More Than Friends

21 Capítulo 21 - Ele gosta de você!


Notas iniciais
O capítulo ficou curto, meu notebook não quis me deixar terminar ele, deu uns problemas, depois vou ver como eu faço aqui. Imagina a Amanda quase morrendo ao ver que o documento deu problemas. Sim, gritei feito uma desesperada. Mais de 130 páginas, 21 capítulos e essa bosta resolve dar problema! Xinguei o planeta, me desesperei. Mas consegui escrever o finalzinho nos rascunhos do Nyah. Me perdoem qualquer erro pepecudas, vou ver se consigo escrever o 22 logo! E vou ver se consigo também salvar a história em outro documento (e que dessa vez não dê pau!). E, droga de escola, não vejo a hora de dizer o tão sonhado adeus eterno para essa bosta!

Capítulo 21 – Ele gosta de você!



Chegamos na casa de Harry e Louis quebrados, bêbados, cheios de tensão sexual – pelo menos Zayn e Taylor – e todo mundo foi para seu respectivo quarto. Taylor e Zayn foram disfarçadamente para o quarto de hóspedes, como se ninguém tivesse percebido aquilo. Louis já entregou um comprimido de aspirina para todo mundo tomar quando acordar e eu agradeci por isso. Afs, sabia que iria acordar mais quebrada ainda no outro dia. Harry fechou a porta do quarto e eu me tranquei no banheiro.

Foi um saco retirar aquilo tudo, passar o demaquilante, lavar o rosto, lavar o cabelo para retirar o sangue seco dele, praticamente tomar banho mesmo, pentear e secar o maldito cabelo e ver que a toalha branca ficou preta, por causa da tinta temporária. Haha, Harry iria me matar. Enrolei-me em um roupão, usando pelo menos minhas roupas íntimas por baixo e saí do banheiro sonolenta e com fome. Fome? Ah, que saco. Encontrei Harry sentado na cama, já com uma camiseta estampada qualquer e uma calça de flanela cinza. Ele mexia no celular e seu cabelo também estava molhado.

– Estou com fomeeee! – falei, me jogando na cama.

– Finalmente, já são cinco da manhã. – ele disse, concentrado em não sei o que do celular.

– Hã? Já está quase amanhecendo? Fiquei quase duas horas no banheiro? Oh, bati um recorde! – ele olhou meu cabelo e franziu as sobrancelhas.

– Porque seu cabelo está quase castanho de novo?

– Duh, tinta temporária. – decidi não falar da toalha por enquanto. – Vou assaltar a geladeira. – pulei da cama e desci as escadas.

Só tinha comida congelada e outras misturas que não davam para nada. Tentei me decidir entre algo calórico e algo bem menos calórico. O problema é que não tinha nada menos calórico. De repente Louis apareceu, com uma cara de sono.

– Bom dia flor do dia. – ele sorriu, ainda com os olhos fechados.

– Você só dormiu duas horas e ainda nem amanheceu. – falei, bebendo um chá que tinha acabado de fazer. – Quer um? – ofereci uma xícara.

– Obrigado. Tem certeza que eu dormi só duas horas? – ele olhou no relógio da parede. – Droga. Agora que é cinco e meia!

– Você está bem, querido? – perguntei.

– É que eu tinha combinado de passar o dia com a Eleanor. Acho que vou deixar para dormir mais tarde. – ele bocejou.

– Você não vai aguentar. – sorri.

– Eu sou forte! – ele bebeu um pouco do chá.

Fiquei esperando a pipoca terminar de estourar. Sim, eu tinha escolhido algo bem saudável, nem um pouco calórico, algo que me faria tão bem! Sarcasmo é umas das melhores coisas inventadas pelo ser humano.

– Você gosta dele, não? – Louis perguntou, com um sorriso largo. Aquilo me fez engasgar com o chá.

– O-o que? – o olhei, chocada.

– Haha, desculpa. É que eu estava suspeitando fazia alguns dias. – ele bebeu o chá, observando a janela, inocentemente.

– Errrrr... – não sabia o que dizer. Meu instinto dizia “MATE-O ANTES QUE ELE ESPALHE!”, mas eu estava tentando ser racional e parar de olhar para as facas no reposteiro da mesa.

– Calma, não vou contar nada. – ele não resistiu e veio até mim, pegando minhas mãos. – Você gosta mesmo dele? – ele perguntou novamente, os olhos brilhando.Limpei a garganta e respirei fundo.

Oh my... Nunca tinha dito aquilo em voz alta, nem para a Taylor! Tá, eu tinha escrito para ela, mas dizer implica algo mais intenso.

– Gosto. – confessei.

– HAHAHAHAHAHAHAHA! – ele riu espalhafatosamente e depois parou. – Desculpa, não resisti. – ele se controlou.

– Estamos falando do... – dei uma tossida.

– Sim, do... – ele também deu uma tossida.

– Oh.

– Sim, sim. Vai fazer algo a respeito disso? – Louis perguntou, com uma sobrancelha arqueada.

– Não! Está louco? – o olhei feio.

– Como assim? Você não vai fazer nada a respeito, Alice... – me afastei, indo ao microondas pegar a pipoca.

– Não. – falei, determinada.

– Tem certeza? – ele tentou mais uma vez.

– Tenho. – okay, eu não estava tão confiante assim. – É que, sabe... Isso foi completamente inesperado. Eu não esperava que isso iria voltar e...

– Voltar? – ele arregalou os olhos.

– É, quando eu era mais nova eu tive uma quedinha idiota por ele, coisa de adolescente. – dei de ombros, mas aquilo iluminou a expressão dele ainda mais.

– Sério?

– É. – suspirei novamente.

– Meu Deus, me explica isso melhor! – ele pediu.

– Tem algum lugar mais privativo... – nem esperou eu terminar e já me arrastou. Sorte que peguei o saco de pipoca antes.

Louis me levou para seu quarto correndo e trancou a porta. Para se assegurar, fomos para a varanda do quarto dele, fechando a porta dela também. Nos jogamos no chão e começamos a comer.

– Bem, minha mãe conheceu a Anne em uma reunião de pais quando tínhamos 12 anos. As duas começaram a conversar e se tornaram amigas. Harry e ey estávamos estudando no mesmo colégio, mas eu não sabia que minha mãe estava se tornando amiga da mãe dele, e já naquela época tinha um pequeno fã clube dele. Algumas garotas viviam falando dele e suspirando e, bem, eu sou mulher, não tenho culpa! Eu era jovem e inocente naquela época! – ele fez um sorriso de “fingirei que acredito”. – Sério. Também conversei com aquelas meninas e minha queda por ele começou aí. Só que nessa mesma época eu conheci a irmã maravilhosa dele. Foi ela quem espalhou os boatos e xingamentos na escola. Era “obesa”, “sobrancelha de taturana”, e outras coisas que me traumatizaram. As pessoas passaram a me ridicularizar e eu sofir muito. Até o Harry chegar em mim, oferecendo chocolate. – ri com a lembrança.

– Oh, ele nunca contou isso! – Louis também riu.

– Útlima aula, educação física, eu estava escondida atrás das arquibancadas porque praticamente não tinha amigos mais e todos iriam me criticar, falando o quanto era engraçado ver uma baleia tentando correr. – agora aquilo me trouxe um dor antiga no peito. Ignorei no momento. – Aí Harry apareceu, comendo uma barra de chocolate e me viu ali. Ofereceu um pedaço, eu comecei a chorar dizendo que “não poderia comer mais, eu estava obesa, tinha que parar de comer para emagrecer”. Ele ficou desesperado sem saber o que fazer, ora tentava me abraçar, ora se oferecia para chamar alguém. Eu quase enlouqueci ele. – Louis teve que controlar sua risada alta. – Ele disse para eu não ficar daquele jeito, que os outros apenas mentiam e que eu era bonita.

– Não sabia desse lado do Harry. – Louis fez uma expressão engraçada.

– Não curta com ele depois! Foi nessa época que minha mãe me levou na casa dele pela primeira vez, que ela e a Anne saíram para fazer o curso de culinária. Gemma aproveitava para tocar o terror em mim, acabando com qualquer resquício de auto estima que eu tinha. Passei a odiar ela, a fugir da casa da Anne e me esconder no parque que tinha lá perto. De vez em quando Harry ia atrás de mim e ficava lá, me enchendo o saco. Aquilo também me irritou na época. Decidi que não seria fraca mais, que iria tentar seguir a minha vida, me afastar de tudo que me lembrava a Gemma e suas apelidos ridículos. Eu tentava a todo custo evitá-lo, mas ele parecia estar sempre ali, gritando “Alice!” e vindo na minha direção. Isso continuou até o ensino médio. Eu continuava com aquela queda por ele. Engraçado é que, vendo agora, ele sempre tentou me animar e melhorar meu astral, mas eu só dava patadas nele. – fiz uma careta. Nossa, eu foi má! – Aí veio a fase do X Factor, eu comecei a driblar a minha mãe e minhas idas à casa da Anne acabaram de vez. Foi na época em que o Harry estava no bootcamp que eu parei completamente de ir até lá. Sumi da vida deles, pois minha convivência com Gemma também estava insuportável, mais do que antes. Ficamos sem se ver, nem conversar até agora e achei que tinha superado a fase “paixonite pelo Harry”... – minha voz morreu.

– Isso dá para virar filme. – Louis comentou.

– Haha, essa é a minha vida.

– Bem, você vai ter que fazer algo em relação a isso sim dona Lancaster. – Louis determinou.

– Não senhor Tomlinson! Nem me pagando! Principalmente porque eu não sei como ele se sente...

– Ah, não, ele gosta de você. – Louis abanou a mão como se aquilo fosse óbvio. Meu queixo caiu.

– Não. Mentira!

– Duh, nunca vimos o Harry tão estupidamente estúpido e tão estupidamente feliz antes. É claro que ele gosta de você. – aquilo era muito difícil de acreditar.

– Tá. – depois de cinco segundos eu me virei para ele. – Pegadinha, não é? – ele ficou sério.

– Mary Alice Lancaster, porque eu brincaria com uma coisa séria dessas? – até assustei. Ele não estava brincando mesmo.

– Mas... Louis... – minha respiração acelerou.

– Sim, eu sei, é chocante! – ele me abraçou. ?

– Mas... – seria possível.

– Não tenha reservas. Serio. O Harry é um tapado, acho que só você mesma para resolver essa situação. – Louis me confortou.

– É... – droga, eu não conseguia para de dizer monossílabas.

– Você está bem? – ele percebeu o meu estado.

– Nada que uma soneca não resolva. – sorri.

– Okay. – ele olhou o céu e se assustou. – Já está amanhcendo! Meu Deus, vá dormir! Me desculpa! – ele me ajudou a levantar.

– Oh, não, que isso! Já perdi uma noite de sono toda naquela festa. Não sei se consigo dormir agora não. – sai do quarto dele sonhando acordada.

***

– Mas que droga é essa?! Tem pessoas aqui tentando dormir! – escutei Harry berrar lá de cima.

Eram seis da manhã, eu tinha ligado o som e estava escutando qualquer coisa que passava na rádio na maior altura, cantando e dançando. Droga, eu estava tendo uma crise de felicidade. Primeiro tinha sido o reconhecimento das palavras do Louis. Depois foi a fase de sonhar acordada. Agora eu extravasava toda essa felicidade transbordante fazendo loucuras. O sono tinha ido embora e eu me sentia linda, maravilhosa e louca para contar tudo para Taylor e Kim! AHHHHHHHHHHHHHH!!

Eu tinha que me controlar, mas era impossível!

Estava tocando naquele momento Britney Spears e – WTF – eu estava cantando (Drop Dead) Beautiful na maior altura. Eu deveria estar louca mesmo, escutando Britney Spears às seis da manhã! Haha!

Harry desceu as escadas lentamente, com uma careta emburrada e sonolenta, os cabelos super bagunçados.

Ooh boy

You so fine

Gotta be the finest thing

That I seen in my life

I will pay whatever

Just to get a better view

And yeah, your body looks so sick

I think I caught the flu

Cantei, apontando para ele que apenas me olhava com a mesma careta. Subi no sofá, dançando. Eu estava tão absorvida pela felicidade que nem me importava por estar cantando aquela música – quase pornô, haha – no máximo. E dançando também. Oh, droga, alguém precisava entra ali e dar um tiro na minha testa, para ver se eu parava de ficar fazendo idiotices.

Mas era tão divertido!

Look at you

Look at you

Be my sweetie

Be my honey tonight

Look at you

Look at you

Be my sweetie

Be my honey tonight

– Não está de noite. – ele resmungou, ainda parado de frente para o sofá enquanto eu brincava com o travesseiro e dançava com ele.

– Shiu! – falei rapidamente para ele.

'Cause, you're beautiful

(Drop dead)

Beautiful

(Drop dead)

Beautiful

(Drop dead)

Beautiful

(Drop-drop dead)

Beautiful

(Drop dead)

Beautiful

(Drop dead)

Beautiful

(Drop dead)

You're some kind of fine

Naquele momento a expressão dele melhorou, quase sorrindo. Na verdade parecia que ele estava era tentando esconder o sorriso. Passei para a mesinha do centro que, sorte, era toda de madeira e pelo visto me aguentava.

Boy, you know

You're beautiful

I know you heard it before

Boy, you know

You broke the mold

Nobody even comes close

Nobody even comes close

You're some kind of fine

Oh my, fiz um movimento estranho ali, uma mistura de rebolado com não sei o que, só sei que acabei de inventar. Ai meu Deus, será que dá para patentear um movimento de dança?

– Okay, melhorou o meu humor. – Harry foi até a cozinha e eu continuei ali. Foi a vez de Zayn e Taylor descerem, com uma cara de bosta linda.

Zayn parou ao me ver ali, dançando e cantando, surpreso. Taylor revirou os olhos e sorriu, indo também para a cozinha. Percebi que ela usava uma camisa xadrez que ia até as suas coxas. Hey, aquilo era do Zayn? OMG! Dei uma risada alta!

You must be b-i-g

Because, you got me hypnotized

Whoever said that beauty's on the inside is a liar

'Cause, what I'm looking at right now

Would make a big girl cry

So fasten up your seatbelt

It's gon' be a bumpy ride

Foi engraçada a cara que Zayn fez quando eu falei “you must be b-i-g”. Ele foi para a cozinha também, com uma expressão surpresa. Louis desceu também, já arrumado e bocejando. Ele sorriu, cúmplice, ao ver a minha felicidade e também se juntou aos outros na cozinha.

Continuei ali, dançando e cantando, pulando pelos sofás, indo para a mesinha, esquecendo que eu estava apenas de calcinha e sutiã por baixo do roupão. Mas era vida, não?

Oh

I think I like you

Sabi

Boy, boy

Look at you

I wanna get, get, get next to you

Got me kinda hot

But, I ain't sweatin' you

Steam me like like a pot full of vegetables

Boy, boy

Look at me

I know you wanna touch

But, it ain't for free

I don't need your money

I just want your D

Harry chegou nessa hora e quase cuspiu o café de sua xícara quando falei a última frase. Hum, hehe. Me virei para ele, rindo.

Boy, come over here with your sexy ass

Ele começou a rir. Eu estava tão animada que acabei fazendo uma certa besteira de pensar em um certo convite.

– Oh, vamos hoje! — pulei da mesinha.

– Aonde? — Harry perguntou, surpreso.

– Na London Eye! — subi até o seu quarto e ele veio atrás de mim.

– Hã? Achei que queria atrasar o passeio o máximo possível. — ele disse.

– Eu quero ir agora! Vamos, vamos, vamos! — fiquei pulando enquanto pegava minhas coisas.

– Você dormiu? — ele perguntou.

– Não!

– Ah, isso é falta de sono. Seu cérebro já deve estar falhando.

– Cala a boca Harold! Vai se arrumar! Não quero pegar uma fila gigante! Você vai ter que passar lá em casa! Preciso me arrumar também! Go Harry! — saí do quarto toda animada, esperando-o se arrumar.

Realmente, aquilo deveria ser falta de sono, o que você estava fazendo Alice?!