More Than Friends?

8 A Way Back into Love


Notas iniciais
"Take a look at me now
Cuz there's just an empty space
And you comin back to me is against all odds
and that's what I've gotta face"
Against All Odds (Take a Look at me Now) - Phil Collins

Segunda-feira.

Depois do episódio da aeroporto, Hikari tinha a sensação de que estava presa numa espécie de sonho, na verdade, mais para um pesadelo. Nada do que acontecia parecia ser real, e isso era somente porque Takeru havia ido embora e ela, honestamente, não sabia como poderia continuar vivendo assim...

O pior de seu dia foi, com certeza, a carteira vazia ao lado da sua que gritava a ausência do amigo. A menina se pegou inclinando-se para essa carteira mais de uma vez, no intuito de comentar algo com o amigo, só para lembrar-se que ele não estava mais lá. Não era justo, ela acabará de perceber que não podia viver sem ele só para que ter que acordar todos os dias sem tê-lo por perto.

Durante o dia, nenhum de seus colegas teve coragem de falar com a garota com medo da reação que essa poderia ter. Alguns davam um sorriso fraco de encorajamento a distância, mas isso foi o máximo que ela conseguiu. Normalmente, ela não se importaria com isso, porque teria Takeru com ela oferecer o apoio que os outros se recusavam a dar, mas dessa vez isso não seria possível. E ela sentia que era capaz de se tacar de um precipício se recebesse mais um olhar de pena de alguém.

A hora da saída, assim como o resto do dia foi bem quieto. Miyako tentou persuadir a amiga para que ela a acompanhasse até sua casa, mas a morena negou friamente o convite. Não sentia que estava pronta para conversar sobre a partida de Takeru com alguém, pois isso significaria que ela teria que aceitar que ele havia ido embora e isso que algo que ela não sabia se seria capaz de aceitar isso.

No caminho de volta pra casa, Hikari perguntava-se o quão estranho seria se ela ligasse para Takeru para perguntar como estavam as coisas em Nova York. Seu coração mandava que ela agarra-se o telefone naquele instante, mas dentro de sua mente ela sabia que, provavelmente, Takeru nem atenderia sua ligação. Ela não podia culpa-lo. Afinal se tivesse seus sentimentos rejeitados (Bem, quase...) e ainda por cima essa pessoa não tivesse se despedido, a morena também não ficaria ansiosa para falar com essa pessoa.

Atravessando por um cruzamento, um som tirou Hikari de seus pensamentos: O soar de um apito.

Primeiramente, a menina virou a cabeça procurando um guarda de trânsito ou algo do gênero, mas não encontrou nada assim. Ela chegou até o lado da calçada e ouviu o mesmo som ecoar mais um vez, só que mais perto. Instigada pela curiosidade e desesperada para que algo a tirasse de sua própria mente, a menina pôs-se a seguir o som. A menina, então, virou para direita e notou que, conforme seguia, o som tornava-se mais alto e esse estimulo servia para que ela perseguisse o som cada vez mais rápido.

Até que, esbaforida e suada pela corrida, Hikari encontrou-se parada em frente a pracinha que ficava apenas alguns quarteirões da sua casa, a mesma pracinha que... Esquece. A menina levantou os olhos para vasculhar nela a origem do som, mas sua procura tem um fim bem prematuro, pois o que ela procurava estava bem no centro da praça.

“Você me achou” Respondeu a voz masculina de quem segurava o apito delicadamente entre seus dedos.

“Você não deveria estar aqui.” A menina estava incrédula, não conseguindo acreditar no que estava na sua frente.

“Ao contrário, Hikari-Chan...” Respondeu o menino aproximando-se dela. “... Aqui é o único lugar do mundo em que eu deveria estar.”

“Takeru...” A menina deixou um suspiro escapar junto com o nome, havia tantas coisas que necessitavam ser ditas entre ela e o amigo que ela mal sabia por onde começar. A cabeça da morena borbulhava de perguntas “Como? Eu vi o avião decolar.”

“Hikari-Chan, eu amo minha mãe e ir para Nova Iorque sempre foi o sonho dela.” Ele segurou as mãos dela.“Só que o meu sonho nunca foi esse. Nem de longe. O meu sonho sempre esteve aqui, bem na minha frente.” Ele encosta a testa na testa dela, aproximando ainda mais os dois. “E é por isso que eu resolvi ficar aqui, enquanto o Yamatto foi no meu lugar para Nova York com ela.”

“ Por isso ele terminou com a Sora.” Conclui Hikari.

“ Por isso e por várias outras razões, mas o fato é que:” O semblante antes sereno de Takeru tornou-se mais sério, com olhos que queimavam de determinação “Eu não vou a lugar nenhum e, mesmo que você não corresponda os meus sentimos, quero que você saiba que eu vou ficar do seu lado.” Ele apoio a mão na bochecha da amiga “Sempre tentando fazer com que você perceba que nós nascemos um para o outro.” Sussurrou ele ao final

“Mas... Mas... Takeru...” Hikari forçava para que as palavras saíssem de sua boca. Sentia um sensação boa que percorria por todo o seu corpo numa velocidade incrível, acreditava nunca ter se sentido mais feliz em toda sua vida. Sentia que as lágrimas voltavam a escorrer de seus olhos, o que era surpreendente considerando o quanto ela havia chorado nesses últimos dias, mas ao contrário das outras vezes essas eram lágrimas de alegria. “ EU TE AMO!!!” Berrou a garota decidindo que não iria mais guardar aquele sentimento.

A reposta do loiro para essa ação foi um sorriso verdadeiro, não conseguia deixar de pensar sobre como o irmão tinha razão o tempo todo, Hikari o amava também. Na verdade, se sentia um pouco mal por, algum dia ter duvidado dos sentimentos dela.

Ambos encararam-se por alguns poucos segundos, por causa dos ocorridos recentes, nenhum dos dois conseguia acreditar que aquele momento estava realmente acontecendo, por isso queiram aproveitar cada segundo dele.

Lentamente, Takeru foi chegando cada vez mais perto dos lábios da amiga. Ele sentia a doce respiração dela que perdia o ritmo conforme ele se aproximava...

E foi assim até que eles sentiram que era fisicamente impossível para os dois corpos ficassem separados, mesmo que por alguns sentimentos. Hikari não sabe descrever como se sentiu quando os lábios do “melhor amigo” colidiram contra os seus, ela só sabia de uma coisa:

Nada, nunca mais, seria capaz de separá-los.

E, com esse pensamento e a felicidade que um amor correspondido traz, Hikari deixou um sorriso escapar de seus lábios enquanto esses eram tomados pelo o dele.

Notas finais
Hey gente!
Eu sei que vocês devem estar pensando: Por que ela postou os capítulos finais de uma vez só?
Bem, primeiro que, originalmente, eles eram um só e como já estavam prontos não vi nenhum motivo especial para enrolar e trollar meus leitores mais um pouco... rs
Reviews?
Nt*sh*