More Than Friends
38 Capítulo 38 - Apenas espere por mim...
Notas iniciais
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AMO VOCÊS! Estou passional hoje ♥
Capítulo 38 – Apenas espere por mim...
E o tal beijo borboleta
Acordei com uma ressaca sinistra às duas da tarde. Levantei-me de olhos fechados ainda, tateando a minha volta. Achei uma cartela de aspirinas no criado-mudo ao lado de um copo de água. Fiz uma nota mental para rezar ao Santo Chocolate em nome da Taylor. Boa amiga! Amiga da onça às vezes, mas ainda assim uma boa amiga. Tomei um comprimido e... Sentindo a cabeça latejar ao menos movimento corporal, peguei mais um e mandei para dentro. Eu estava só com a blusa, meu jeans deveria de estar jogado no chão. Olha, mesmo estando bêbada eu me lembrei da minha mania de dormir só de blusa e calcinha! Sou demais mesmo. É... Só que não.
Sentei-me na cama de forma lenta e calculada, tentando não fazer movimentos bruscos. Estava bem gelado e por isso fui me arrastando pelo chão, procurando a minha calça. Eu estava sem coragem de abrir os olhos e encarar a claridade do sol das duas da tarde — mesmo que em Londres o tempo estivesse na maior parte nublado aquilo era horrível. Uma mão minha passeou pelo ninho de rato que estava o meu cabelo e senti ondas novas e mais bagunçadas. Meu cabelo era muito revoltado, saco. Senti outros tecidos e sapatos masculinos no chão, o que me fez franzir as sobrancelhas. Hum, estranho. Mas continuei até sentir aquela textura do meu jeans velho e o vesti apressadamente. Me levantei, ainda com um pouco de frio e tentei me esticar sem que aquilo mandasse uma onda de dor no meu cérebro. Inútil. Escutei minhas costas estralarem e um alívio ao sentir aquilo. Suspirei, coçando o ninho de rato na minha cabeça.
- Sabia que tinha exagerado na bebida ontem! Maldição, ainda estou sonhando! – escutei aquela voz mais rouca do que o normal atrás de mim praguejar. Parei na hora e me virei lentamente.
Harry estava deitado na cama, na verdade ele estava meio jogado, com uma perna fora dela e meio coberto, mas era óbvio que ele estava só de cueca. Seu rosto estava pálido e com olheiras, a sua cara de sono denunciava a noite passada ao relento. Seu cabelo com certeza estava pior do que o meu, com cachos bagunçados e para qualquer lado. Ele estava apoiado em um ombro e semicerrava os olhos, me observando.
- Infelizmente você não está não. – falei.
DROGA! Só agora que vi que aquela luz era anormal! E a posição da cama também! Assim como as roupas dele jogadas no chão. E mais um punhado de coisas que eu não tinha reparado de início. Ai meu Santo, o que eu fiz na noite passada Porque diabos eu estava na cama dele, no quarto dele, na casa dele, com ele? Confuso? Com certeza!
Calcei meus sapatos, desesperada para sair dali, peguei minha bolsa, olhando em volta, procurando minha jaqueta. Onde... SACO. Devo de ter perdido ela na maldita boate! Fui cambaleante para a porta, sentindo minha cabeça latejar a cada passo desequilibrado que eu dava, e a abri. Antes que eu pudesse sair dali uma mão voou e bateu a porta enquanto outra encostava na parede, do outro lado do meu corpo.
- Não, não vai Alice... – Harry começou.
- Harry, me deixa ir. Por favor. – pedi, sem me virar para ele.
Nem sei o que era pior... Encará-lo só de cueca na minha frente ou ficar de costas, sentindo seu corpo atrás de meu. Maldita carne fraca, tsc, tsc.
As mãos dele – única parte de seu corpo que eu via – se fecharam e pude ver as veias e os tendões saltarem. Ele pareceu se controlar, suspirando pesadamente atrás de mim.
- Se... Se você quiser assim. – ele quase gaguejou. Ele deu dois passos para trás e já senti falta dele quando o frio tomou conta do calor de onde estava seu corpo. Abri a porta, me preparando para sair.
- Você sabe exatamente que eu não quero... Não realmente. – saí correndo pelo corredor, descendo as escadas apressada.
- Bom dia! – Louis exclamou, sorridente, saindo da cozinha com um café da Starbucks na mão e um prato de biscoitos na outra.
- Bom dia Lou-Lou. – falei, parando e retornando até ele só para pegar um biscoito.
- Oh, okay. Pode ir pegando mesmo. Eu nem me importo. – ele disse, sarcástico.
- Você me ama. – falei.
- Não chega a tanto, mas gosto de você sim amada amante. Aconteceu algo de importante... ? – ele me olhou feio quando eu peguei o seu copo e bebi um gole do café.
- Você me trouxe aqui de propósito? – o olhei acusadoramente, adivinhando aquilo tudo.
- Claro, duh! – ele revirou os olhos, como se a minha lentidão fosse incrível para ele. – Quando vocês irão voltar?
- No dia em que o Harry se declarar em público e me defender das fãs neuróticas. – falei, dando de ombros, pegando mais biscoitos de chocolate. Ouvi passos apressados lá de cima.
- Alice? – ouvi a voz de Harry.
– Tchau! – já ia me afastando quando voltei para pegar mais um biscoito e seu copo. – Tchau querido!
- Okay, pode ir tomando tudo! – ele disse, mais sarcástico.
- Você me ama! – falei, com a boca cheia e abri a porta. Sorte que antes de sair eu peguei um casaco do cabideiro e me vesti.
- ALICE! – Harry me gritou, mas eu já estava na metade do gramado, correndo rapidamente para longe dali.
- TCHAU LOU-LOU! TCHAU HAROLD. – falei, sem olhar para trás.
- ALICE, VOLTA AQUI! – Harry gritou, sua voz perigosamente mais perto.
- Harry, para de me perseguir! – briguei com ele, terminando de comer o biscoito.
- Só se você parar de fugir! – ele rebateu. Boa!
- Trégua! Trégua! – pedi, parando para descansar ao chegar no ponto de ônibus.
Ele vinha atrás, com um jeans qualquer, all star e uma blusa de frio, mas seu cabelo continuava uma bagunça, ele trazia algo na mão que parecia um pano. Respirei fundo, esperando o ônibus, quando ele chegou.
- Eu ouvi o que você disse para o Louis... – ele recuperou o fôlego.
- E é só isso. – respondi apressada, voltando a andar, decidida a pegar o metrô. Harry veio ao meu lado, me acompanhando.
Fomos em silêncio durante o caminho todo até a estação mais próxima, mas pude perceber com o canto do olho que de vez em quando ele parecia prestes a falar alguma coisa, mas depois fechava a boca. Andamos a um metro de distância do outro e aquilo me machucou ainda mais. Mas o que diabos eu queria afinal? Argh, isso tudo era confuso e piorava a minha dor de cabeça. Passávamos pelas pessoas e naquele momento nem me importei de elas reconhecerem ele. Ser reconhecido... Esse seria um dos problemas, talvez um dos maiores. Ele era famoso. Nada mudaria esse fato. Nunca poderíamos sair sossegados por aí, ir para o Hyde Park e tomar sorvete sem sermos clicados por algum paparazzi. Eu seria apenas “a namorada de Harry Styles” e metade da população feminina do planeta me odiaria. Eu... Eu poderia tentar enfrentar tudo isso novamente. Eu poderia... Mas só o conseguiria com a ajuda dele. Sabia que a Eleanor e a Danielle só o conseguiram porque elas tiveram a ajuda e o apoio do Louis e do Liam.
Finalmente chegamos, descemos e ele me acompanhou até lá embaixo, onde fiquei esperando paciente a porcaria do metrô. Pelo menos ele não demorou a chegar. Antes que eu pudesse avançar em direção a ele, Harry pegou a minha mão. Me virei para observá-lo e ele beijou a minha mão, me olhando.
- Só peço que espere por mim... Só isso. – ele diz.
- Nem precisava pedir. – dei um sorriso triste.
- Eu vou fazer valer cada minuto. – ele avança e encosta o corpo no meu.
Ficamos um encarando o outro e senti algo muito mais intenso naquilo. E ele realmente me olhava de uma forma mais intensa e séria do que o normal. Seu indicador deslizou pelo meu rosto e só faltou eu ronronar. Okay, menos, mas foi quase assim. Harry encostou a testa na minha e eu apenas... Me perdi em seus olhos... Ele roçou o nariz no meu e sorriu. Aquilo também me fez sorrir.
- Beijo borboleta. Você ainda se lembra disso. – sussurrei.
- Com você sempre foi diferente, você sabe disso. – ele me deu um selinho, me deixando pasma por um simples encostar de sua boca na minha me fez amolecer. – Apenas espere por mim. – ele sorriu e se afastou. – Ah, desculpa ter feito você perder o metrô. – ele mordeu a boca e se virou, indo embora.
Realmente... Eu tinha perdido e teria que esperar o próximo.
O beijo borboleta era algo que inventamos de fazer quando tínhamos 14 anos, em um baile na escola. Alguns amiguinhos populares de Harry trouxeram bebida escondida e nós fizemos uma roda para jogar “verdade ou consequência”. Aquilo... Bem, aquilo deu em merda, claro. Quase toda aquela galerinha do mal terminou a brincadeira se beijando e se confessando. Eu e Harry ficamos meio sem-graças. E eu tinha tido um choque ao ver que ele rejeitara beijar uma tal menina bonita e terminou a brincadeira ainda pensando com a cabeça de cima. Mas, como eu disse, estávamos meio bêbados, foi a primeira vez que ficamos assim. Brincadeirinhas estúpidas rolaram e inventamos de ficar dando beijinhos borboleta no nariz um do outro até a secretária geral nos pegar e pensar que estávamos nos agarrando ali. Levamos uma bronca e nossas mães foram avisadas, nos deixando muito mais travados. Foi ali que eu decidi que iria reprimir a minha paixonite por ele e acho que Harry também se controlou mais.
Quem diria que estaríamos aqui, quatro anos depois, tentando lidar com uma primeira tentativa de namoro mal-sucedida? E que a paixonite retornara com força total, bagunçando tudo e ficando cada vez mais séria.
Meu celular tocou, me assustando. Olhei no visor e vi que o número era desconhecido. Ai meu Santo, as ameaças de morte por ligações começaram! Era agora que eu iria morrer e... Espera. Eu não estava namorando mais o Harry. E não é possível que alguém tenha tirado fotos de nós dois agora e já tenha postado na internet e isso já circulou em rede mundial. Então... Resolvi apenas atender logo.
- Alô? – perguntou, receosa.
- Ah, obrigado por atender. – a voz de Nathan se fez ouvir do outro lado. Hã? Como assim? Alguém me explica isso?
- Como arranjou meu número? – perguntei logo de cara, sem dar tempo para ele falar um “bom dia”.
- Hum... Pode-se dizer que eu aproveitei que um certo Styles bêbado estava conversando com um certo Jay também bêbado e peguei o celular dele.
- Ah. – falei. A lerdeza de Harry era incrível.
- Eu queria apenas me desculpar pela... Rapidez de ontem.
- Desculpado. – falei.
- E... Bem, queria perguntar se poderíamos ir com calma? É que eu queria te chamar para sair no próximo sábado...
- Nathan... – comecei, interrompendo-o. – Não acho que seja uma boa idéia. Sério.
- Mas...
- Eu ainda não terminei. – falei, revirando os olhos. – E eu também não queria nada mais... Nada além de amizade, okay?
- Tem certeza? É que, agora que eu vi que você está livre, eu poderia...
- Eu nunca estive livre. – dei um sorriso.
- Ah... – ele pareceu não entender muito bem. – Mas vocês não estão juntos mais, não é?
- Não, não estamos. – meu sorriso aumentou e eu fiquei batendo o salto no chão.
- Hum, então tecnicamente você está livre.
- Tecnicamente. Mas não totalmente. – o sorriso bobo não queria sair do meu rosto.
- E você tem certeza de que não quer ver se livre?
- Não sei... – fiquei pensativa. – Tem muita coisa em jogo, sabe? – dei uma risada.
-... Apenas pense no convite, okay? Pode me ligar quando quiser.
- Tudo bem. – falei, sabendo que não iria fazer isso.
- Então... Tchau.
- Tchau. – ele desligou. Eu fui no “chamadas” e apaguei a dele, junto com o número.
Continuei com o sorriso estúpido o resto do caminho.
***
- Isso são horas de chegar e... DROGA, VOCÊS VOLTARAM! – Lizzie berrou quando abriu a porta da sala para mim.
- Não! Porque disse isso? – falei, entrando em casa e deixando-a para trás para fechar a porta.
- É que está com um sorriso idiota no rosto. Você só fica assim quando se trata de duas coisas: Harry Styles e chocolate. Então pode ir abrindo a boca. O que aconteceu?
Suspirei e me sentei no sofá, sendo acompanhada por ela, e contei toda a noite passada até o momento da ligação de Nathan. Lizzie me olhou revoltada.
- Como você rejeita um integrante da One Direction e outro da The Wanted no mesmo dia? Seus problemas mentais estão ficando cada vez mais graves menina! – ela esbravejou.
- Ah, vai encher o saco da minha mãe, Pirralha! – falei, ainda sorridente.
- Já fiz isso hoje. – ela deu de ombros.
- Vou para o meu quarto. – me levantei e fui correndo para lá.
- Espera! – Lizzie veio atrás de mim e nos sentamos na minha cama. Ficamos em silêncio e ela começou a sorrir também. – Ele vai fazer algo, não?
- Vai. – falei, sorrindo. Ficamos feito duas idiotas ali, sorrindo e dando risadinhas estúpidas.
- E que casaco é esse? Você saiu ontem com uma jaqueta de couro. – ela disse, franzindo a testa ao ver o casaco masculino marrom.
- Ah, peguei lá na casa deles. Perdi a minha jaqueta na boate. – dei uma cheirada na gola do casaco e congelei.
- O que foi? – ela perguntou.
- O perfume dele. É o casaco dele. – falei, cheirando mais. Não tinha percebido antes, mas o perfume de Harry realmente estava ali no casaco.
- Sério? – ela chegou e cheirou também. Ela estremeceu. – Jesus, seu namorado cheira bem. – ela disse, quase com tremeliques.
- Se controla guria. – aspirei um pouco mais. – E ele não é meu namorado mais. – suspirei.
- Se controla você! Quem está fungando o casaco todo? – ela deu um sorriso sarcástico. – Ah, e quem disse que isso importa? Na verdade vocês só deram um tempo. – ela abanou com a mão em um gesto de descaso.
- Tomara... – sussurrei.
- Hum?
- Tomara que isso tenha sido apenas um tempo.
- Você não disse que ele pediu para você esperar por ele?
- Aham.
- Então ele está planejando algo. Ele quer você de volta. Isso é recíproco. – ela sorriu.
- Você até que está se tornando mais... Uma pessoa diferente, não? Agora, ao invés de ser uma vaca grossa, você é uma vaca elegantemente grossa e gentil? Algo assim? – pus o dedo no queixo, fingindo estar pensativa.
- Vai cagar Alice. – ela jogou o travesseiro em mim. Eu desviei e fiquei observando ela enquanto Lizzie fazia o mesmo. Começamos a dar risadas feito duas idiotas.
- AHHHHHHHHHHHHHHHHHH!! – ficamos pulando em cima da cama feito duas gurias retardadas. Isso ela era, agora eu estava momentaneamente assim.
...Ele disse para eu esperar por ele... Será? Algo iria acontecer. Eu tinha certeza. E sabia que ele não iria desistir, não tão fácil. E eu apostava todas as minhas fichas nele.
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Pedido especial: como esse já é penúltimo capítulo da fic em si, gostaria de pedir para vocês me contarem como acharam/descobriram a minha fic e o que acharam dela até agora. Sejam sinceras, okay?
P.S. vai ter capítulo especial de Zayn+Taylor ;)
P.S.S morram agora Pepecudas queridas! :D
Notas finais
Esse foi o penúltimo capítulooooo!! Ai, cara, nem acredito... Passei quatro meses da minha vida viciada em escrever essa fic... Uau, foram muitas experiências e novas emoções... São tantas emoções, né Roberto Carlos? Huhuhuhuhu!
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