Morte - O Início Do Fim - Interativa

1 Prólogo - Responsabilidade?


Notas iniciais
Abrirei cerca de SEIS vagas, pois não gosto de pegar muitos personagens, por experiência. Complica bastante. Mas se seu personagem for bom, eu posso SIM abrir uma exceção.

Não especificarei gênero do personagem, mas não enviem só garotas, ou recusarei muitas! Vou esperar um número equilibrado de homens e mulheres.

Então, espero que ao menos leiam o Prólogo antes de mandarem as fichas '-'

Link das fichas e etcs nas notas finais (hey, não pulem direto para lá).

Rhesus estava sentado em uma imensa coluna de pedra, de onde era capaz de ver tudo o que acontecia ali. Suspirou, apoiando o queixo nas mãos, em sua face uma expressão entediada. O Inferno era tão chato. E, agora, ele estava proibido de sair dali, depois da pequena... Bagunça, que fizera na Terra. Apenas poderia sair com autorização, e dificilmente a teria.

Rhes era um Caído. Jovem, fora “adotado” como protegido por um dos mais poderosos, e isso significou que ele poderia fazer o que quisesse. Ao menos era o que pensava, mas estava enganado. Até para os Caídos havia limites. Tudo tinha sua ordem natural, e nem mesmo Rhesus poderia interferir nela... Nem mesmo a Morte. Isso resultaria em um grande impacto, não só para a Terra, mas para todas as dimensões.

Rhes suspirou novamente, passando a mão pelos cabelos louros e puxando-os para trás. Apenas o Paraíso conseguia ser mais chato que o Inferno. Tudo era sempre a mesma coisa, a mesma monotonia. Almas chegavam, demônios faziam seu trabalho, ceifadores realizavam os pedidos da Morte... Todos tinham sua função. Menos ele. Há algum tempo atrás, ainda conseguia ir até a Terra, para conseguir que lhe vendessem a Alma. Era divertido, e rendia-lhe algum poder, mas depois do que ele fizera... Foi só uma brincadeira, mas ninguém entendia isso. Todos naquele lugar eram tão sérios, qualquer coisa fora do lugar era motivo para punições. Rhes não podia nem mesmo diverti-se ali.

Suspirou uma terceira vez, como para dar ênfase ao seu tédio. Ouviu passos se aproximarem da plataforma em que estava, e pulou, caindo de pé. Poderiam ter uma notícia para ele. Talvez sua “punição” já houvesse terminado, quem sabe?

Virou-se, notando um demônio se aproximando. Demônios “trabalhavam” para os Caídos, eram humanos, que depois de muito tempo no Inferno acabavam mudando totalmente, tornando-se outro tipo de ser. Com a devida permissão, um demônio poderia tornar-se um Ceifador. Era preciso, antes de tudo, ser poderoso. Ceifadores seguiam somente ordens da Morte.

Rhesus encostou-se a parede, olhando para o demônio como se esperasse. Era um homem alto e magro, com cabelos negros que escorriam até seus ombros. Seus caninos haviam crescido tanto que já não cabiam na boca. Rhes achava engraçado como alguns humanos adquiriam aparências bizarras ao tornarem-se demônios.

- Senhor, seu Mestre o convoca. – Pronunciou em voz polida, sem um pingo de emoção.

- O que Kaius quer comigo? – Rhes perguntou, curioso, embora sabia que o empregado não saberia responder. Teria que ir até lá. E a última vez que Kaius o chamou, foi para comunicá-lo sobre a punição. Eles não eram muito próximos, mas não era preciso que fossem.

O demônio permaneceu silencioso, e seu olhar dizia que queria estar em qualquer lugar, menos ali. Realmente, não era fácil para eles, principalmente para os mais fracos, que exerciam funções quase de mordomos dos Caídos. Os demônios mais poderosos eram mandados para tarefas mais dignas e difíceis, e até conseguiam "subir" no lugar, o que causava profundo rancor àqueles mais fracos, que acabavam se tornando "empregados".

Rhes não disse mais nada. Usando uma de suas habilidades de Caído – a de transitar pelas dimensões livremente – chegou logo onde Kaius estava. Se surpreendeu um pouco, pois ele estava na Terra. Oh, aquele lugar divertido. Olhou ao seu redor, avistando apenas neve e céu. Estavam em cima de uma montanha, disso ele tinha certeza, e por isso não encontrariam humanos ali. Que pena.

Aproximou-se de Kaius. Ele era forte, imponente. Apenas seu olhar fazia com que escutassem o que estava dizendo. Possuía cabelos castanhos claros, e olhos negros como piche. Nunca sorria, sua expressão era sempre séria, e sua postura, impecável. Seria um bom general, mas Rhesus não admirava isso. Achava-o chato. Não que fosse preciso dizer, já que compartilhavam uma espécie de “ligação”. Quando um Caído mais poderoso adotava outro como protegido, eles faziam um juramento que não poderia ser quebrado. Isso dava a eles uma espécie de ligação, assim, poderiam sempre saber onde o outro estava. Mas Rhes sabia que ele o adotara apenas por pedido dos Superiores, pois pensaram que um Caído rígido como ele poderia consertar o teimoso Rhes. Quanto engano. Desde então, eram obrigados a aturar a presença um do outro, e continuariam, eternamente, ou até um dos dois conseguir a morte definitiva.

- Mandou me chamar, Mestre? – Rhes quebrou o silêncio, não podendo evitar a ironia na última palavra. Apenas aceitara ser protegido deste por causa do poder que viria junto. Claro que não adiantava de nada quando era punido tão facilmente.

Kaius olhava em direção ao horizonte, e nem mesmo se virou. Sua expressão era calma.

- Rhesus – Disse para o horizonte, e o imenso precipício diante de si. Ventava muito, e provavelmente fazia frio, mas nenhum dos dois sentia. Kaius gostava daquele lugar principalmente por isso, sair do imenso forno que era o Inferno. – Você nunca aprenderá a ser responsável? Dizem que não há ordem no Inferno, que todos ali são bárbaros. Se enganam. Para tudo é preciso ordem.

- Vai começar com o sermão? – Rhes disse em tom entediado, passando o peso de uma perna a outra – Apenas diga o que quer.

Finalmente, Kaius virou-se para ele. Sua expressão era neutra, como a maior parte das vezes. Rhesus nunca o vira zangar-se, e mesmo assim todos o temiam. E ele sabia que Kaius escondia muita coisa, que mesmo com a ligação, não permitia que Rhes soubesse. Era preciso poder para isso. E todo esse poder tanto deixava Rhes inquieto como desejoso.

- Tenho uma proposta a lhe fazer. – Pronunciou de forma direta, os braços juntos nas costas e os cabelos voando com o vento gelado. Apenas o brilho em seus olhos de ônix é que davam-lhe um aspecto mais... Vivo. Se não fosse isso, pareceria um robô. Mas a aura esmagadora e a forte presença fazia com que fosse muito respeitado e temido, pois o medo é a maior das armas.

Rhesus levantou uma das sobrancelhas, em um questionamento mudo. Não sabia o que ele proporia, pois não era como se pudesse ler sua mente. Kaius começou a caminhar de um lado ao outro, em um gesto reflexivo.

- Depois de sua pequena brincadeira, que quase causou a destruição do mundo, não foram apenas os Superiores que se irritaram. Não, isso foi além... Sua fonte de diversão chamou a atenção. Alguns demônios acharam engraçada sua brincadeirinha, e isso fez com que se rebelassem contra seus superiores – Kaius parou, fitando-o seriamente – Por causa disso, vários demônios tiveram que receber a morte definitiva. Muitos foram para a Terra sem permissão, e antes de serem pegos, causaram grande bagunça. E você sabe o que significa o desequilíbrio, uma coisa leva a outra. Por causa de sua escolha, as coisas estão fugindo ao controle. Os demônios e almas são fracos, mas numerosos. Uma rebelião dessa magnitude não poderia ser controlada sem muita destruição. A Morte prometeu ajudar com seus Ceifadores. E se conseguirmos juntar certo número de demônios, poderemos controlar os outros. E é aí que entra minha proposta. Quero que assuma o comando de alguns, para tentar consertar essa bagunça que você começou. Seria bom começar pelos recém chegados, que não estão poluídos pela euforia dos outros – Parou um pouco, a expressão séria se abrandando. Agora, parecia quase... Cansado. – Talvez, Rhesus, isso ajude-o a ter um pouco de responsabilidade.

Rhesus sorriu maliciosamente, embora tenha tentado disfarçar. Mas não poderia esconder de Kaius o que sentia... Um pouco de diversão, era assim que via. Finalmente, sairia do tédio e da monotonia. Mal podia esperar.

Notas finais
Muitos conceitos dessa fanfic estão, primeiramente, em minha outra história, "O Preço da Morte" [http://fanfiction.com.br/historia/351665/O_Preco_Da_Morte/] se vocês se interessarem em ler, fiquem à vontade =3 E entenderão mais sobre o "universo" onde se passa a história (eu acho). O nome do Caído (Rhesus) não existe realmente, eu acho... Então, se for estranho, é porque foi algo que me veio a cabeça. Nenhum anjo/demônio ou qualquer outra coisa presente em religiões aparecerão aqui. Os personagens serão todos originais.

Fichas: http://www.tfaforms.com/282039 (É grande, pois eu tentei explicar o mais detalhadamente possível, e sem querer exagerei. Por isso, quando for mandar, tenha algum tempo livre para pensar em tudo...)

Se for mandar a ficha, não custa nada deixar um review antes, não é? =3 Quero saber o que acharam da ideia, do capítulo, se a fic tem alguma chance ou se eu devo desistir agora mesmo... Vamos lá, deixem suas opiniões, eu aguento.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.