Motivos De Um Crime
14 Capítulo quatorze. Manipulações.
Notas iniciais
Desculpa, era pra mim postar ontem, mas estou postando agr *0*
Boa leitura s2
Motivos de um crime
Capítulo quatorze — Manipulações.
Não fora muito dificil entrar nos arredores da mansão de Silas, e isso me preocupava, o fato de tudo estar sendo tão fácil se tornava desconfiador para mim. Abrir a porta do carro e então escutei um barulho, olhei para o banco traseiro do carro não vendo nada. Céus se eu não estivesse sozinho poderia jurar que havia outra pessoa ali. Suspirei arrumando a arma em minha jaqueta saindo do carro, fui ate a porta da mansão e apertei a campainha esperando alguém abrir a porta.
O som da campainha ecoou pela mansão, não que eu estivesse nervoso, eu não estava, mas a desconfiança martelava em minha cabeça. Por que Silas me deixaria entrar? Ele havia me ameaçado e eu a ele, não fazia lógica alguma eu entrar na mansão.
— Senhor Mikaelson — vi um homem de certa idade abrir a porta, deveria ser o mordomo — O patrão o espera no escritório, siga-me por favor. — então entrei — Com licença senhor.
O mordomo colocou as mãos por dentro da minha jaqueta, na abertura para tira-la de mim. Me afastei rapidamente, ele não podiatirar a minha jaqueta.
— Perdoe-me, não desejas que eu guarde seu casaco?
— Estou bem com ele — disse o encarando.
— Siga-me então — ele deu um passe para a frente e eu fui logo atras dele.
O segui, a mansão era luxuosa, esbanjava riquezas para todos os lados, quadros milionários na sala, móveis caros e muita sofisticação. Tudo com o dinheiro público, dinheiro dos hospitais públicos, ah aquele desgraçado pagaria por ter tentado me matar.
O homem parou em frente a uma porta dupla batendo levemente na mesma, revirei os olhos impaciente e abrir a porta antes mesmo de ser anunciado.
— Klaus Mikaelson — Silas sorrio de canto surpreso, por que ele estaria surpreso?
Foi então que vi algo se esconder atras das pernas dele, encarei confuso aquilo e então quando ele se afastou pude ver a linda menininha. Deveria ser mais nova que meu filho, tinha os cabelos dourados lembrando os de Caroline, sardas no rosto dando um jeio meigo a ele e um sorriso encantador nos lábios.
Ele era pai.
Respirei fundo, pai, ele era pai assim como eu. Eu, eu, não podia mata-lo.
— Cumprimente o nosso amigo, querida — disse Silas sorrindo vitorioso, será que ele já sabia que eu não o mataria? Como poderia me conhecer tanto assim?
— Boa noite tio Klaus — a garotinha correu e abraçou minhas pernas, ela era tão pequena que malmente chegava a minha coxa.
Sorrir acariciando o cabelo dela que estava preso em duas maria chiquinhas, ela parecia um anjo, os olhos azuis brilhando, uma perfeita bonequinha.
— Olá pequena — disse fazendo ela se afastar e voltar para as pernas do pai, ainda sorria, menos mal, eu geralmente assustava as crianças que vinham falar comigo.
— Amabel vá para o seu quarto, Alfred lerá uma otima história pra você dormir.
— Tudo bem papai, amanhã irei poder ver a mamãe?
— Sabes que não querida, sua mãe nunca mais pisará nessa casa.
A garotinha parecia ficar triste e saiu cabisbaixa do escritório, assim que ela fechou a porta com muito trabalho, já que malmente alcançava a maçaneta, Silas se sentou na poltrona a minha frente, a mesa nos separava.
— Não sabia que tinhas uma filha — disse continuando em pé.
— Ela é um ano mais nova que seu filho, foi um caso passageiro que a gerou, a mãe queria me tomar grande parte do meu patrimônio por causa dela — Silas revirou os olhos fazendo pouco caso — Então acidentalmente foi morta em uma encruzilhada.
— Você matou a mãe da sua filha? — questionei surpreso, nem eu em meus tempos de crime seria tão cruel assim.
— Ela era um incômodo, assim como Hayley que continua sabendo de muita coisa — Silas me encarou irritado, parecia que estava realmente disposto a matar Hayley — Sabia que ela quer que o marido concorra ano que vem? Na proxima eleição?
— Hm, você não será eleito, confie em mim — ironizei.
— Sabe Klaus poderiamos ser bons amigos, você poderia ser mais util que Damon, ate porque tem uma família, quem desconfiaria de um pai amoroso e um marido exemplar?
Revirei os olhos, quanta babozeira. Queria mata-lo, mas não podia, não ele tendo a filha para criar, ainda mais depois de ter matado a mãe da garota. Céus que confusão estava a minha cabeça, mas e se ele tentasse me matar?
— Eu não vou mata-lo se é o que esta se questionando — disse ele fazendo encara-lo — Isso se você aceitar trabalhar para mim, eu poderia encontrar o coração para sua esposa.
Arquiei minhas sobrancelhas, Caroline iria poder viver, afinal esse era o meu objetivo inicial, conseguir o coração da minha esposa, fora para isso que eu entrei em toda essa 'jogada', para salvar minha sweet.
— Trabalhar como?
— Matando, é muito simples e fácil — Silas tirou um envelope de dentro de uma das gavetas da mesa — Aqui é uma lista das pessoas que deverá matar.
Ele jogou a pasta para mim, que caiu no chão. Me abaixei meio desconfiado, pegando a pasta e voltando a minha posição inicial, em pé de frente para ele. Será que eu conseguiria matar pessoas, que ao meu ver eram inocentes? Suspirei abrindo a pasta, eram várias folhas, cada uma com uma foto eo nome da pessoa, endereço, telefone, tudo, parecia ate mesmo um curriculum de trabalho.
— Por que quer mata-las?
— Por se meterem demais em minha vida, outros por me ameaçarem, você sabe, o de sempre — ele se aconchegou na poltrona e suspirou.
Fora então que em meio aos nomes ali reconheci um, Elijah Mikaelson. Arquiei minhas sobrancelhas, era o meu irmão, céus, por que ele estava naquela lista? Será que também era um criminoso?
— Elijah Mikaelson? — o questionei.
— Ah sim, líder das empresas Mikaelson, inimigo ao meu patrimônio, preciso mata-lo.
Comecei a me perguntar se Silas não era nenhum tipo de serial killer, se bem que os assassinos matam por prazer, ele simplesmente matava porque queria, ou melhor, mandava os outros matarem. Era tudo muito confuso, não havia dinheiro envolvido, ele não ganharia nada. Vai ver ele era um louco.
— Achas que eu mataria meu próprio irmão?
— E você acha que eu não? Se você não matar, outro irá, aceite os fatos Mikaelson, eu sou o rei nessa cidade, eu mando nela!
— Seu desgraçado! — senti a raiva subir — Achas que vou deixar matar tantas pessoas inocentes? — sorrir de canto vendo ele se levantar.
— Sabe Niklaus, sua mãe é uma mulher realmente admirável — o encarei confuso — Ela acreditou exatamente em tudo o que eu falei, que era dono de uma empresa, que me chamava Joshua, nem ligou minha imagem a prefeitura de Chicago.
— Onde ela esta? — vossiferei cerrando os punhos.
— No meu quarto, onde mais estaria? Sabe, ela ama muito o seu pai, pois parecia uma menininha virgem.
Apertei ainda mais os punhos, imaginava ser o pescoço de Silas, aquele maldito, desgraçado. Não sei ao certo em que momento me desiquilibrei, mas lembro-me perfeitamente de ter ido para cima dele.
Havia ate mesmo esquecido da minha arma enquanto destribuia socos no rosto dele que me revidava. Senti um soco emmeu queixo e logo depois o gosto de sangue veio a minha boca. Ele apenas ria enquanto eu o socava, parecia achar graça e isso apenas me irritava mais. Fora então que o joguei contra parede e ele ao se apoiar no abajour o deixou cair. O som ecoou chamando a atenção, sabia que a brincadeira estava para acabar.
— Quando meus seguranças acharem você, estará perdido — ele disse ofegante se apoiando na parede.
— Não antes de mata-lo! — coloquei minhas mãos por dentro da jaqueta em busca da arma. Aquiei minhas sobrancelhas por não encontrá-la.
Então como num flash a imagem do mordomo tentando tirar meu casaco veio a minha mente, ele não queria tirar meu casaco, estava verificando se não havia arma, ou será que ele sabia que havia uma arma ali? Silas gargalhou alto.
— Achou mesmo que entraria em minha mansão armado? — debochou ele dando um sorriso de canto, um file de sangue escorrendo pelo canto da boca.
— Maldito! Onde esta minha mãe? Diga-me antes que eu o mate sem precisar de arma.
— Me matar como? — ironizou — Alfred!
Desviei o olhar para a porta, precisava tirar minha mãe dali e matar Silas, céus, a filha dele que me perdoasse, mas aquele maldito me pagaria. Corrir pela porta cruzando no caminho com o mordomo, eu estava perdido, passei correndo pelo mordomo subindo a escada prinipal da mansão. Era estranho não haver nenhum segurança ali.
Chegando no corredor escutava um choro, só não sabia de quem.
— Socorro! — eu reconhecia aquela voz, era a da minha mãe.
Segui a voz pelo corredor e arrombei a porta do quarto, tudo feito de forma rápida, Silas poderia vir a qualquer momento e me matar. Céus aquela adrenalina estava me matando. Arquiei minhas sobrancelhas vendo minha mãe amarrada na cama, ela chorava e graças a Deus estava vestida.
— Klaus saia daqui agora! Joshua se chama Silas e ele quer matar você!
— Eu sei mãe — disse desamarrando ela.
— O que é isso na sua boca?
— Sangue.
E então tudo escureceu, haviam desligado a energia da mansão.
— Vamos Klaus, mandei todos para fora da casa, quero mata-lo dolorosamente e sem testemunhas — gritou Silas rindo em seguida, ele parecia estar louco.
Minha mãe me abraçou chorando baixo em meu ombro. Precisava sair dali, Caroline nunca me perdoaria se eu fosse morto, eu não podia morrer, tinha que cuidar de Nick e da minha esposa, eles eram tudo em minha vida.
— Ele é louco Niklaus — susurrou minha mãe ainda agarrada a mim.
— Vamos sair daqui, não se preocupe — beijei a testa dela levantando-a da cama.
Estava tudo escuro, as unicas iluminações era do luar da lua nas janelas dando um azulado aos móveis, mas ainda sim escuro. Suspirei segurando as mãos da minha mãe e saindo do quarto, estava sem arma e correndo risco de morrer.
— Papai! Eu quero sair! — escutei um grito, era de criança — Papai estou com medo!
Senti um aperto em meu coração, mas eu não podia tirar aquela menina do quarto, ate porque ela estava mais segura lá do que comigo. Escutei uma risada vinda do hall da casa, andava de mãos dadas com a minha mãe, precisava tirar ela dali, precsava salvar ela antes de qualquer pessoa, antes de mim mesmo.
Desci as escadas com ela, mesmo escuro dava para ver alguns móveis, nada muito claro, mas ainda sim conseguia enxerga-los. Soltei minhas mãos das dela, ela me encarou tentando agarrar-se novamente as minhas mãos, mas eu não deixei.
— Saia da casa — sussurrei apontando para a porta — Saia agora.
— Mas Niklaus — ela tinha lágrima nos olhos, suspirei me contendo também para não chorar — Deixe-me cuidar de você.
— Eu amo você mãe, diga a Caroline e Nick que os amo mais que tudo nessa vida — beijei a testa dela escutando-a chorar baixo — Saia, ou ele matará Elijah, eu preciso impedi-lo, ele esta louco.
A afastei de mim empurrando-a para a porta, minha mãe, céus, como pude ficar tanto tempo sem falar com ela? Suspirei fechando os olhos e voltando a olha-la, ela abrio a porta chorando e saiu.
Voltei meu olhar para um breve corredor, deveria dar a outras salas. Olhei ao redor procurando algo que pudesse me defender e então quase não acreditei ao ver uma arma próxima a escada. Estava fácil demais, fácil demais.
Mesmo assim me aproximei, não escutava nada, nenhum ruído que fosse, Silas estava quieto e poderia estar em qualquer canto daquela mansão, poderia estar me vigiando a qualquer momento. Corrir ate a escada, a armaa estava no primeiro degrau, nem precisava subir a escada para pega-la.
— Primeiro erro — arquiei minhas sobrancelhas vendo Silas sair de tras da escada, ele bateu com aa rma em meu rosto.
Cai no chão, tudo girava, levei minha mão ate meu rosto podendo ver o sangue em minhas mão. Céus, aquele maldito me pagaria. Levantei o olhar o encontrando-o de pé a minha frente, apontava a arma na minha direção.
Nada poderia me salvar.
— Sabe, nem tinha mesmo bala naquela arma, era uma armadilha — ele sorrio de canto — Você não sabe como me faz bem matar o grande criminoso Niklaus, ninguém conseguia mata-lo, você seria um grande funcionário para mim.
— Não mato pessoas inocentes, nunca matei, e agora muito menos! Eu tenho uma família, sabes o que é isso Silas? Sabe o que é uma família?
— Tsc, matei todos, por que me importaria agora?
Ele gargalhou, sim, ele era realmente louco. Céus, como havia conseguido se tornar prefeito em Chicago?
— Como se sente Niklaus? Estando tão vulnerável assim?
— Vá ao inferno! — vossiferei.
Então o vi sorrir de canto, estava convencido de que venceria, eu também acreditava nisso. De repente um flash de toda a minha vida passou diante dos meus olhos. O dia em que Ester me levou ao parque e eu quebrei a perna, meu primeiro beijo, a primeira transa, céus nem eu mesmo me lembrava que havia sido com doze anos, a discussão com meus pais, o dia que sair de casa, o primeiro roubo, o primeiro assassinato, a vida de crime e então o dia que conheci Caroline e quase a atropelei, o dia que a tive pela primeira vez, os sorrisos, os beijos, as discussões, a gravidez dela, o nascimento de Nick, nossa vida como casados, por fim a doença ao lado dela, o reencontro com minha família. Eu tinha sido feliz, conheci a felicidade pelas mãos de Caroline e não poderia reclamar.
Escutei ele engatilhar a arma e então fechei meus olhos, eu não queria morrer, mas se alguém lá em cima me perdoasse e me deixasse viver eu faria tudo diferente, seria tudo diferente.
— Caroline — sussurrei e então escutei o som do disparo da arma.
Notas finais
Ultimos capitulos, so queria agradecer por tudo, adoro vcs s2
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