
Enquanto as duas aprendizes da fada me arrastavam para sei lá onde, perguntei à luz sobre que teste ela estava se referindo, que até então não lembrava nada. Foi ai que uma luz no fim do túnel da minha cabeça se acendeu.
“ótimo,” Pensei revirando os olhos por dentro.
Como eu podia ter esquecido o motivo pelo qual fez eu sair de Arendelle, meu querido lar, e vim parar aqui?
Luz, toda empolgada, fez com que eu sentasse no sofà falante então jogou uma caixa de presente nas minhas pernas e pediu para eu abrir.
— Você gostou? Bom minha intuição nunca falha. Já fiz roupas para todas às princesas que você pode imaginar e acertei em cheio em suas medias e...
Fiz um “pare” com ás mãos a fim de que ela parasse e assim fez. Olhou-me com uma expressão de desentendida perguntando qual era o problema apenas com seu olhar.
Então disse que não iria usar aquilo. Um tumulto de vozes chocadas e com descrença tomaram conta de toda a imensa sala. E iriam continuar se não fosse uma rajada de vento gélido soprar e fazer com que todos se calassem. Pela primeira vez na vida fiquei feliz em ver Jack.
Não acredito que narrei isso. Bom, esqueça a parte do “feliz”, eu mudo para o satisfeita, ou quem sabe: da para o gasto.
Usando uma calça azul escuro, uma camisa preta do mesmo pano que o meu vestido e seu fiel cajado nas mãos, Jack esboçava seu sorriso travesso. O tipo de sorriso que sempre está pedindo: “vamos brincar?” “quem vai aprontar? Você ou eu?”
— Bom dia dona madrinha; ás Tico e Teco versão feminina e... — Jack fixa seus olhos azuis gelos diretamente á mim e seu sorriso travesso se transforma em malévolo. Ele junta às sobrancelhas e olha ao redor como se estivesse procurando algo.
— Bom, acho que não tem mais ninguém educada o bastante por aqui. Ah é, ia esquecendo a mobília — E com uma gargalhada o cabeça branca (ou devo dizer “ex”?) movimenta sua mão direita fazendo com que ela fique em forma de garra para segundos depois uma maça deslizar da mesa até sua mão. Dando uma piscadela à mim e às “Tico e Teco” ele da à primeira mordida.
Reviro os olhos como quem quer dizer que aquilo não tinha sido nada de mais. E não foi mesmo comparado a Olaf. E dai se ele podia controlar os ventos além da neve.
***
Depois de mais algumas tentativas de me fazer usar aquilo que a fada madrinha chamou de “biquíni” ela desistiu.
Fala sério, como as moças dessa dimensão podem usar isso? Preferir usar uma longa “camisola” branca.
Depois que eu e Jack estávamos vestidos — nem queiram saber como ele estava pelo bem de todos — com trajes ideais para ir à praia. A fada nos deu as instruções do que devíamos falar, agir, fazer... E outras dessas bobagens que os casais fazem, mas a diferença é que EU E JACK NÃO SOMOS E NUNCA SEREMOS UM CASAL.
***
Eu não fazia ideia de como à praia podia ser tão bela, quer dizer, mesmo sendo à “louca do gelo” como Kristoff, meu querido cunhado, havia me apelidado, gostei de ver o mar e bom, digamos que eu dei um jeitinho para o tempo ficar mais fechado. Nunca fui de pegar muito sol e nem sou sua fã numero um. Jack não se importou, ele até agradeceu.
Fizemos tudo o que a fada madrinha mandou, do inicio ao fim. Foi difícil no começo, mas depois entramos num acordo de que aquilo seria apenas pelo contrato e o bem de todos, mas ainda podíamos nos odiar quando estivéssemos longe dali. Jack concordou numa boa.
A primeira missão seria ir de mãos dadas até alguma barraca de sorvete e logo em seguida passear pela praia de mãos dadas por pelo menos meia hora.
Às vezes eu me pergunto o que o pessoal que teve a brilhante ideia de querer juntar Jack e eu, tinha na cabeça quando criou essa ridícula missão. É simplesmente ridícula.
***
Balancei a cabeça em desdém enquanto fazia cara de nojo olhando as mãos meladas de Jack.
— Não, não e não. Nem morta eu pego nessa sua mão nojenta. Lave-a primeiro — Digo, cruzando os braços para que ele saiba que estou falando serio.
— Meu, você é pior que minha mãe e chega a ser pior até mesmo do que o Norte. E onde quer que eu lave ás minhas mãos?
Eu o empurro até a beira do mar, faço com que ele se agache assim lavando-as. Claro que Jack resmunga um “miss chata”, mas apenas ignoro.
Depois que eu faço com que ele enxugue-as na própria “calçola” ou seja lá o nome que se da aquilo que deixa a metade das pernas dos homens nuas, assim como os bíceps, os braços...
Engraçado foi perceber que enquanto eu segurava às mãos de Jack eu me peguei olhando para seus braços. Tudo bem que não eram tão fortes, mas eles não eram tão finos quanto pareciam.
E olhar para o meio sorriso em seu rosto, fez com que eu me sentisse ainda mais deslocada, não só por segurar em suas mãos (pois, aquilo não me causava efeito algum, não mesmo. Eca!), mas por está ali naquele lugar, com aquelas pessoas seminuas e vestindo aquele vestido branco quase que transparente.
Uma parte ruim de mim queria apenas congela todos e tudo e ir embora e esquecer que um dia eu concordei em fazer aquilo, mas não viveria em paz.
Eu não podia pensar assim, aquela era o meu eu fraco e sensível.
Tratei de balançar à cabeça mandando os pensamentos negativos para longe e me concentrei em olhar para o mar. E lembrar de todos os mitos no qual já tinha lido a seu respeito durante o tempo em que me privei do mundo.
Imaginei o que Anna diria se me visse agora. Ela teria surtado e dado gritinhos de alegria. Claro que acompanhados de pulinhos. Eu teria ficado brava e rolaria os olhos, mas no fim tudo acabaria em risada.
Um cutucão com o ombro de Jack me fez sair de meus pensamentos.
— Ei, você está bem?
— Pergunta Jack, preocupado. As sobrancelhas franzidas e os lábios semiabertos. É, ele não era tão ruim, afinal.
Faço um sinal positivo com a cabeça para logo depois vira o rosto novamente para as ondas que estavam mais fortes. De soslaio, vejo Jack abri e fecha a boca como se tivesse criando coragem para dizer algo, ou alguma de suas piadinhas irritantes.
Mas antes que ele pudesse dizer alguma coisa me apresso e digo:
— Então... Por quanto mais tempo vamos precisar andar... Você sabe... Assim — Me refiro ás nossas mãos que ainda estavam entrelaçadas e suadas.
Jack da de ombros.
— A dona madrinha disse que meia hora no mínimo.
— Pensei que fosse até acabarmos de tomar o gelado — Digo rispidamente. Jack balança a cabeça e retruca:
— Gelado? É sorvete. Se liga! Você por acaso acha que estou gostando de ficar grudado em você? Acha que eu inventei essa missão? Você devia pelo menos fingir que está curtindo e não ficar reclamando no meu ouvido como se eu fosse culpado. — Tá, eu retiro o que eu disse. Jack é um idiota!
Arregalo os olhos e fico visivelmente chocada com tamanha arrogância. A seriedade em sua voz.
Jack me lança um olhar desafiador, esperando que eu retruque algo, mas apenas fito o chão e depois o céu e digo:
— Já basta, passou de meia hora — E puxo minhas mãos das dele, quando percebo que apenas por alguns segundos, Jack segura as pontas de meus dedos, como e não estivesse a fim de solta-los.
Dou ás costas a ele indo em direção ao mar. Escuto Jack chamar meu nome, mas deixo sua voz ser abafada pelo som das ondas batendo nas rochas.
Sento na areia gelada pela falta de sol e fito o horizonte. Pelo canto do olho vejo Jack senta bem ao meu lado.
— O que... O que vamos fazer agora? Quer dizer, qual à próxima coisa a ser feita?
Era a minha vez de dar de ombros e ser mal educada:
— Nós? Nós eu realmente não sei, mas eu pretendo ficar aqui bem onde estou, preferindo ouvir o som das ondas a ouvi você — E deito de peito para cima, fechando os olhos até me acostumar com a claridade das nuvens.
— Tá desculpa rainha do gelo, não devia ter falado com você daquele jeito. Pronto, era isso o que você queria ouvi?
Reviro os olhos e balanço a cabeça. O que era aquilo? Estávamos agindo feito um casal. O que em hipótese alguma era verdade.
— Não admito que você peça desculpas a mim, Jack. Isso faz parecer que somos um casal o que nunca vai acontecer — Afasto-me alguns centímetros de Jack e fecho os olhos. Abro-os novamente quando percebo uma sombra em cima de mim.
Solto um som abafado assim que percebo o que fazia á sombra. Era o rosto de Jack a alguns centímetros de distância do meu. Ele sorria um sorriso sínico e bem canalha. Como o que os príncipes davam ás mocinhas jovens e indefesas quando queriam corteja-las, como o sorriso de Hans a Anna.
Li livros que me fizeram enxergar a crueldade dos homens em geral, tanto faz: príncipes, reis, duques... Eram todos iguais no fim, queriam apenas possui às pobres moças.
Quando vejo já fiz, empurrei Jack com toda minha força para longe. Ele me olhou assustado e eu estava ainda mais.
— Você. Nunca mais, ouviu? Nunca mais chegue perto de mim novamente se não eu derreto você — Finalizo andando para qualquer lugar longe dali, longe dele. Daquele sentimento estranho, ou sentimentos estranhos. Uma mistura de vergonha, medo e outro que eu não consigo descrever. Acho que o mesmo que as mocinhas sentiam a os homens que se disfarçavam de cordeiro quando na verdade não eram. E com Jack não era diferente, ele tinha uns trezentos e dezessete anos e eu apenas vinte e um. Ele é mais experiente do que eu e tinha lábia o suficiente.
***
Depois de andar durante vinte ou mais minutos, em linha reta, sem dobrar ou olhar para o lado, vou parar em uma parte quase vazia da praia. De longe dava para ver um homem. Apesar de ter a barba grande e grisalha assim como os cabelos, seu rosto era jovem e o corpo era forte. Ele usava uma “calçola” mais comprida e mais frouxa do que a de Jack e pareceu nem notar a minha presença até dizer:
— Aproxime-se, majestade.
A passos lentos e pesados saio de trás da rocha a qual ele estava sentado. Seu rosto era meio familiar, como se eu já o tivesse visto, a mesma impressão que tive quando vi a fada madrinha. E como ele tinha me chamada de majestade?

— Eu não... Não queria ter... Você sabe in...
Ele me interrompe com uma risada.
— Não é incomodo nenhum, majestade. É sempre bom conversar com reis ou rainhas de outros reinos... Outras dimensões...
— O modo como ele disse “reinos e dimensões” fez seu sorriso sumi dando lugar a um olhar vazio e sem ponto fixo.
— Quem é você? De onde eu o conheço? — Pergunto dando um passo para trás pronta para me proteger se for preciso, mas o modo como seus olhos azuis me fitaram cheios de compaixão, gentileza e carinho, me fez abaixar ás mãos e querer sentar ao seu lado, mas ainda não faço isso. Aquele olha era mesmo olhar que meu pai costumava me dar e o ultimo que eu lembro, antes dele parti para aquela viagem.
— Me chamo Tritão, o rei dos mares — Ele sorri, fazendo um gesto para que eu sente a seu lado e então desta vez faço.
Aquela informação ecoou em minha mente. Que diacho de nome era... Tritão. Claro, lembrei.
— Ah, você é o pai de Ariel, conhecida como... — Franzo as sobrancelhas e o fito. Ele sorrir e completa:
— Pequena sereia? Sim. Sou pai de Ariel.
— Falavam de mim? — Ouço uma voz feminina falar atrás de nos. Uma voz suave que dava até vontade de se encolher e dormi.

Notas finais
Então o que acharam? Olha, se tiver algo que alguém aqui não entendeu é só perguntar. No próximo capítulo vai ser esclarecido algumas coisas de outros personagens. Tipo A pequena sereia e etc... Só vou adiantar que vai ter mudanças (algumas) das dos desenhos.