Mortos não contam histórias
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Essa é uma pequena introdução do que eu planejo escrever, eu estou tendo um pouco de dificuldade de por a história no papel, mas prometo que vou melhorar. ;D
3 de Abril de 1912
Viemos para a Inglaterra na esperança de que os melhores médicos a curassem minha mãe da varíola. Meu pai era um empresário, dono de uma industria têxtil. Ele tinha dinheiro de sobra para pagar os médicos. Mas o dinheiro não compra uma vida.
15 de Abril de 1912
Gritos. Era único som que eu ouvia naquela noite. 15 de Abril, o dia em que o Titanic afunda junto com meu pai.
Eu tinha apenas 7 anos, e minha irmã, Clara, 13. Ainda não tínhamos superado a morte da nossa mãe á uma semana atrás, pela varíola, e já perdíamos nosso pai. Ainda ouço claramente o gritos de agonia daquelas pessoas. Elas me atormentam até hoje. Naquela noite, Clara me prometeu que nunca iria me deixar sozinho. Tomaria conta de mim até o fim.
Ping, ping,ping...era o som da goteira que caía em seu rosto enquanto tentava dormir. Maldita infiltração, pensava ele. Como de costume, se sentou na sua cama e pegou um cigarro que estava no criado-mudo antigo que ficava ao lado da sua cama. Ele passa a mão nos cabelos loiros e tenta não pensar no fracasso que teve no passado e comparar no lugar onde está agora. Vivendo num apartamento sujo, podre e cheiro de bolor, cujo prédio é divido por bêbados e prostitutas. Ele se levanta e olha pela janela. Observa os trabalhadores indo para as fábricas, para ganhar menos do que trabalha. Eu devia trabalhar também. O dinheiro pra bebida está acabando, pensa.
Bam, bam, bam!!! Ele se vira para atrás. Tem alguém na porta.Ele abre.
—Oh, meu querido Jhon! Como vai o meu melhor amigo? Diz o homem do outro lado da porta.
-Ah...Malcon. Olha, se foi pela garrafa que quebrei na sua cabeça ontem á noite, foi mal. Não tive culpa se você queria tomar ela de mim.
-Tá tudo bem. Aliás, nós somos parceiros certo? Diz com um sorriso forçado. Falando nisso, tem um cara la no bar do Sr. Kas que ta afim de falar com você.
-Ah...O pessoal de lá não gosta muito de mim. Que tipo de cara era esse? Alguém pedindo revanche?
-Não sei o que ele queria, mas parecia alguém importante. As roupas era caras.
-Bom, não tenho nada a perder. Só espero que ele não tenha me confundido com um garoto de programa.
-HA HA HA, você sempre engraçado einh. Jhon percebe a certa força que ele usou para dar essa risada. Certamente tinha algo que ele não contou.
O bar era á 3 quadras do prédio. Certa vez, Jhon arrumou briga com os caras de lá. Saiu com um olho roxo, mas nada que se comprara ao que ele fez aos homens que arrumaram encrenca com ele.
Após a morte de seus pais, Jhon preferiu estudar em casa. Sempre gostou de história e arqueologia.Mas passava maior parte do seu dia dentro do seu quarto. Quando tentava se socializar, até mesmo conversar com sua irmã, ele tinha comportamento agressivo.O psicólogo da família disse que ele estava sob muito estresse. Ainda não tinha aceitado a morte dos seus pais. Ele aconselhou que praticasse algum tipo de exercício para liberar essa raiva e peso dentro dele. Jhon se interessou no boxe. A partir dai, sempre gostou de lutar. Sempre ganhava as competições de luta, independentes se eram de boxe ou não.
—Chegamos. Depois de você. Diz Malcon.
Jhon percebe que as pessoas que estão ali são as mesma de sempre. As mesma com quem ele brigou, não só desde bar.
—Eu perdi algo? Diz Jhon, se virando para Malcon.
—Olha cara foi mal.
—Oque?
—Eu tive que te trazer aqui, se não eles iam pegar meu filhos.
—Você não tem filhos.
—É, não tenho. Mas boa sorte ai pra você. Te vejo no outro mundo. Malcon corre para os fundos do bar.
Todas as pessoas,mais especificadamente, todos os homens daquele bar faziam uma roda em volta de Jhon. Era incrível a forma como Jhon estava calmo. Como se oque ele estava vendo era um monte de formigas prontas para serem esmagadas.
—Olá princesinha.Ta na hora de te devolver o troco. Diz um do homens com um bastão na mão.
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