Motivos De Um Crime
5 Capítulo cinco. Complicações
Notas iniciais
Tenho que desabafar ;/
Eu adoro meus leitores, but acho que ela n vale a pena seguir .-.
Sla gente, to meio desmotivada de escrever ela, vai entender --`
Enfim, boa leitura *-*
Motivos de um crime
Capítulo cinco — Complicações.
Acordei sentindo um corpo sobre o meu, aquilo me preocupou mas quando vi que só passava de Rebekah me tranquilizei. Levantei com cuidando para não acordá-la, hoje a noite iria naquele bar de um jeito ou de outro, afinal Caroline não estava com todo tempo do mundo para mim passar dormindo. Peguei meu celular vendo que tinha uma mensagem, sorrir ao ver que era da minha esposa.
"Parece que se safou dessa vez Niklaus, mas não espere que eu o perdoe se aprontar por ai, Stefan me falou que Rebekah é sua irmã, tudo ficaria mais fácil se eu conhecesse sua família, enfim, volte logo."
Suspirei feliz e ao mesmo tempo triste, nunca apresentei Caroline a minha mãe e muito menos aos meus irmãos, virei as costas a todos eles, eu deveria mudar isso, talvez Chicago me dê chance de corrigir meu passado e modificar meu futuro.
— Nick? — a voz sonolenta da minha irmã me chamou.
— Bom dia Rebekah, não temos serviço de quarto, então é melhor descer comigo e tomar café na rua, hoje irei a boate que você trabalha.
— Não! — ela gritou ficando de joelhos na cama, vestia uma camisa minha, mas isso era o de menos, a face assustada dela me assustou.
— Que diabos, por que não iria?
— Damon, você sabe que ele não o perdoou por ter ajudado Stefan com Elena — revirei os olhos, aquele velho drama, mas todo mundo sabia que naquele romance Stefan ficaria com Elena no final, Damon deveria esquecer e pronto.
— Rebekah vou naquele maldito bar porque Damon pode conseguir um coração O negativo para mim, ele ta ate lucrando porque apresentei Katherine a ele...
— Katherine se casou com Elijah — ela disse tudo de uma vez, se eu estivesse bebendo algo com certeza me engasgaria.
— Elijah se casou?
— Sim, a pouco mais de 2 anos — vi ela suspirar e se sentar na cama — A esposa de Finn morreu, foi quando ele surtou, roubou a empresa e sumiu no mundo, depois avisaram na mansão que ele havia cometido suicídio, isso tudo aconteceu depois da morte do papai, mamãe toma remédios controlados, o único que me mantia presa na família era Matt — Rebekah suspirou pesadamente, é parece que falar sobre Matt realmente a machucava — Ele foi o único que me tratou como uma mulher, entende? Sabe quando você conhece a pessoa certa com quem deseja passar o resto da vida? — é, eu realmente sabia.
— Me sinto assim com Caroline — foi a única coisa que eu disse e ela sorrio para mim, juro que nunca a vi sorrir tanto.
— Então agora que lhe ajudo mesmo, queria conhecer a mulher que mudou sua vida Nick — Rebekah se levantou — Ah e não podemos nos esquecer de Kol, ele ainda não apareceu com nenhuma noiva, mas acredito que logo aparecerá.
Nossa, havia passado tanto tempo assim longe da minha família? Será que eles ficariam felizes em me ver? Elijan, Finn, Kol, não os via a tantos anos. Vi Rebekah correr para o banheiro tomar banho, depois de minutos que pareceram anos, ela saiu de la vestindo minha camisa de um modo um tanto diferente, virou um vestido ate que bonito nela, ela correu de novo para o banheiro escovar os dentes e depois voltou.
— Então, como estou? — me perguntou dando uma voltinha.
— Como consegue fazer isso com a minha camisa? — ainda estava curioso.
— Prática com as de Matt, eu sempre ficava com algumas camisas dele — ela sorrio e depois seu sorriso se desfez.
— Do que ele morreu mesmo?
— Foi assassinado, assalto — Rebekah sentou na cama e eu me praguejei por ter perguntado isso dela — Ele morreu no dia que me pediria em casamento, a polícia achou o anel que ele com muito esforço comprou para mim — céus eu não devia ter tocado na ferida dela, me aproximei sentando ao seu lado — Nunca acharam os assassinos, e eu também nem faço questão que achem, Matt morreu e não tem nada que faça ele voltar — Rebekah enxugou algumas lágrimas e suspirou novamente — Não me sinto em casa a tanto tempo, pareço perdida no mundo, mas desde que vi você de novo, eu... eu me sinto muito bem Nick, só queria ver nossa família reunida novamente, para poder ver Matt outra vez, quero encontrar ele de novo, seja no céu ou no inferno...
— Hey, hey, hey, não pense assim — acariciei o rosto da minha irmã fazendo-a olhar para mim — Vamos reunir a família de novo, prometo isso a você.
São em momentos assim que vejo como mudei, vejo como eu era frio e sozinho.
— Temos que ir, não temos? — ela forçou um sorriso e se levantou — Vamos falar com Damon, de repente ele nos ajuda com alguma coisa.
— É... vamos, depois que eu tomar um banho, claro.
[...]
Era noite, eu e Rebekah haviamos percorrido Chicago inteira em busca de alguém que pudesse me ajudar, mas como sempre, não encontramos ninguém. Estacionei meu carro na frente do bar, o local na verdade era uma boate desfarçada, era mais ou menos a mistura dos dois. Entrei no local com Rebekah e logo um dos seguranças a agarrou pelo braço.
— Olha se não é a putinha que estava querendo fugir sem pagar a dívida — um deles disse, imediatamente puxei minha irmã para mim enquanto os dois homens me fuzilavam com os olhos.
— Se agarrarem ela desse jeito de novo, receio que tenha que matá-los — falei em um tom um tanto desleixado, mas eles entenderam o recado.
Afinal quem no mundo do crime não conhecia Klaus Mikaelson? Eu era um dos melhores assassinos, traficantes, assaltantes, tudo que pudessem colocar de pior, claro que, só assassinava outros assassinos, pessoas de bem não entravam nessa lista, ate porque, eu não tinha motivos para matá-las.
— Voltando a ativa Mr. Mikaelson? — um deles me perguntou.
— Quero falar com Damon Salvatore, onde ele esta?
— Infelizmente, Mr. Salvatore não altoriza a sua entrada neste estabelecimento — incrível como as pessoas precisam de um estímulo para poderem cooperar.
Revirei os olhos e acertei um murro no rosto do tal segurança que não caiu, mas rapidamente colocou a mão sobre o nariz que estava sangrando. Era só um aviso, eu não queria problemas.
— Chamem o Sr. Salvatore rápido — ele gritou para outros seguranças.
Pessoas olhavam outras nem prestavam atenção, parece que para conseguir o que eu queria teria que agir como antes, e essa era uma parte de mim que não desejava 'despertar' novamente.
E então apareceu Damon, ainda continuava o mesmo, os cabelos negros, olhos azuis e rosto que um dia encantou minha Caroline. Incrível como viviamos em um meio de amigos e eu nunca tenha a encontrado, minha esposa era amiga de Stefan e teve um breve caso com Damon, nada de importante, o que me fez sentir mais seguro anos atrás quando os via juntos. Mais incrível ainda era saber o motivo que únia esses nossos 'laços', Stefan se apaixonou pela mulher que eu deveria matar, a famosa Elena, a mulher que desuniu os Salvatores. Como disse antes, não mato inocentes e esse fora um dos motivos que a deixei viver, mas isso não importa agora.
— Klaus lá vem ele — sussurrou Rebekah agarrado ao meu braço.
— Ora, ora, ora, Klaus Mikaelson — Damon deu um breve sorriso debochado me olhando superior, as orbes azuis me irritavam — Vou ter que pedir para se retirar.
— Tão educado assim, Salvatore? — passei por ele dando um breve sorriso sarcastico também, bela amizade, não?
Subi para a segunda sala onde ficava o escritório dele, mesmo sem ele me autorizar. Entrando na sala pude ver como era sofisticado, parecia que ele era um Deus naquele local porque quase tudo naquela sala esbanjava riqueza e sofisticação. Sentei no grande sofá com Rebekah ao meu lado, ela pareca assustada, eu não.
— Já que entrou mesmo — resmungou Damon fechando a porta e sentando na poltrona servindo-se de champanhe — Eu o proibi de entrar aqui, não se lembra?
— É, mas quem diria que teria que vir novamente nessa barganha — me acomodei no sofá fitando o moreno diretamente — Preciso de um coração e sei que pode conseguir um.
Ele deu uma gargalhada debochada, estava gozando da minha cara.
— E com que dinheiro pretende pagar por um? Esta mais pobre do que nunca, tudo porque resolveu se casar com a rubia, não pode nem me pagar o dinheiro que sua irmã me deve!
Rebekah tinha uma dívida? Essa não.
— O coração é para Caroline, Damon nós temos umas desavenças, mas minha esposa precisa de um coração em menos de duas semanas!
— Caroline? Hm, ela ate que era bem apertadinha, seria uma pena morrer — aquele desgraçado queria realmente morrer. Cerrei meus punhos, se queria o coração teria que engulir meu orgulho e acatar ao que Damon falava — Mas, não vale o preço de um coração, eu não posso simplesmente lhe dar um, porém...
Ele bebericou novamente do champanhe e voltou a me fitar.
— Porém o que?
— Preciso que matem uma mulher, ela anda se metendo nos desvios de dinheiro da prefeitura de Chicago, grana boa.
— A prefeitura do pai de Caroline?
— Não, aquele velho já perdeu o mandato a alguns anos, quem esta na prefeitura é Sillas, ele vive desviando dinheiro da prefeitura e tudo mais, corrupção é a praia dele — novamente Damon bebericou do champanhe terminado a bebida — Preciso que matem essa tal mulher, a ficha dela chegou ontem aqui.
Damon se afastou indo ate a mesa dele, havia alguns papeis e pastas sobre ela. Ele tirou de lá uma pasta amarela e passou a folhear, eu olhava atentamente ate que ele tirou uma folha dentre as que estavam na pasta, se aproximou de mim e a jogou no meu colo, nem olhei quem era, não precisava saber disso naquela hora.
— Quanto ganho poderá pagar o coração?
— Muito melhor, você tirará o coração dela para você! Não quer um coração O negativo? O sangue dela é O negativo.
Eu sorrir, um alívio bateu no meu coração, na minha alma. Caroline estava praticamente salva, ela teria o coração para viver comigo durante longos anos.
— Essa mulher, onde a encontro?
— Nick não! — gritou Rebekah se intrometendo na conversa.
— Ah! — disse Damon — Se matar essa mulher considero a dívida de sua irmã paga — aquilo era música para meus ouvidos.
— Não Nick, você não é assim, Damon não ouse fazê-lo voltar a ser o que era!
— Calada Rebekah — gritei irritado — Poderei salvar Caroline e você, então não se meta nos meus negócios, vá para o carro!
Ela levantou bufando e saiu da sala, talvez a tivesse visto chorando, mas não importava naquele momento, afinal eu tinha negócios a tratar com Damon.
— Agora que estamos só, me diga por que não mandou outro matá-la?
— Digamos que vai ser difícil atingi-la, mas essa vadia vai pagar por se meter nos planos de Sillas, deveria ficar na dela mas resolveu mexer com quem não deve, você sabe Klaus, os vilões sempre conseguem o que querem e eu quero a morte dela!
— Você ou Sillas?
— Sillas, eu só mando fazerem aquilo que me pagam para fazer — suspirei, uma parte de mim ainda dizia que era errado, mas era a vida de Caroline que estava em jogo.
Então meu celular tocou, praguejei-me por não ter desligado, anos atrás eu sempre fazia isso, mas a imagem de Caroline me veio a cabeça e eu rapidamente atendi o aparelho pouco me importando se Damon reclamaria ou não.
— Klaus? — era a voz da minha loira na outra linha.
— Esta tudo bem, Sweet?
— Ah Caroline, boa noite meu anjo — disse Damon, trinquei os dentes.
— É o Damon? Klaus o que fazes com o Damon?
— Nada meu amor, só vim lhe fazer uma visita e pagar uma dívida.
— Dívida? Klaus por favor, não faça nada que vá se arrepender — suspirei.
— Tudo bem, o que Alaric disse?
— Ele disse que esta tudo ótimo, não se preocupe — não sei porque, mas não conseguia acreditar nas palavras dela.
— Voltarei mais cedo do que imagina, e como esta Nick?
— Senhora Mikaelson sua cirurgia será em uma hora — senti meu coração congelar, aquela voz deveria ser de uma enfermeira, céus Caroline faria outra cirurgia?
— Caroline você vai fazer outra cirurgia? Por que não me disse?
— Amor acalme-se, vai ficar tudo bem...
— Não! Estou voltando agora! — desliguei o celular me levantando do sofá, teria que chegar em Mystic Falls em menos de 1h, o que não era praticamente impossível.
— Ei vai aonde? — perguntou Damon.
— Caroline vai fazer uma cirurgia agora, preciso estar lá, não se preocupe, volto hoje mesmo para matar a tal mulher — amassei o papel e coloquei dentro do meu casaco.
[...]
Cheguei o mais rápido que pude a Mystic Falls, pelo meu relógio faltavam 10 minutos para Caroline fazer a cirurgia, céus maldita hora que eu decidir ir para Chicago. Estacionei o carro em frente ao hospital apressadamente.
— Cuidado Nick! — resmungou Rebekah que parecia querer me evitar.
Desci apressadamente do carro com ela entrando no hospital, nem parei na recepção, buscava o corredor 11, o corredor onde Caroline estava hospitalizada. Meu coração parecia querer sair pela boca, enfermeiros e mais enfermeiros passavam por mim e dentre eles eu buscava qualquer conhecido, Stefan, Elena, qualquer um. Dobrei novamente para o próximo corredor e finalmente achei o maldito corredor 11, nele pude ver Stefan e Elena com a pequena filha deles e meu filho.
— Papai — gritou Nick correndo em minha direção.
Me ajoelhei de braços abertos e quando ele finalmente se chocou contra o meu corpo eu o envolvi em um abraço caloroso e cheio de saudade, fora apenas um dia fora, mas parecia anos. Beijei a testa do meu pequeno e sorrir.
— Que saudades filho, onde esta a mamãe?
— Ela ainda ta no quarto, mas a moça feia de sinal no queixo não nos deixa entrar porque estão preparando a mamãe numa cama com rodas — respirei fundo, pelo menos ainda poderia falar com Caroline antes da cirurgia.
— Ah, filho — o peguei no colo, meu pequeno loiro e de olhos azuis rapidamente fechou o sorriso que tinha quando olhava para mim e passou a olhar Rebekah — Calma Nick, essa é Rebekah, sua tia.
— Minha tlia? — e novamente o sorriso grande estava presente.
— Olá meu anjinho — Rebekah sorrio e eu entreguei Nick para ela, que ficara tão acanhada quanto ele.
Cumprimentei rapidamente Stefan e Elena, eles estavam sendo tão prestatíveis em ajudar Caroline, claro que não ficaram no hospital 24h por dia, seria muita loucura, mas pelo menos no turno da noite eles estavam lá para não deixar minha esposa só. Respirei fundo antes de girar a maçaneta da porta, coloquei a mão do bolso só para me certificar que o papel ainda estava ali. Ele realmente estava, era a salvação de Caroline, era a minha salvação.
— Caroline? — a chamei entrando no quarto, logo uma enfermeira me barrou de continuar a entrar.
— Desculpe-me senhor Mikaelson, mas a senhora Mikaelson não pode receber visitas agora — desviei os olhos da mulher e busquei Caroline no quarto, e lá estava ela sentada na cama enquanto tiravam seu sangue, aplicavam soro dentre outras coisas.
Como eu queria passar por isso no lugar da minha amada. As orbes azuis dela finalmente me viram e eu sorrir quando ela sorrio para mim, podia ler o que seus olhos ternos me diziam, eram como um pedido de desculpa seguida de um eu te amo.
Notas finais
Obrigada por lerem *-*
Fale com o autor