More Than Friends
33 Capítulo 33 - Give me love...
Notas iniciais
Ai, estou até emocionada! *sério, sem sarcasmo*
Eu deixei a Eleanor fofa, como ela realmente é. Eu adoro ela ♥
Capítulo dramático com romance no final de brinde para vocês!
Capítulo 33 – Give me love…
Eu me sentia meio estranha. Acho que era por causa de tantas ameaças de morte que lotaram o meu twitter e meu facebook.
As fotos do nosso dia no Hyde Park caíram na internet poucas horas depois e as fãs queriam se matar, mas, antes, me matariam. Algumas me xingando de todos os nomes possíveis, outras falando que nunca gostariam de mim, outras que queriam que eu tivesse morrido ou simplesmente não tivesse reencontrado Harry. Eram coisas pesadas demais para aguentar com um simples “ah, que se fodam, o que importa é a nossa felicidade”. E o pior: elas sequer me conheciam e já saiam me julgando. Algumas até apelavam para o método “acabar com a auto-estima dela”. Pegaram fotos minhas com o Harry e saíram analisando tudo, desde o que eu vestia até a menor das minhas sardas. “Gorda” e “vadia” era o que eu mais lia. E, para que mentir? Aquilo foi como facadas em mim. O que mais me deixava com raiva eram os tweets em que elas diziam que nunca “shippariam” eu e Harry e que ele merecia coisa melhor do que eu – vulgo “elas”.
Aquele domingo foi um dia horrível, passado na frente do computador, lendo tudo o que falavam sobre nós. O resto da semana foi assim também. Aquilo me machucou mesmo. Eu poderia ter toda a minha pose de durona, mas na verdade eu era até fraca. Principalmente quando as pessoas me criticavam sem nem me conhecer. A única manifestação que tive coragem de fazer foi um tweet simples.
“Ouch. As pessoas não sabem o verdadeiro poder das palavras, não sabem o quanto podem magoar... :(”
Quase na mesma hora Taylor me mandou uma mensagem pelo celular, perguntando se eu estava bem. A última coisa que eu queria era a Taylor fazendo barraco contra as “irmãs” dela, então apenas disse que a professora tinha criticado o meu último trabalho via e-mail. Eu não queria preocupar ninguém.
Aquilo tudo me fez pensar em como a Danielle, Eleanor e a Perrie aguentaram. Sinceramente, tinha que ser muito forte. E também porque os namorados quase nunca estavam presentes, o que tornava tudo mais difícil. Por exemplo, os garotos estavam para NY nesse exato momento. Em um dia tudo podia mudar, uma viagem súbita à não sei aonde, turnês, photoshoots, garotas para dar e vender, se ajoelhando e clamando para que eles as escolham... A pressão era demais. Como eu poderia imaginar que namorar um astro teen poderia ser assim?
Resolvi sair durante um momento por volta do final da tarde, só para renovar meu estoque de chocolate. Fui em uma lojinha perto de casa, praticamente escondida em um moletom velho e enorme, com o capuz sobre minha cabeça ainda por cima. Ao voltar para casa me joguei na cama, deixando a cabeça caída para fora dela, “oxigenando” o cérebro enquanto tentava comer as barrinhas de chocolate aerado. E, sim, quando eu estava triste eu piorava tudo pondo músicas tristes para tocar. Naquele momento era James Blunt. Só o Santo Chocolate sabe o quanto aquelas músicas já fizeram parte da trilha sonora da minha vida. Próxima da lista: Ed Sheeran, Give Me Love.
Escutei um “toc, toc” tímido na porta.
– Entra. – suspirei.
A cabeça de Lizzie apareceu pela fresta. Ela tinha ficado conosco durante aquela semana toda, por causa que a mãe dela teve que demorar mais em sua viagem de negócios.
Ela tinha saído com Louis e Eleanor e fiquei quase orgulhosa ao saber que Eleanor tinha gostado daquela “menininha curiosa”. Ela estava se esforçando mesmo para se tornar uma pessoa mais... Decente. E eu estava ficando feliz por ela.
– Sim? – perguntei, me sentindo pesada, mas sabia que era apenas o sangue se acumulando na minha cabeça. Aposto que minha cara estava vermelha.
– Você está aqui o dia inteiro. E escutando músicas tristes. O que foi? – ela perguntou, mexendo em alguns livros que estavam na minha escrivaninha.
– Já sabe das ameaças que venho recebendo todo dia? – falei, baixinho.
– Claro, sou Directioner, sei de tudo que tem a ver com eles e com qualquer pessoa envolvida com eles. Já dei minha passeada diária pela internet só para procurar notícias. É por isso que está assim, tão depressiva? – ela se virou para mim.
– Aham. – resmunguei, com preguiça até mesmo de falar.
– Posso pegar um chocolate? – ela pediu.
– Achei que não gostava de doces. – olhei-a de soslaio. – Mas pode pegar um. Apenas UM.
– Eu disse que não gostava de doces, mas não disse que não gostava de chocolate. – ela revirou os olhos. – E larga de ser egoísta.
– Não dá, nasci num mundo capitalista animal, sou capitalista e odeio dividir uma coisa que eu amo. E tenho que ficar fazendo minhas oferendas ao Santo Chocolate.
– Santo Chocolate... Sua mente já pifou, não? – ela sorriu, mas dessa vez não foi maldosamente.
– HAHA. Estou rindo. É assim que você me conforta? – fiz um biquinho.
– Primeiro: você é amiga de um famoso. Segundo: você resolveu namorar esse famoso. Aguente as consequências. Mande um “fuck you” para as fãs, embora não seja muito recomendado. Sei lá... Tenta conversar com a Elle. Talvez ela possa te dar dicas de como tentar superar isso. E... Nossa, essa música é linda. – ela se sentou na beirada da cama, comendo a barrinha de chocolate, ouvindo os primeiros acordes de Give Me Love.
Era uma boa idéia... Eu poderia tentar falar com a Eleanor. Estava torcendo para que ela soubesse come me ajudar! Levantei-me rapidamente, sentindo o sangue ir rapidamente para baixo e me deixando tonta. Cambaleei um pouco, mas consegui ir até o meu celular ao lado do computador. Digitei o número da Elle, que já sabia de cor, e esperei ela atender.
– Você vai mesmo falar com ela? – Lizzie perguntou, enfiando o resto da barra na boca e chupando os dedos.
– Claro! A coisa que mais preciso agora é de uma opinião, uma ajudar de quem já sofreu o que estou sofrendo! – falei.
– Mas, se for assim, acho que compensa mais falar com a Perrie. A Eleanor é mais amada pelas fãs do que a Perrie e a Danielle, na verdade a Perrie é a mais mal-amada de todas. As Directioners não conseguem superar o fato de que Zayn, o mais hot da banda, estava namorando com ela. Na verdade elas simplesmente não querem que eles namorem. Elas são umas vacas. – Lizzie disse, com desprezo. Hum, pelo visto o Zayn e a Taylor estavam conseguindo esconder o namoro deles por enquanto.
– Quem é que estava tentando roubar o meu namorado mesmo? – perguntei, fazendo vista grossa a ela.
– Estava. E eu nunca tive chances mesmo. E eu sabia que não conseguiria. Pelo menos passar um tempo ao lado do meu ídolo, isso eu tinha certeza que conseguiria. – ela sorriu.
– Bem... Já que está se comportando feito uma garota normal de 12 anos, pode comer mais uma barra. Mas apenas mais UMA! – avisei.
– Tá! – ela pegou uma, abrindo-a apressadamente.
– Alô! – Eleanor finalmente atendeu.
– Oi Elle! Você poderia se encontrar comigo na starbucks? – pedi.
– Hum, tudo bem. Está tudo bem Alice? – ela perguntou, preocupada.
– Na verdade não. Por isso que eu queria conversar com você. – suspirei.
– Okay, me encontre lá daqui meia hora. Beijos.
– Beijos... – ela desligou.
– Você vai conversar com Eleanor? Tipo, mesmo, mesmo? – ela perguntou, mastigando o chocolate.
– Aham. Bem, ela conseguiu ignorar o ódio das fãs. Talvez ela tenha dicas! – abri o guarda roupa para pegar um jeans qualquer.
– Okay... Tira uma foto dela para mim? – Lizzie fez uma cara de cachorro pidão.
– Tá. Quer um autógrafo também? – perguntei, com sarcasmo.
– Não, isso eu já consegui antes. Só faltava a foto. – ela me mostrou a língua. – E o que você achou da volta da Danielle com o Liam? – ela perguntou, de repente.
– Que?! Eles voltaram? – meu queixo caiu.
– Santo Deus, você passa o dia todo na internet e não sabe o básico da fofoca? – ela me olhou com descrença. – Ele voltaram sim. Parece que foi ontem ou hoje. Uma coisa assim. Os dois já estão lá de boa em NY. – ela deu de ombros.
– Santo Choco... Não sabia mesmo. – eu ainda estava surpresa.
– E está se sentindo triste por estar longe do Harry? – ela sacou o celular, começando a filmar. Imediatamente pus a mão no rosto.
– Ah, não! Isso não! Já não basta o ódio com que fui bombardeada?
– Aqui está sua chance. Mostre o seu amor pelo Harry e conseguirá pessoas do seu lado. – ela sorriu.
– Não Lizzie. Por favor. A última coisa que eu quero agora é mais exibições públicas. – soltei o ar com força.
– Tudo bem. – ela guardou o celular, parecendo chateada. – Boa sorte com tudo. E saiba que você é considerada a garota mais sortuda do mundo pelas directioners, ou seja, sempre terá inveja e olho gordo em cima de vocês dois. – ela deu um sorriso triste e saiu.
O incrível é que Lizzie realmente estava mudando.
***
Disfarcei-me para me encontrar com Eleanor. Sim, isso foi um disfarce, porque colocar uma blusa qualquer, um blusão preto que me cobria pela metade, jeans detonado, all star sujo, cabelo preso de qualquer jeito e óculos escuros é tão “atestado de suicídio para uma estudante de design de moda” (http://img.diytrade.com/cdimg/1295724/15839053/0/1286630315/Autumn_and_Winter_fashion_clothes.jpg), que não é sempre que eu vestiria isso, mesmo sendo tão desleixada quanto eu era.
Saí disfarçadamente de casa, abaixando a cabeça e tentando não olhar demais para os lados. Acho que estava começando a ficar paranóica. Peguei o metrô e demorei mesmo meia hora para chegar na Starbucks. Quando entrei e bati o olho nas mesas, vi Eleanor sentada em uma, lá no fundão, ao lado da janela. Ela me viu e se levantou. Fomos quase que correndo de encontro uma a outra e nos abraçamos.
– Okay, pode ir me contando tudo. O que houve? – ela perguntou, me puxando para me sentar na cadeira.
– Bem, por onde eu começo? Sabe o ódio das fãs quando seu ídolo começa a namorar? – comecei.
– Com certeza. A pressão está grande? – ela perguntou, compassiva.
– Grande... É a mesma coisa de chamar a Moby Dick de baleia pequena e fofinha. – suspirei, praticamente me largando na cadeira e afundando nela. – E tudo isso atinge a minha auto-estima, como se ela fosse alta...
– Alice, você não deve se abater por causa disso.
– Eu sei! Mas fica difícil! Sabe, eu sou uma atriz. Finjo que sou durona e insensível, mas na verdade sou uma fracote, que precisa constantemente de um abraço, daquela sensação de conforto e segurança. E sou sensível demais para não me abalar por xingamentos e ameaças de morte de pessoas que sequer me conhecem. O problema é que dou importância demais à opinião das pessoas e acabo sofrendo demais com isso. Já tentei mudar, mas... – choraminguei, enfiando a cabeça entre os braços apoiados na mesa.
– E você queria que o Harry estivesse aqui... Eu sei como é isso. Também passei por maus bocados no início do namoro com o Louis. Quando estamos apaixonadas queremos ficar perto da pessoa amada o tempo todo, não? – ela deu um sorriso pequeno, mas que me deixou com a sensação de que realmente era melhor falar com ela sobre aquilo do que com a Taylor. A Eleanor já vivenciou aquilo, está em uma posição completamente diferente da de Taylor e sabe o que estou sentindo. A Taylor levaria mais em conta às fãs, suas sisters. Ela ainda estava de boa porque seu namoro com Zayn ainda não tinha estampado nenhum site ou revista de fofoca.
– Aham. – franzi as sobrancelhas. Era verdade mesmo. — Só o Santo Chocolate... E você – sorri – sabem o quanto é ruim passar uma temporada sem essa pessoa. Principalmente quando eu passei dois meses ao lado dele, constantemente, e ainda estamos no início do namoro. É tudo tão...
– Perde a graça. Ele está lá longe, em NY, vocês mal têm tempo de mandar mensagens um para o outro. Eu e Louis estamos assim também. – ela olhou para fora, para a janela. – Mas acho que conseguimos superar essa distância. Pelo menos um pouco.
– Como? – perguntei, desanimada.
– Pode-se dizer que somos fortes. – ela deu um sorriso e mexeu na xícara de café dela. – E houve cooperação da parte dele. Você chamaria de loucura, se descobrisse que ele sempre mandava cartões-postais de todos os lugares que passava. Era só ele ver uma loja onde vendia alguns que ele comprava e mandava, junto de cartas gigantescas. Isso sem contar os presentes de cada lugar visitado, que ele chamava de “lembranças” sendo que eram coisas enormes e caras. – ela revirou os olhos. – Eu tinha sempre que dizer que não precisava daquilo tudo. Mas ele continuava. Então respondi que não queria aquilo, que só o fato de estar com ele já era um presente todos os dias. Ele ficou tão choroso nesse dia, não parava de me abraçar e de dizer que amava. – ela riu e eu a acompanhei. – O Louis pode parecer um bobão insensível, mas na verdade ele é um amor de pessoa. E fica impossível quando apaixonado.
– É, isso deu para perceber. – sorri.
– Teve até vezes de ele mandar passagens aéreas para mim, só para me ter ao seu lado quando sabia que iria ficar muito tempo fora. E assim continuamos. Claro que teve as fofocas, o ódio das fãs, tudo isso junto e misturado. Mas eu sempre tentava erguer a cabeça, pensar que o que importava era estar ao lado daquele garoto adorável. Sabe Alice... Inveja é um dos sentimentos que mais machucam as pessoas. Machuca quem sente e machuca a pessoa que sofre ela. Esse ódio desmerecido... É apenas uma junção de inveja e imaturidade. Todo mundo sabe que grande parte das fãs são apenas adolescentes, e elas acabam se deixando levar demais pela coisa e acabam fazendo coisas no momento da raiva.
– Palavras machucam demais Elle. – falei, sentindo que estava prestes a chorar.
– Faz quanto tempo que você vem recebendo isso? Desde o início do namoro? – ela segurou a minha mão.
– Desde antes disso. Quando eu e os garotos saímos para assistir Resident Evil. – não contive o sorriso ao lembrar daquele dia idiota e divertido. – As fãs já saíram me julgando e falando mal de mim. E isso só porque eu era amiga de Harry! Agora imagina o que eu recebo hoje, que estou namorando ele. Faz uma semana só que ele viajou para NY, mas teve outras viagens. E não ficamos tão próximos assim, como você e Louis, durante elas. Isso tudo está formando um peso na minha cabeça! Está só se acumulando. – comecei a chorar mesmo. Ai, que saco. Eu já sabia que eu era fraca, mas aquilo de ficar chorando a qualquer hora me deixava até com vergonha da minha fraqueza.
Eleanor passou para o meu lado da mesa e se sentou ao meu lado, me abraçando e fazendo carinho no meu cabelo.
– Eu apenas tive notícias... Mas pelo visto o que você vem recebendo é bem pior do que eu já cheguei a receber. Esse é o problema de namorar o considerado mais “sexy-hot” da banda. – ela balançou a cabeça, indignada. Até dei uma risada. Deve ter ficado engraçado sabe, eu ali, encolhida debaixo dos braços dela, chorando, com o rosto vermelho, dar uma risada tosca. Tsc, tsc, nesses momentos eu mesma acabava comigo.
– Isso é horrível Eleanor... – funguei.
– Alice, você pode se considerar fraca, mas você não pode deixar se abater sem lutar. Pelo menos isso você tem que tentar. – Eleanor disse. Soltei-me dela, limpando o caminho das lágrimas com a manga da blusa.
– Eu vou tentar. Mas saiba que eu nunca fui boa em competições.
– Quem disse que isso é uma competição? Você apenas vai lutar para ficar com o garoto de quem gosta. Vai enfrentar os problemas de uma relação. Bem, problemas que não é todo mundo que tem, mas são problemas da relação mesmo assim. – ela deu de ombros. – Eu sobrevivi, você também consegue. Tá, o nível de dificuldade para mim foi “medium”, para você é “hard”, mas você consegue. Ah, todos nós conseguimos... Como uma ajuda de nossos amigos. – ela sorriu.
– Citar Beatles não é justo. – sorri, fungando. Aposto que eu deveria estar sinistra, sorrindo com a cara vermelha e os olhos lacrimejando. Droga, eu tenho que parar com a auto-destruição.
– É justo sim. São nossos conterrâneos. Agora sorria. Os nossos amadinhos estão chegando hoje. – ela arrumou meu cabelo.
– Os nossos idiotas, chatos, infantis, imbecis, mas amados, estão chegando. – suspirei. Ela riu.
– Você não poupa os adjetivos, não?
– Ah, a Lizzie pediu uma foto sua. – falei, tirando o celular do bolso.
– Okay. – ela pegou o meu celular, pronta para tirar uma foto de si mesma.
Não era à toa que a Eleanor era a mais querida pelas fãs. E era uma amiga e tanta.
***
– Está aí a foto. – joguei o meu celular para Lizzie, que estava jogada no sofá, comendo meus chocolates e vendo The X-Factor. – Sua pequena anticristo. Pegou meus chocolates! – briguei com ela.
– Eu não resisti. Os dessa marca tem algo mais neles. – ela mordeu mais um pedaço, vendo a foto. – Ela é tão linda. – ela sorriu.
– Achei que seria do mesmo jeito com eles, assim como fez comigo e com Harry. Você sairia louca para tentar roubar o Louis dela.
– Eu disse que tentaria mudar. E a Eleanor é muito legal para ser passada a perna nela.
– O que? Sua pirralha! – voltei para a porta.
– Aonde você vai? A tia Elise está trancada de novo no banheiro, conversando pelo celular com aquele tio chato com quem ela saiu outro dia. – ela se sentou feito gente no sofá.
– Vou rever o meu namorado. E preciso fazer certas coisinhas. – falei, com um sorriso fraco nos lábios.
– Okay. – ela continuou comendo o chocolate.
***
Eles chegaram quase oito em ponto no aeroporto. Eleanor estava lá e ela e Louis tiveram a maior comemoração. Ele a pegou nos braços, rodeando-a pelo saguão enquanto ela ria. Aquele foi um momento de “foda-se” para as fãs que estavam lá, cercando-os e enchendo o saco. Harry veio em minha direção com um sorriso no rosto e eu simplesmente o beijei. Yeah, na frente de todos mesmo. Teve exclamações de Zayn, Niall e Liam. Harry me olhou com uma interrogação estampada no rosto, mas apenas pus o dedo sobe a boca e sorri.
Fomos rapidamente para a casa dele enquanto Louis disse que iria dormir na de Eleanor, pois “ficaria impossível de dormir em casa por causa de certos barulhos”. Que indireta mais direta! Fomos direto para o quarto e eu fechei a porta, deixando a luz apagada. Harry abriu a boca para perguntar, mas pus o dedo sobre ela.
– Shssss... – cheguei perto dele, o suficiente para poder sussurrar em seu ouvido. – Give me love like never before... Cause lately I’ve been craving more... All I want is the taste that your lips allow... My, my… Oh give me love…– cantarolei baixinho em seu ouvido, sentindo-o se arrepiar e estremecer levemente.
Afastei-me o suficiente para ver o se rosto. Ele me observava com uma expressão que não pude distinguir, mas seus olhos brilhavam e me afundei naquele mar verde. A luz que vinha era apenas a da lua, mas consegui acostumar a visão o suficiente para poder ver o seu rosto e era só o que importava. Harry pôs a mão em meu rosto e me beijou lentamente e da forma mais carinhosa possível. Nada de rapidez, de ser apressado, de apenas sentir o físico. Era hora do meu coração ter o que sempre pedira.
Oh, just give me love...
Notas finais
P.S. eu criei um ask! Ehhhhhh! Que coisa inútil. Tanto faz, quem quiser me perguntar qualquer coisa, aqui está: http://ask.fm/LadyArmelia
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