Motivos De Um Crime
15 Capítulo quinze. Salvação
Notas iniciais
Quero agradecer a todos e pf leiam os agradecimentos, e importante.
Boa leitura >
Motivos de um crime
Capítulo quinze — Salvação.
Abri os olhos, levemente confuso, mas ainda sim surpreso, procurava pelo dor que deveria sentir, mas ela não vinha, não havia dor alguma, nem sangue, nada. E como se eu despertasse pude ver o que realmente havia acontecido.
Eu não estava ferido.
— Vagabunda — gritou Silas soltando a arma e colocando a mão sobre o ombro cambaleando no chão. Me levantei mais por defesa do que qualquer outra coisa, virei para trás para ver meu salvador e qual não foi minha surpresa ao reconhecer ela.
— Rebekah — disse tão surpreso quanto confuso, o que ela fazia ali? Como ela chegara ali?
— Aimeudeus, eu atirei em alguém — disse ela tremendo, a arma malmente conseguindo ficar entre os dedos.
— Calma Rebekah, apenas saia daqui — eu estava preocupado, minha irmã não parecia bem.
— Não sem você! — gritou ela — Eu entrei no porta malas do seu carro, sabia que você iria fazer besteira, forever and ever, Nik, lembra?
Suspirei desviando meu olhar para trás, podia ver Silas gemendo de dor segurando com força no ombro, minha irmã havia errado o tiro, o que era de se esperar para a primeira vez que se usa uma arma.
— Então vá ligar o interruptor — disse sem olhar para ela, ainda fitava Silas no chão, estranhei ele estar gemendo demais, parecia forçado.
Escutei Rebekah correr, menos de dois minutos a iluminação voltara.
Vaguei confuso pela minha mente, precisava realmente acabar assim? Suspirei, é claro que sim, eu não tinha outra escolha, pelo menos livraria Elijah das mãos de Silas, livraria as pessoas de Chicago da corrrupção imposta pelo governo dele.
Quem sabe eu poderia levar alegria a mutas pessoas que estavam a mercer de Silas, talvez essa fosse minha missão, mesmo eu acreditando que ela seria salvar Caroline. Encarei Silas novamente, parecia que tudo estava certo, que tudo ficaria bem. Eu também acreditava nisso.
Então meu celular tocou, despertando-me dos meus pensamentos, Silas estava ainda no chão, Rebekah havia ido ligar a energia, parecia tudo certo. Atendi o aparelho rapidamente estranhando Stefan me ligar.
— Klaus! — disse Stefan com a voz trêmula, estranhei e de repente veio um aperto em meu coração, o nome Caroline escapou de meus lábios num sussurro.
— O que houve? — o questionei ainda mais nervoso por escutar ao fundo vozes de choro, o que diabos estava acontecendo?
— É Caroline, Klaus, o coração dela parou a alguns minutos, estão tentando reanimá-la, preciso que você venha para o hospital imediatamente.
— O que? Não pode ser Stefan! — cai de joelhos sentindo meus olhos lagrimarem.
Todos os meus sentidos falharam, minha esposa estava morta? Não, isso não podia acontecer, acabaria assim? Ela morta e eu vivo tendo que conviver numa vida sem ela? Respirei fundo, puxando todo o ar do pulmão, minha respiração estava agitada.
— Klaus, Klaus! — escutei Stefan falando preocupado.
— Estou indo imediatamente para ai, eu... eu... — abaixei minha cabeça deixando lágrimas cairem, passei a mãos nos olhos tentando não chorar e então pude escutar uma risada, desviei o olhar para Silas, ele estava rindo do meu sofrimento.
— Klaus, Caroline ainda não esta morta! — Stefan gritou, o que me fez voltar a realidade.
— O que? — um sorriso grande se fez em meus lábios, ela estava viva?
— Bem, não ao certo, o coração dela parou, mas Alaric a ligou a uma máquina cardiaca, usada nos transplantes de coração, não dura muito tempo, mas a manterá viva enquanto eles tentarem fazer o coração dela voltar a bombear.
Ela ainda não estava morta, ela não poderia morrer.
— Estou a caminho Stefan, por favor peça a Alaric para fazer o que poder — desliguei o celular, que se dane Silas e todo o mal que ele causaria, Caroline precisava de mim e eu estaria com ela, mesmo se fosse nos ultimos instantes de vida.
Levantei ainda sem acreditar no que estava acontecendo, encarei Silas que tinha um sorriso vitorioso nos lábios, aquilo me irritou mais ainda, então escutei os passos de Rebekah se aproximando. Desviei meu olhar para trás vendo-a parar e respirar fundo, ainda nervosa.
— Pega Nik — escutei Rebekah, ela jogou a arma para mim e eu a peguei ainda no ar.
Eu deveria matar Silas antes de ir atras de Caroline, deixa-lo vivo era um perigo, eu tinha que matar, não havia justificativa alguma que me fizesse mudar de ideia. Mesmo ele sendo pai, mesmo tendo uma filha que com certeza não merecia o pai que tinha, eu iria mata-lo. Por mim, por Hayley, por Elijah, por minha mãe, não podia deixa-lo vivo, muito menos preso. Mataria ele por Caroline, livraria nossa família dele e assim seguiria ao hospital da minha esposa.
— Chegou sua hora Silas, acredito que deva se arrepender de tudo o que fez — disse apontando a arma para ele, o escutei dar uma gargalhada.
Ele estava de lado, a cabeça encostada no chão e segurava o ombro com força, eu podia ver o sangue escorrendo dentre os dedos dele. Era estranho o ver tão vulnerável, era como se quizesse ficar assim, nem agonizando estava mais.
— Nik não o mate, você não é igual a ele — disse Rebekah, ela estava do meu lado, um pouco atras, proximo a porta — Mamãe esta lá fora aflita, ela me disse que se você não saisse em meia hora ela ligaria para a policia.
— Ela não pode — Silas gargalhou, me irritando — Seu irmão será preso por tentativa de assassinato, ela sabe disso.
— Cale a boca! — gritei engatilhando a arma.
— Você não me exige nada Niklaus! Sua esposa esta morrendo, você não vai poder nem se despedir.
Fora quando todas as minhas suspeitas foram postas a prova, ele se levantou rápido, rápido demais para eu tomar qualquer atitude. Como fora possivel? Ele estava gemendo de dor ainda a pouco. E como se fosse pouco tirou de dentro do terno uma arma apontando-a para mim. Nunca sentir tanta agonia, se eu atirasse ele atiraria também, se eu o matasse ele também me mataria. Senti uma gota de suor escorrer pela lateral da minha testa, o que eu deveria fazer? Ele riu alto.
— Não achou que seria tão fácil assim me matar não é Niklaus Mikaelson? — o vi sorrir de canto, um odio maior brotou dentro de mim, apertei a arma com força.
— Você estava fingindo, seu maldito!
— A polícia vai chegar e você será preso por tentativa de assassinato, enquanto eu continuarei matando pessoas, roubando dinheiro dos hospitais e me divertindo a custa dos outros, prometo que matarei um por um da sua família.
Silas sorrio de canto, apontava a arma para mim com uma das mãos apenas, enquanto o outro ombro estava baixo, torto, por conta do tiro, ele não movimentava o braço direito, se ele não fosse destro eu poderia ser mais agil e atirar primeiro.
— Seu ombro direito esta ferido, não consiguirá atirar tão rápido quanto eu.
Eu podia escutar o choro da minha irmã atras de mim, por que ela não saia dali? Ela estava tão próxima da porta, era só sair, por que ainda ficar ali?
Caroline,
Caroline,
Caroline.
O nome da minha loira se repetia em minha mente várias vezes, me entorpecendo, ocupando o lugar do medo que antes vagava na minha mente. Eu precisava salva-la, precisava sair vivo, pelo menos para me despedir dela.
— Isso se eu não for destro — disse Silas ainda com o sorriso no canto dos lábios.
— Rebekah saia daqui! — gritei.
— Não vou sair Nik! Eu só saiu daqui se for com você, não vou deixa-lo morrer.
— Vamos boneca — Silas falava com minha irmã, mas ainda me encarava — Saia, não irá gostar nada nada de ver seu irmão com os miolos estourados.
— O único que sairá morto aqui é você Silas! — vossiferei.
— Quem sabe depois que matar você possa comer aquela sua esposinha gostosinha, ah eu esqueci que ela esta morrendo, e você não tem o coração para ela.
De todas as raivas possiveis que poderia sentir, ate mesmo em ele falar que transaria com Caroline, o fato dele jogar na minha cara que eu não teria o coração da minha espoa fora o que mais me descontrolou, saber que eu não havia conseguido, que Caroline morreria por idiotisse minha, que eu era de certa forma culpado. Por Deus, só um milagre salvaria minha esposa, tão pouco eu ali. Eu não podia esperar mais, tinha que ser ali e agora.
Um tiro.
O som da bala ecoou por toda a mansão, pude ver Silas cair no chão, o tiro havia sido no coração, eu havia conseguido, sim, ele não era destro. Ele caiu cuspindo sangue, a arma tremula nas mãos, enquanto ele tinha os olhos arregalados, como se não acreditasse que realmente aquilo havia acontecido, nem eu mesmo acreditava. Silas caiu com o braço esticado, quase imóvel e eu via minha vitória, me sentia vitorioso. Então ele sorrio largamente, os dentes sujos de vermelho pelo sangue, um sorriso demoniaco.
E tudo o que acontecera a seguir eu não podia acreditar que aconteceria.
— Niklaus você conseguiu — gritou Rebekah feliz e ali grande parte da minha vida se foi.
Silas apertou o gatilho da arma, mesmo no chão e antes de morrer, eu não pude fazer nada, mesmo querendo, eu simplesmente não esperava que ele pudesse atirar ainda. Ouvi Rebekah cair no chão, os batimentos do meu coração se fizeram em minha mente enquanto eu via minha irmã demoradamente morrendo.
— REBEKAH! — gritei correndo ate ela, as lagrimas brotaram em meus olhos.
Me ajoelhei ao lado dela, as mãos da minha irmã sobre a barriga onde levara o tiro enquanto ela cuspia sangue e chorava. Não, não, não, eu jamais me perdoaria, nunca me perdoaria se ela morresse, ela não podia me deixar, não podia perder ela e Caroline ao mesmo tempo.
— Não meu Deus, me leve no lugar dela — clamei segurando as mãos ensanguentadas da minha irmã, ela estava agonizando, engasgava com o próprio sangue que subia a garganta.
— N-nik — escutei ela me chamar, sem nem perceber eu estava chorando.
Agarrei as mãos dela com força, como se não quizesse deixa-la ir, minha irmã, minha pequena irmã que eu deveria proteger estava morrendo e por minha culpa. Por que? Por que ela precisava morrer? Não, não, não, logo agora que nossa família estava junta de novo, não, ela não podia morrer, céus, ela não podia morrer em vão.
— Rebekah me perdoe, fique calma irá ficar tudo bem — disse levando as mãos dela ate meu rosto e beijando-a — Se acalme minha irmã.
Então escutei o som da polícia se aproximando me tirando do transe em qual eu estava, Rebekah estava morrendo, morrendo por minha causa.
— E-eu... s-sou — ela cuspiu mais sangue deixando mais lágrimas cair de seus olhos, eu estava desesperado, só esperava que por algum milagre ela não pudesse morrer.
— Não fale Rebekah, eu amo você — minha voz estava tremula pelo choro.
— Nik, e-eu sou... O n-negativo.
Não sei ao certo quanto o abalo daquelas palavras se fizeram em mim, meu mundo girou, ela era O negativo? Como isso seria possivel? Ah não ser que... arquiei minhas sobrancelhas voltando a encara-la. Michael deveria ser O negativo, isso queria dizer que meus irmãos também seriam O negativo.
— Rebekah... — sussurrei abaixando minha cabeça, as lágrimas brotando ainda mais em meus olhos. Caroline estava a salvo.
Escutei abrirem a porta com força, a policia estava entrando, mas nada daquilo me importava, nem eles pedindo para me afastar da minha irmã, nada mais importava, nada fazia sentido, ou quase nada. Em flashes me lembrei de todas as vezes que minha irmã disse que me ajudaria, seria dessa forma que ela queria ajudar Caroline?
— N-nik — a encarei e ela sorrio — Eu j-já quer-ria d-doar.
— Não Rebekah — chorei ainda mais e então escutei um grito.
— REBEKAH, oh não, não — chorava minha mãe se jogando ao lado da filha.
Minha irmã respirou fundo e então olhou para cima, um ponto um tanto longe e sorrio, sorrio largamente com lágrimas nos olhos. Isso me doeu ainda, ela estava me deixando, estava nos deixando.
— P-pai, Fi-nn — disse ela, segui o mesmo olhar não vendo nada, ela engasgou outra vez, mas ainda sorria e de repente sorrio ainda mais — Mat-t.
Meu mundo parou segundos, ela fechou os olhos como se fosse dormir e se foi. Lembro-me de minha mãe gritar, eu apenas fiquei em choque, sem chorar, sem falar, minha visão estava fixada a ela, a minha irmã morta.
— Afastem-o dela! — escutei ao longe gritarem, mas eu não podia, não queria.
Abracei minha irmã, mesmo que ela já estivesse morta, eu não podia deixa-la ir, não queria.
— NIklaus deixem levar sua irmã — disse minha mãe chorando tentando me puxar — Deixe, Niklaus.
— Não, não! — disse abraçado a ela.
Senti me puxarem, mas eu não a soltava, eu não podia, eu não conseguia.
[...]
— A culpa não é sua meu filho — minha mãe estava tão abalada quanto eu, mas ainda sim tentava me consolar.
Estavamos no hospital de Caroline, Alaric havia tentado de tudo para salvar Rebekah, mas eu já sabia que ela estava morta, ele estava fazendo o transplante do coração de Rebekah para Caroline.
Suspirei fechando meus olhos, minha roupa ainda tinha o sangue dela, encostei minha cabeça na parede do hospital, já que a cadeira ficava presa a parede, suspirei novamente ainda sem acreditar que tudo aquilo estava acontecendo.
Fora quando escutei passos se aproximando, desviei meu olhar para o lado e vi Elena e Stefan, Bonnie e Damon apressados, quase desesperados. Abaixei minha cabeça sentindo minhas lágrimas voltarem, havia perdido minha irmã, mas havia salvado minha esposa, no último instante, Caroline viveria.
— Eu sinto muito Klaus — Elena se ajoelhou a minha frente, encarei seus olhos enquanto ela segurava minha mão, eu que tanto maltratei e uma vez ate tentei mata-la, me via completamente arrependido.
Senti uma mão pesada no meu ombro, desviei o olhar vendo Stefan serio, como se dizesse o mesmo que a esposa. Bonnie e Damon nada disseram, eles pareciam meio nervosos. Fora quando Elijah apareceu completamente atordoado arrastando uma Katherine que malmente conseguia acompanha-lo, já que estava de salto alto.
— Me diga que é mentira! — Elijah gritou puxando-me da cadeira pela jaqueta e me encarando — Vamos Nik! Me diga que ela esta viva!
Ele estava tão adordoado quanto eu, balançei minha cabeça negando, ele me soltou abraçando Katherine em seguida, Kol estava abraçado a minha mãe e eu, pela primeira vez naqueles dias, me senti incrivelmente sozinho.
— Klaus Mikaelson! — escutei me chamarem, todos desviaram o olhar para Alaric, o loiro deu um breve e quase impersebível sorriso — O transplante foi um sucesso — disse ele — Também conseguimos salvar o feto, o que foi um verdadeiro milagre.
Sorrir fechando os olhos completamente aliviado, ou pelo menos em parte, Caroline estava a salvo, meu futuro filho também, eles viveriam, céus, minha esposa viveria e meu futuro filho também.
Vi Lizz e Bill sorrirem e se abraçarem chorando, só então percebi que eles estavam ali, Bonnie e Damon sorriram aliviados, Elena e Stefan também, a morena ate chorava, meus familiares suspiraram parecendo aliviados também, mas como em mim, a dor da perna de Rebekah ainda era persebível e duraria por muito, muito tempo.
Alaric se aproximou ficando ainda mais próximo, trazia nas mãos um papel que só depois percebi que ele tinha nas mãos. Ele respirou fundo e desviou o olhar para a minha família.
— Rebekah já desejava doar o coração — disse o loiro fazendo todos arquiarem as sobrancelhas, menos eu, ela havia me dito isso.
— O que? questionou Elijah surpreso.
— A poucos dias ela me procurara para saber como podia fazer para doar o coração — vi ele desviar o olhar e suspirar — Havia dito que essa era uma decisão muito importante — Alaric voltou a fita-los, dessa vez estendendo o papel nas mãos — Como prova esta ai este documento, onde ela assinou disposta a doar o coração para Caroline.
Elijah pegou o documento das mãos de Alaric e passou a ler dando um breve sorriso de canto e lagrimando em seguida.
— Essa irresponsável — disse ele em tom de brincadeiro deixando lágrimas cairem em seguida — Rebekah, eu a mataria se você já não estivesse morta — Katherine abraçou Elijah como se quizesse dar força a ele.
— Minha pequena garotinha corajosa — sussurrou minha mãe abaixando a cabeça, sentei ao lado dela e a abracei.
Horas se passaram, ambos esperavamos Caroline poder receber as visitas, logo depois seria o enterro de Rebekah, já estava tudo quase pronto. Vestiamos preto, Nick já estava ao meu lado e sorria ancioso, não como eu.
Haviam enfermeiras dentro do quarto, minha esposa já estava acordada, como ela acordara a poucos minutos precisava ser preparada para receber visitas. Senti colocarem a mão no meu ombro, desviei o olhar para o lado reconhecendo Alaric, ele não estava com a roupa de médico, estava de terno preto, assim como nós, ao seu lado estava a tia de Elena, Jenna, que também usava preto.
— Parabens Klaus — ele disse em seguida apertando minha mão — Jenna, querida, esse é o homem que lhe falei — ele deu espaço para a esposa dele apertar também minha mão — O homem que fez de tudo para salvar a esposa.
— Fico feliz que tenha conseguido, Alaric vive o drama de pessoas que morrem na fila na espera por um orgão — disse Jenna fazendo um breve carinho no rosto de Alaric — Por isso seremos doadores, é uma maneira de se manter vivo, não é mesmo querido? — questionou ela sorrindo para o marido.
— É sim, querida — Alaric segurou a mão da esposa se despedindo de mim, ia falar com Elena e Stefan.
Peguei meu filho no colo, estava angustiado esperando poder ver Caroline.
— Papai? — me chamou Nick, o encarei rapidamente.
— O que foi filho?
— Se doar orgão é uma maneira de ficar vivo, então a tia Rebekah vai continuar viva não vai? — me surpreendi pela pergunta do meu filho, ele era realmente observador e adorava escutar as conversas dos outros.
— Sim, ela ficará viva por longos anos, assim como sua mãe.
Finalmente vi as enfermeiras sairem, quando pensei que poderia entrar elas me arrastaram com meu filho para por roupas adequadas, vesti uma batina azul, mascara, luvas e ate mesmo toca para o cabelo, meu filho também, e então finalmente pude entrar no quarto de Caroline.
Senti meus olhos marejarem ao vê-la sentada na cama, sim, ela estava fraca, mas estava viva e bem, bem como ficaria por longos e longos anos. Ela me viu com Nick no colo e sorrio fracamente, eu sabia que ela não poderia falar ainda, ela precisava ficarem completo repouso.
Sorrir e segurei suas mãos.
— Eu te amo — disse beijando as mãos dela em seguida.
A vi pegar um papel e escrever nele, fora quando vi mais pessoas entrarem no quarto, era minha mãe e Elijah, eles se aproximaram meio receiosos. Caroline os viu e logo acrescentou algo ao papel que, com tanto esforço, escrevia.
Ela me entregou o papel e eu rapidamente o li.
— Nik, eu também amo você, obrigada por tudo, por ter cuidado do nosso pequeno garotinho também — vi ela desviar o olhar para Nick e sorrir, ele sorrio de volta, voltei a ler — Nosso futuro bebê também esta a salvo e eu incrivelmente nunca estive me sentindo tão viva — sorrir dando uma pausa na leitura, Elijah e minha mãe se aproximaram mais ficando do outro lado da cama — Estou viva graças ao coração de Rebekah — parei de ler sentindo lágrimas brotarem em meus olhos, encarei minha esposa e ela encarava meus familiares — Eu viverei cada dia por ela, numa maneira de agradecer pelo que fez a mim.
Arquiei minha sobrancelha vendo minha mão abraçar Caroline chorando, céus, não podiam abraça-la, minha mãe chorava tanto que minha esposa retribuiu sorrindo.
—E-eu já... — Esther sorrio enxugando as lágrimas — Eu já a considerava uma filha, agora, ainda mais.
Então lembrei-me do que Jenna haviame dito, quando doamos orgãos é como se nos mantessemos vivos, de certa forma, Rebekah ainda sim, estava viva.
[...]
Mansão Mikaelson — 18:20
Quatro anos depois
— Papai, papai! — sorrir vendo um ser pequenino e loiro adentrar meu escritorio afobamente, minha filha herdara muito mais do que o nome de Rebekah, tinha o mesmo gênio e incrivelmente lembrava minha irmã pela beleza.
— O que foi minha princesinha? — questionei me levantando da poltrona vendo-a correr ate mim e abraçar minhas pernas, sorrir brevemente a pegando no colo.
— Nickolas não deixa eu brincar de bola com ele, ele me mandou brincar com as minhas bonecas — ela fez um bico irritada, o que me fez sorrir mais ainda.
Então vi quando os olhinhos azuis dela olharam para baixo, mas certamente, para o album aberto sobre a mesa do meu escritório. A vi franzir o cenho tentando identificar o que era e então sorrio largamente, curiosa e alegre por encontrar algo para se distrair.
— Papai eu quero ver — disse apontando para o album.
Voltei a me sentar na poltrona, dessa vez com ela no meu colo. Os olhinhos azuis dela brilhavam ao ver as fotos, logo ria de algumas que achava engraçada. Toda nossa família estava ali, não somente em albuns, sobre minha mesa guardava uma foto de Rebekah, ela sorria, fora batida no dia que ela soubera que iria para faculdade, cursaria a mesma que Matt, ao lado da de Rebekah estava Finn e Sage, no dia do casamento deles, ambos sorrindo, lembro-me brevemente da cerimônia, mas tinha certeza que meu irmão estava certo do que faria, e por fim, ao lado da fotografia deles, estava a de Michael, ele como sempre sério, impondo o respeito que os outros deveriam ter quanto a nós, os Mikaelson. Mas ainda sim, eu sabia que ele estava feliz, fora batida no dia que Elijah tomou posse da empresa, formou-se e dera orgulho ao meu pai.
— A mamãe já foi ruiva papai? — questionou Rebekah apontando para uma das fotos onde Caroline estava ruiva.
— Sim, mas prefiro ela loira — confessei, ela riu.
— Eu também.
— Klaus você... — Caroline entrou na sala, mas logo parou sorrindo ao ver a cena de Rebekah em meu colo vendo o album da família, dei um breve sorriso a ela — Elijah quer saber se você esqueceu do jogo de baisebol do seu sobrinho, é hoje a tarde.
— Claro que não esqueci — menti me levantando da poltrona e sentando Rebekah nela, minha filha não tirava os olhos do album, aproximei-me de Caroline e ela sorrio para mim dando um breve beijo.
— Não se esqueça, sabe que Dereck o adora — acariciei o rosto da minha sweet, mal conseguia acreditar que a anos atras a teria perdido.
Desviei o olhar para Rebekah, ela via as fotos atentamente, parecendo querer gravar cada uma. Não podia deixar de lembrar da minha irmã, Rebekah tinha o mesmo jeito que a tia, e isso era como um consolo para mim, saber que minha irmã ainda estava perto, mesmo não estando.
— Princesa, vamos ver seu primo jogar — a chamei fazendo-a sorrir ao me encarar.
— Terá sorvete, papai?
— Com certeza — disse fazendo-a dar um longo sorriso.
Então uma invasão aconteceu no meu escritório, tudo que pude ver fora uma cabeleira castanha entrar correndo arrastando consigo outra cabeleira loira, meu filho que resmungava tentando tirar seu braço das mãos de Catharina, a filha de Stefan e Elena, que já estava uma moçinha de nove anos, tinha a mesma idade do meu filho.
— Tia Caroline — ela gritou abraçando minha esposa logo depois me abraçando.
Crianças, quem diria que eu viveria cercado delas.
— Já vamos pai? — Nick perguntou suspirando cansado, entediado para ser mais preciso, as vezes me batia saudade daquele garotinho que malmente sabia amarrar os sapatos.
— Sim — disse bagunçando o cabelo dele fazendo-o fazer uma careta.
— Eba! — gritou Catharina, me perguntava a quem ela tinha herdado esse jeito tão extrovertido — Tio Damon e a tia Bonnie também vão, mas não podemos deixar as bolas de baisebol chegarem perto do barrigão dela, ok Nick? — perguntou ela olhando para meu filho, ele apenas revirou os olhos confirmando.
— Tudo bem crianças, agora esta na hora de irmos — Caroline sorrio, as crianças seguiram ela, incluse Rebekah que pulara de cima da cadeira correndo ate minha sweet e a agarrando a mão dela.
Suspirei ficando novamente sozinho em meu escritório, era tão estranho pensar em tudo que acontecera anos atras. Me aproximei do album para guarda-lo e então vi onde estava aberto, arquiei as sobrancelhas dando um breve sorriso.
Era uma das fotografas do cartão de Natal de dez anos atras, talvez mais, que minha mãe sempre nos obrigava a bater, nela estava Michael, Esther, Finn, Elijah,Rebekah, Kol e por fim eu, fora batida num dos ultimos natais que passei com minha família. Suspirei novamente passando a mão sobre aquela fotografia, logo sorrir com a fotografia abaixo, Esther, Elijah, Katherine, Dereck, Eu, Caroline, Nickolas, Rebekah, e por fim Kol.
— Klaus! — ergui meu rosto para a porta vendo Caroline sorrindo — Vamos.
— Estou indo sweet.
Ela sorrio saindo novamente encostando apenas a porta, talvez como se dizesse para mim não demorar. E eu não era louco de ir contra uma vontade de Caroline.
— Klaus! — ela apareceu de novo dessa vez entrando e fechando a porta atras de si — O que tanto ver nesse album hen?
Caroline se aproximou de mim desconfiada, olhando em seguida o album da familia em minha mesa. Sorrio ao ver a foto que ela mesma fizera questão de bater para o cartão de natal do ano passado. Ela sorrio ainda mais passando a mão delicadamento pela foto, pude ver seus olhos marejarem.
— Obrigada Klaus, por ter me dado uma família tão perfeita — minha sweet olhou envolta do escritório, ainda sorria, mesmo que com os olhos marejados — Obrigada Rebekah, por ter me dado uma nova chance.
E quase que imediatamente senti o perfume da minha irmã invadir o escritório, isso me trouxe uma paz, um alivio. Abracei Caroline beijando brevemente os lábios dela.
— Eu te amo — sussurrei assim que nossos lábios se separaram.
— Eu também te amo Niklaus — ela sorrio novamente pegando na minha mão, como se quizesse me tirar dali, e realmente queria.
Guardei o album que havia achado a horas atras saindo do escritório em seguida, olhei uma última vez o escritório, ainda podia sentir o aroma da minha irmã, graças a ela eu estava sendo feliz, incrivelmente feliz.
FIM!
Notas finais
Bem, algumas pessoas ja tinham adivinhado o final, eu pensei ate em mudar, but, eu achei o melhor para a fic. e...
OMG acabou T_T vou morrer de saudade de escrever ela, estou bolando ate uma proxima decorrente dessa, mas que n tera mais como foco o caso da Caroline, e bem, por isso nao vou colocar como uma 'continuacao'.
Enfim, leiam os agradecimentos a seguir ;*
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