Notas iniciais
Primeiramente quero avisar que a fic não é Aomomo! Ohhh estou vendo gente saindo da fic agora... kkkkkkkkkkkk. Mas quem curte o casal Aomomo (assim como eu) e que curte Yaoi (ASSIM COMO EU), acho que vai gostar da fanfic e.e E segundamente', a fanfic é antiga, postei ela quando ainda tinha a minha primeira conta do Nyah criada em 2012 antes do banimento (cry), então sim, é um repost. E eu estou extremamente feliz que eu tenha recuperado essa fanfic pois eu realmente AMO ela. Tem muitas outras one-shots que eu escrevi, que eu realmente amei e que acabei perdendo pra sempre, mas a Mother, assim como as outras é linda, e a única do KNB que consegui recuperar ÇuÇ Bom, enfim, deixa de conversa e boa leitura. Bjs na bunda e boa leitchura. [EU NÃO REVISEI O CAPÍTULO, ENTÃO SE PREPAREM PARA OS ERROS! )o) ]

Ela sempre esteve do lado dele, desde crianças. A garota até tinha a ousadia de pensar que ele não conseguiria sobreviver sem ela, e que ele não era nada sem ela. Muitos chamariam isso de amor, muitos falariam que ela gostava dele. Mas não gostar de amizade e sim gostar de casar e viver junto pro resto da vida, mas não, não era assim... Bom, claro, Momoi amava Aomine de coração, mas nada daquele amor de querer beijar e sentir; não, apenas um simples amor de puro carinho que ela sentia por ele. E isso era desde quando os dois eram crianças.

A rosada estava saindo de casa para ir á escola. Sua casa não era longe do colégio então sua mãe deixava ir a pé. Andando na calçada seu objetivo era outro, não era só ir para escola, antes, ela teria que passar em um lugar e encontrar alguém.

—Ohh, Momoi-chan... Bom dia. –Disse a mãe de Aomine abrindo a porta quando escutou a campainha tocar. Ela era tão bonita, cabelos cumpridos azulados e pele escura, Aomine puxou-se todinho a mãe. A única diferencia era que a mãe dele era boazinha e gentil, e o filho era o oposto, de acordo com Momoi.

—Dai-chan não vai pra' escola? –Perguntou.

—Eu chamei ele faz uns quinze minutos, mas ele ainda não desceu, deve estar morrendo de sono, coitadinho... –Disse a mulher um pouco preocupada.

—Coitadinho, nada! Hoje teremos prova e eu espero que ele tenha estudado! –Falou cruzando os braços.

—Mesmo tendo sete anos a Momoi-chan é tão responsável. –Sorriu docemente, fazendo a rosada sentir-se um pouco envergonhada. –Quer ir acordar ele?

—Posso mesmo?!

—Pode sim, por favor, entre. –A mulher sorri dando passagem para a pequena entrar.

—Dá licença!

Momoi joga sua mochila perto da porta e sai correndo subindo nas escadas até chegar na porta do quarto de Aomine. A mesma estava fechada e ela abre devagar e põe apenas a cabeça para dentro do quarto percebendo que o pequeno estava mesmo dormindo. Dormindo pesado.

—Ele ainda está dormindo, Momoi-chan? –Pergunta a mãe do Aomine atrás dela.

—Tá sim! Olha que malandro, dorme como se não tivesse responsabilidades!

—Ahh, mas ele está dormindo tão bem, dá pena de acordar ele... E se ele faltar hoje?

—Você é muito mole senhora mãe-do-Dai-chan.

A rosada entra no quarto e agarra o cobertor o jogando pra longe, e puxa as pernas do Aomine e o arrasta pra fora da cama. O moreno acorda no susto e cai no chão batendo a cabeça.

—AAAAAAHHH, SATSUKI?! O QUE ESTÁ FAZENDO AQUI, SUA MALUCA!? –Aomine grita indignado por ser acordado daquela forma, o mesmo era acostumado a ser acordado por sua mãe de modo doce e com carinhos. –MÃEEE!!!

—Você tinha que acordar, meu bem...

—ISSO NÃO É DESCULPA, MÃE!

—Desculpe querido, mas é hora de ir para a escola! –Falou um pouco mais firme, a mulher, mas não deixando a voz doce desaparecer.

—Vamos, Dai-chan, hoje temos prova!

—VOCÊ SÓ ME PERSEGUE, SUA FEIA!

—CALA A BOCA! –Irritada ela dá um cascudo na cabeça dele.

Todo o dia era assim, Momoi o “perseguia” indo em sua casa e o buscando para ir a escola. Na escola a mesma sentava atrás dele e quando o moreno dormia em sala de aula ela dava uns beliscões nele para que acordasse. Aomine não era muito de fazer amigos, tinha alguns colegas de bater papo que de vez em quando ficava com eles no intervalo, e Momoi não tinha amigas e amigos, todos achavam ela muito chata e pegava no pé e por isso evitavam fazer amizade com ela, e esse era mais um motivo para ela sempre ficar grudada ao Aomine durante o intervalo, mas o mesmo não se incomodava com isso.

—Ei, Aomine! Por que essa chata esta aqui?! Mande ela ir embora! –Falava alguns meninos olhando para a rosada torto que estava atrás do moreno. –Ela sempre te segue! Como aguenta? –Debochavam.

—É mesmo, ás vezes eu canso de ter ela no meu pé toda hora... –Disse Aomine para seus amigos, fazendo Momoi que estava atrás de si abaixar a cabeça e segurar seu lanche com força, sentindo a garganta formigar e fazer biquinho.

—Mas ela é minha amiga...

A rosada se surpreende.

—Tsc, que amiga chata você tem, eim! Hahahaha.

—Ei, não falem assim da Satsuki!

—Tá, tá, tsc, a chatice da Momoi está contagiando o Aomine. Heh. –Os garotos se afastam indo para outro lugar.

Aomine dá meia volta indo para o outro lado do pátio e Momoi o segue, como sempre.

—O que foi, Satsuki? –O pequeno pergunta se sentando no banco, percebendo a expressão meio chateada da rosada.

—Você me acha muito chata, Dai-chan? –Falou meio baixinho.

—Uhum... –Falou normalmente. –Mas eu aguento.

—Uh?

—Eu posso aguentar a sua chatice... Acho que sou o único do mundo que pode te aguentar, Satsuki! Heh –Disse com um sorrisinho no rosto.

—Ora seu... –Satsuki não deixou de sorrir. –Minha mãe também me ama, oras!

—Sei não, eim.

—Fique quieto!

E era assim, os dois sempre andavam juntos para onde fossem, e pela falta de amigos que Momoi tinha, Aomine tentava fazer o possível de companhia para ela não se sentir sozinha. Na cabeça dele era “tentar compensar a falta de amigos que ela tinha”, mal sabia o moreno que só a presença dele ao lado dela já era o bastante, e depois de ele ter a defendido aumentou mais o carinho que ela sentia por ele.

Ambos foram crescendo e um continuou ao lado do outro. Ambos passaram por várias experiências, inclusive quando Momoi conseguiu seu primeiro namorado e que sempre Aomine a alertava que “ele não era cara para ela e que um dia ela iria se arrepender”, e os dois sempre brigavam por causa disso. No final, infelizmente, Aomine tinha razão. Um dia o rapaz com quem Momoi estava acabou a traindo e destruiu o seu pobre coração, Aomine ficou furioso com o cara, e acabou socando a cara dele. Como ousa machucar sua melhor amiga!?

Mas de todos os momentos que ambos passaram juntos, o pior foi quando Aomine tinha dezesseis anos e sua mãe morreu. Num dia de chuva, quando atravessava a rua, não prestou a atenção e um caminhão a atropelou e quando Aomine ficou sabendo, seu mundo desabou. Sua mãe doce de coração puro que nunca deixou de tratá-lo com amor e carinho, aquela que Momoi sempre repreendia para ser mais dura na educação de seu filho, havia morrido. Aomine não teve a presença do pai em sua criação, o mesmo abandonou a mãe ainda na gravidez e deixou a mãe de Aomine sozinha para criar o próprio filho, e foi assim desde então.

—O-o que vou fazer, Satsuki? ... –Tentava falar em meio aos choros depois do velório. –Estou sozinho...

Abraçava a amiga com força, tentando encontrar algum tipo de conforto, mesmo que seja mínimo naquele momento tão difícil.

—D-dai-chan... Eu estou aqui... –Tentava confortar o amigo. –Estou aqui, tá bom? Não se preocupe.

Durante os dias, Aomine não dava sinal de vida e não mantinha contato e faltava direto a escola, estava em depressão. Momoi todos os dias ia em sua casa lavar a louça, limpar e arrumar as coisas para que não ficasse abandonado pois o moreno ficava direto isolado no próprio quarto, com medo de sair dali e encarar a verdade de frente, a verdade de que agora estava sem a sua mãe. A rosada percebeu que agora não seria o suficiente ser apenas uma amiga para Aomine, ela teria que ser algo mais para ele, ela teria que ter um significado maior na vida de Aomine.

—Tenho que cuidar do Dai-chan... –Falou para si mesma, determinada.

Um mês depois, a rosada consegue tirar o moreno do quarto e fazer ele ir a escola, foi difícil mas aos poucos conseguia. Não demorou muito para que estivesse recuperado da perda e Aomine já voltara a ser o mesmo.

—O que vai querer pro jantar Dai-chan? -Perguntou Momoi, que estava na cozinha na casa do moreno.

—Vá embora Satsuki, está tarde, não deveria estar na casa dos outros... –Disse enquanto jogava vídeo game.

—Não diga isso, seu idiota! Se não deixo você com fome!

—Fala como se eu não soubesse cozinhar. –Disse com um sorrisinho metido no rosto.

—Aposto que não sabe nem fritar um ovo!

—Aposto que sei!

—Aposto que não!

—Eu já vi minha mãe cozinhar várias e várias vezes, eu sei fazer uma pá’ de coisa!

—ENTÃO ME MOSTRA! –Gritou a rosada jogando a colher de pau que segurava no chão.

Dito e feito, Aomine não sabia fazer nem um ovo direito...

—O QUE FAÇO COM ISSO?! –Gritou o moreno desesperado a o perceber que realmente não sabia o que fazer com um ovo. Meu deus, se ele fosse largado iria morrer em menos de três dias, quem mandou sua mãe ser tão boazinha ao ponto de mimar ele tanto que hoje em dia não sabe se virar sozinho.

—TEM QUE QUEBRAR O OVO!

—COMO?!

—QUEBRANDO, APENAS QUEBRE!!!

—ASSIM!? -Ele ataca o ovo na frigideira esmagando-o e melecando tudo.

—...

—...

Como que um ser humano não sabe nem quebrar um ovo? Até as crianças de hoje em dia tem o senso de pegar uma colher e bater levemente na casca até que a mesma se rache e a própria criança abrir a casca do ovo com as mãos e despejar numa frigideira, mas não Aomine, Aomine não tinha nenhum senso de sobrevivência...

—Agora eu tenho toda a certeza... Você PRECISA de mim, pelo menos para sobreviver Dai-chan.

—Vai se foder... –O moreno dá meia volta para lavar as mãos. –Vou querer arroz com ovo... só...

—Mais nada? Ultimamente não está comendo coisas saudáveis, babaca! Vou preparar um fígado.

—HAM?

—Fígado... Faz bem, deixa forte e previne a anemia.

—NEM FERRANDO QUE VOU COMER ESSA COISA NOJENTA!

—VAI SIM!!

E naquela noite, depois de brigarem e quase se espancarem, Aomine foi obrigado a comer pelo menos três pedaços de fígados.

O objetivo de Momoi era substituir a mãe de Aomine, ou pelo menos tentar, já que ás vezes ela pegava ele olhando para a foto da mesma e de vez em quando alguma lágrima saia de seu rosto carrancudo. Daiki não percebia o objetivo de Momoi.

Todos os dias era assim, a rosada acordava e ia buscar Aomine, o acordando de modo nada “dócil” e a noite fazia janta para ele. Nos finais de semana tentava passar o dia todo com o moreno, ou jogando vídeo game, ou assistindo um filme, seja de comédia ou de terror.

Num dia qualquer, quando ambos estavam na escola, um aluno novo chega.

—Boa dia, meu nome é Kise Ryota. É um prazer em conhecer vocês!

—Kise... -Murmurou Daiki, um pouco abobado com o novo rapaz.

Aquele novo aluno era bem alegre, e mal chegara na escola que já se tornou muito popular entre as alunas.

E na volta pra casa:

—Dai-chan... Dai-chan... –A rosada tentava chamar a atenção do outro. –DAIKI!!!

—HÁ! O QUE FOI? O QUE FOI?!

—Está sonhando acordado?! Poxa, tô te chamando a meia hora e você não me responde!

—Ah... O-o que foi?

—Não é nada, só percebi que você estava meio perdido, aconteceu alguma coisa?

—... Não... Nada...

É lógico que aconteceu alguma coisa, e Momoi sabia disso, Momoi conhecia aquele cara como ninguém mais conhecia.

Com o passar dos dias aqueles devaneios do moreno foram aumentando, e outra coisa que a rosada percebia era que o aluno recém-chegado fitava o “seu” Aomine demais. Ás vezes o olhava de canto, ficava o olhando de longe...

—Será? ... Não... Não pode ser... Mas e se... Oh meu Deus!

—Está falando sozinha... –Falou Aomine vendo sua amiga falar sozinha enquanto os dois andam na rua.

—Ah, não é nada não... heh...

—Hoje você estava meio estranha.

—Eu? Tinha que ver você! Todo "boiando" na aula, não prestando a atenção, cabeça nas nuvens, sonhando acordado, cabeça na lua, nossa! Dai-chan, tá acontecendo alguma coisa e você não está me contando!

—J-já disse que não esta acontecendo nada!

“Oh, meu Deus, ele gaguejou” –Pensava Momoi.

Aomine nunca ficou com uma garota, apesar de ter muitas aos pés dele, e Momoi sempre se perguntava do porque ele não querer nenhuma, pois haviam umas tão bonitinhas que até mesmo a rosada iria aprovar o namoro.

Depois de preparar alguma coisa pro moreno comer e arrumar algumas coisas na casa dele, ela voltou para sua casa, jantou, tomou banho e foi pra cama e lá ficou deitada imaginando o que se passava na cabeça daquele babaca.

—Será que... –Momoi sempre foi observadora e depois de tanto observar aquele Ryota secando seu Aomine ela pode constar que aquela “Loira oxigenada” estava querendo ficar com o ele!

—AMANHÃ EU VOU FALAR COM AQUELE CARA!!! –Gritou.

—CALA A BOCA E VAI DORMIR, SATSUKI!!!

—D-desculpa mãe...

No dia seguinte Satsuki pela primeira vez depois de anos, passou reto da casa do Daiki, e foi direto pra escola, ficando na entrada esperando Kise chegar. Depois de alguns minutos esperando, ela vê uma cabeleira loira.

—Kise Ryota!!! –Gritou firmemente cruzando os braços, fazendo alguns comentários alheios surgirem ao seu redor.

—H-hã... –O loiro ficou meio surpreendido com a abordagem da rosada. –Você é a Momoi Satsuki...né?

—ISSO, SOU DA SUA SALA! –Falou mais alto o encarando.

—S-SIM! –O loiro estava meio assustado. Já ouvira vários e vários boatos daquela rosada, diziam que ela era muito chata, pegava no pé, perseguidora e briguenta. –Posso ajudar?

—Venha comigo, agora... –Ela agarra o uniforme do loiro e o arrasta para um lugar mais afastado do pátio da escola.

—M-momoi-san... Err, é a primeira vez que vejo você longe do Aomine...

—É DELE QUE QUERO FALAR!

—UH!

—VOCÊ TÁ SECANDO ELE?

—QUÊ?

—CÊ TÁ OLHANDO MUITO PRA ELE!

—SABIA, OS DOIS NAMORAM!

—Ham? –Disse Momoi confusa. –Eu não namoro o Dai-chan...

—M-mas os dois vivem juntinhos, digo, qualquer lugar onde ele vá você está junto. –Falou coçando a nuca sem jeito.

—Somos melhores amigos, desde criança somos assim e depois de um acidente que aconteceu acabei ficando mais próxima dele, mas isso não quer dizer que eu vá ter outros tipos de sentimentos com o Dai-chan, digo, eu tenho um carinho imenso á ele! Diria talvez que seja algo até materno...

—M-materno?

—Olha, não venha querer mudar de assunto, sua loira oxigenada!

—Loira oxigenada? –Aquilo foi como uma pontada no peito.

—O quê quer com o Dai-chan?

Kise não respondeu, apenas desviou o olhar.

—Olhe, eu não passei reto da casa do Dai-chan, eu não preparei o café da manhã dele por nada! Eu vim aqui para conseguir respostas e aqui estou eu! Vamos, fala logo!

—B-bom... –O loiro demonstrava fortes sinais de nervosismo e Momoi percebia isso, aliás, desde de pequena ela era uma boa observadora. –Você deve achar isso estranho mas... E-eu não acho garotas interessantes... –A ultima parte falou mais baixinho, suas bochechas estavam fortemente avermelhadas.

—Que você é gay? Disso eu já sabia desde o momento que te vi, eu quero saber o que que você quer com o Dai-chan!!! –NA LATA!

—E-eu... eu... Eu gos-

—SATSUKIIIIIEEEEEE!!!!

E de repente uma criatura de pele escura, totalmente desarrumada com os cabelos despenteados, a boca suja de leite e farelos de pão espalhados pela bochecha toda e olhos avermelhados –Sinal de que no mínimo acabou derrubando sabão neles- Aparece do nada gritando o nome da rosada.

—D-DAI-CHAN!

—SATSUKI, SUA RETARDADA, POR QUE NÃO PASSOU NA MINHA CASA?? VOCÊ SEMPRE PASSA LÁ!!! –Ele agarra ela pela gola da blusa e começa a balançar ela de um lado pro outro. –EU TIVE QUE FAZER MINHAS PRÓPRIAS COISAS, EU TIVE QUE FAZER MEU CAFÉ DA MANHÃ, VOCÊ NÃO SABE O QUANTO SOFRI!!! EU...

E do nada, um silêncio súbito.

A rosada apenas observava. Aomine parava de brigar com ela, para observar a figura ao seu lado que estava com um rosto meio surpreso. Os dois ficam ali, apenas se olhando.

—K-kise...

—Aomine... cchi...

Ahh, Momoi estava certa, na verdade Momoi sempre esteve certa, mas dessa vez, ela queria que estivesse errada. A rosada sentiu algo estranho em seu peito, não sabia o que era, mas era algo parecido com “tristeza”. Mas a rosada respirou fundo e resolveu encarar como se nada tivesse acontecido.

—Olhe pra você, Dai-chan, todo desarrumado... –Sorriu levemente com um olhar meio triste. Ela passa sua mão no rosto do moreno tirando os farelos do rosto e abre sua mochila retirando um paninho para limpar os olhos do mesmo que estavam com sabão e os cantos da boca sujas de leite.

—Ainda não sabe arrumar uma gravata direito, né? –Disse enquanto ajeitava o nó mal feito da gravata. –Pronto... Estou indo pra sala, Dai-chan.

Disse se afastando dos dois. Daiki olhava para a rosada, o que diabos aconteceu com ela?

—O que ela estava falando com você? –Perguntou o moreno olhando para Kise.

—N-nada...

—Satsuki... -Franziu o cenho, um tanto confuso.

Momoi não estava triste por saber da sexualidade de Aomine, não, isso ela já sabia faz alguns dias, mas estava se sentindo estranha por saber que era o Kise. Ela sentia que se esse relacionamento desse certo, o seu “Dai-chan” iria se afastar dela de vez.

—Satsuki, o que foi?

Perguntou Aomine, sentado no sofá, assistindo TV, depois de terem saído da escola. Momoi estava na cozinha colocando a comida no prato para o moreno jantar.

—Dai-chan... –Começou, sentando-se no sofá ao lado do moreno. –O que acha do Kise?

—Kise?

—Uhum... Você anda olhando pra ele e ele olhando pra você...

—A É? –Suas bochechas ficaram ruborizadas.

—Heh... Sabia... –Desviou o olhar para o chão.

—Satsuki...

—Eu não sei por que... –Ela sentia sua garganta agir de forma estranha e seus olhos arderem, aos poucos pequenas gotas se formavam e caiam em suas pernas. –Eu nunca agi dessa forma, P-por quê que agora eu estou agindo dessa maneira, heim? Parece que agora que eu sei que você está amando, s-sinto que você vai se afastar de mim...

Depois de tanto tempo confuso, parece que finalmente Aomine entedia o que se passava na cabeça dela.


—A-acho que estou ficando egoísta, D-dai-chan. –Falava enquanto limpava os olhos com a manga da blusa. –S-se você ficar com esse Kise, v-você vai m-me deixar~ -E desabou.

—Idiota... –Aomine põe o prato na mesa de centro e abraça a amiga fortemente, apertando contra seu corpo sentindo a cabeça da mesma se apoiar em seu ombro e sentir as lágrimas quentes molhar sua roupa. Satsuki soluçava.

—N-não quero que me deixe, eu não tenho amigos, D-dai-chan.

—Cala a boca, sua idiota, eu nunca deixaria você...

—M-mas~

—Não posso largar uma pessoa que age como uma mãe pra mim.

E Momoi percebe, Aomine entendia todo o esforço que ela fazia por ele.

—Eu nunca vou deixar de considerar você, Satsuki... Quero que continue sendo o que é agora pra mim, mesmo que eu esteja com outras pessoas, quero que fique ao meu lado.

—D-daaai-chaaaaan~ huaaaaa~

Pra que querer ter um filho se Momoi já tinha um bem problemático do seu lado? Ver Aomine sorrindo e dedicando suas horas a outra pessoa que o amava também era meio estranho, confessa... Mas fazer o que... Um dia o filhote sai do ninho.

Notas finais
Gostou? Gostou. Não gostou? Não gostou. COMENTE! Me ajuda demais da conta :D
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!