Notas iniciais
1. Os inícios dos capítulos terão flashback's da infância da nossa estrelinha, para vocês conhecer um pouco da historia dela. 2. O capítulo não foi revisado, então me desculpem pelos erros. 3. A fanfic irá se desenrolar aos poucos, então me desculpem se os capítulos estão intediante. Eu mesma to achando. 4. Perdoem a escrita.

“Machuquei a mim mesma de novo hoje. E, a pior parte é que não têm ninguém para culpar.”

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[Boston, residência dos Swan: onze anos atrás]

— Eu tenho algo para você.

Charlus murmurou, observando os olhos da filha brilharem como as estrelas. Ela apertou as mãozinhas enluvadas, esperando ansiosamente.

— É um presente? — ela perguntou, os olhinhos azuis estava cheio de expectativa.

Charlus sorriu novamente, olhando docemente para Adhara, pegando algo de trás das costas e desprendeu uma rosa negra de seu cinto, levando às mãos dela.

— Uma rosa negra? — perguntou com voz suave.

— É, uma rosa negra. Significa… “Amor até à morte!” — sussurrou ele observando a curiosidade no olhar da garotinha, rodopiando a rosa sobre as mãos.

— E como funciona? — indagou curiosa.

— Dizem que a rosa negra só caíra as pétalas quando aquele que a lhe concebeu morrer.

— Mas papai, essa rosa muchará. — ela disse decepcionada.

— Sim querida, mas era só uma velha lenda. — ele sorriu, afagando os cabelos.

Adhara tentou sorrir, mas não conseguiu, estava muito triste pela teoria ser falsa, pois a rosa muchará em alguns dias. Foi quando uma ideia se passou pela sua cabeça, fazendo seu pai cerrar os olhos ao perceber o olhar que a filha fazia toda vez que iria aprontar alguma coisa.

— Segure. — ela pediu, e o homem ergueu as sombrancelhas mas não a contráriou.

Suspirando baixinho, Adhara tirou as luvas devagar e as depositou no chão. Charlus engoliu seco e desviou o olhar das mãoszinhas cheias de cicatrizes, ele não gostava de ver que Lorraine estivesse tão perturbada que chegasse ao ponto de machucar a filha.

A aura negra começou a sair das pontas do dedo da menina, e Charlus observou maravilhado a nuvem negra se reunir em volta da rosa.

Diferente de Lorraine, ele não via a filha como uma anomalia, ele há via como uma raridade.

— Pronto. — ela sorriu — Agora não é mais uma velha lenda.

Ele ergueu uma sombracelha.

— Então agora as pétalas da rosa so irá cair quando eu morrer?

— Não. — ela negou com a cabeça sorrindo.

— Não?

— Você não pode morrer papai, heróis são imortais.

Adhara não conseguia se concentrar em mais nada, ela tentou esquecer o episódio que aconteceu minutos atrás no refeitório e prestar a atenção no que o professor de biologia dizia, mas o olhos penetrantes daquele garoto rondava a sua cabeça.

Ela tentou com a cabeça repetidas vezes e guardou o livro na mochila quando sinal bateu indicando o fim da aula, era hora de ir para casa. Casa, o nome era estranho em sua cabeça, talvez ela nunca conseguisse pensar nesse lugar como sua casa.

Seu pai era a sua casa.

Ela andou até a porta da sala, sendo seguida por Jéssica. Ela ia lhe contando tristemente sobre Mike Newton, a quem ela ainda não teve o prazer — ou desprazer — de conhecer. Era uma historia triste, de fato era, ela nem conseguia imaginar como era gostar de uma pessoa e ser rejeitada.

Bem, ela gostou de James Turner quando tinha doze anos, ele fora o primeiro menino no qual ela se interessou e sem que ela percebesse, até a escola tinha ficado mais interessante. Mas ele era como as outras crianças de sua idade, a evitava como se ela tivesse algum tipo de doença contagiosa.

Adhara colocou o capuz sobre a cabeça assim que pós os pés no estacionamento, a rajada de vento gelado junto com a garoa fina chegou até o seu rosto, ela torceu o nariz um pouco incomodada.

Bella já lhe esperava do lado de fora do carro, ela não ficou surpresa ao ver Edward ao seu lado, cochichando algo baixinho. A irmã baixinha e esquisita dele não estava ao seu lado, ela se sentiu aliviada por isso.

Assim que ela se aproximou o olhos profundos de Edward lhe encarou, a deixando sem jeito. Bella voltou-se para si e sorriu de lado, a encorajando se aproximar.

— Como foi as aulas? — ela indagou.

Adhara mordeu a parte de dentro da bochecha reconhecendo o tom da prima, ela não estava interessada, era como se ela apenas quisesse mudar de assunto.

— Interessante até, eu posso sobreviver. — respondeu dando os ombros e olhando ao redor.

Queria manter seus olhos longe do casal que se despedia agora com beijos. Ela tirou o livro de dentro da bolsa folheando-o e tentando focar a sua atenção no livro, já que se sentia observada desde que entrará no estacionamento. Evitou tirar o olhar do livro, temendo encontrar o mesmo garoto lhe encarando.

Aquilo já bastava por um dia.

Ela tentou não se incomodar com o isolamento, porque imaginou que seria uma maldição cair nos padrões mundados que o primeiro dia estava lhe proporcionando. Ser o centro das atenções não era algo que se relacionava a ela, então ela não deveria se acostumar com esse tipo de tratamento.

Ela fechou os olhos ignorando o formigamento nas costas e esperou que em algum momento algo místico pudesse pular das paginas do livro e lhe tirar dali, já que Bella estava ocupada demais com a língua enfiada na boca do namorado para perceber seu desespero para ir para casa.

— Eu chego logo depois. — ela ouviu a voz aveludada de Edward sussurar para a prima.

— Tudo bem. — ela concordou — Dara, vamos?

Adhara enfiou o livro que nem estava lendo de volta na bolsa e assentiu ansiososamente para sair dali. A vontade de chorar era tão grande que ela estava quase indo de pé para casa.

Para piorar o momento, Edward focou seu olhar em si, a olhando por alguns segundos petrificado antes de crispar os lábios frustado. Ignorando a vontade de perguntar qual era o problema dele, ela deu meia volta e entrou no carro, sem nem ao menos se despedir.

Ela caíu no assento de couro baixo e olhou em volta do estacionamento com os olhos azuis curiosos, e lá estava as outras quatro figuras que ela viu no refeitório. O olhos pareciam solitários, mas a beleza deles eram uma coisa totalmente absurda. Eles eram assustadoramente bonitos e reservados, como estátuas da Grécia Antiga que escaparam do museu para estudar no Ensino Médio.

Ela desviou o olhar, deixando que seu cabelo cobrisse a face para não desviar o olhar por nem seguer um minuto para o outro lado do estacionamento novamente. Ela suspirou aliviada quando Bella finalmente desgudou de Edward Cullen e entrou no carro, ela parecia sem jeito com alguma coisa, como se esperasse que ela lhe perguntasse algo.

Ela ficou em silêncio, observando ela girar a chave e ligar o carro. Seu coração batia rapidamente contra o peito, sua mente estava girando com o conflito interno da decisão que havia tomado ao se mudar para cá. Talvez ainda desse tempo dela comprar uma passagem e ficar com sua avó em Los Angeles.

Ela estalou a lingua na boca, não conseguindo segurar a vontade de fazer as perguntas que rondavam a sua cabeça sobre os acontecimentos de hoje.

— Bella, quer me explicar o que diabos aconteceu no refeitório?

Bella pigarreou, apertando as mãos no volante e voltou a atenção rapidamente para o rosto da garota ao seu lado com o cenho frazido.

— O que? — ela dissimulou. — Do que você está falando Adhara? — ela riu sem humor.

— Pare com isso, eu sei que você também percebeu. — ela estava perdendo a paciência, sabia que a prima estava mentindo pois ela sempre piscava demais quando o fazia.

— Você se ligou, não é?

Adhara riu anasalado. Como se fosse possível não notar.

— E tinha como não notar aquele cara esquisito me fitando o intervalo todo como seu eu fosse algum tipo de carne em promoção? — ela perguntou sarcasticamente.

Bella encolheu os ombros.

— Não ligue para Jasper, ele estava apenas curioso.

Adhara revirou os olhos, mais mentiras.

— Ele deveria ao menos disfarçar. — ela voltou a atenção para a janela, observando pelo retrovisor o volvo cinza atrás delas.

— Você é a aluna nova Adhara, deve se acostumar sendo o centro das atenções durante algum tempo.

Ela respondeu por fim, e ela não rebateu sua pergunta com ironia ou qualquer outra coisa que a fizesse perceber que ela estava desconfortável com toda a situação. Já não bastava ela esta em uma cidade onde não conhecia quase ninguém, agora tinha que lidar com a consequência que isso lhe trazia.

Bella estacionou o carro em frente da casa a fazendo agradecer baixinho ao sair do carro, ela olhou o volvo prata sendo estacionado atrás da picape laranja. Agora lá entendeu o que o namorado esquisito quis dizer com “chego logo depois”.

— Avise a Charlie que eu fui para casa de Edward e que não me espere para o jantar. — Bella acenou indo em direção ao carro e entrando.

Adhara negou com a cabeça revirando os olhos ao ver que sua prima parecia uma demente perto de Edward.

— Então, como foi seu primeiro dia? — Charlie perguntou, assim que ela entrou dentro da casa.

Ela sorriu minimanente tirando o cachecol e os dois casacos e colocando no cabide. Era estranho como Charlie fazia o desconforto sumir, talvez ele tenha herdado isso de seu pai. Mas a verdade seja dita, as coisas não poderiam ter sido piores, mesmo assim, ela ansiava para subir e dormir um pouco para esquecer o desastre que tinha sido o seu primeiro dia.

Depois de pensar um pouco sobre as coisas, ela percebeu que Charlie ainda esperava por uma resposta. Então ela foi pensou na única que ele aceitaria.

— Foi bom.

E como ela esperava, ele desligou a televisão e voltou a atenção para seu rosto.

— Conheceu muita gente hoje? — ele perguntou, logo depois.

Ela mordeu a parte de dentro da bochecha.

— Conheci Jessica Stanley, ela é bem gentil.

Ela murmurou tentando se lembrar o nome das outras pessoas que conheceu hoje, principalmente do menino que lhe acompanhou até a sala.

— Eu também conheci o namorado de Bella e sua irmã, Alice.

O rosto de Charlie se tornou uma careta instantâneamente ao Edward ser mencionado.

— Conheceu é. — ele parecia levemente bravo — Gosto mais da irmã.

Ele deu os ombros.

— Eu achei todos eles esquisitos. — murmurou, indo em direção a cozinha. — Vou preparar o jantar, e tio Charlie?

Ele voltou a atenção para meu rosto assim que ligou a televisão novamente, me perguntei se ele fazia isso com muita frequência.

— Sim meu bem?

— Bella mandou nos avisar para não esperar ela.

Ele fraziu a cara para ela, exprimindo reprovação, mas contra gosto, ele assentiu e ela voltou para a cozinha abrindo os armários. Pegou tudo que precisava para fazer um espaguete e começou a cozinhar.

Tirando o cabelo do rosto ela tentou se concentrar no que estava fazendo e esquecer os acontecimentos do dia, mas isso foi apenas algo que sua mente se recusou a fazer. Sua mente insistia em fazê-lá lembrar que havia algo de errado com aquela família e talvez, até com a prima.

Bufou pelo nariz com raiva e continou a cozinhar, tentando não pensar em mais nada que não seja em preparar o jantar.

Durante o jantar ela teve uma conversa calorosa com o tio, tentando fazer o maximo de perguntas para evitar o assunto da escola novamente, oque foi fácil dado o fato dele parecer tão cedento por atenção enquanto falava sobre o trabalho.

Aquilo a fez questionar se Bella dava mais atenção para o spray de cabelo a quem ela chamava de namorado e esquecia de Charlie.

Quando terminaram o jantar, ela lavou a louça e subiu, alegando que iria fazer o dever de casa e Charlie assentiu, voltando para a frente da televisão.

Adhara demorou no banho, deixando a água quentinha lhe aquecer, fazendo seus músculos tensos relaxarem. Quando voltou para o quarto escuro e gelado, ela acendeu a luz e foi em direção ao guarda roupa a procura de um pijama.

Foi quando algo que ela estava evitando há dias atraiu a sua atenção no fundo do guarda roupa, quase escondindo entre as roupas. Ela engoliu em seco, e sem perceber, estendeu as mãos para pegar a caixa azul escura trabalhada em desenhos nas mãos.

Ela passou os dedos sobre a textura da caixa e foi em direção a cama, engolindo em seco ao lembrar-se o que tinha ali dentro. Era a rosa negra, aquela que sempre permaneceu intacta durante muitos anos.

Ela levou as mãos até a tampa, começando a levanta-lá lentamente. Alarmes soavam por toda a sua cabeça em sinal de alerta para ela guardar a caixa e se concentrar em fazer seu dever de casa.

Mas quando ela menos percebeu, já havia retirado a caixa e fitava com os olhos paralisados o conteúdo dentro do objeto. O que antes era uma rosa, havia sobrado apenas o talo, suas pétalas negras estavam espalhadas por todo lado enquanto algumas muchavam lentamente.

Ela soltou a caixa de suas mãos, ouvindo o baque surdo que ela fez ao bater no tapede felpudo no chão. Os soluços subiam pela sua garganta enquanto as lagrimas desciam livremente por suas bochechas.

Ela levou a mão até o peito, sentindo o coração doer de uma forma que ela nem sabia que um coração poderia doer. Era tudo culpa dela, estava tudo acabado e a única culpada era ela mesma.

Por mais que Charlie tentasse, nem ele conseguia lhe afastar da escuridão que a engolia aos poucos e ameaçava se afundar. Ele também estava sofrendo, e por mais que ele tentasse esconder, ela conseguia ver a tristeza por trás de seus olhos castanhos. Isso só a fazia lembrar do que ela era. Era uma destruidora, acabava matando ou machucando tudo que tocava.

Tudo que ela fazia a levava para o mesmo lugar, não havia luz, não havia saída, não havia nada. Somente a escuridão penetrante e consumidora.

───── ͜͡ ཻུ۪۪⸙͎Continua ͜͡ ཻུ۪۪⸙͎─────

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.