Notas iniciais
Peço desculpas pela demora. Mais uma vez totalmente dedicado a você Lucas que me altura. rsrsrsrsrsr Bjuxxxx a todos espero que gostem.

Dirigi sem parar até a casa do Cullen parando a caminhonete de qualquer jeito no meio da parte limpa do terreno diante da casa. Nem mesmo pensei em ligar para avisar ou coisa parecida.

— Você sabe que sempre será bem-vindo, mas o que lhe trás aqui, Jacob ? — Perguntou Carlisle abrindo a porta da sala para mim. É claro que sentiriam a minha aproximação, ainda mais pelos passos duros que eu dei ao subir os degraus de madeira na entrada.

— Existem dois vampiros morando perto de La Push e eles tem um humano com eles, agem como uma família. Quero saber se vocês os conhecem e se eles oferecem perigo ! — Disse eu ao entrar na casa.

— Não conhecemos nenhuma família assim ! — Disse Esme com sua voz de sino — Posso te abraçar, Jake ? — Os braços já abertos em minha direção e um sorriso instalado em seu rosto de coração.

— Pode ! — Respondi dando de ombros porque daqueles dois e da baixinha eu não conseguia deixar de gostar, mesmo que fosse pouco.

— Está tudo bem ? — Perguntou ela tocando meu rosto ao findar o abraço.

— Sim ! — Respondi forçando um sorriso.

— Você conhece alguma família assim, Benjamin ? — Perguntou Carlisle olhando por cima do ombro em direção á esquerda.

Não soube explicar e nem mesmo me atrevi a tentar entender, invés de ficar nervoso ou agitado em meio aos Cullens, eu me vi um pouco feliz por estar diante ao Benjamin e ele estava mais bonito com suas roupas normais. Combinavam mais com ele.

Rosalie, Emmett, Alice e Jasper estavam presentes e como eu me apresentava nervoso resolveram não se manifestar. Ao menos Bella e Edward não estavam ali, a criança sim e estava dormindo, supus pelo ressonar baixinho vindo da direção dos quartos, mas eu gostava dela e não me machucaria se ela estivesse acordada.

— Olá, Jake ! — Disse Ben se aproximando de mim com seus passos macios demais até para um vampiro — Suas roupas estão no quarto !

— Não se preocupe com elas ! — Disse eu — Está melhor ?

— Sim, e quando poderemos estudar ? — Perguntou fazendo com que todos voltassem seus olhos a nós, aliás estávamos tendo uma conversa só nossa e todos sabiam que vampiros e lobos não socializam, ou ao menos deveria ser assim antes de toda aquela confusão.

— Você pode ir lá em casa hoje á noite se não tiver nada o que fazer ! — Disse eu e pude ver pelo canto do olho Carlisle e Esme trocando olhares ao perceberem mais significativos do que os dos demais presentes na sala.

— Qual o nome do humano ? — Perguntou Ben de forma natural, sem surpresa.

— Luke ! — Disse eu.

— Não lembro se os conheço, penso que podem ser os ex-vizinhos de Amun ! — Disse Ben de um jeito que soava constrangido por realmente não saber — Já vimos famílias de vampiros que adotaram crianças humanas sem ter nenhum problema ou acidentes, mas podemos conferir, Carlisle !

— Leve nosso carro e verifique, qualquer coisa nos ligue, Benjamin ! — Disse Carlisle lhe dando as chaves após se aproximar de forma rápida, já fazia algum tempo que nenhum deles escondia seus dons mais perto de mim, aliás nem tinham mais porque fazer isso. Eu havia colocado meu pescoço á sorte em nome da família deles.

— Se não for para outro lugar, pode ir no meu carro e a gente já estuda ! — Disse eu e todos olharam confusos para mim.

— Não quero incomodar, vou no de Carlisle mesmo ! — Disse Ben, mas parecia estar dizendo só por educação mesmo.

— Você que sabe ! — Disse eu dando de ombros e por que eu me sentia ofendido por um sanguessuga não aceitar entrar em meu carro ?

Não me despedi dos Cullen, logo estava entrando em meu carro e dando partida, não demorou muito Ben me alcançou estando no Hyunday preto de Carlisle. Por mais confuso que isso me deixava, eu queria que ele estivesse ali, ao meu lado, com seu cheiro estranho e tudo mais, mas eu nunca admitiria isso.

Antes mesmo de nos aproximarmos da casa ele parou o carro de qualquer jeito no meio da estrada mesmo, e saiu em disparada na direção da casa, senti a obrigação de segui-lo e quando fechei a porta da caminhonete para segui-lo ele já estava parado a meu lado.

— Dá para não fazer isso ! — Disse eu em um quase grito devido ao susto que tomei. Era uma merda porque eu nunca o sentia se aproximando daquele jeito.

— Desculpe, pensei que me sentiria a aproximação ! — Disse ele abaixando o rosto, envergonhado — São os Maddison. Não são muito confiáveis, mas sabem que não podem caçar humanos na cidade de Carlisle !

— Como assim, sabem ? — Perguntei.

— Carlisle deixou claro para todos os clãs depois do incidente com a vampira ruiva que não se podia caçar aqui, que essa cidade era especial para ele e a família dele ! — Disse Ben — Eu não os conhecia pessoalmente, mas também fui avisado sobre Forks !

— Mas e o garoto ? — Perguntei — Luke ?

— Ao que sei, ele foi adotado quando tinha um ano de idade, vive com eles até hoje e nunca correu risco, mas sabe o que os pais são, mesmo que eu me lembre dele se chamando Louis ! — Disse Ben e sua voz passou do doce ao amargo em segundos — Richard e Henry nunca ameaçaram nenhuma pessoa indefesa, sempre escolhem criminosos e coisas do tipo !

— Você não parece gostar muito deles ! — Disse eu.

— Não gosto nem desgosto ! — Disse ele — Mas vou ficar de olho neles enquanto estou por aqui !

Seguimos para minha casa, mas antes passamos na casa de Emilly onde Sam como sempre estava.

— Vejo que aceitou ajudá-lo , Jake ! — Disse Sam surgindo na varanda assim que saímos do carro — Quanto menos pessoas prejudicadas, melhor !

— Sabia que tinha outros na cidade ? — Perguntei ignorando suas falas porque estava ajudando Ben por ele e não por Sam — Outros da raça dele ?

— Não. Quantos são ? — Perguntou ele, o corpo todo se retesando.

— São conhecidos do meu pai, eles não estão aqui comigo, mas não caçaram em Forks, posso garantir ! — Disse Ben — Mas estarei vigiando também !

— Como pode garantir tanto assim ? — Perguntou Sam se movendo em direção a Ben, mas ele não se intimidou não se moveu um centímetro de seu ponto de origem.

Ben explicou bastante do que sabia sobre a família que estava na cidade e também sobre os outros que conhecia enquanto Emilly me enchia de bolinhos. Estava desconfortável como eu me sentia quando estava rodeado de vampiros, mas também não se mostrava incomodado ao ponto de não abaixar a guarda e nem mesmo de não se portar com bastante liberdade.

Os meninos chegaram e é claro que me zoaram por ter de ficar de babá de um vampiro, mas eu não me importava, não se tratando de Benjamin. Ele ficou um pouco mais sem graça, mas não se mostrou magoado ao ponto de nunca mais querer voltar.

Seguimos para minha casa cerca de uma hora depois que chegamos na reserva. O bilhete na porta da geladeira dizia que Charlie havia estado ali e buscado meu pai para verem o jogo juntos. A vida social do meu pai era mais agitada que a minha.

Apesar de eu ter me enchido de bolinhos na casa da Emilly ainda estava com fome e por isso invés de começarmos a estudar de uma vez, eu e ele ficamos na cozinha enquanto eu cozinhava qualquer coisa que pudesse comer.

— Você parecia preocupado com o Luke. Senti o cheiro dele no seu carro, como se conheceram ? — Perguntou ele como quem não quer nada, mas eu percebi ciúmes em sua voz e no modo em que ele se recostou no armário da cozinha.

— Ele é da minha sala. Eu dei uma carona a ele já que ele disse que morava em La Push, e me preocupei em saber que eles eram vampiros e ele humano ! — Disse eu. Não sentia obrigação de dizer a verdade, mas contei por gostar da companhia dele — Pensei que corresse perigo !

— Com os pais deles ele não corre risco nenhum ! — Disse ele e eu senti um pouco de ameaça em sua voz, mas resolvi ignorar — Posso te perguntar uma coisa ?

— Pode sim ! — Disse eu sem me virar para ele.

— Você parece estar superando, não parece tão mal por ter ido a casa dos Cullen ! — Disse ele.

— Não é que eu esteja superando, mas estou tentando fazer isso ! — Disse eu largando a faca que estava em minha mão por sobre a pia, porque sabia que seria capaz de fechar a mão em torno da lâmina só para sentir a dor, mas não podia arriscar com um vampiro ali — Estou tentando entender que ele nunca vai ser minha !

— Faço ideia de quanto deve doer ! — Disse ele cruzando a cozinha não muito grande em um milésimo de segundo e tocou minhas costas — Qualquer coisa, saiba que estou aqui !

Não percebi como foi, só que segundos depois estávamos abraçados e querendo ou não, ser abraçado era bom. Eu sentia falta dos carinhos de Bella, mesmo que esses eu tivesse recebido a maioria quando ela queria provocar Edward ou quando ele a deixou.

— Obrigado ! — Respondi soltando-o do abraço e ele não pareceu muito contente com esse gesto, mas se manteve calado.

Ele esperou que eu comesse e depois seguimos para meu quarto onde eu me sentei no chão e ele repetiu meu gesto, só que estando com meu livro em mãos.

Por mais que eu soubesse que tinha que estudar, que Ben estava ali para me ajudar com a matéria, a forma com que ele estava olhando para mim me desconcertava, não só isso, o cheiro. Por que não fazia como o dos outros que quase queimava minhas narinas e me fazia querer estrangulá-lo ou degolá-lo ? Pelo contrário, me fazia querer tocá-lo e protegê-lo ainda mais, mas por que ?

Ele não era uma criança ou desajeitado como Bella, ele era um homem e eu não tinha dúvidas, estava começando a gostar dele. Pensei que meu peito nunca seria capaz de substituir o que eu sentia por Bella.

— Posso te perguntar uma coisa também ? — Perguntei enrolando, já que não estava nem um pouco a fim de estudar.

— Claro, a vontade ! — Disse ele fechando o livro e focando sua atenção em mim.

— Como é ? Ser um transformado ? — Perguntei. Sempre havia tido curiosidade a respeito, mas nunca perguntaria aquilo nem mesmo a Bella.

— Primeiro você fica fascinado com tudo de novo. Você escuta coisas que nunca ouviria sendo humano, vê coisas com tantos detalhes que somente com lentes de aumento sendo humano conseguiria ver, depois vem o medo de tudo que seu corpo é capaz, por exemplo, se você pensa em pegar o livro e jogá-lo na cama, antes de terminar de pensar isso, seu corpo já fez ! — Disse ele e aos poucos o sorriso voltava a seu rosto — Depois que você aprende a controlar isso e tudo do que você se tornou capaz. É um dos motivos de nos distrairmos com facilidade com qualquer detalhe mínimo !

— E com sangue, como é ? — Perguntei. Havia visto Bella tomando sangue em um copo com naturalidade para nutrir a criança, mas nunca havia parado para pensar em como seria com os vampiros. Era nojento pra mim, mas para eles devia ser diferente — Quando se é criança se você machuca o dedo, acaba levando a boca por instinto e o gosto é horrível, tem gosto de ferro ! — Disse eu e seu sorriso aumentou.

— Como você está curioso hoje, ehim Jacob ? ! — Disse ele e seu sorriso iluminava seu rosto — O que você mais gosta de comer ?

— Bife com batata frita ! — Disse eu sorrindo.

— Então, sangue tem para nós o mesmo sabor do alimento mais delicioso que se pode provar, não existe esse gosto ferroso ou metálico. Existe um conjunto de sensações que percorrem seu corpo a medida que o líquido é ingerido ! — Disse ele e eu estava torcendo o nariz — Sangue para vocês é estranho, mas depois da nossa primeira caçada, passamos a sentir nojo de comida humana. Ela passa a ter cheiro e gosto estranho e aparência por mais que arrumada no prato ou bonita aos seus olhos, passa a ser nojenta pra nós !

— Sério ? Nem um hambúrguer ? — Perguntei.

— O que é isso ? Hambúrguer ? — Questionou ele jogando a cabeça um pouco para o lado como se realmente, não soubesse do que se tratava o assunto.

— Pão, hambúrguer, bacon, queijo, ovo, tomate, cebola, alface, presunto e molho ! — Disse eu — Só que tudo junto e empilhado !

— Nunca ouvi falar em hambúrguer. Acho que não temos no Egito ! — Disse ele.

— Oh, meu Deus ! — Disse eu chocado — Eu não acredito que isso seja sério !

— Eu realmente não sei ! — Disse ele e parecia envergonhado — Me desculpe !

— Vamos fazer o seguinte, vou te levar para dar uma volta na cidade comigo e compro uma para você e um para mim, se não gostar você me dá o seu ! — Disse eu ficando de pé.

— E os estudos ? — Perguntou ele colocando meu livro por sobre a cama.

— A gente deixa para depois ! — Disse eu — Você vai passar a noite aqui, não vai ?

— Se me quiser por aqui ! — Disse ele.

Eu nunca pensei que pudesse ser tão divertido estar com ele ao meu lado enquanto dirigia, mesmo com ele sendo um vampiro. Fiquei fazendo peguntas sobre o que ele conhecia e quando ele respondia que não, eu não conseguia me conter e caía na risada. Ele não conhecia coisas simples como cachorro quente, maionese e mostarda.

— Não ria, não sou de sua época ! — Disse ele, mas também estava rindo — Mas posso aprender !

— Gosta de esportes ? — Perguntei.

— Xadrez ! — Disse ele.

— Xadrez ? Só isso ? — Perguntei me segurando.

— Temos campeonatos e eu sempre ganho de todos do Clã de Amun ! — Disse ele e parecia orgulhoso de seu título.

— Já ouviu falar em Baseball, basquete ? — Perguntei.

— Não, o que é isso ? — perguntou.

— Vocês não tem televisão lá não ? — Questionei chocado e me lembrando que no dia em que chegara a minha casa ele havia ficado quase que hipnotizado pela televisão.

— Temos, mas não gosto de assistir. Tem muitas mortes ! — Disse ele e chegava a ser irônico um vampiro dizer que não gostava de mortes, mas por ele ser diferente, tudo que eu fui capaz de dizer, foi :

— Isso é verdade !

Assim que chegamos a cidade, ele parecia uma criança perguntando o nome de tudo. Muitas pessoas que me conheciam pelo tempo em que andei com Bella na cidade nos observavam, outros nos olhavam por ele ser diferente com suas roupas da terra Natal, mas ele parecia não se importar, apenas olhava tudo e sorria para mim. Porém a cara que fez ao morder o hambúrguer foi impagável. Ele parecia ter comido alho puro ou algo do tipo, porque fazia muita careta e não aguentou, teve de cuspir na lixeira mais próxima.

— Ah Meu Theeth, isso é horrível ! — Disse ele.

— Não é nada ! — Disse eu — Toma, prova isso. O amarelo é mostarda, o vermelho ketchup e o branco maionese ! — Disse eu lhe entregando os sachês de molhos.

Ele provou cada um e pareceu gostar de maionese, tanto que ingeriu os três sem falar nada. Os outros dois ele nem terminou o primeiro.

Terminei o meu rápido e passei logo a comer o dele. Quando ele parou de fitar a rua e fitou meu rosto, se curvando em direção a mim. Meu corpo se retesou por inteiro.

O toque de seus dedos longos e frios em meu rosto me fizeram ter a mesma reação de quando beijei Bella pela primeira vez, mesmo que a força. Meu coração acelerou dentro do peito, minha respiração ficou ofegante de uma só vez, porque por alguns segundos eu me esqueci de como é que se respira e mesmo quando ele afastou os dedos de minha pele. Eu podia sentir o contraste deles contra minha pele quente e seu cheiro ficaria ali por muito tempo.

Minha respiração pareceu fugir ainda mais ou meus pulmões haviam se trancado. Sei lá. No momento em que o vi levar o dedo que acabara de tocar minha pele desde o canto da minha boca a um pouco ao lado, até a boca e o barulho que ele fez ao literalmente chupar os dedos me fez engolir em seco saliva que quase não existia em minha boca e um pouquinho da sanidade que me restava.

Eu juro que mesmo não acreditando naquilo, eu estava quase o beijando, estava prestes a puxar seu rosto para mim e beijá-lo, quando o celular em seu bolso tocou.

— É o Carlisle ! — Disse ele e eu tive de me agarrar ao volante para me conter.

Voltamos para minha casa e praticamente viramos a noite conversando, eu deitado em minha cama e ele sentado no chão. Meu pai já estava dormindo, mas com certeza deve ter estranhado chegar e se deparar com o carro do doutor Cullen diante da casa.

Quando acordei, Ben já havia ido embora e levado o carro consigo, mas deixando seu cheiro em meu rosto. Eu estava dormindo, mas posso jurar que ele havia tocado meu rosto durante a noite ou antes de sair.

Como acordei atrasado, tomei um banho correndo, troquei de roupa e fui de moto mesmo.

Cheguei atrasado e todo bagunçado, mas Luke chegou depois de mim. Ele estava impecável como se tivesse acabado de sair de uma propaganda de roupas da moda ou saído direto de um desfile de moda. Os cabelos molhados e penteados para trás, uma calça escura, jaqueta escura e uma camisa preta por dentro dela, nos pés um all star preto. No rosto óculos escuros modelo ray-ban. Eu nem sabia que se podia usar óculos escuros na escola.

— Olá, Jake ! — Disse ele se sentando ao meu lado sem sequer questionar se podia.

— Oi ! — Disse eu tentando não olhar.

Por que eu estava reparando nele e no Ben ?

Eu nunca havia feito aquilo.

A aula foi corrida e eu prestava muita atenção, por isso não nos falamos muito, mas ele o tempo todo sorria em minha direção. No intervalo nem tivemos como nos falar direito, já que Embry e Quil me puxaram para si para fazer um mundo de perguntas sobre Benjamin estar na reserva e sobre Luke, mas eu só sabia o que Ben havia me passado. Quando dei por mim a aula estava no fim e o sinal final já estava soando.

— Bom, poderíamos fazer o trabalho de inglês juntos ! — Disse Luke passando a mão pelos cabelos ao passarmos por um corredor.

— Por mim tudo bem, mas não sendo nenhum livro de romance seria bem melhor ! — Disse eu .

— Alguém feriu esse coração ? — Perguntou ele arqueando a sobrancelha esquerda.

— Digamos que sim ! — Disse eu.

— Quem foi a idiota ? — Perguntou ele quase fazendo um beicinho.

— Prefiro não falar nisso nem nela ! — Disse eu assim que cruzamos a porta de saída.

Ao cruzarmos a porta me deparei com Ben encostado no carro de Carlisle e todos olhavam para ele, aliás ele poderia estar com roupas mais normais, mas soava muito diferente de todos. Estava com um carro mega caro para nossos padrões de vida. Parecia vestir roupas de Edward, porém em tamanhos próprios para ele. Um calça jeans, uma camiseta cinza dentro de uma camisa preta de tecido semelhante ao jeans. Não estava feio, só estava muito Edward e nada Ben.

— Aconteceu alguma coisa, Ben ? — Perguntei me aproximando dele por estranhá-lo ali .

— Só vim dar um recado para o Luke ! — Disse ele sorrindo para mim, mas de um modo forçado, já que seu corpo estava todo tenso, o maxilar trancado e os olhos donos de um vermelho vivo.

— Os seus olhos ! — Sussurrei.

— Lentes vermelhas são normais, Jacob ! — Disse ele um pouco alto para que todos que fitavam seus olhos pudessem ouvir — Elas me incomodam menos que as verdes !

Todos que fitavam seu rosto pararam com essa frase.

— Para quem não gosta de vampiros você está convivendo bem com eles ! — Disse ele de uma forma que só eu escutei.

Enquanto seguia em direção a minha moto, pude perceber Ben se aproximando de Luke e minha audição por mais que não seja tão aguçada como a dele, eu pude ouvir em claro e bom tom o que eles discutiam.

— Esse território já tem dono ! — Disse Ben.

— Acho que ele não é um pedaço de terra e ele tem o livre arbítrio ! — Disse Luke — Veremos quem ele irá preferir !

— Não vá contando vantagem, ele nunca te deixaria tocá-lo ! — Disse Ben .

— Veremos ! — Disse Luke lhe dando as costas.

Eu entendi certo e eles estavam discutindo por minha causa ?

Não, não podia ser.

Notas finais
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