Mortal Bullying
1 Capítulo Único - Bullying Mortal
Notas iniciais
– Repita o que disse. — Eu falei com calma.
– Você é burra. — Ela disse com firmeza.
Foi quando eu tirei minha adaga do bolso, e a matei.
~ 5 Meses antes ~
Eu andava pela escola com minhas amigas, e uma delas teve a idéia de chamar uma menina para passar o recreio com a gente. Bem, não foi a melhor idéia do mundo, afinal, aquela menina tinha fama de idiota, irritante, etc. Estavamos conversando com ela e descobri seu nome, Yoshka, ótimo! Aquela chata, tem um nome em japonês. Poxa! Tem que honrar o nome! Não podia pelo menos ser legal?
Eu sei que parece que estou sendo muito metida ou coisa do tipo, mas aquela menina só me chingava, e para piorar ficava me tocando. Ela me chingava com coisas como, ignorante, burra, gorda, e feia. Burra e feia eu aceito, mas ignorante não, afinal, gosto muito de buscar conhecimento sobre diversas coisas, e respeito muito bem as outras culturos! Também, que o meu tipo físico é incapaz de engordar, ela podia fazer bullying por mim ser magra, mas preferiu me chamar de gorda! Claro que eu não era grossa com ela, eu não posso chingá-la ou tratá-la mal. Minhas amigas gostam dela. O que mais me irritava em Yoshka, é que a ''inocente'' tratava suas amigas de um jeito totalmente diferente, ela era adorável e gentil com elas.
~ 2 Meses antes ~
Já passou 3 meses que estou tendo que socializar com Yoshka. Ela ficou pior, e está mexendo com meu psicológico. Estou com vontade de nunca mais aparecer naquela escola. Incrível como apenas uma pessoa pode baixar sua auto-estima tão rápido, eu era tão... Alegre antes dela aparecer. Eu já estou perdendo a paciência.
– Oi, Yoshka. — Eu falei pausadamente.
– Oi. — Ela respondeu. — Fez tarefa?!
– Huh... Hoje não.
– Como sempre, né Naty? — ''Naty'' é meu apelido, já que meu nome é ''Natália'' — Sua irresponsável idiota.
– Sim... — Respondi quieta e sarcástica — Como sempre.
– Tudo bem? Você está muito fria hoje.
– Oh, nada não.
– Aposto que você esqueceu o porque de estar triste, você sempre se esquece das coisas mais importantes, deve ser um tipo de retardo, eu respeito.
Ela não falou isso... EU NÃO SOU RETARDADA!
– É, devo ter esquecido. — Falei, continuando a calma.
Eu já não via minhas amigas com frequência. Yoshka ficava com elas, e como não queria ficar perto dela, consequentemente eu ficava longe das minhas amigas também.
~ 1 mês antes ~
Parei completamente de ir para aula, não ia nunca, minha mãe não sabia, ela estava viajando para o exterior com meu pai, e bem, não tenho irmão ou irmã. Sim, eu ficava sozinha em casa, as únicas pessoas que ficavam em casa eram as empregadas, 2. Uma para cozinhar e outra para arrumar a casa, elas só chegavam ás 11:00 AM, e minha aula começava as 7:00 AM.
No 2 dia que faltei, minhas amigas ligaram para minha casa. Eu não atendi, mas no 5 dia que elas ligaram, eu atendi.
– O que houve Naty?! Você está bem?!
– Estou muito, muito doente — Improvisei, fingindo voz muito fraca e rouca.
– Oh! Melhoras!! — Elas disseram juntas.
– Obrigada. — Eu falei, ainda fingindo.
– É algo grave?
– Huh... Acho que sim, vou ficar doente por muito tempo, talvez umas 3 semanas.
– Volta logo, Naty!
Desliguei. Não pensei que elas ainda se importassem comigo. Bem, é natural que isso aconteça não é? Amigos são... Verdadeiros, eu acho. Eu sou amiga delas desde meus 7 anos, quantos anos eu tenho agora? Uns 14?
Eu sinto que há algo de errado comigo, eu acho que estou enlouquecendo. Não consigo me lembrar das coisas, só de traumas e problemas. Estou com medo de mim mesma, ando pensando em coisas muito estranhas. Isso não é saudável, mas tudo que eu quero é ficar trancada no meu quarto.
O telefone começa a tocar. Outra ligação? Atendi.
– Quem fala?! — Eu falei com minha voz rouca e fraca, caso fosse minhas amigas.
– Yoshka falando! Naty, o que aconteceu? Decidiu ficar em casa dormindo, porque não se importa com nada além de jogos e desenhos animados? — Ela zombou de mim novamente.
– Não. — Só falei isso, e depois desliguei na cara dela.
Comecei a falar sozinha.
'' Quem é que ela acha que é? QUER SABER?! Eu vou fazer isso mesmo! Vou ficar assistindo desenho animado. Argh! Ela me dá nojo, imagine se eu estivesse realmente muito doente! ''
Eu fiquei com vontade de matá-la, os meus pensamentos ruins voltaram. Decidi esperar mais duas semanas passarem, e então iria para escola.
~ Narrador ~
Natália ficou durante duas semanas com estes pensamentos na cabeça, sua casa virou um verdadeiro hospício, as empregadas estavam com medo de Naty, ela colocava fotos de Yoshka em seu quarto, para se divertir, riscando, rasgando, queimando. Natália pensava em formas de matá-la. Ela havia ficado louca em apenas 5 meses.
~ Natália ~
O dia chegou. Peguei uma adaga de meu pai ( Que ele guardava para se defender de bandidos ) e fui para escola neste dia.
– Naty!! — Minhas amigas me abraçaram, eu correspondi o abraço e depois corri.
– Huh... Para onde ela está indo? — Uma amiga disse.
– Eu não sei. — A outra respondeu. — Vamos ver?
– Nah, vamos para a sala.
Eu corri até Yoshka.
– Naty! Então você voltou, não é? Porque desligou na minha cara!? Ocupada demais com seus desenhos infantis? — Ela falou rapidamente, e então finalizou — Credo, que roupas são essas, parece uma mendiga.
– Sim, eu estava ocupada '' Assistindo desenhos animados '' — Afirmei, sarcástica. — E esse é meu pijama.
– Huh... — Ela ficou sem graça — Bem, você perdeu umas 6 provas.
– Que ótimo. Elas não eram importantes.
– Claro! Você é idiota e burra demais para perceber o quanto são importantes para você passar de ano.
– Repita o que disse. — Eu falei com calma.
– O que? Que você é burra?
– Sim.
– Você é burra. — Ela disse com firmeza, em um tom de risada.
Foi quando eu tirei minha adaga do bolso, e a matei. Eu cortei sua boca, e depois seu coração. Eu soltei a adaga no chão, me afastei um pouco e fiquei encarando Yoshka no chão.
Eu me senti tão bem, mas depois me senti tão culpada. Eu de repente fui tomada pela realidade, e percebi o que havia feito. Eu matei um... Ser humano. Tarde demais, eu já havia a matado, tentei correr antes que a polícia chegasse, mas eles me pegaram. Me levaram para a delegacia, e então fui mandada para um hospício.
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