Motivos De Um Crime

1 Capítulo um. Problemas


Notas iniciais
Ola *-* Minha segunda fic aqui no Nyah *u*
Bem, teremos como tag principal: Klaroline *-*
Drama, Hentai, Romance, um pouquinho de cada >
Espero que gostem *-* Ah, eu posto essa fic no AS, como Haruno_Sarah, mas essa fic la e SasuSaku >< aqui eu posto como Klaroline, enfim >
Leiam e me deem suas opnioes *-*

Motivos de um crime

Capítulo um — Problemas

E lá estava ela, cansei de pensar em quantas vezes desejei estar em seu lugar. Nossa vida era o que podemos dizer, perfeita. Caroline havia me dado um filho e nós viviamos no suburbio da pequena e pacata cidade de Mystic Falls, uma vida serena e calma como ela sempre desejou. Posso dizer que nunca me imaginei assim, uma grande diferença da minha antiga vida que se resumia em correr da pólicia num belo automóvel pelas ruas de Chicago, um perfeito criminoso. Me tornei um pai amoroso e um marido atencioso, desistir de cometer assassinatos e vivia a minha vida para Caroline e Nickolas, Nick como sempre o chamamos.

Não, não me arrependo da minha decisão, mesmo vê-la incapacitada naquela cadeira de rodas sem poder ajudá-la, me sentindo um completo inútil, faria tudo novamente, largaria tudo por ela novamente, talvez só tivesse assaltado um banco milionário antes de casar, hoje poderia estar pagando o tratamento adequedo dela e quem sabe conseguir comprar um coração para a minha loira, teria dado ate mesmo o meu, se fosse compatível, mas como tudo em minha Caroline era raro, o sangue dela não era diferente: O-. Simplesmente o sangue mais raro existente no mundo e com uma probabilidade bem maior de causar câncer, as vezes me pergunto se alguém lá em cima esteja me castigando pelas asneiras que cometi no passado, talvez, ou não.

— Klaus! — Caroline me chamava, me doia vê-la naquele estado.

Ela estava exatamente como em todas as manhãs desde que se entregara aos estragos da doença, eu via minha esposa, a mulher que sempre amei, sentada em uma cadeira de rodas definhando. O próprio médico havia me dito que só um transplante a salvaria, mas como? Se conseguir um coração era raro, imagine um com sangue O-? Impossivel, eu também pensava assim.

— Algo errado Carol? — perguntei e ela me olhou com aqueles belos orbes azuis, dessa vez parecendo irritada, rir do biquinho lindo que ela fazia, ate irritada aquela mulher me encantava — Ah não, por favor não me olhe assim!

— Klaus, Nick esta comendo a sobremesa antes do almoço! — desviei meu olhar para meu pequeno filho que se lambusava com um bote de sorvete de chocolate tranquilamente

— Nick qual foi nosso acordo? — perguntei tentando fazer minha maior cara de mal, mas como para um ser tão perfeito como aquele?

— Mas papai, mamãe me pegou na hola que eu estava comendo — ele ainda falava errado, afinal só tinha 4 anos de idade, era normal, era fase.

— Nick... — começou Caroline suspirando, eu não iria ficar ali para escuta-la — Você sabe que precisa almoçar primeiro ou então não irá querer almoçar.

— Mas mamãe, papai deixou eu comer a soblemesa — revirei meus olhos praguejando-me por não ter saido antes do meu pequeno filho me denunciar, acho que ele puxara muito além dos cabelos loiras e as feições firmes de mim.

— Klaus! Assim prejudica a alimentação do nosso filho!

— Perdão amor! Isso não vai mais acontecer — por fim ela me deu um de seus melhores sorrisos, parecia que eu havia vencido aquela pequena discussão.

— Tudo bem, vamos almoçar que logo você terá que voltar para o trabalho.

Sim, eu trabalho. É um negócio pequeno, e quando digo pequeno, é pequeno mesmo, não passa de um depósito onde compro e revendo peças para carros, da para sustentar a minha casa, o colégio do meu filho e alguns passeios, menos para pagar o tratamento da minha esposa. Já pensei em usar o negócio apenas para o tratamente de Caroline, mas ele não cobreria nem 50% do tratamento, malmente consigo comprar os medicamentos.

Almoçamos como sempre, a comida de Caroline era divina e mesmo eu querendo ela nunca me deixava ajudá-la, detestava a ideia de se sentir inútil e isso me fazia admira-la ainda mais. Depois de um breve repouso levei meu filho a escola, era engraçado como as mulheres me olhavam, mesmo depois de casados, no início do meu casamento torcia para Carol não se compartar como muitas das mulheres casadas que se deitaram comigo quando solteiro, mas a loira era a perfeita esposa, atenciosa, carinhosa, os primeiros anos foram perfeitos então veio Nick depois de 2 anos casados com ela, o que nos fortaleceu ainda mais.

— Senhor Mikaelson quanto esta? — um cliente me despertou de meus pensamentos, ele apontava para uma das peças de carro que eu revêndia.

— Essa é barata, dependendo do modelo do carro sai a um preço camarada — ele sorrio e eu retribui, como havia mudado todos esse anos, deixei de ser o monossílabo de anos atrás e me tornei um perfeito 'homem de bem' como diz Carol.

— Então trarei meu carro para seus homens darem uma revisada, se ele estiver precisando de mais alguma peça é so me falar.

— Sem problemas.

— Obrigado Klaus — e se foi assim como horas depois mais um dia de trabalho.

Entrei no meu carro para buscar Nick na escola, era um modelo simples sem muito luxo e incompleto, pelo menos o ar condicionado estava incluso quando comprei. Quem sabe se eu não tivesse virado as costas ao grande Mikaelson Michael não estaria em uma situação melhor, mas isso me deixaria longe de Caroline e dela eu nunca me distanciaria. Me culpo várias vezes pela situação que ela se encontra, talvez se eu não tivesse entrado em sua vida, ela não estaria com essa doença, teria o apoio da família e não largado tudo por mim assim como fiz por ela, história muito complexa e complicada.

— Mikaelson Nick, seu pai chegou — gritou a professora que estava na porta entregando as crianças, sempre era assim.

Agradeci a bela morena que sempre nos visitava, era Elena, grande amiga de minha esposa e mulher de um dos meus melhores amigos, quero dizer, ex mulher. Hm, eles nunca se resolvem, as vezes estão juntos, outras não, complicado.

— Papai vamos levar a mamãe no parque? Ela gosta tanto de ver os jardins — Nick falava chamando a minha atenção enquanto dirigia.

Desviei meu olhar para ele por um segundo quando virei novamente para frente tinha ultrapassado o sinal, uma jovem atravessava a rua e eu pisei o mais fundo que pude no freio puxando a macha do carro. Suspirei quando o carro parou antes de atingi-la e o grito dela me fez lembrar de outra jovem, anos atrás.


Chicago — 23:41


7 anos atrás.


O som do motor me embreagava, não só ele mais a garrafa de vodka em minhas mãos, estava feliz, motivo da minha felicidade? Meu olhar percorreu o banco do passageiro ao meu lado onde havia uma grande bolsa preta, dentro dela? 2 milhões de dólares. Isso mesmo, 2 milhões de dolores, era felicidade demais para apenas um criminoso, enfim, como tudo que é bom não dura muito a polícia continuava a me seguir, insistiam em me alcançar, tolos, nunca conseguirião, quer dizer, eu também achava isso.


— Pare o carro e entregue-se a polícia — podia escutar um dos guardas falarem naqueles alto-falantes, ridiculos acharem que eu devolveria todo aquele dinheiro.

Foi então que por um discuido eu quase a matei, freiei praticamente em cima dela enquanto a jovem loira de orbes azuis me encarou surpresa e assustada. A polícia logo se aproximava de mim, fiz a primeira coisa que me passou pela cabeça.

— Entra! — gritei para a jovem estática que me obedeceu, ela entrou, empurrou a bolsa com dinheiro para trás e sentou-se, estranhei aquela reação mas perguntaria depois — Esta tudo bem? — ela não me respondeu.

Depois de muito sacrifício conseguir me dispistar deles na ponte, seguia para um pouco longe de Chicago, a menina loira ao meu lado apertava a saia do vestido enquanto mordia os lábios parecendo realmente muito nervosa.

— Não vás contar nada do que viu — avisei a ela freiando o carro em uma estrada um pouco deserta.

A loira apenas assentio com a cabeça e saiu do meu carro, olhei ao redor vendo que não tinha nada, um carro ou qualquer coisa que poderia lhe dar carona. Bufei irritado por estar preocupado com ela e sai do carro batendo a porta com força.

— Garota! — chamei enquanto ela caminhava lentamente com os braços envolta do corpo, num abraço — Garota estou chamando você.

E novamente não me respondeu, me irritei, como aquela criatura seria capaz de me ignorar daquele jeito? Aproximei-me mas dela puxando-a pelo braço, seu corpo bateu contra o meu e só depois pude perceber que ela chorava.

— Me solte! — gritou.

— Espere eu só quero ajuda-la! — e ela puxou seu braço de mim com força se afastando. Que garota mais mal educada — Foda-se, só lhe aviso que Chicago fica para lá — apontei para a direção que ficava a cidade enquanto ela caminhava para outra, a mesma direção que eu iria seguir.

— Não estou querendo voltar para lá — disse me surpreendendo novamente.

— Você só deve ser louca — resmunguei o bastante para ela escutar.

Estavamos em uma estrada deserta, as 00:37 da madrugada dialogando de uma forma bem estranha de se fazer. Desistir de chama-la enquanto ela ficava cada vez menor na minha visão, se afastava de mim. Ela que se resolva sozinha, não irei mais ajuda-la como tentei, afinal, quem é a louca que entra no carro de um estranho a madrugada e depois resolve caminhar por uma estrada deserta sozinha?

— Garota doida — bufei irritado e entrei no carro.

Começei a dirigir, iria para algum interior por um tempo, pagaria minhas dividas e com o resto viveria a minha vida, mostraria ao meu padrasto como eu sempre fui capaz de conseguir o que eu queria sem precisar ser igual a ele ou meus irmãos. Foi ai que a figura loira de minutos atrás passou do meu lado, quero dizer, eu passei ao lado dela, a menina ia na mesma direção que a minha, por que não a dar carona?

Foco Klaus! Foco! Foco!

Não, talvez ela só quizesse roubar meu dinheiro ou dividir o lucro que era inteiramente meu. Sabe-se lá de onde veio essa garota, poderia ser uma investigadora da polícia também, quem sabe. Olhei para o retrovisor e vi ela lá atrás andando exatamente como antes, abraçada e de cabeça baixa. Não é que eu estivesse sendo piedoso, mas o que custava dar uma carona? Afinal ela não ia mudar minha vida, engano meu, ela realmente mudou.

Freiei e dei ré parando exatamente ao lado dela.

— Garota, vamos eu lhe dou uma carona!

— Não quero entrar mais no carro de um criminoso, a polícia pode encontrar minhas digitais quando o pegarem — rir do que ela falou, a polícia me pegar? Nunca.

— A polícia nunca irá me pegar, entre aqui!

— Sabe ate entraria se você não fosse abusar de mim! — olhei incrédulo para ela, não ela não era feia, longe disso.

Os olhos azuis, a pele pálida e convidativa, os cabelos loiros que mais tarde perguntaria se eram naturais, ela parecia um anjo, uma menina doce extremamente perdida. Não fazia meu tipo de mulheres, era raro eu conhecer uma garota como ela, costumava sair com uma nos tempos da escola, mas patricinhas como ela eu tentava evitar.

— Não vou abusar de você! — disse como se fosse a coisa mais lógica no mundo, não sei porque ela pareceu não gostar disso e ficar irritada.

— Ótimo, agora sei que também não sou auto-suficiente para estar na cama de um criminoso! — Que diabos dera naquela menina?

— Você esta me irritando — e realmente ela estava.

— Que bom, você quase me mata atropelada e eu que estou irritando você? Nossa que irônia do destino! — Juro que se ela não calar essa boca a coisa não vai prestar. Ninguém fala assim comigo, ninguém fala assim com Klaus Mikaelson.

— Que bom? — dei um sorriso sarcastico e sai do carro, ela me olhou surpresa enquanto eu dava a volta indo em direção a ela.

— Se encostar um dedo em mim irá se arrepender! — nem dei ouvidos ao que ela me falava e a carreguei jogando-a dentro do carro sem nem precisar abrir a porta, ela passava perfeitamente pela janela, ou quase.

— Fique quieta ai! — ameacei e a loira que finalmente calara a boca. Dei um breve sorriso de vitória voltando para o carro.

Entrei no carro continuando meu caminho, talvez ela fosse útil durante o percurso, afinal era só uma loira que eu não sabia o certo mas estava ajudando.

Mystic Falls, 18:03

Atualmente


— Tira essa joça da rua! — despertei de minhas lembranças com a buzina de um carro enfurecido atrás.


Bufei irritado, iria responder mas Nickolas estava do meu lado, brigas em trânsito realmente não acabavam bem. Isso me fazia refletir em como mudei, ninguém diria que eu era o mesmo Klaus de antigamente. Então o mais rápido me movir dali vendo que a moça que quase atropelei não estava mais em meu caminho. Rumei para casa, precisava encontrar Caroline, ainda mais depois de uma lembrança dela.

— Mamãe! Mamãe! — gritava Nick enquanto entrava em casa correndo animado, provavelmente para contar a Caroline tudo que fizera na escola, como havia relatado a mim no caminho todo.

Tranquei a porta de casa e deixei meu casaco no cabide, andei calmamente pela sala mesmo estranhando o silêncio em casa. Caroline nunca ficava em silêncio, fora ai que um sentimento ruim se fez em meu peito, latejando enquanto eu me aproximava mais da cozinha, não, ela não estava lá. Nick havia subido para seu quarto enquanto eu procurava minha loira.

— Caroline? — a chamei preocupado por não encontra-la em local algum, fora ai que eu vi um certo objeto perto da escada. A cadeira de rodas da minha esposa — Essa não! — falei subindo apressadamente para o segundo piso da casa onde ficava os quartos.

Caroline não podia ter levantado da cadeira, não, ela não devia ter feito tanto esforço assim. Passei como um furacão pela porta do quarto do meu filho, que me seguira, indo em direção ao meu quarto. Abrir a porta já esperando encontrar Caroline lá, e realmente encontrei, mas não como desejava.

Notas finais
Obrigada por lerem *-*