Motivos De Um Crime

13 Capítulo treze. Esperanças


Notas iniciais
oi amores >< mais um cap lol
A fic esta chegando no final D;
Eu sei, eu sei, "tao cedo, pq?"
Bem, a fic n era pra ser longa e eu n pretendo prolonga-la >< Nao pq n goste dela, eu realmente adoro escreve-la.
Mas o final tem que chegar uma hr T_T
Ainda falta uns dois caps >< Boa leitura ;*

Motivos de um crime

Capítulo treze — Esperanças

Caroline estava dormindo, muito o contrário de mim, eu ainda não havia conseguido dormir nem um pouco que fosse. Tantos medos me dominavam, Caroline estava grávida? Céus, como essas palavras pesavam para mim. Sim, eu sempre quiz ter mais filhos com ela, mais um garotinho ou uma menininha linda como ela, mas saber que eu perderia minha esposa e meu futuro filho, com certeza não estava em um dos meus quereres.

— Klaus — virei para o lado escutando Rebekah me chamar. Ela parecia melhor, muito diferente de como a encontrei, minha irmã mais nova parecia feliz.

— O que?

— Obrigada — disse ela me fazendo encara-la surpreso. Agradecer pelo que?

— Pelo... ?

— Por tudo, sabe Elijah só falava com a mamãe e você havia sumido no mundo, mas veja só, estamos unidos novamente, graças a você.

— Graças a Caroline — suspirei desviando o olhar de Rebekah para a porta do quarto onde Caroline dormia.

Graças a Caroline eu havia perdoado meu padrasto, estava novamente em meio aos meus irmãos e de certa forma feliz. Mas feliz mesmo ficaria se Caroline podesse aguentar ate a chegada de um coração. Abaixei minha cabeça fitando o chão.

Os pais de Carol tinham razão, eu não era de fato um marido exemplar. Havia tirado Caroline de toda a riqueza que tinha para coloca-la em uma casa alugada onde chegamos muitas vezes a não ter o que comer. Revirei os olhos, tudo pelo meu orgulho ferido, orgulho de não voltar para casa e ter aquilo que pertencia a mim. O dinheiro dos Mikaelson.

— Ela vai aguentar Klaus — olhei para minha irmã que tinha um breve sorriso no rosto — Eu vou ajudar vocês.

— Rebekah — revirei os olhos, ajudar como?

Percebi que minha irmã iria falar algo mas a chegada de Kol nos atrapalhara, ele estava de mãos dadas com Bonnie, mas era visivel o tédio na face da ruiva, agora bastava saber se era do hospital ou de Kol.

— Onde esta Nick, Klaus? — perguntou Kol olhando ao redor.

— Esta dormindo na casa de Stefan, Catharina acalma ele.

De fato meu filho adorava a filha de Stefan e Elena, e isso de certa forma era bom, pois assim ele não reclamaria ao ir dormir na casa de Stefan. Muito pelo contrário, ele comemorava.

— Meu sobrinho mesmo, viu amor? Já deve estar dando um pegas na filha do Salvatore — encarei Kol assim que ele disse isso olhando para Bonnie. A ruiva por sua vez apenas deu uma risada baixa.

— Olhe onde estão todos! — Damon apareceu sorrindo de canto se aproximando de todos. Rebekah se remexeu incomodada, eu por minha vez tanto faz como fez.

Mas de todos ali a que eu estranhei a reação fora de Bonnie. A ruiva ficou surpresa marejando os olhos, sorrio e corou? Corou? Por que diabos ela coraria? A não ser que... Fiz uma careta, coitado do meu irmão, perdeu a namorada para Damon. Revirei os olhos dando uma breve risada, Kol era muito novo ainda e eu sabia que Bonnie seria apenas uma passagem. Mas espere, ainda não posso dizer que tenho certeza disso, afinal ela só corara não foi mesmo?

— Bonnie — Damon se aproximou da ruiva parecendo tão surpreso quanto ela — Quanto tempo — ele sorrio pegando delicadamente a mão dela e beijando. Não pude esquecer das inúmeras vezes que fiz isso com Caroline, ela adorava quando eu a tratava como uma dama.

— Não esperava vê-lo aqui, foi realmente uma boa surpresa — ela sorrio e eu pude perceber claramente que Kol não gostara nada disso.

— Se conhecem de onde? — Kol perguntou visivelmente enciumado.

— Damon era um grande amigo meu — disse Bonnie sorrindo — No tempo da faculdade, eramos inseparáveis, eu, Elena, Caroline, Stefan, Matt e Damon, mas com o tempo nos separamos.

— Namoravámos — corrigiu Damon fazendo Bonnie corar mais ainda — E só terminamos porque os pais de Bonnie a levaram para outra cidade depois do que aconteceu com Caroline — ele olhou para mim em condenação, revirei os olhos.

— Caroline era uma das minhas melhores amigas, mas um doido a fez pirar a cabeça e largar toda a riqueza para ir com ele — eu podia perceber claramente que a ruiva falava de forma enojada. Então ela era amiga de Caroline?

Todos olharam para mim, menos Bonnie que parecia não entender o porquê da reação de todos. Rebekah então deu uma alta rizada.

— Ei doido, por que não devolve a melhor amiga dela? — debochou minha irmã.

Não pude dizer ao certo como Bonnie reagira, ela me encarou surpresa depois marejou os olhos novamente desviando o olhar para a porta do quarto de Caroline em pleno desespero. Abaixei minha cabeça, então ela não sabia esse tempo todo que era a amiga dela que estava naquela situação? Suspirei desviando o olhar para a porta do quarto de Caroline também, ela não podia morrer, não podia me deixar eu a amava tanto.

— Caroline, omg — Bonnie sussurrou começando a chorar, se soltou das mãos de Kol levando elas ao rosto enquanto chorava. Damon fora mais rápido e a abraçou, Bonnie chorava e de certa forma nos sensibilizava.

— Calma Bonnie — Damon acarciava os fios ondulados ruivos dela, afim de conforta-la, mesmo sendo visivel que ela estava inconformada.

Nem mesmo Rebekah ousara falar qualquer coisa, Kol que assistia a cena se afastou sumindo no corredor visivelmente irritado, depois falaria com ele. Será que Bonnie seria para Damon como Caroline era para mim?

— Minha... melhor... amiga — ela choramingava, vi quando ela levantou o olhar para Damon, os olhos vermelhos pelo choro — Onde esta Elena e Stefan, Damon?

— Casados — me intrometi fazendo ela me olhar e dar um breve sorriso — Eles tem um filha, meu filho com Caroline deve estar tomando café com ela uma hora dessas.

Bonnie sorrio com lágrimas nos olhos desviando o olhar para Damon.

— E Matt? Estou com tantas saudades — disse ela e tanto eu como Damon olhamos diretamente para Rebekah.

Minha irmã marejou os olhos rapidamente e antes que eu pudesse a abraçar ela se levantou correndo dali. Eu deveria ir atrás dela, mas sabia que cada um de nós precisamos de um momento só, e aquele momento era dela.

— Por que ela saiu chorando? — questionou Bonnie nos olhando se afastando do abraço de Damon, ela ainda tinha lágrimas nos olhos, mas parecia mais calma.

— Morte, Matt morreu em um assalto — malmente Damon falra e ela voltara a chorar. Céus, coitada dela, não sabia que os próprios amigos estavam ali.

Suspirei me levantando, talvez eles precisassem ficar a sós, e eu desejava falar com Caroline, me desculpar pelo ocorrido de antes, dizer a ela que a amava e que sim, eu queria ter um filho com ela, mesmo que ele não chegasse a nascer.

[...]

Por conta dos remedios aplicados por Alaric em Caroline, minha esposa estava quase sempre com sono, ou cansada demais, ainda mais pela gravidez. Isso me preocupava ainda mais, fora ela anda tinha o suposto namoro de minha mãe com Silas, não consigo acreditar que minha mãe poderia acreditar em um homem que conhecera em poucas semanas. Eu sabia que ele estava tentando me afetar, e incrivelmente estava conseguindo.

— Pode entrar Niklaus, mas sem irrita-la — Lizz saia do quarto de Carol acompanhada do mardo, Bill, que não estava em um de seus melhores dias, parecia cansado, talvez fosse a preocupação.

— Passei o dia querendo falar com ela, a ultima coisa que desejo é estressa-la — era a verdade, eu fazia de tudo para não ir contra a minha loira, recentemente ruiva, acatava a toda as vontades dela, porque me fazia bem vê-la sorrindo a todo momento.

Acho que tudo que fiz foi pouco comparado a ela, Caroline me livrou de todo o vazio que eu senti por muito tempo. Talvez fora pelas minhas lembranças que ao entrar no quarto dela sorrir bobamente ao ver uma das cenas mais lindas. Caroline estava alisando a barriga ainda lisa, parecia tão interessada no que fazia que malmente percebera a minha entrada.

Ela estava loira, o cabelo antes volumoso estava um pouco ralo, nada que a deixasse mais feia ou fosse motivo para usar peruca, ela estava mais linda do que nunca. Mas acredito que ela não entendia isso, pois quando percebeu minha presença surtou.

— Klaus! Que diabos faz aqui? Eu não disse para você entrar! — arquiei as sobrancelhas confuso pela reação dela, ela agarrou a peruca ruiva que estava no criado mudo ao lado tentando colocar.

Eu simplesmente não conseguia entender.

— Caroline, o que houve? — perguntei me aproximando dela.

— Apenas saia daqui! — minha esposa gritou começando a chorar — O meu cabelo Klaus, ele esta caindo, esta caindo.

A abracei ainda confuso, ela me abraçou tão forte que pude escutar algo estalar do meu corpo, acariciei os longos cabelos loiros dela podendo perceber alguns fios ficarem em meio os meus dedos. Caroline aconchegou seu rosto na minha camisa chorando.

— Eu... não... queria... que você... me... visse... assim... — a encarei acariciando seu belo rosto, os olhos levemente inchados e avermelhados por conta do choro.

— Assim como sweet? Você esta linda, ainda mais agora carregando o nosso bebê — dei um breve sorriso. Ela me encarou parando de chorar.

— Nosso bebê? — ela sorrio e eu me senti incrivelmente aliviado.

— Sim, nossa garotinha — me aproximei selando meus lábios aos dela rapidamente.

— Eu queria uma garotinha.

— Eu me lembro, e que se chamasse Carrie.

Caroline respirou fundo de repente ficando seria, e isso me preocupou.

— Klaus, o que Alaric disse a você? Bem, ninguém me fala nada.

— Vai ficar tudo bem amor, apenas descanse — beijei a testa dela e a vi dar um breve sorriso, sabia que ela ainda estava desconfiada — Você tem uma visita inesperada.

— Inesperada?

Beijei novamente a testa dela vendo-a me encarar confusa, sim eu tinha certeza que a visita de Bonnie animaria bastante minha esposa, eu só desejava deixa-la feliz. Escutei um bater na porta, sabia que era Bonnie, deveria deixa-la falar com minha esposa, depois de tanto tanto tempo.

[...]

Suspirei parando o carro de Damon, isso me lembrava que Hayley ainda me devia um automóvel novo, se bem que agora eu tinha direitos sobre a herança de meu padrasto. Ainda era estranho pensar nele e não sentir o odio que a anos sentia.

— Klaus Mikaelson, Silas me espera — fechei a janela do carro assim que o porteiro autorizou minha entrada na mansão que Silas morava.

Se aquele maldito pensava que iria me ameaçar e sair impude, ele estava completamente errado, Me pagaria por todo o mal que estava fazendo a todos. Desviei meu olhar para o porta-luvas do carro, nele estava a arma que Damon me emprestara para matar Hayley e que agora serviria para me vingar de Silas.

É como todos dizem, matar ou morrer. Eu só não esperava que uma surpresa inadequada estivesse me esperando.

Notas finais
Oo
Quem sera? u.u
Ate o proximo cap >< Amo vcs s2
Beijos da Sah ;*