Era como aquilo não estivesse acontecendo, minha visão tinha ido para sempre; e Camelot e Avalon estavam cobertas nas brumas para sempre, não havia ninguém depois de mim para subir ao trono da Deusa e cuidar da tão sagrada Bretanha que eu vi mudar seus cultos a Ela para uma fé-cristã que só pode ser ouvida dentro das igrejas por um padre que se diz casto, mas já caiu na tentação de algumas mulheres.

Foi assim que a Grã-Bretanha vem caindo conforme os anos se passam e eu só pude assistir como uma espectadora torcendo para que no final tudo desse certo e para ser aplaudido pelo publico.

Não me recordo como tudo isso começou, mas uns dos meus desejos era nunca ter saído de Avalon e não ter deixado meu filho com uma mulher que só pensava em construís um grade pano com suas grossas agulhas e linhas e cobrir toda a Bretanha com ele. Mas o que eu ude fazer?

Sentar no grande trono da Deusa ou como era desejado por Ela, casar com meu próprio irmão e ter-lhe dado o filho que seria amado por ambos. Agora entendo tudo isso foi construído com agulhas e linhas por Viviane, criando seu pano, mas sem calcular perfeitamente se todos caberiam dentro dele ou quisessem sair da ignorância rasgando-o.

Mas dizer o que para aqueles que rasgaram o imenso pano por amor? Ou aqueles que o rasgaram por poder? Ou até mesmo para conceder um herdeiro ao trono? Todos são culpados e hoje já não sei qual é a verdade ou a mentira sobre essa tão magnífica história.

Essa sou eu, Morgana Le Fay, filha de Igraine e Gorlois, e irmã de Artur. Foi eu quem rejeitou a Deusa quando mais a Bretanha precisava desta e que tentou consertar cada remendo com uma pequena agulha que não conseguiria consertar nem um simples pedaço do que Viviane planejara.

Fizemos tanto estrago, tantos pedaços rasgados, para nada, para Lancelot não ter sua amada em seus braços e ter dois filhos mortos pela religião que tanto amavam . Ou aquela que ficou com o maior pedaço do pano, mas no final voltou a viver sozinha, sem alguém que verdadeiramente a amasse. Ou aquela que não deu um filho ao rei e morreu atrás das paredes de um convento.

Este pano foi rasgado por todos aqueles que um dia eu amei e que hoje estão ao lado de Deus, como diz a religião dos padres, que até hoje não concordo com umas simples palavra que eles professam.

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