Mosli
27 Capítulo 27
Notas iniciais
Se passam 4 MESES, tudo flui aparentenmente bem no orfanato. Todos estão felizes e o casal Mosli parece estar muito bem.
Na escola, as meninas conversam animadamente sobre diversos assuntos, até que Mili recebe uma carta.
Cris:- Vai, Mili! Abre logo!
Mili abre e lê a carta:
– Me encontre no pátio da escola, estarei te esperando com uma grande surpresa. DE: Mosca
Vivi:- Tá esperando o que? Vai logo!
Mili:- Calma, Vivi! Já tô indo. Diz rindo da reação da amiga.
Mili vai até o pátio da escola e, ao chegar lá, vê Mosca beijando uma menina, que ela nem conhecia.
Rapidamente, lágrimas começam a escorrer sobre o seu rosto, ela vendo aquela cena, corre o mais rápido possível para o canto menos povoado da escola.
Ela se senta em um banco e começa a chorar tanto, que nem percebe que um menino sentou do seu lado e ficou a observando.
Menino:- Garota, você está bem?
Mili:- Não... Diz quase sussurrando.
Menino:- Quer desabafar? Pergunta de uma forma carinhosa.
Mili assente que sim e começa a contar tudo que aconteceu.
Menino:- Nossa! E você ainda gosta desse garoto?
Mili:- Sei lá... Diz com tristeza na voz e lágrimas no olho.
Menino:- Ei! Você não deve chorar por quem não te merece. Diz limpando as lágrimas do rosto de Mili.
Mili:- Brigado por tudo. Eu nem sei o seu nome e você foi tão bom comigo.
Menino:- De nada. E o meu nome é Samuca, prazer.
Mili:- Meu nome é Mili e o prazer foi todo meu.
Eles comecam a conversar sobre diversas coisas, até que o sinal toca.
Mili:- Brigado, Sam. Eu estou bem melhor.
Samuca:- Não precisa agradecer, afinal agora somos melhores amigos, não é?
Mili:- Claro.
Samuca:- E a propósito, eu gostei muito do apelido que você me deu. Posso te chamar de Mih, né?
Mili:- É óbvio que sim. Diz com um enorme sorriso, mas ainda um pouco desanimada.
Samuca:- O que aconteceu, eu falei alguma coisa que não devia? Diz percebendo o desânimo de Mili.
Mili:- Não, é que agora vem a pior parte.
Samuca:- Qual?
Mili:- A que eu tenho que olhar pra cara do Mosca, já que somos da mesma classe.
Samuca:- Qual é a sua sala mesmo?
Mili:- A sala 8.
Samuca:- Então, eu e a minha melhor amiga, vamos ser da mesma sala. Diz abrindo um enorme sorriso.
Mili:- Que máximo!
Samuca:- Vamos? Já se passaram 10 minutos desde que o sinal tocou.
Mili olha pro relógio, se lembra que a aula era de português com uma das professoras mais chatas, e puxa Samuca pela mão, saindo correndo pra sala.
Professora:- Isso são horas de chegar?
Todos(-Mosca):- Hum...
Mili:- Professorinha do meu querido coração, você sabe que eu te amo de paixão, né? Então, é que eu e o Sam, a gente tava é...bem...
Samuca:- Na enfermaria, eu passei mal e a Mili me ajudou, não é Mili?
Mili:- Com toda a certeza desse mundo, quer dizer, sim.
Tatu:- Deve ter tido até respiração boca a boca. Diz rindo com um tom de deboche.
Janjão:- O que vai ter é um murro na sua cara se você não se manter calado!
Mili:- Brigado Janjão, e fica na sua Tatu.
Professora:- Dessa vez passa, mas só porque hoje é o seu primeiro dia de aula. E você, Srta. Milena, mais cuidado da próxima vez quando for ajudar alguém. Agora, os dois, nos seus devidos lugares.
Mili e Samuca:- Sim, senhora professora.
Janjão:- Vem, Mili. Aqui tem um lugar sobrando. Diz pegando na mão dela e a puxando pra sentar com ele.
Mosca a fuzila com o olhar e ela apenas continua o que estava fazendo.
Mili:- Encosta a sua carteira aqui, Samuca. Você ainda não deve ter o livro de português.
Samuca faz o que Mili sugeriu e logo vem os primeiros comentários irônicos:
– Ui, ui, ui! Resolveu largar do mosquito e namorar com 2, Mili? Diz Tatu.
Janu:- Não, Tatu. Foi o Mosca que largou dela pra ficar com a loirinha da sala 09.
Cris:- Isso é verdade? Diz preocupada.
Pata:- Claro que não, o meu irmão nunca faria isso.
Mili:-Não, Pata. É a mais pura verdade.
Janu:- Olha a Mili, assumindo que é corna!
Bia:- Olha a Janu, nos provando que é uma idiota! Diz imitando a voz irritante de Janu.
Mili:- Calma, Bia. Deixa ela falar, a gente só se importa com a opinião de quem a gente gosta, o que não é o caso e nunca vai ser. Pessoas como ela só recebem atenção à custa da desgraça dos outros, mas quando isso passa, elas são esquecidas porque nunca fizeram nada de bom. Então deixa ela falar, pode ser o único momento do dia dela que ela receba atenção de alguém.
Janu, sem argumentos depois dessa elegante e não menos dolorida patada, se cala.
Mili:- Tá vendo só. Diz apontando pra Janu.- Quando a gente não dá atenção pra quem tem bons argumentos, eles se calam.
Todos riem de Janu, inclusive Mosca.
Janjão:- Nossa, Janu! Você podia ter ficado sem essa.
Samuca:- Gostei de ver, acabou com ela sem ao menos um arranhão.
Bia:- É, eu tenho que admitir que uma frase da Mili, acaba com qualquer um.
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