More Than Friends
1 Prólogo
Notas iniciais
POV Felicity Smoak
—Oliver?! — Chamou Laurel com a voz exasperada. — Irá me deixar aqui nesse barzinho de esquina apenas para levar sua amiguinha alcoólatra e inconsequente em casa?
Vi Oliver fechar os olhos e respirar fundo antes de abri-los novamente. Não havia nenhum sentimento expresso neles.Seus costumeiros olhos penetrantes e profundos deram lugar a um olhar gélido.
—Laurel, eu já te dei o dinheiro do táxi...-Respirou fundo novamente antes de continuar — Você pode procurar um?ou é tão mimada que precisa que eu procure pra você? -Seu tom estava ríspido e controlado, apesar de sentir o aperto em minha cintura aumentar.Mordi o lábio inferior pra segurar o gemido que queria escapar da minha garganta.A mão dele era tão forte, que me causava arrepios apenas em pensar nela me apertando contra seu corpo.Como ele está fazendo exatamente agora.
—Quando você chegar em casa, ligue pra mim. Precisamos conversar. -O tom de Laurel era tão ríspido quanto o dele.Oliver nada disse, apenas ficou encarando ela que, após perceber que ele nada diria, se virou e saiu pisando firme contra o asfalto.Senti o mundo girar e por instinto agarrei ainda mais no ombro do fortão.Efeito do álcool em excesso.Outro efeito que acabei de descobrir é a ânsia de vômito.Fiz uma careta involuntária sentindo meu estômago embrulhar.
—Ah! Laurel?!-Chamou Oliver em um tom alto para que sua namorada pudesse escuta-lo.Laurel se virou com uma expressão cheia de expectativa, talvez ela esteja pensando que Oliver me deixará aqui sozinha para ficar com ela.Espera, quem me garante que ele não fará isso?Afinal, ela é sua namorada, e eu apenas sua amiga. Arregalo os olhos com esse pensamento — Felicity não é nenhuma alcoólatra, só para você saber. -Completou ele me fazendo soltar um sorriso dos lábios.Laurel, ao contrário de mim, lançou um olhar furioso e andou até que minha vista (que não estava das melhores por conta do álcool) não a alcançasse. Olhei para a face do Oliver e o vi suspirar, antes de me erguer em seus braços fortes e musculosos e começar a andar em direção a seu carro, que estava um pouco longe de onde estávamos.
—Hey! O Que pensa que esta fazendo, Sr.Queen? Eu estou um pouco bêbada, não aleijada. -Reclamei encarando Oliver e fazendo um pequeno bico.Oliver soltou um gargalhada, mas não me tirou do lugar onde eu estava.
—Você não esta "Um pouco bêbada" você esta completamente bêbada. E não faça esse bico, você sabe que fica irresistível com ele. -Brincou Oliver me lançando um olhar caloroso, diferente do que ele lançou a Laurel.Eu ri e encostei minha cabeça na curva de seu pescoço, sentindo seu cheiro delicioso e inebriante.
—E os unicórnios? -Perguntei com a voz fraca sentindo meus olhos pesados, e o sono começando a me consumir.Deve ser outro efeito recém descoberto da bebida, ou era apenas cansaço.
—Os unicórnios estão na floresta, brincando com as fadas. -Não via sua face mas sentia o sorriso em sua voz.Eu nada disse, apenas me aconcheguei mais ao seu corpo quente. -Descanse, baby.Você está segura comigo.
—Não tenho dúvidas em relação a isso. -Murmurei antes de ser levada pela escuridão e apagar completamente.
Um mês atrás
—Hey, madame. -Ergui meu rosto no momento em que escutei a voz de Oliver.Ele estava com mesmo sorriso de sempre nos lábios.
—Olá, Riquinho rico. -Disse sorrindo apenas para provoca-lo.Ele odiava esse apelido que coloquei nele, por causa da empresa de seu pai que ele havia herdado e agora era CEO.Há um ano havia me formado, então comecei a trabalhar na empresa de Oliver, no setor de TI.Como era previsto, ele fez uma careta e balançou a cabeça reprovando minha atitude.
—Quanto você quer para parar de me chamar assim? — perguntou sentando ao meu lado no banco de madeira em baixo de uma enorme árvore.Estávamos em uma praça pouco movimentada que ficava perto da minha casa.Era um ótimo lugar para se ler e pensar, e eu fazia bom proveito da tranquilidade do local, toda tarde vinha até aqui e me sentava nesse mesmo banco.
—Se você continuar me oferecendo dinheiro pra parar, eu vou dizer com mais frequência.- Falei sorrindo.
—Sua boba. -falou ele com um sorriso nos lábios enquanto apertava a ponta do meu nariz, fechei os olhos ainda com o sorriso nos lábios, sentindo o leve aperto em minha pele.
—Imaturo. — Retruquei sorrindo.
—Eu? imaturo? — Se fingiu de ofendido.
—Sim, senhor. Você mesmo. -Tentei me manter séria, mas a cara que ele estava fazendo era hilária.
—Ok, Felicity.Pensei que nós éramos amigos, mas tudo bem.Acho que posso viver com isso. -Fingiu estar chateado.Revirei os olhos.
—Oliver, você é um péssimo ator. -Falei com seriedade.
—E quem disse que estou fingindo? Você me magoou, garota. — Arqueei a sobrancelha. — Ok, eu sou um péssimo ator. -Sorrio satisfeita ao vê-lo admitir.
—Amigos novamente? — Perguntou-me.Quase todos os dias nós "Brigamos" por essas bobagens, mas elas sempre terminavam assim.
—Mais que amigos.
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