More Than Friends
32 Capítulo 32 - Hyde Park
Notas iniciais
Primeiro: estou meio desanimada para escrever a fic. Passei muita raiva nesses dias por causa dela, de comentários e de críticas de pessoas que nem sequer leram o primeiro capítulo para poder criticar com argumentos convincentes. Afs, sério, estou com preguiça e sem contar que nessa semana eu tive recuperação, tá? Eu tenho vida fora da internet Pepecudas, não dá para ficar só escrevendo, escrevendo, escrevendo e deixando vocês felizes.
Segundo: a fic já está indo para a reta final, de acordo com meus cálculos, vai chegar até o capítulo 40 e, talvez, 41. Aproveitem os sete últimos capítulos para deixarem reviews sobre o que acharam da fic e, se acharem que merece, dar recomendações também.
Sei que posso estar sendo grossa para alguns, mas é que eu estou estressada e taciturna mesmo.
Espero que gostem Pepecudas, esse capítulo não ficou lá essas coisas, mas tentei.
Capítulo 32 – Hyde Park
Passeio com o Harry exige estar no mínimo decente. Revirei minha malinha, procurando algo decente então para vestir. Mas eu não tinha nada melhor do que um vestido florido e eu não estava querendo passar frio. Londres tinha amanhecido como sempre, uma típica manhã de outono, com folhas caindo, um vento frio no ar e um sol tímido por detrás das nuvens.
Procurei nas coisas que minha mãe tinha trazido para mim e fiquei fazendo a dancinha da felicidade ao ver que tinha uma caixa de anticoncepcional lá. Yeah, ficar fazendo sexo com camisinha sempre era um saco. Bem, voltando — cof, cof – achei uma blusa nude e um short preto. Coloquei minha meia calça preta, uma bota de cano baixo e peguei um blazer vermelho com um estilo militar. Pensei seriamente em trocar a blusa creme por algo mais quente, pois talvez o blazer sozinho não iria adiantar. Depois de dois minutos, parada na mesma posição, resolvi deixar para lá. Fiz uma maquiagem básica, me congratulei com mais uma dancinha da felicidade ao conseguir passar o delineador de forma quase simétrica. Meu cabelo até estava legal, por isso não o penteei porque senão ele poderia ficar eletrificado por causa da estática no ar.
Desci as escadas enquanto Harry ainda se arrumava. O namorado demorava mais para se arrumar do que a namorada. Tsc, tsc. Encontrei Niall sentado no sofá, assistindo Bob Esponja e gargalhando. Sentei-me ao seu lado.
– Oi Niall. – falei, animada.
– Oi Alice! – ele exclamou, sorrindo.
– Não sabia que gostava de Bob Esponja. – olhei para a TV.
– Oh, na verdade nós sempre assistimos quando saímos em turnê. É a única coisa que passa na Inglaterra e no mundo todo, e também meio que ajuda a matar a saudade. – ele disse, nostálgico. – Teve até uma vez em que estávamos no hotel e de repente Harry subiu apressado para o quarto. Quando fomos ver, lá estava ele, sentado no sofá, vendo Bob Esponja. – dei uma risada.
– Nossa, não sabia desse fato. – minha curiosidade estava me matando e eu não conseguia segurar mais. – Niall... O que você acha da Kim? – soltei. Ele fez uma expressão surpresa.
– A Kim? – ele perguntou.
– Aham. – afirmei suavemente.
– Ela é uma garota doce e adorável, por quê? – ele ainda não tinha entendido.
– Nada. – dei um sorriso pequeno. – Porque você continua solteiro? – okay, minha curiosidade não tinha sido saciada.
– Isso tem a ver com a Kim? Ela, por acaso...
– Não, não tem nada a ver não. Só curiosidade. – interrompi-o.
– Bem... Eu já fiquei com várias garotas, sabe? Foi bom, teve vezes em que foi ótimo. Não me arrependo. Mas o que acontece é que... Em nenhuma dessas vezes eu senti algo mais profundo. Sabe aquele sentimento intenso de carinho, de ternura, e você sabe que faria de tudo para fazer aquela pessoa feliz? Bem, eu nunca senti isso. Nunca de um jeito que me fizesse ter certeza de que tinha me apaixonado e que ela era a garota certa. Eu queria encontrar essa garota. – ele suspirou, olhando para as suas mãos. Não pude evitar de sorrir.
– Você é um ótimo partido, já disse isso? – ele deu uma risada.
– Não! Ei, não precisa mentir nem...
– Não estou mentindo! – exclamei. – Você é um garoto divertido, uma fofura, se importa com os amigos, e tenho certeza de que, quando encontrar a garota certa, ela vai ser a menina mais sortuda do mundo! – abracei-o carinhosamente. Ele era uma ótima companhia, sinceramente.
– Nossa... Alice, você está me deixando emocionado. E você sabe o que acontece quando eu fico emocionado, não? – ele retribuiu o abraço.
– Fica com fome? – sugeri, divertida.
– Não... Aí eu quero retribuir todo o carinho recebido! – ele me apertou, quase me sufocando em seus braços.
– Niall! Eu vou sufocar! – consegui dizer, já sem fôlego. Levantamos-nos e ele continuou me abraçando, até mesmo me tirou do chão.
– O Harry é um maldito de um sortudo! – ele riu.
– Eu sou sortudo mesmo. Agora por quê? – Harry terminou de descer as escadas, arrumando o gorro na cabeça.
– Você demorou isso tudo arrumando o cabelo para depois esconde-lo debaixo do gorro? – perguntei, indignada, quando Niall me pos no chão.
– Você é sortudo porque tem a Alice como namorada! Não quero solta-la mais! – ele voltou a me abraçar efusivamente.
– Ei, ei! Pode parar de agarrar ela! – Harry brigou, tentando me soltar de Niall.
– Ela é legal, engraçada, bonita... E gosta de mim! – Niall continuou, não querendo me soltar.
– NIALL! – Harry praticamente rosnou.
– O que é isso? Menáge a trois? – Louis chegou na sala, comendo bolachas.
– Lou-Lou! Entra no abraço coletivo! – pedi.
– Tudo bem! – ele correu e nos contornou com seus braços, e acabou abraçando Harry também.
– Eu não quero abraço! Eu quero a minha namorada! – Harry exclamou, nervoso.
– Vai ficar querendo! Ela é a minha futura esposa e presente amante! – Louis deu uma risada.
– Okay, podem me soltar! Deixem-me respirar! – pedi, batendo de leve nos braços de Niall. No momento em que me vi livre, Harry apareceu e me abraçou por detrás.
– Ora! Finalmente! – ele resmungou.
– Santo Chocolate, quando eu penso que estou livre...! – falei, segurando o braço de Harry em meu pescoço e seu outro braço em minha cintura.
– Depois ele fala de nós. – Louis disse, com sarcasmo.
– É claro que vou falar de vocês! Não têm decência! Ficam agarrando a namorada dos outros! Humpf. – Harry bufou.
– Decência! Como se você soubesse o que é isso! – Louis provocou.
– Eu estou pronta. – Lizzie apareceu, arrumada e emburrada.
– Tá, vamos indo Baby e pequena anticristo. Antes que isso vire uma arena de luta. – fui arrastando Harry para a porta e Lizzie veio atrás. – Tchau Lou-Lou e Niall, meus amantes! – dei uma risada.
– Tchau amada amante! – Louis ainda disse.
– Me tornei amante dela! Yes! – Niall vibrou.
– Que tipo de namorada é você? – Harry perguntou, zangado, quando eu fechei a porta.
– Do tipo que adora provocar o namorado de todos os modos possíveis. – sorri, beijando-o.
– Do tipo vadia. – Lizzie resmungou, maldosamente. Mostrei o meu dedo do meio para ela.
Ele me segurou, me impedindo de afastar. Em menos de cinco segundos Louis apareceu na janela.
– VÃO FAZER ISSO EM UM QUARTO! – deu para ouvir a risada espalhafatosa de Niall.
Harry simplesmente levantou a mão para ele, mostrando o seu dedo médio. Abaixei a mão dele.
– Que feio Harold! – peguei a gola de seu casaco, puxando-o até o carro.
– Você acabou de fazer a mesma coisa, só que foi para uma menina de 12 anos, ou seja, bem pior. – ele falou.
– Eu vou fazer 13 daqui duas semana, caramba! – Lizzie disse, indignada.
– Ainda tem 12 anos, sinto muito. – Harry falou, balançando a cabeça como se dissesse “sinto muito guria”. Ela pareceu estar prestes a dar um ataque, mas soltou a respiração com força e se virou para a casa.
– TCHAU LOUIS! – ela gritou. Imediatamente a porta se abriu e Louis apareceu.
– Finalmente! Achei que iria embora sem se despedir. – ele foi correndo até ela, abraçando-a e levantando-a do chão. Harry e eu ficamos olhando a cena, abismados.
– Nunca entenderei isso. – ele suspirou.
– É incompreensível. Vai saber o que aconteceu noite passada para fazer esses dois ficarem carne e unha. – balancei a cabeça.
– Tchau baixinha. – ele a pos de volta no chão.
– Tchau Lou. Me desculpa ter te julgado sem o conhecer. Você é meu siamês agora. – ela levantou o dedo mindinho.
– Está desculpada querida. Sou se siamês também. – ele juntou seu mindinho ao dela e eles os torceram.
– Não sabia que estava me trocando Louis. – Harry fingiu estar magoado.
– Você já me trocou pela Alice. Sem ofensas amante amada. – ele sorriu.
– Tudo bem. Roubar o Harry e você era tudo o que eu queria mesmo. – dei uma risadinha maligna.
– Que horror! – Louis fez uma careta.
– Anda Lizzie, tenho que te devolver para a minha mãe! – falei, louca para despachá-la.
***
Minha mãe atendeu à porta toda desarrumada e com uma cara de sono. Mas no meio dessa cara tinha uma expressão de, como diria Taylor, “comeu e gostou”. E, um fato, ela estava usando uma camisa de um homem e um short estranho. Quando mostrei Lizzie ela exclamou “oh, me desculpe! Tinha esquecido completamente dela!”. Isso foi o bastante para Lizzie fazer uma careta horrível e começar a chorar. Harry e eu ficamos chocados. Minha mãe tentou acalma-la, mas não deu, Lizzie ficou fugindo dela e, incrivelmente, foi para trás de mim, agarrar meu blazer.
– Lizzie, vamos você já não é uma criança! Anda, entra! – minha mãe pediu, perdendo a paciência.
– Mãe... – comecei, pois Lizzie não dizia nada, apenas chorava.
– Elise, nós vamos levá-la para um passeio, se não se incomodar. – Harry disse. Olhei-o, surpresa.
– Oh, tudo bem... Se não incomodar vocês, pois isso é o que importa.
– Não, não vai. – ele sorriu.
– Harry, muito obrigada. Tchau queridos. – ela sorriu e fechou a porta. Minha mãe era bastante reprovável mesmo, mas isso não vinha ao caso agora.
– Harry? A Lizzie vai conosco? Achei que iríamos só nos dois! – exclamei, começando ame irritar. Era tão difícil ficarmos sozinhos.
– Hã... Vou ligar para o Louis! – ele pegou o celular.
– Todo mundo me odeia... – Lizzie soluçou. Me virei para ela, me compadecendo.
– Liz...
– Até mesmo minha tia prefere me esquecer para ficar com um cara. Nem minha mãe me aguenta! Ela sempre me manda para os outros quando ela tem a oportunidade! – ela enfiou o rosto nas mãos.
– Lizzie, calma. – peguei a mão dela, levando-a até o carro.
– Estou cansada. Ninguém gosta de mim... – ela fungou na manga da blusa.
– Lizzie, já que está cansada então você deveria mudar! Tentar ser menos arrogante e orgulhosa já seria um bom começo. – procurei um lenço ou guardanapo na minha bolsa.
– Mas... Mas isso vai adiantar mesmo? Eu irei parecer fraca, não gostaria que abusassem de mim...
– Ei, você não vai parecer fraca! Você apenas será você mesma. Eu aposto que você não é tão má assim. – falei, sem muita convicção. Errrrr...
– Tem certeza? Eu queria que as pessoas fossem minhas amigas, mas também quero que ninguém pense que eu sou uma fracote.
– Elizabeth, você é uma Lancaster! Eu não sou arrogante e orgulhosa e por acaso pareço fraca? – ela me olhou com uma cara que dizia tudo, “eu digo mesmo ou ela quer que eu minta?”. Deixei para lá naquele momento.
– Na verdade...
– Esquece. Você pode tentar mudar. Tenho certeza que vai perceber a diferença. E, aproveitando, o que você fez para o Louis gostar de você? – minha curiosidade estava bem aflorada naquele dia.
– Nada... a gente só conversou ontem. E descobrimos coisas em comum. Ele ficou feliz por eu gostar de cenouras e listras. – ela deu de ombros, limpando as lágrimas, então pareceu lembrar uma coisa. – Olha aí! Você já disse que as pessoas não conseguem gostar de mim só com uma frase! Então é tão impossível assim eu e o Louis sermos amigos? – ela voltou a chorar.
– Lizzie, isso está me cansando. Apenas mude, okay? Seja durona, mas não precisa pisar em cima das pessoas. Apenas daquelas que não valem a pena mesmo. – dei a dica.
– Mas a maioria não vale a pena. – ela fez um bico.
– Eu sei, mas entenda que não dá para sair por aí humilhando os outros. É óbvio que terão raiva de você. Tente ser mais gentil.
– O Louis está vindo para cá correndo. Ele disse que vai dar um passeio com a Eleanor também, mas disse que topava levar a Lizzie. – Harry veio até nós.
– O Lou-Lou vai para o céu. – falei.
– Hey! – Lizzie resmungou.
– Desculpa. – levantei as mãos. – Mas é verdade.
Em poucos minutos o carro de Louis estacionou perigosamente no meio fio e Louis saltou de lá, correndo até nós. Uma Eleanor saiu, quase cambaleando do carro.
– Okay, sua chance. Tente ser legal com Eleanor e ganhe a amizade dela. Eu vou checar isso no fim do dia, só para ver se você conseguiu ou pelo menos tentou. – sussurrei para Lizzie, que ainda fungava.
– Liz! Você está bem? – Louis se ajoelhou na frente dela, observando-a, preocupada.
– Estou. – ela olhou para Eleanor, que se aproximava com um sorriso. Ela retribuiu e pareceu ser sincero. – Oi, sou a Lizzie. – ela esticou a mão.
– Oi Lizzie. Acho que já sabe quem eu sou. – Eleanor apertou a mão dela.
– Aham. – ela concordou com um aceno de cabeça.
– Oi Eleanor! – acenei, animada.
– Oi Elle! – Harry olhava surpreso para Lizzie e sua mudança de comportamento.
– “Elle”, você continua com esse apelido Harry? – perguntei, com desprezo.
– Haha, não precisa detonar com ele. – Eleanor riu.
– Vou te levar para o British Museum! Vamos queridas! – Louis pegou a mão de Lizzie e de Eleanor.
– Ele tem duas mulheres. – Harry disse, vendo-os se afastarem. Dei um soco de leve em sua barriga.
– Se controle. – falei.
– Tchau! – Eleanor acenou.
– Bai, bai! – acenei de volta.
– Vamos! – Harry me puxou ara o carro.
Finalmente à sós! YEAH!
***
Harry dirigiu apressadamente para o Hyde Park quando percebemos que o sol estava querendo aparecer. Poucas nuvens estavam no céu e tudo indicava que elas sumiriam mais tarde. Isso em Londres, no outono, era uma coisa rara e pedia comemoração, apesar dos 18 graus que faziam! Quando Harry estacionou eu já pulei para fora do carro, dando pulinhos de emoção. Aquele parque era um dos meus lugares preferidos de Londres, agora imagine-o durante o outono.
As árvores estavam com as folhas alaranjadas, a maioria se encontrava no chão, em um bagunça adorável. Fiquei chutando algumas folhas enquanto ele demorava em sair. Havia algumas pessoas já no parque, mas vamos dizer que ir para fora de casa, durante um sábado de manhã, sair da cama quentinha para ir no parque não era algo que muitas pessoas apreciassem. Mas, tanto faz, melhor para nós dois! Quando Harry parou ao meu lado nem dei tempo para ele respirar, já peguei sua mão, arrastando-o em direção àquele mar de folhas no caminho (http://2.bp.blogspot.com/_lgzUpUesftI/TNUNfrvKvqI/AAAAAAAADW8/kaIVj0x7GrI/s1600/avenue-of-trees-autumn.jpg). Peguei várias com as mãos e fiquei jogando nele. Aquilo virou uma guerrinha de folhas, isso até cansarmos e minhas mãos já estarem pinicando.
– Eu AMO esse lugar! – exclamei, limpando minhas mãos no short. O sol realmente estava aparecendo enquanto as nuvens sumiam, dando lugar ao céu azul.
– Deu para ver. – ele sorriu, também limpando as suas mãos.
Nos sentamos na grama, debaixo de uma árvore e ficamos ali, grudados um no outro, observando as pessoas andarem para lá e para cá.
– Fiquei muito surpreso com a crise de choro de Lizzie. O que foi que aconteceu? – ele perguntou depois de um tempo afagando meu braço.
– Ela disse não aguentar mais tanto ódio por parte das pessoas. Que os outros não gostavam dela. Falei para ela que deveria tentar uma mudança de personalidade. Para tentar fazer isso hoje com Eleanor, para ver se conseguia uma amiga e não uma inimiga, como sempre faz. E porque estamos falando sobre aquela anticristo? – resmunguei.
– É que você demonstra tanto amor por ela que...
– Amor! Eu vou te matar Harold! – briguei.
– Haha, você não tem coragem. Sou irresistivelmente adorável demais para você me matar. – ele sorriu, mostrando as malditas covinhas. Grrrrrrr... Dava raiva!
– Humildade é uma virtude, sabia? É bom tê-la! – cutuquei-o. – E, Santo Chocolate, será que você não consegue ser um pouquinho mais romântico? Aproveite o clima, o lugar, como estamos... Olha que eu divorcio se não cooperar! – ameacei de brincadeira.
– Não acho que consigo... Nunca precisei apelar para o romantismo, que eu me lembre. – ele fez uma expressão pensativa. Dei um tapa na testa.
– Argh, vou me fazer de difícil só para você treinar. – me afastei dele meio metro, cruzando os braços e olhando para a campina na minha frente. – Pode começar.
– Alice?! – ele disse, assustado. – Eu não sei como fazer isso!
– Tente. Finja que não me conhece e está interessado. – respondi.
– Mas... É que...
– O clima está ótimo não acha? É tão raro esses momentos de sol em Londres no outono. – comentei, já entrando na personagem.
– Hum, concordo. – ele disse. – Você está sozinha?
– Isso é óbvio, não? – sorri de forma doce.
– Posso te acompanhar na apreciação da paisagem? – ele perguntou, sarcástico.
– Claro, o parque é público. – respondi, dando de ombros.
– Que pingente é esse? No seu colar. Parece ser... – ele apontou para o meu colar.
– Oh, é apenas um casalzinho se beijando. Um coisa fofa que eu comprei faz alguns anos, quando eu estava na minha fase romântica. – falei, como se não fosse nada de mais.
– Posso dar ma olhada? – ele pediu. Me aproximei, deixando-o pegar no pingente. Com isso nossos rostos ficaram a centímetros de distância.
Ele observou o pingente, girando-o entre os dedos, para depois levantar o seu olhar para mim. Harry ficou encarando meus olhos.
– Incrível, seus olhos são quase verdes. Nunca... Não tinha percebido. – ele se corrigiu, voltando ao seu personagem.
– Quase ninguém percebe. Tem mais castanho do que verde. – falei, despreocupada.
– E você também tem sardas. Aqui... E aqui. – ele colocou o dedo na minha testa e no meu nariz.
– Sempre fui meio revoltada com elas. – falei.
– Por quê? São uma espécie de charme. – ele sorriu torto.
– Não exatamente. Prefiro outros charmes ao invés de sardas... – falei, subitamente interessada em ficar observando-o também.
– Como... ? – ele perguntou.
– Como covinhas. – falei, passando a mão em sua bochecha. Ele sorriu, formando-as.
– Covinhas não são exatamente um charme. Está mais para uma coisa fofinha, mas só.
– E como sardas são um charme? – perguntei, dando uma risada.
– Sei lá, só sei que são para mim. – ele deu de ombros.
– Então covinhas são um charme para mim. – falei.
– E seus lábios têm uma forma interessante, não? – ele disse, encarando-os.
– Harry... – comecei a sorrir.
– Não, espera, posso só dar uma olhada mais de perto... – ele se aproximou, segurando meu queixo e encostando nossos lábios.
Realmente, acho que ser romântico não é uma característica de Harry. Tsc, tsc, tanto faz, contanto que tudo continue assim...
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