More than Friends 2 - Blackwood Dream
3 Capítulo 3 - Jogos Mortais
Notas iniciais
Vimos o indicador móvel se mexer para a palavra "sim". Meu Deus, estávamos em perigo a partir de agora. Havia alguém entre nós. E não era humano. Jess ficou com medo e perguntou se podia sair do jogo. O Indicador se moveu para a palavra "não". Depois formou a frase "Você vai ficar comigo. Para sempre." As luzes começaram a piscar e depois se apagaram completamente. Quando as luzes voltaram, Jess tinha sumido. Começamos a nos levantar e nos desesperar. Saímos correndo para a porta, que estava escancarada. Tentamos sair, mas alguma... coisa, alguma... força maligna estava bloqueando a saída. A nossa única saída. Então nos sentamos na mesa e perguntamos por que a entidade estava nos deixando presos ali. O Indicador formou a frase "Vocês não me pediram para sair da brincadeira." Falamos para aquilo nos deixar em paz e devolver Jess. Mas uma vez, o espírito respondeu. O Indicador formou a frase "Busquem sua amiguinha. Mas saibam que o caminho é mortal."
Nos levantamos e esperamos alguma coisa acontecer. Uma das prateleiras começou a se mexer, e se abriu, revelando uma passagem secreta. Quando íamos entrar, Mike disse:
– Esperem. Não vamos entrar ainda. Não pedimos para sair da brincadeira.
Mike voltou para a mesa e perguntou:
– Podemos sair da brincadeira?
O Indicador se moveu para a palavra "sim". Então Mike voltou para o grupo e entramos. Logo de cara, havia uma bifurcação. Então nos dividimos: Gabe, Josh, eu e Ashley íamos para a direita. Mike, Matt, Sam e Emilly iriam para a esquerda. Seguimos nosso caminho e, por enquanto, não achamos nada mortal. Ouvimos um barulho e olhamos para trás. Serras. Corremos para o lado contrário das serras, mas havia outro par de serras nos esperando. Não sabíamos o que fazer, então ouvimos uma voz, dizendo:
– Chris, já que você tem raciocínio rápido, esse desafio vai para você. Está vendo esse quebra-cabeças na parede? Ele tem 20 peças. Parece fácil, não é mesmo? Pois bem, o seu maior inimigo é o tempo. 2 minutos. É o tempo que você tem para montá-lo. Mas com todo esse tempo que já passou, você tem exatamente 1 minuto e 10 segundos. E que comecem os jogos mortais!
Comecei a montar a porra do quebra-cabeça. 1 minuto. 3 peças montadas. Quando terminei de virar as peças, me restavam 45 segundos. 30 segundos. 11 peças montadas. 23 segundos. 13 peças. Meu Deus, não ia dar tempo. 15 segundos. 16 peças. Faltavam 4. Apenas 4. 10 segundos. 18 peças. 6 segundos. 19 peças. 4 segundos. 20 peças. As serras pararam e voltaram para os seus devidos lugares. Continuamos nosso caminho e de novo a voz falou com a gente. Dessa vez, era com Josh. Ouvimos as portas da sala se fecharem. A voz disse:
– Josh, meu querido. Você não é o palhaço do grupo? Então, resolva essa charada:
Em uma noite chuvosa ouve um assasinato e uma moça morreu.
Seus 3 empregados estavam na casa no dia do massacre.
O detetive interrogou os empregados.
A empregada disse que estava lavando a cozinha, o motorista disse que estava tomando chá na cozinha e o jardineiro disse que estava regando as plantas.
Qual deles matou a moça, Josh? Você tem 15 segundos para responder. Caso contrário, um gás venenoso será liberado e vocês morrerão.
Josh começou a pensar. Com 8 segundos sobrando, Josh respondeu:
– O jardineiro. Ele não podia regar as plantas num dia chuvoso.
– Muito bem, Josh. Não esperava que você respondesse. — A voz falou.
As portas se abriram e saímos dali. Andamos mais um pouco e mais uma vez, ouvimos a voz. Dessa vez, ela disse:
– Gabriel e Ashley... vocês são os únicos que ainda não jogaram. Consequentemente, serão os protagonistas da última etapa do jogo. Essa é a mais difícil e a mais perigosa das armadilhas. Funciona assim: eu vou liberar 2 dos meus servos para jogarem Xadrez com vocês. Se vencerem, resgatam sua amiguinha. Se perderem, todos morrem.
Uma parede se moveu e de dentro dela saíram 2 cavaleiros com armaduras. Eles armaram uma mesa e um tabuleiro de Xadrez. Se sentaram e pediram para Gabe e Ash se sentarem. Eles perguntaram que cor nossos amigos queriam e ambos responderam preto. Então o jogo começou. Nossos amigos mexeram primeiro e após uns 10 minutos, eles estavam quase vencendo. O time deles ainda tinha 3 peões, 1 cavalo, 2 torres, 1 bispo, a Rainha e, obviamente, o Rei.
O time dos cavaleiros tinha 1 peão, 2 cavalos, 1 torre, nenhum bispo, o Rei e a Rainha. Os cavaleiros mexeram um cavalo e comeram uma torre dos nossos amigos. Ashley mexeu o bispo e comeu a rainha dos cavaleiros. Após umas 4 jogadas, Gabe terminou o jogo com um xeque-mate. Os cavaleiros voltaram para seu esconderijo e uma porta se abriu. Entramos e achamos Jess. Então o nosso caminho se fechou e tivemos que voltar pelo caminho de Mike, Sam, Emilly e Matt. Saímos daquela passagem secreta maldita e tentamos sair, mas a porta ainda estava bloqueada pela força maligna. Então nos sentamos na mesa que ainda estava com o Tabuleiro Ouija em cima. Pegamos aquele objeto amaldiçoado e jogamos no fogo. Assistimos o Tabuleiro se queimar e tentamos sair. Dessa vez, conseguimos. Parece que o Tabuleiro era a fonte da energia negativa. Após nos acalmarmos, eu disse:
– Nunca mais vamos brincar com o Diabo. Nós quase morremos.
– Calma, Chris. Já passou. Mas... de quem era aquela voz? — Josh perguntou.
– Talvez, fosse do próprio Diabo. Nós brincamos com ele, então ele resolveu brincar com a gente também. Nada mais justo. — Falou Mike.
– Gente, preciso de um banho. Eu tô toda suja e esfarrapada. Com licença. — Disse Jess, subindo as escadas.
Eu abracei Josh e fiquei lá olhando ele. Ele me beijou e então nos sentamos no sofá. Sem nada pra fazer, resolvemos apenas assistir um filme. Josh sabia que eu tinha medo de alguns filmes de terror, e fez questão de colocar o que eu mais temia: A Orfã.
Aquele filme me dava arrepios. Josh foi estourar pipoca e quando voltou estava todo cheio de algum líquido branco. Eu olhei para ele e perguntei:
– Isso não é o que eu tô pensando, né?
– Não. Não é o que você tá pensando, seu mente suja. Isso aqui é leite. Eu fui fazer Nescau e derrubei tudo o leite. — Ele respondeu.
– Seu atrapalhado. Cadê meu Nescau? — Eu falei.
– Vai buscar. Não sou seu escravo. — Ele disse.
– Não é meu escravo, mas é meu namorado. Tem obrigação de me fazer Nescau. — Eu disse, rindo.
– Vá se ferrar. Já pensou se eu falo pra você fazer certas coisas para mim? — Ele respondeu, com uma cara maliciosa.
– Melhor nem pensar em certas coisas. — Eu falei. — Vou fazer meu Nescau. Já volto.
– Vai logo, mas não demora! Senão eu vou comer toda a pipoca e não vai sobrar pra você. — Ele disse.
– Não se atreva a fazer isso. — Eu respondi.
Então fui para a cozinha preparar meu Nescau. Quando eu voltei, me sentei com Josh e ele apertou Play. Então o filme começou, e eu estava morrendo de medo...
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