More Than Friends

9 Capítulo 9-The light that's shining from the stars


Notas iniciais
MUITO OBRIGADA à LetLoves1D (Letícia) pela recomendação, sua Liamda! Além de agradecer à todos os leitores também,gostaria de pedir que os fantasminhas aparecessem pelo menos de vez em quando...

Capítulo 9 — The light that's shining from the stars above…

Demorou uns dez minutos até eles finalmente pararem, provavelmente de cansaço. Eu apenas fiquei ali, sentada na entrada do quarto, vendo de camarote. Só faltaram as pipocas e os óculos 3D! Harry e Niall ficaram deitados, ou melhor, deitados na cama de Louis enquanto mesmo e Liam estavam sentados no chão, recuperando o fôlego. Zayn aproveitou e foi ao banheiro ver o estrago que tinha feito no cabelo.

– Aw, estava tão divertido. – reclamei. Eles finalmente perceberam minha presença ali.

– Ah, você está aí. Achei que tinha sido abduzida. – Harry levantou a cabeça só para me olhar e depois a deixo cair de volta no colchão.

– Bem, eu vou dormir o meu sono de beleza. – me levantei. – Hum, onde vou dormir mesmo? – perguntei.

– Vou ter que arrumar meu quarto. – Louis falou, carrancudo ao ver a bagunça de lençóis e travesseiros.

– Ou simplesmente durma sobre isso tudo. – Niall falou.

– Okay, eu arrumo. – Liam se levantou e começou a juntar os travesseiros.

– Ah, Liam, você vai dormir aqui querido? – Louis perguntou em uma voz de travestir.

– Infelizmente não querida. – Liam também respondeu em uma voz de travesti.

– Vamos. – Harry se levantou e me arrastou para fora.

– Me diga que vai deixar a cama toda para mim e você vai dormir no chão. – perguntei, esperançosa.

– Haha, está sonhando alto Lancaster. – ele foi me empurrando até parar em um quarto. Ele abriu a porta e revelou seu quarto, até que limpinho e arrumadinho.

– Que fofo, ele aprendeu a arrumar o quarto! – bati palmas, entrando.

– Yey! – ele me imitou e depois fez uma carranca.

– Diabos, sorria! – tentei forçar um sorriso, puxando as bochechas dele para os lados.

– Feliz? – ele perguntou, sorrindo.

– Aw, que fofo garoto-covinhas! – bati em suas bochechas e as puxei com força.

– Ai! – me afastei dele, observando a cama.

– Isso está limpo, não é? – apontei para a cama.

– Está. – ele refez a carranca.

– Se não voltar a sorrir eu vou puxar suas bochechas de novo. – ele imediatamente voltou a sorrir.

– Uau, bela vista! – fui até a sacada que dava para os fundos, revelando a piscina e o jardim.

– Isso me deu uma idéia! – Harry veio par trás de mim e me levantou pela cintura.

– Ah! Quer me matar?! – perguntei, desesperada.

– Apenas passe suas pernas para o outro lado.

– Eu vou morrer! – na verdade eu não iria, pois o telhado do térreo estava abaixo.

– Coopera Alice. – ele resmungou. Respirei fundo e passei minhas pernas para o outro lado, apoiando os pés nas telhas.

– Isso vai me aguentar? – perguntei, temerosa.

– Claro, eu e o Louis já até dormimos aí de fora.

– Vocês são loucos? Oh, porque eu perguntei uma coisa tão óbvia! – ele me soltou. – Ah! – gritei, esperando que a telha quebrasse e eu caísse lá dentro, provavelmente eu estava em cima da cozinha.

– Viu? Você morreu? – ele perguntou em um tom debochado, passando para o meu lado.

– Ai meu Deus, nunca fiz algo tão radical! – exclamei, ainda assustada. Ele se sentou ao meu lado e me puxou para baixo. – Ai Harry, não força a barra!

– São tão raros os momentos em que me chama de Harry e não de Styles. – ele comentou. Sentei-me com cuidado, esperando que aquilo tudo rachasse, quebrasse e nos levasse para o chão. – E calma, qualquer coisa temos a sacada aqui atrás para nos agarrarmos. – ele pos sua mão no parapeito.

– Isso era para me acalmar? – perguntei, sem um pingo de humor.

– Bem, agora é só fazer isso. – ele se deitou.

– Oh, agora você está forçando a barra Styles! Não force a barra Harry! – choraminguei. Ele simplesmente puxou minha blusa, me forçando a deitar do seu lado. – Oh, que bonito. – falei, observando as estrelas acima.

– Hoje elas estão brilhando bastante, coisa rara aqui em Londres. Acho que até dá para ver mais de uma centena, outra coisa rara.

– O céu está limpo. – sussurrei, meio encantada pela visão.

Ficamos em silêncio, apenas observando o céu negro e cheio de estrelas. Era difícil ver muitas quando se vive em uma cidade gigante e bastante iluminada à noite, principalmente quando você não tem tempo para dedicar à elas. Mas na verdade apenas não criamos um tempo para poder observá-las. É relaxante. E me lembrava de quando tinha uns 12 anos e era viciada em Star Wars. Eu sonhava que todos aqueles planetas existiam mesmo, e que estava na mesma galáxia que eles. Que aquele pontinho mais vermelho era Tatooine. Que aquele ponto bem brilhante era Coruscant, pois o planeta era coberto por uma única cidade, deixando-o bastante visível do espaço. Também gostava de sonhar que um Luke Skywalker iria aparecer e iria me levar com ele, o Han Solo, a princesa Leia e o Chewie.

É, eu sonhava demais.

– Porque você ficou esse tempo todo sem falar comigo? – Harry perguntou, num sussurro. Ele me pegou de surpresa, não sabia que dizer, só aquela velha desculpa de “não queria ver a Gemma”.

– Não sei. Um dos motivos era a sua irmã. Mas isso não explica tudo, não é? – perguntei, me sentindo arrependida.

– Não. – a voz dele estava triste. Senti-me muito, muito culpada naquele momento. Virei-me de lado para observá-lo. Harry apenas virou o rosto para mim.

– Sei que desculpas não vão consertar nada, mas gostaria de tentar. – pedi.

– Eu já te desculpei no momento em que você entrou no meu quarto e me assustou. – ele deu um leve sorriso. – E eu senti sua falta, tá?

– Falta de uma parceira nas idiotices? – perguntei, com um sorriso torto. Ele deu uma risada gostosa.

– De uma parceira que não cala a boca quando joga. – dei um soco de leve nele.

– Eu não tenho culpa se o Leon é meio lento às vezes. Se ele vira para o outro lado quando eu quero que ele vire para a esquerda.

– Oh, claro. Você está com o controle na mão e ele que não te obedece. – ele continuou a rir.

– Harry, menos. – falei, com uma careta. Ele ficou sério em um instante.

– Eu prefiro quando você me chama de Harry. – ele falou, me encarando.

– Você já disse isso. – revirei os olhos, me sentindo meio nervosa.

– Mas é sério. – ele continuou com aquele olhar.

– Hum, ok. – respondi, apenas.

Ficamos encarando um ao outro sem dizer nada. Eu, que odiava ser encarada e esses momentos de tensão, apenas continuei a observá-lo também. Harry levou a mão até uma mecha do meu cabelo e ficou brincando com ela. Mudei o foco do meu olhar para os dedos dele enrolando meu cabelo. E naquele momento comecei a ficar tensa. Estava acontecendo alguma coisa estranha ali. Eu não conseguia abrir a boca para falar nada. Nem meu habitual “hum” que eu digo quando estou sem-graça ou nervosa.

Então ele suspirou. Ouvi a porta ser aberta lá dentro.

– Harold! Meu Deus, cadê o menino e a menina? – Louis perguntou, temeroso.

– Banheiro? – Liam tentou. Harry me olhou e pos um dedos nos lábios, me pedindo silêncio.

– Louis provavelmente vai nos encontrar, mas vamos deixá-lo nos procurando. – ele sussurrou. Sorri com aquilo.

– Você é TÃO sacana Harry. – okay, era legal falar o nome dele e não o sobrenome. O sobrenome eu reservaria para as brincadeiras. Harold para as repreendas. Harry para... só para chama-lo mesmo.

– Haaaaaarold! Aaaaaaalice! – Louis cantarolou nossos nomes.

– Eles devem estar lá embaixo. – Liam comentou.

– É mesmo. – fiquei atenta quando ouvi passos vindo para cá. Dei uma risada silenciosa e Harry pos a mão na minha boca, me pedindo silêncio de novo.

Então de repente ele me empurrou, me fazendo rolar uns dois metros para a esquerda, me fazendo chegar perto da beirada casa. Já estava me preparando para xingá-lo cruelmente quando ele fez o mesmo e ficou do meu lado novamente.

– É hoje que você morre Styles! – briguei num sussurro.

– Vai! – ele se ajoelhou e me instigou a ir para a beirada da casa, aonde tinha uma grade de madeira com uma trepadeira.

– Eu vou morrer! – choraminguei.

– Calma, eu já até pulei daqui. – o olhei com surpresa e admiração.

– Você é TÃO foda Styles! – ele deu uma risada e passou as pernas para fora, se apoiando na grade.

E me puxou para baixo. Acho que o susto me fez retardar o grito, pois num instante eu estava há pouco mais de dois metros do chão, sendo segurada por um Harry que estava se segurando em uma grade de madeira que, provavelmente, era pregada apenas por pregos na parade. Enfiei meus pés nas gretas da grade e agarrei Harry com força. Ele pos a mão na minha boca de novo antes que eu pudesse reagir com meu grito.

– Shssss! – ele brigou. Se olhares matassem ele não estaria mais aqui.

– Hummmmm... que estranho. – ouvimos Louis sussurrar para si mesmo, na sacada. Ouvimos em silêncio seus passos se afastarem e a porta de seu quarto ser fechada. Mordi a mão de Harry.

– Ahhhhhh! – ele me olhou com uma careta e soltou minha boca.

– Seu idiota! – fui subindo de volta e em poucos segundos me encontrava no mesmo lugar onde estava deitada.

– Ela reclama, reclama, reclama, mas depois volta para cima sozinha sem dar chiliques. – ele resmungou, sentando ao meu lado. Dessa vez eu fiquei na direita e ele na esquerda.

– Uau, é mesmo. – observei, chocada. Dei uma risadinha e ele revirou os olhos.

Ficamos sentados ali, com as costas apoiadas no parapeito de madeira da sacada.

– Alice. – Harry quebrou o silêncio.

– Hum.

– Próxima vez que for sumir me avisa antes. – ele disse, com uma certa indignação na voz.

– Harry... – fiquei observando ele até que o dito finalmente resolvesse me olhar. – Você é um poço de fofura! – abracei-o com força.

– Que? – ele ficou surpreso.

– E, seu idiota, eu não vou sumir mais. – ele me abraçou.

– Hum. – ele monossilabou apenas.

– Eu juro.

– Hum-hum. – ele continuou.

– Estou falando sério. – aquilo estava me dando nos nervos.

– Hum. – ele me apertou um pouco mais. Ele acreditara.

Enquanto estávamos ali, deu para escutar os meninos chamando-nos pela casa num coro de “Harry, Harold, Alice, Mary Alice!”. Fiquei pensativa durante alguns segundos.

– Você disse meu verdadeiro e completo nome à eles? – perguntei, desconfiada.

– Sim. – ele disse, tentando conter uma risada.

– Harold, você vai morrer pelas minhas mãos um dia, marque minhas palavras. – ameacei com um suspiro. Estava até cansada de ameaçá-lo e de nunca cumprir.

– Aham. – ele falou, risonho.

– É sério. – tentei dar mais veracidade à coisa.

– Claro. – dei um beliscão nele, fazendo-o dar um pulo, mas não me soltou. – Isso dói!

– Era para doer mesmo. – ele deu um em mim, bem nas minhas costas. Foi minha vez de me revirar. – Para. Já parei!

– Ok. – ele suspirou.

Ficamos sentados ali durante vários minutos, ainda encarando as estrelas até que a voz dos meninos foi ficando mais fraca e eles desistiram e deixaram para lá. Harry me disse que se o Louis não conseguia dormir ele não deixava ninguém dormir também. Mas pelo visto Louis conseguiu, pois em meia hora todas as luzes haviam sido apagadas. Comecei a me soltar de Harry, sentindo as costas até doloridas por ficar tanto tempo abraçada a ele.

– O que foi? – ele protestou.

– Costas doendo. Ouch. – estralei uma vértebra.

– Haha. – ele riu. Empurrei-o para frente, ouvindo um leve estalo em suas costas e ele gemer.

– Hahahahaha digo eu! – também ri. Levantei-me e passei para dentro do quarto. Harry veio logo atrás, pegando o celular.

– Nossa, já são meia noite. – ele comentou.

– Tenho que dormir. Temos que dormir. – me estiquei, ouvindo mais estalos no meu corpo. – Putz, estou tão crocante! – falei, com um sorriso. Harry gargalhou.

– Crocante! – ele continuou a rir e eu balancei a cabeça. Pobre criança.

– Só falta passar uma calda de chocolate e já estarei comestível. – terminei. Aquilo fez rir ainda mais. Fiquei entretida observando ele rir até ter que se apoiar na cama.

Desliguei a luz e voltei para o seu lado, empurrando-o com força na cama.

– Ainda com a mania de dormir nu? – dei uma risada. – E não, não faça isso hoje!

– É uma mania, poxa... Você também tem a sua! – ele recuperou o fôlego depois de tanta risada.

– Duh, eu só tenho o costume de tirar as calças do pijama. Agora você tem o costume estranho de tirar tudo. Gosta de viver livre, leve e solto Styles? – perguntei, com um sorriso sacana, mesmo sabendo que ele não veria. A única luz que entrava e iluminava o quarto levemente era da lua minguante.

– Tão engraçada Mary Alice. – ele provocou.

– Só não vou te imobilizar porque estou cansada. – me revirei no meu lado da cama. – Hum, uma coisa que me deixou encucada. Tem dois quarto de hóspede nessa casa. Porque eu não estou em um deles?

– Niall já está em um e ele fala enquanto dorme. Niall e Liam odeiam isso. Normalmente quem ganha sempre o segundo quarto é o Zayn, pois ele também dorme feito uma pedra. Liam foi para casa dele, perto daqui. – ele respondeu rapidamente, eliminando todas as opções.

– E porque eu tenho que ficar com você, justo o que tem a mania de ficar pelado, e não com o Zayn? Olha, ele tem o sono pesado! Eu tenho um sono pesado! Combinamos! – ele resmungou.

– E eu aproveito para ligar para a Perrie e avisar sobre uma certa garota querendo dormir com o namorado dela... – ele ameaçou. Bati o meu braço no que julguei ser sua barriga.

– Obsessivo. Ciumento. – foi minha vez de provocar.

– Haha, só em seus sonhos Lancaster.

– Não, isso é real Styles. – falei, com um sorriso bobo. Espera, porque eu estava sorrindo bobamente?

– Haha. – ele repetiu.

– Hoho. – adicionei.

Retirei minhas calças e joguei-as para fora da cama, aproveitando estar debaixo das cobertas. Ouvi um farfalhar e julguei que ele também fazia o mesmo, só que de uma forma mais radical. Revirei os olhos.

– Mantenha a cueca, pelo menos. – suspirei.

– Tudo bem. – ele respondeu e mais um farfalhar, provavelmente a blusa indo embora.

Virei para o meu lado e logo caí no sono.