Morrer de Amor
29 Capítulo 29
Notas iniciais
Acordei com minha respiração acelerada e um arrepio em minha nuca.
Ceifadoras não sonham. Ou, ao menos, não se recordam de seus sonhos. Sendo assim, eu nunca saberia o que me trouxe o primeiro dos importunos. Já o segundo…
—Você baba enquanto dorme. —disse o dono da energia arrepiante.
Passei as costas da mão sobre minha boca, mesmo desconfiando que Daimon estivesse apenas me provocando. —Há quanto tempo está me olhando, seu tarado?
Ouvi seu riso antes que ele entrasse em meu campo de visão, puxando uma cadeira para se sentar entre mim e a televisão que ainda estava ligada.
—Tenho péssimas notícias, gatinha. —ele se inclinou para frente, apoiando seus cotovelos em seus joelhos. O movimento fez com que meus olhos enxergassem os nós de seus dedos relaxados e repletos por machucados. —Não encontrei nada substancial sobre um Ceifador Imaculado.
—E você veio até aqui pra me dizer isso? —mantive minha voz calma.
—Preferia que eu tivesse demorado mais?
Meu queixo caiu. —Não acredito que estou lembrando isso para um demônio, mas você é obrigado a cumprir sua parte do acordo. Insistindo em me fazer de idiota, me deixando esperando… você está fazendo corpo mole!
Era contraditório que o canto de seus lábios se erguesse enquanto seus olhos acinzentados pareciam o céu em meio a uma tempestade.
—Minha parte neste pacto era lhe dizer como conseguir o Ceifador. Eu já o fiz.
Minha mãos deslizaram pelos meus cabelos. Eu sentia como se o batimento de meu coração estivesse bem em meus ouvidos, e mesmo assim eu conseguia me manter quieta, sentada naquele sofá bege e velho.
—Posso lhe escrever uma lista com detalhes sobre o procedimento para matar o puro. Na verdade, eu posso dar várias opções de como você poderia fazê-lo. —o sorriso presunçoso e irritante dele se fixou logo após ele mordiscar o piercing em seu lábio inferior. —Devo lembrá-la que sua parte no plano é me entregar o Ceifador Imaculado a qualquer custo? E que a linha entre este mundo e o submundo já não será tão fina uma vez que este dia acabar?
Pacto limpo um cacete. Obviamente, este era seu plano desde o início.
Contudo, quando eu havia lhe questionado sobre minha falha no pacto, ele havia soado bem confiante de que não ficaria sem seu ceifador.
Como se não bastasse ter que procurar outra opção por mim mesma, Murtie estava muito ocupada brincando de esconde-esconde para me ajudar, e algo na atitude de Daimon me fazia crer que Thayer estava em perigo por minha causa, para variar.
Eu teria que manter Daimon acreditando que eu estava dentro de seu plano.
—Preciso me despedir dele primeiro. —falei com a expressão e tom em branco.
—Você tem até às dez horas da noite para dizer adeus. —ele se ergueu da cadeira ajustando as mangas de seu casaco preto.
Levantei de imediato. —Os dias aqui em cima acabam quando o relógio zera.
—Eu sou habituado com relógios, gatinha. —ele respondeu, cheio de humor.
—Não me pareceu bem assim quando você me deixou esperando por horas. Se você não estava procurando por outra opção para mim, o que estava fazendo?
Nossos olhares estavam trancados quando ele piscou pra mim e sumiu no ar.
Um “Não é da sua conta” teria sido menos grosseiro para mim. E apesar de toda a aversão que eu demonstrei ao soprar boa parte do meu fôlego, eu preferia seus desaparecimentos já que despedidas amigáveis vindas dele seriam ainda piores.
Olhei para o relógio. Eu não deveria ter cochilado após a conversa com Thayer.
Agora o horário de almoço de Thayer havia acabado, assim como a espera que me manteve enclausurada naquele apartamento. Eu precisava sair. E já sabia pra onde.
***
Lágrimas se acumularam em meus olhos.
Eu sabia que a visão embaçada me atrapalharia, mas eu não podia desistir agora. Não quando eu já havia avançado tanto. Engoli seco quando segurei a faca mais firmemente, buscando me concentrar para cortá-lo em pedaços.
Ouvi os passos se aproximando atrás de mim.
—Por que você está encarando a cebola como se ela fosse sua inimiga mortal? —Thayer perguntou, divertido enquanto lançava um braço ao redor de minha cintura.
—Porque é exatamente isso que ela é. —funguei, largando a faca sobre o balcão da bela cozinha de Thayer. —Droga! Eu sabia que devia ter deixado essa parte por último. Agora, eu empaquei nisso, queimei as primeiras coisas comestíveis que havia preparado na vida, e ainda por cima, sinto meus olhos arderem.
Thayer encaixou o nariz abaixo de minha mandíbula. —É bom ver você aqui.
—Se com “aqui” você subconscientemente quis dizer “na cozinha”, lamento, mas pode esquecer. Nem sei o que passou pela minha cabeça quando pensei que poderia preparar alguma coisa para você. —liguei a torneira para lavar minhas mãos.
—Deixe-me reformular isso. —ele recomeçou, fechando a torneira por mim e me virando para ficar frente a frente com ele. —É incrível ter você em casa.
Sorri. —Para o caso de estar se perguntando, eu invadi pela porta da cozinha.
—Hm, é mesmo? —ele incitou, não parecendo nem um pouco angustiado.
—Eu nem sou boa com trancas. Talvez você devesse estar mais preocupado.
Sua mão parou a minha que acariciava seu braço e a beijou. —Você está tensa.
Antes mesmo da pausa que veio depois de sua observação, eu sabia que aquilo era na verdade um questionamento. Thayer nunca havia me dito se recebia algo através de nossa conexão, mas agora eu suspeitava que ele o fizesse.
—Isso é normal. Hoje é o último dia de alimentação. —expliquei.
—E como vai seu ferimento? —ele se afastou um passo e semicerrou os olhos. —Algo me diz que você não teve todo o repouso que seu médico recomendou.
—Não há mais ferimento algum. —me recostei no balcão. —Ele já sumiu.
—Mas… você não precisa de algum analgésico? E os pontos? Eu poderia-…
—Os pontos foram expelidos durante o processo de cura. — Dizer que eles haviam estourado não me parecia mesmo uma boa ideia. Dei com os ombros e tratei de sorrir para acalmá-lo. —Eu estou bem. Ceifadoras se curam rápido.
Parecendo aliviado, Thayer sorriu. —Sendo assim, não tenho do que reclamar.
—Você já olhou ao seu redor? Sua cozinha parece um cenário de guerra.
—Eu não consigo olhar para nada além de você.
—Ah, mas deveria. Começando pelo cardápio de algum restaurante. O mínimo que eu posso fazer depois de ter causado toda essa bagunça é pagar seu almoço.
—Eu já almocei. Esse era o único assunto por trás de sua visita? —ele provocou.
Ergui minhas mãos apologeticamente, seguindo seu bom humor. —Eu tenho segundas intenções, mas elas não envolvem tanta distância entre nós.
Dei alguns passos até ele, ficando a poucos centímetros, mas sem tocá-lo.
—Você é a garota das melhores ideias. Eu concordo com o que quer que diga. —ele brincou, espelhando o humor de sua voz na curva suave do canto de seus lábios. Mas seus olhos estavam sérios enquanto ele me olhava, esperando.
—Ótimas ideias que sempre trazem caos. Essa é sua última chance de escapar.
—Eu não quero. E não posso. —ele murmurou, se aproximando seus lábios dos meus com muito mais doçura que eu esperei.
Seus lábios instigavam os meus até que eu já não reconhecia nada ao meu redor. Só havia Thayer, e a forma como suas mãos pareciam reverenciar cada centímetro de minha pele. Minhas mãos seguiram em busca de seu calor como se eu não as controlasse, tocando sua nuca e o aproximando de mim.
Senti seu sorriso antes de entender sua intenção.
Ele me segura contra seu corpo sem esforço, me carregando pelo corredor.
—O que você está fazendo? —eu pergunto, me equilibrando da melhor forma que posso enquanto ele insiste em continuar nosso beijo e sorrir.
—Eu estou devendo um banho a você.
Enruguei meu nariz. —É o cheiro de cebola? Incomoda você?
Ele revira os olhos, empurrando a porta do banheiro com as costas. —É a quantidade de roupas escondendo seu corpo. Isso me incomoda quando estamos sós.
Afastando uma de suas mãos de mim, ele abriu o chuveiro. O som da água saindo do chuveiro ecoava pelo banheiro e eu imaginei que, se iríamos continuar com isso, este seria o momento em que algumas roupas deveriam sair.
Porém, Thayer pensou diferente, enfiando a nós dois embaixo do jato d’água.
Ofeguei, instintivamente tentando me afastar da água, mas esbarrando no corpo de Thayer, que permitia que nossas roupas fossem encharcadas.
—Você não precisava lavar minhas roupas também.
—Desculpe. —ele murmurou com um sorriso. Ele parecia tão arrependido quanto eu parecia irritada. E como eu poderia ser convincente com minha reclamação enquanto o olhar de Thayer deslizava sobre cada detalhe e curva do meu corpo de forma tão calorosa? Corri meus dedos através de seu cabelo, me aproximando de seus lábios sem pensar, hipnotizada pelos seus olhos cor de mel.
Logo estávamos nos beijando novamente. Os espelhos e vidros do banheiro embaçavam. Eu não podia ligar menos.
Thayer me aproxima ainda mais com uma mão na parte baixa das minhas costas, enquanto sua outra mão desliza pelos meus cabelos.
Ele continua me tocando, me acariciando, e eu desejo fazer o mesmo por ele.
Quando minhas unhas raspam suavemente na sua nuca e ele geme, eu sinto o calor em mim disparar ainda mais rápido. Encontro a barra de sua camisa e a puxo por sobre sua cabeça enquanto ele me ajuda e a joga para o lado, seus lábios vão para meu pescoço enquanto sua mão que me aproximava mais dele sobe pela minha barriga, trazendo minha blusa consigo.
Ansiosa pelo contato de nossa pele, o ajudo a descartar minha blusa, e logo meu sutiã. Thayer traça uma linha de beijos pela minha pele molhada, levando seus lábios do meu pescoço até o meu ombro, e logo sugando meu seio.
Um gemido escapa por entre meus lábios. Nossos olhares estão trancados agora, e permanecem assim enquanto Thayer abre o botão do meu jeans folgado, que, encharcado, cai no chão sem muita resistência, seguido por minha calcinha.
Meu primeiro instinto é buscar apoio. Encosto-me à fria parede atrás de mim.
Os dedos de Thayer pressionam dentro de mim e eu tapo minha boca para abafar um gemido alto. Isso parece divertir ele, mas sua boca não se afasta do meu seio. Ele parece altamente concentrado em me fazer gritar. A maneira com que o som se propaga no banheiro faz o mais suave ofegar parecer alto demais, então eu não estou disposta a ceder facilmente.
A boca de Thayer se moveu para mais baixo e eu não notei sua intenção até que senti sua língua em minhas coxas. Claro, meus esforços não duram para sempre.
Um som profundo de alívio e prazer explode de mim.
Os lábios de Thayer alcançam os meus e eu lhe recebo, querendo devolver o favor, mas sabendo que a parede e seu corpo são os únicos que me mantêm de pé.
Meus quadris se movem instintivamente com os resquícios da liberação enquanto tento desfazer o botão da calça dele, mas aquilo parece impossível.
—Alguma ajuda aqui? —peço ofegante, fazendo-o rir um pouco.
Ele se desfaz da calça com facilidade, se negando a manter-se distante por um só segundo, beijando minha têmpora, ou acariciando minha cintura.
Quando meus dedos envolvem o máximo dele que podem, Thayer geme profundamente de prazer. Ele volta a me beijar, sua respiração se tornando cada vez mais difícil enquanto eu movo minha mão para cima e para baixo.
Levo minha outra mão e isso faz com que ele precise se apoiar com as mãos contra a parede, em cada lado do meu corpo. Continuo acariciando-o, parando de beijar sua pele apenas quando preciso olhar em seus olhos. Olhos quase dourados, olhos que se fecham com força quando ele goza e chama meu nome.
Pressiono meus lábios em seu pescoço e sorrio.
—Você pode desligar o chuveiro? Meus dedos estão enrugados. —eu falo.
Thayer atende ao meu pedido e logo alcança minha mão, acariciando as pontas enrugadas de meus dedos com os seus próprios. Suas emoções ecoavam por toda parte, como o vapor do chuveiro, e me envolviam com o seu calor, como um cobertor. O sentimento reverberando em mim me fazia sentir igualmente feliz.
Num beijo tenro, Thayer segurou meu rosto enquanto sua outra mão se manteve espalmada na parede ao meu lado.
Por mais suave que o meu movimento seguinte fosse, eu me desequilibrei – totalmente culpa do ladrilho molhado, mas isso não me fazia sentir menos ridícula. O reflexo rápido de Thayer foi o único que me salvou, me endireitando.
—Eu sou péssima nisso. Sexo no banheiro, quero dizer. —sopro.
—Se quer a minha opinião, você é sempre fantástica.
Afasto para que possa olhar nos olhos dele. —Eu desafiei cada lei da física me mantendo de pé por tanto tempo. Banheiros não são feitos para sexo. Uma pitada de movimento a mais e eu teria hematomas por todo o meu quadril.
O sorriso brilhante de Thayer surgiu mais uma vez, combinando perfeitamente com o que parecia carinho em seus olhos.
—Fique aqui. Eu vou buscar algumas toalhas para nós dois.
Naturalmente, eu teria negado e sairia ao lado dele, mas eu não me atrevia a fazer qualquer movimento brusco. Em um minuto, Thayer estava de volta, seus quadris envoltos por uma toalha enquanto ele erguia uma outra para mim.
Seus olhos continuam no meu rosto enquanto eu enrolo meu corpo com a toalha branca. Finalmente eu olho nos seus olhos. —O quê?
—Você é tão bonita. —ele diz, recolhendo uma mecha do meu cabelo molhado que está na frente do meu rosto e afastando-a.
Claro, caso eu parecesse metade do quão atraente ele parecia agora mesmo…
Seu polegar desliza em minha bochecha. —Sabe, eu estou bem satisfeito agora.
Sopro uma risada. —Mesmo? Eu não poderia adivinhar.
—Você não quer… você sabe, se alimentar?
De repente, o calor úmido do banheiro deixou de ser confortável e se tornou sufocante. Lembrei de que, da última vez que havíamos… nos satisfeito mutuamente, eu havia sugado sua energia vital involuntariamente.
Dei um passo para trás. —Não, Thayer. Eu não quero me alimentar.
—Espera… o que eu disse de errado? —ele perguntou, notando a mudança.
Deixei meus ombros caírem e tomei uma profunda respiração. —Hoje é meu último dia de alimentação, e eu vim aqui com a ideia de não ser a ceifadora sugadora de almas. Quis me sentir um pouco como a pessoa que você enxerga.
Ele se aproximou, tomando meu queixo entre os dedos para me fazer olhar para ele e seu meio sorriso. —Você é uma pessoa, Cat. Eu não parei para pensar que poderia estar agindo como um homem das cavernas, mantendo você trancada aqui. Já que você pensa dessa forma… nós podemos sair. Como num encontro. Não fizemos muito disso.
Aquela era uma excelente ideia. Eu adoraria aproveitar o belo dia quente e ensolarado de hoje com Thayer… Mas um breve pensamento sobre estar tão exposta me lembrou de todos os olhares que poderiam estar sobre nós. Olhares perigosos.
—Eu não queria sair também. —murmurei, espremendo meu cabelo molhado.
—Exigente. —ele brinca, andando um pouco pelo banheiro amplo, pensativo. —Podemos assistir a um filme na sala, então. Ou… onde você quiser.
Seu tom sugestivo na última parte me fez rir. —Vamos para a sala.
Comecei a me afastar da parede, indo devagar. Minha cautela fez Thayer sorrir. Sem esperar que eu atingisse sequer a metade do caminho até a parte seca do banheiro, ele veio até mim passou um braço pelas minhas costas e outro por trás de meus joelhos, me sustentando facilmente.
—Eu ia conseguir sozinha. —revirei os olhos, enquanto ele ainda ria de mim.
—Claro que iria. Mas eu gosto de ajudar. Principalmente quando envolve abraçar seu corpo. —sua energia cálida me envolveu, como se concordasse.
Era fácil sentir a vontade de me aninhar contra seu corpo quando ele parecia tão quente. Ele seguiu me carregando como se não se incomodasse com meu peso. Seu cheiro misturado com um perfume que eu não havia o visto colocar me cercaram até que ele me colocou no sofá da sala.
—Nós vamos assistir a um filme só de toalha? —questionei.
—Qual o problema? Somos apenas nós dois aqui.
Peguei uma mecha molhada de meu cabelo e joguei por sob meu ombro. A ideia era ficar bem o restante da tarde com Thayer, mas eu não conseguia ficar tão exposta quando meus chefes insistiam em aparecer do nada.
Lendo minhas vontades de alguma forma, Thayer saiu da sala e voltou vestindo uma regata e uma calça folgada. Ele me entregou um conjunto de roupas.
—As suas estão molhadas, então você pode usar estas roupas.
Uma calça com cintura regulável e um casaco com zíper na frente. Claramente muito maiores que eu, mas iriam servir para cobrir meu corpo por hora.
Vestindo as roupas, a dúvida não deixava a minha cabeça.
—Você consegue sentir algo através de nossa ligação? —perguntei, jogando os meus cabelos para fora do casaco e fechando o seu zíper sobre meu peito nu.
Thayer afastou os olhos do zíper e olhou para mim. —Como assim? Você sente?
Oh, eu nunca toquei neste assunto com você?
Não. Eu não teria coragem de me fazer de desentendida quando ele podia estar sentindo algum pedaço dos meus sentimentos. Contudo, eu não conseguia abrir o jogo. Eu sentia como se a ligação entre nós pudesse fazê-lo pensar que eu fazia algumas coisas por egoísmo. Mas isso não era verdade.
Desde que eu havia o conhecido, Thayer havia aberto espaço através de todas as barreiras que eu construíra, e isso não tinha nada a ver com o fato de eu sentir o mesmo que ele sentia.
—É só que, você às vezes parecer saber coisas minhas. Sei lá. —dei os ombros.
Um sorriso torto esticou os lábios dele e ele ligou a televisão.
—Chama-se prestar atenção. Algumas pessoas fazem isso com aqueles com quem se importam. E então, que tipo de filme você quer assistir?
—A coisa mais sangrenta e com os piores efeitos especiais que você puder encontrar. —eu sorri, me jogando ao seu lado no sofá, subitamente animada. —A não ser que você se importe com o meu gosto. Linda sempre me diz que essa minha simpatia pelos filmes mal produzidos é um pouco doentia, e depois ela joga algum comentário baseado em péssima psicanálise.
Thayer riu suavemente, passando o braço pelos meus ombros.
—Não me importo em assistir qualquer filme desde que seja com você.
Seu tom é totalmente, totalmente sincero.
E enquanto ele zapeava pelos canais, eu desejei que nossa ligação fosse de duas vias de alguma maneira, e que ele pudesse sentir todo o conforto e alegria que eu sentia enquanto ele me abraçava.
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