Eu faço, o que não fiz.

Eu vou, para onde nunca fui.

Eu vejo, o que nunca vi.

Mais o que adianta?

Nada faço, nada vejo, e ninguém sabe pra onde vou.

Um dia irei ver.

Um dia irei fazer.

Um dia irei.

Isto são duvidas tolas!

Pois, se ninguém sabe para onde vou,

para que saberão de onde vim!

Ontem...

Procurem nas lendas, ou nas mitologias!

Não estarei lá...

Porque ainda estou aqui.

Mas, afinal, o que eu disse mesmo?

Querem saber de mim? Querem saber da minha morte?

Pois vou contar-lhes a história da minha morte...

Mais porque devo contar-lhes? Se os sonhos morrem depois que acordamos... Recordações que não servem de nada...

Disseram-me que a eternidade dura pra sempre.

O meu sempre acabou naquele dia.

Naquele beijoplastificado.

No liquido que escorreu por minhas veias...

Querem ouvir?

Pois, vou contar-lhe as minhas lidas.

Vou começar desde a minha era.

Que foi só minha.

Foi quando nasci. Quando Deus, ou o destino (afinal quem será deus?) traçou a minha morte...

Eu morri.

Notas finais
Próximo Capitulo: Minha Infância.