Motivos para eu odiar Jack Frost
5 Oraculo do amor
Notas iniciais
O castelo em Atlântida era imenso e muito bem organizado, desde a entrada até a última porta dos fundos. O salão era duas vezes o de Arendelle. Sentir-me uma formiga dentro de uma bolha — literalmente — de ar quente.
Devia ser a magia que me protegia de ter o corpo esmagado pela pressão das águas profundas. A sensação de se estar voando passou para sensação "peixe no aquário".
— Ei! Você tá legal? — Naquele exato momento, Jack aparece atrás de mim. Como aquele garoto havia ido parar ali sem que eu pudesse ter percebido?
Devo admitir que chegasse a sentir inveja de Jack, ele parecia está em casa. O modo como deslizava pelas águas: parecia até uma criatura marinha com exceção das pernas magricelas no lugar de uma cauda.
Ariel dava ordens ás suas servas para prepararem um almoço especial, pelo menos foi à única palavra usada em sua frase que consegui ouvi com clareza. Só não entendi o tal “almoço”, que até naquele instante eu não havia imaginado como os “sereianos” comiam, ou se comiam...
Esperei outro momento de distração da parte de Ariel e Tritão, que naquele momento conversava com um homem peixe que com todo respeito era bastante atraente.
Olhei para Jack e num sussurro lhe respondi em tom ríspido:
— Que pergunta?! — Indaguei. — Claro que estou.
Depois, lembro apenas de ver o palácio do rei Tritão girar e girar até que minhas pálpebras se fecham e fui consumida por uma fraqueza/preguiça que mal dava para respirar.
Ouço Jack gritar meu nome e sem sucesso algum de resposta, ele chama pela ajuda de Ariel e seu pai.
Eu queria me mover, queria dizer que eu estava bem e pedir para o cabeça branca calar a maldita boca, entretanto a única coisa que eu consegui dizer em meus últimos oxigênios foi uma camada de murmúrios sem sentido algum.
Os braços magrelos de Jack, foram substituídos por mãos grandes e escorregadias que me seguraram pela cintura, para logo em seguida eu ir para tais braços fortes.
— Ela não está acordando! — Exclamou à voz de Jack que eu reconheceria mesmo se tivesse sob a maldição do sono.
— Ela deve ter engolido água ou... A magia está abandonando-a — Uma voz masculina, Supus ser à pessoa que me carregava, disse. Eu não fazia ideia de quem fosse, mas transmitiu preocupação. — Eu ordeno que você ACORDE! — Outra voz desconhecida, com diferença por ser feminina, pareceu ter feito um eco estrondoso em minha cabeça. No mesmo instante eu abrir os olhos e aos poucos fui recuperando minha força habitual.
Fui surpreendida por um abraço de urso dado por Jack Frost.
Aquele momento havia sido o mais horrível que eu já havia passado que nem liguei para as diferenças e as rixas que tínhamos um com o outro, lhe retribuir o Abraço.
Depois de voltar de uma experiência aterrorizante de se viver na escuridão, sem conseguir falar ou mover, eu aceitaria qualquer Abraço e pela minha infelicidade, Jack era a única pessoa disponível para fazer isso naquele momento. Eu poderia gastar todas essas páginas e seu tempo, meu caro, mas não há o que se explicar depois de volta de uma experiência terrível como aquela.
— Pensei que tinha perdido à rainha do gelo — Disse Jack em seu habitual tom travesso. —Ai, eu teria que mandar um currículo à Arendelle para substituir você. Será que eu passaria no teste? — E dando finalidade à tentativa de piada, ele solta uma risada nervosa. Ariel e seu pai se juntam a Jack.
Rolei os olhos, mas me forcei a da um leve sorriso pateta. Logo perguntas começaram a inundar meu cérebro e então arrisquei em perguntar:
— O que aconteceu? — Apressei- me em perguntar. —Por que à magia se foi? Eu fiz algo errado?
Tritão e sua filha trocaram um olhar nervoso.
— Quando você pensa que vai se afogar... Bom, a magia pensa que é isso o que você quer e vai embora — Ariel explicou-me, com uma voz calma.
Depois de me explicar mais algumas coisas sobre os mistérios da magia de Atlântica, um homem peixe, o qual não havia notado que ainda estava ali, limpou a garganta e disse ao rei Tritão que ele tinha problemas.
— Mas do que se trata? — Perguntou o rei, com mau gosto.
— Duas de suas filhas... —Então a voz homem peixe vai diminuindo, o rei Tritão nem o esperou completar a frase, rolou os olhos e suspirou como se tivesse acostumado com isso. Por fim, Tritão se despede e vai.
Fomos conhecer o resto do palácio.
Ariel nos mostrou o antigo aposento de suas irmãs.
Era repleto de espelhos, bom, não era exatamente espelho, parecia mais algum tipo de bolha. As "camas" eram em formas de conchas de todos os tipos de cores: azul, rosa, vermelho...
Um "guarda roupas" enorme ficava na lateral da parede, tomando todo o espaço da mesma.
— E cadê suas irmãs? Aposto que deve ser uma mais linda que a outra — Comenta Jack sorrindo. Ariel pareceu ter ficado com um olhar distante à tal pergunta, mas soube disfarçar bem ( pelo menos para Jack, pois eu fiquei com uma pulga atrás da orelha). Sorriu.
— Andrina deve está em um de seus campeonatos de surfe. Ela sempre adorou esportes e essas coisas. Por isso ficou com o dom de controlar as ondas — E com um sorriso fraco, Ariel continuou:
— Arista deve está em uma de suas viagens protegendo algum navio pirata em troca de riquezas e instrumentos. Ela pensa em construir seu próprio castelo e ter o próprio reino — Ariel da uma gargalhada que contagia o próprio Jack. Foi aí que reparei em uma pintura feita ao lado de uma concha alanjarada. A moça tinha cabelos louros como os meus. Os cabelos dela estavam presos em um rabo de cavalo grego. Os olhos tão azuis quanto o céu.
Olhei ao redor de cada concha e reparei que havia um desenho de cada moça, supus serem as irmãs de Ariel. Ela olhava para cada uma com certo carinho.
— Eu conheci Arista uma vez — Disse Jack, quebrando o silêncio.
Ariel lançou um olhar incrédulo para Jack, mas não disse nada. Esperava que ele prosseguisse.
— Ela me disse que cada uma das sete filhas havia ficado com um dever.
— É verdade! — Apressou-se Ariel em dizer. —Em nosso nascimento foi dado um dom diferente a cada uma de nós. É tradição. Os espíritos do mar vêm visitar os filhos dos reis em seus nascimentos e decidir qual dom será melhor para criança controlar.
Depois de dizer tais palavras Ariel vira-se para mim. Espera que eu diga algo sobre meu dom.
— E quais são os dons das outras quatro? — Perguntei, fazendo ao máximo para demonstrar interesse.
Depois de uma longa pigarreada, Ariel responde:
— Adella e responsável pelos casais e seus casamentos. Foi-lhe dado o dom da "profecia do amor", ela ver se tal pessoa é a certa antes de se casar — Ela olha para mim e depois para Jack, seu olhar que transmitia afeto, passou para maléfico.
— Aqui o casamento é muito importante e damos muito valor a ele. Os casais são proibidos de se separarem a menos que seja um caso de vida ou morte. Por isso Adella foi escolhida pelos espíritos marinhos.
Não gostei nada do olhar dela, porém fingir não ter notado. Em Arendelle é muito raro algum casal se separar, mas já existe.
— E seu dom —Arrisquei em perguntar. — É qual?
Ariel me olhou surpresa, mas já devia esperar tal pergunta.
—Não é grande coisa — E num piscar de olhos ela começa a falar de sua outra irmã: Allana que era responsável por proteger as plantas marinhas, assim como os animais. Os produtos de beleza também ficavam por sua conta.
***
Ariel nos guiou até a sala onde acontecem os eventos.
Então começou a nos contar as festas mais importantes que já tinha sido realizado ali naquele Grande salão.
Parei de ouvi, quando vi um enorme quadro do rei Tritão ao lado de uma sereia ruiva, que ao olhar rápido dava para ser confundida em ser a própria Ariel. Mas depois me dei conta de que era a mãe dela.
Ao lado, havia outro quadro: Ariel e suas outras seis irmãs alinhadas em fila, perfeitamente reta, em frente ao trono de seu pai, Tritão, que possuía um olhar rigoroso. As expressões de todas, exceto de uma garotinha loura, era de se está triste.
Contei todas às sete irmãs e percebi que Ariel não havia mencionado uma quando falou dos dons.
Geralmente não era de meu feitio bisbilhotar a vida alheia, mas sentir uma imensa e estranha curiosidade de saber mais sobre o passado de Ariel. Alguém devia está controlando minha mente só pode, foi o que pensei.
— Esta de cabelos castanhos avermelhados, como se chama? — Perguntei sem hesitar.
Jack se apressou em fazer um de seus comentários ridículos e insignificantes que me dava vontade de transforma-lo em "picoJack".
—Ela é uma beldade! — Jack tinha um tom patético de paixonite de primeira vista, aliás, nem sei de onde eu tirei isso.
— Mas ela não vence você, Ariel — Jack disse a Ariel que deu uma risada.
— Essa é Atina. Ela casou-se com um estrangeiro. Porém, ele foi morto...
— Quem o matou? — Jack a interrompeu. — E...
— Não seja idiota! — Era a minha vez de interrompê-lo. — Não seja tão insensível.
— Fitei Ariel a espera de uma resposta. De uma explicação. Seus olhos estavam de um verde musgo, da cor de sua cauda.
– Sim, o estrangeiro do mar mediterrâneo, o qual Atina casou-se, morreu e desde então o mar morto vem secando como foi dito numa antiga profecia que muitos não acreditaram. Nem mesmo meu pai tem explicação para tal ato. Ah anos nos estamos atrás de alguma explicação e quem sabe uma solução — Ela parecia triste, o que me deixou surpresa. Será que ela era tão ruim como eu penso que seja? Talvez seja apenas coisa criada pela minha mente.
— Mas o que tem a ver o tal estrangeiro com o mar morto? — Jack pergunta novamente, esquecendo-se do beliscão que lhe dei. Seu “ai”, foi abafado.
— E seu pai é o rei dos mares, ele controla todos. Ele não pode simplesmente estalar os dedos e PUW! A mágica? — Ariel deu uma risada sem humor. Balançou a cabeça em sinal negativo.
— Não é assim tão simples. Meu pai comanda as águas, mas é... Algo que não... Consigo expressar com palavras.
— E o que houve com Atina? — Perguntei. O semblante de Ariel mais uma vez mudou.
— Ela ficou bastante triste e agora passa a maior parte do tempo viajando atrás de uma solução.
Ficamos um tempo em silêncio. Até os mínimos ruídos das pequenas bolhas da respiração da pequena sereia, pareciam fazer um enorme som.
Quando Jack se preparava para quebrar o silêncio, uma voz atrás de si o faz congela com lábios semiabertos.
— Temos visitas? A que devo a ilustre lisonja? — Uma garota de cabelos negros e enrolados (eu particularmente achei que seus cabelos pareciam algas marinhas dançantes), rosto perfeitamente oval, as maçãs "salientes" combinavam com seu rosto corado. A pele era branca. Os olhos de um azul profundo, que me passaram certa segurança, fitava Jack e depois se voltaram para minha direção.
— Allana? — Ariel pergunta em tom incrédulo. — Pensei que estivesse ausente — Ariel franziu as sobrancelhas.
Allana pôs as mãos no próprio busto e diz em um tom ofendido:
— Puxa! É assim que sou recebida depois de anos sem vê lá? Também te amo irmãzinha — Foi aí que percebi que ambas estavam apenas brincando, pois caíram na risada logo em seguida se abraçaram.
— O que a trouxe de Volta? — Ariel pergunta com expressão já seria.
Olho de relance para Jack, ele parecia um bobão diante das duas. Era de sentir dó. Fiquei até com receio de que ele pudesse esquece como se respira.
Então o olhar de Allana percorre entre Jack e eu por algum tempo. Ela nada vagarosamente em torno de nós, como um tubarão prestes à ataca suas presas frágeis que naquele instante éramos nós.
— Ah! Meu trabalho terminou por lá e ao que me parece... — Allana olha dentro dos meus olhos, é aí que percebo uma brusca mudança no tom de seus olhos, de azul passou para um verde limo, totalmente assustador.
Então me lembrei de Ariel mencionar Allana com dom de prever o futuro dos casais, já que os sereianos não toleram separações.
Ela agora sorria para mim, um sorriso amigável, porém que fez surgir uma nova dúvida: será que ela podia ler meus pensamentos?
"quando relacionados ao amor, sim querida", uma voz falou dentro de minha cabeça. Dei um sobressalto para trás e a olhei assustada. Por um momento, orei para que tudo não passasse de uma ilusão e coisas da minha cabeça. Entretanto, a sorte nunca ficava em meu lado.
Jack tirou os olhos de Allana e me olhou assustado, já Ariel pareceu nem notar.
— Você... Você ler mentes? — Gaguejei. Allana deu uma risada divertida e respondeu-me:
— Temos coisas a conversar, rainha Elsa — Anuncia Allana arqueando as sobrancelhas.
— Esperai, por que com ela? Eu sei fazer ótimas piadas — Seu tom de voz soou ridículo. Parecia uma criança tola fazendo birra. Senti vontade de lhe puxa as orelhas, mas me contive e sorri para ele. Um sorriso que dizia "pois é, Chore Frost". Não porque eu me sentia feliz a ter que conversa com um "oráculo do amor" que podia invadir meus pensamentos, mas por acha-lo um completo idiota por ficar babando por elas.
— Oh, não se preocupe, querido!– Allana deu uma risada divertida e deu ênfase ao usar a palavra: "querido". — É necessário que tu fiques também.
Ela sorriu a Ariel, que deu um largo sorriso rápido e se retirou, deixando apenas nos três ali.
— Então... Acho que ambos já sabem quem sou e o que faço. E não estou aqui por coincidência, ou para saudá-los, por mais que ache a presença de ambos, maravilhosa. Allana sorri, gesticulando com a cabeça para que nos sentássemos também.
— Vejo uma relação divertida Entre vocês. Típico de filmes de comédia romântica — Allana faz uma pausa. Quando estou pronta para rebater que Jack e eu nunca seremos um casal, a sereia me impede aumentando ainda mais a voz:
— O começo de uma paixão — Depois de uma risada boba, típico de uma criança, ela olha para Jack.
— É sempre engraçado, nunca me canso disso. Nunca sinto tédio — Ela começava a enrolar, será que todos por aqui só sabiam falar em códigos? Ou era apenas para me irritar, se sim, estava realmente funcionando.
— Do que está falando? — Perguntei entre dentes. Em vez de se sentir intimidada, ou algo parecido, Allana apenas sorriu e continuou:
— Tudo ao seu tempo. Precisamos conversar mais antes... Que tal uma volta?
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